sábado, 30 de abril de 2011

Os risos de João Paulo II

Estava aqui a assistir vários vídeos de nosso saudoso João Paulo II. Admiro quem tem esse dom de fazer outros sorrirem. Como foi bom ver o sorriso de João Paulo II. Dizem que , UM SANTO TRISTE É UM TRISTE SANTO. Não é o caso de João Paulo II.


Um pouco de sua vida...


DUC IN ALTUM!!

Sigamos em frente com esperança! Esperança de um mundo melhor! Essa expressão era muito usada por Jesus, como que empurrando seus discípulos a caminhar, a não desanimar pelas incertezas e incredulidades deles e das  pessoas que porventura encontrariam pelo caminho. Ide, anunciaí o Evangelho a toda criatura!
Esse mesmo Cristo hoje também nos encoraja e nos dá forças para continuar  nosso trabalho na evangelização nesse mundão de meu Deus, onde os acontecimentos muitas vezes nos fazem desacreditar. Mas, mesmo assim nos vemos seguindo em frente, fazendo a nossa parte com carinho, dedicação, zelo.
Por isso, meu queridos e amados catequistas, DUC IN ALTUM! Seja firme, não desista nunca! Você não seria feliz abandonando o barco. Nade, nade, até não conseguir, pare, tome um fôlego, e recomece!! Cristo está contigo sempre. CRÊS NISSO????
Sei que temos muito de Tomé em nós, quantas vezes vacilamos, duvidamos.... Quantas vezes! Peçamos com fé: Senhor, em todos esses momentos, não nos deixe confundidos! Repito, sejamos como os discípulos que ao ser enviado por Cristo, seguiram confiantes nessa aventura que é a Evangelização, e seguiram felizes, como que embriagados pela ação do Espírito Santo. Esse mesmo Cristo hoje nos envia, sopra em nossos ouvidos. Vai! Estou contigo! É tempo de deixar de lado nossos temores e seguir adiante!
Um sábado da oitava da páscoa abençoado pra você que diariamente passa por aqui!
Imaculada


sexta-feira, 29 de abril de 2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Senhor, ouvi nosso CLAMOR...

Imagino que todos saibam da beatificação de nosso querido Papa João Paulo II, no próximo domingo, 1° de maio, domingo dedicado a divina misericórdia. A beatificação é a liturgia que propõe uma pessoa como modelo de vida e intercessor junto de Deus e autoriza o seu culto público na Igreja Católica. Procurando algo sobre a relação de João Paulo II com a catequese, encontrei o texto abaixo de Dom Eugênio Rixen, onde ele destaca várias falas do Papa dirigida á catequese e aos catequistas.

Em conversa com  catequistas de estados diferentes, notamos que existe uma necessidade gritante de catequistas vocacionados. Isso nos mostra que existem muita gente que ainda tem enterrado seus talentos/dons, enquanto muitos estão sobrecarregados, tentando de uma forma ou de outra suprir, tapar os buracos. Catequistas que se desdobram e assumem mais de uma turma. Outros se desgatam em encontros improdutivos devido ao grande número de catequizandos por turma. Paróquias que transferem parte de seus catequizandos, dizendo não ter "vagas". Vejo isso como uma falta de responsabilidade, pois estão apenas transferindo o problema, sendo que a falta de catequistas é geral.

Em alguns lugares, não existem uma catequese continuada, catequizandos que param na primeira Eucaristia por falta de catequistas que os acompanhe até o Crisma. Nossa realidade é preocupante, precisamos de unir nossas forças e clamar a Deus que envie operários para essa grande messe. Que nosso querido e futuro beato João Paulo II possa interceder por nossas necessidades e faça brotar nos corações de muitos homens e mulheres de boa vontade o desejo de também colocar a mão na massa nesse trabalho tão exigente e tão necessário,  a catequese. Que os atuantes encontrem forças e sejam perseverantes não se deixando vencer pelos obstáculos.

João Paulo II, Madre Teresa, Rogai a Deus por nós!
Amém!
O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.(Madre Teresa)

O importante não é você ser um catequista, mas sim o AMOR colocado em cada gesto, em cada palavra, em cada expressão! (Imaculada)
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A Catequese e o Pontificado de João Paulo II

No início de seu pontificado, o Papa João Paulo II dá uma atenção especial à catequese, herança recebida de seu antecessor, Paulo VI, que na Assembléia Sinodal em outubro de 1977, escolheu a catequese como tema de análise e de reflexão episcopal. No dia 16 de outubro de 1979, João Paulo II formulou as primeiras orientações na exortação Apostólica Catechesi Tradendae.


Na sua primeira visita ao Brasil em 1980, durante uma homilia em Porto Alegre, faz uma belíssima exortação aos catequistas. No início de sua pregação ele diz: “Filhos diletíssimos, vim para conhecer-vos melhor, para escutar-vos, para entrar em diálogo convosco, para mostrar-vos que a Igreja está perto de vós e partilha os vossos problemas, as vossas dificuldades e sofrimentos, as vossas esperanças”. Percebemos, com esta saudação, que o papa veio ao nosso país com um desejo muito grande de escutar o apelo do nosso povo, conhecer melhor a Igreja do Brasil e principalmente dialogar, conhecendo os nossos problemas, na busca de encontrar novos caminhos. Como sucessor de Pedro, veio encorajar todos os brasileiros a permanecerem unidos na fé.


Ainda em Porto Alegre, durante sua pregação, ele nos lembra das mudanças ocorridas na sociedade atual e pergunta: “Estarão os cristãos do Brasil preparados a enfrentar o choque provocado por esta passagem das velhas às novas estruturas econômicas e sociais? A sua fé estará em condições de permanecer inabalável? ” Para responder a estas questões diz que é necessário alimentar a religiosidade do nosso povo a partir das verdades reveladas da nossa fé. Em outras palavras, “ impõe-se um esforço sério e sistemático de catequese. Eis o problema que hoje se põe diante de vós em toda a sua gravidade e urgência”.


O educador na fé procura continuar a missão iniciada por Jesus guiado pelo Espírito Santo. Este serviço na Igreja é de fundamental importância. O papa valorizando o ministério dos catequistas afirma: “Que serviço mais belo que o do catequista que anuncia a Palavra divina, que se une com amor, confiança e respeito ao próprio irmão, para ajudá-lo a descobrir e realizar os desígnios providenciais de Deus sobre ele?” Eis que a missão do catequista consiste também em fomentar que as nossas comunidades sejam mais acolhedoras e catequizadoras.


O catequista é um anunciador da Palavra, alguém que procura de fato vivenciá-la no dia a dia. Seu testemunho é fundamental, pois não se pode separar a fé da vida quotidiana. O educador na fé tem uma “tarefa extremamente árdua e delicada, porque a catequese não é um simples ensino, mas a transmissão de uma mensagem de vida, como jamais será possível encontrar em outras expressões do pensamento humano. Quem diz ‘mensagem’, diz algo mais do que doutrina. Quantas doutrinas jamais chegam a ser mensagem! A mensagem não se limita a expor idéias, ela exige uma resposta, pois é interpelação entre pessoas, entre aquele que propõe e aquele que responde. A mensagem é vida. Cristo anunciou a Boa Nova, a salvação e a felicidade” . Por ser uma mensagem de vida, é que o papa, todas as quartas-feiras, em audiência geral no Vaticano, catequiza o povo.


Muitos são os temas importantes tratados, como: a) catequese em família, pois os pais são os primeiros educadores na fé. “Um momento muitas vezes decisivo é aquele em que as crianças recebem dos pais e do meio ambiente familiar os primeiros elementos da catequese, os quais não serão mais, talvez, do que uma simples revelação do Pai celeste, bom e providente, no sentido do qual tais crianças hão de aprender a voltar ao coração”; b) a catequese na Paróquia - um lugar importante para a catequese, onde se prioriza a formação dos catequizandos; “Se é verdade que se pode catequizar em toda parte, eu queria no entanto realçar – em conformidade como o voto de grande número de bispos – que a comunidade paroquial deve permanecer a animadora da catequese e o seu lugar privilegiado”. c) catequese nos meios de comunicação social- “A catequese, que até agora teve expressão sobretudo escrita, é convocada a exprimir-se sempre mais também através destes novos instrumentos. A tarefa é grande e de muita responsabilidade: é preciso agir nos meios de comunicação e ao mesmo tempo educar para o uso destes instrumentos”. d) catequese e metodologia- “Pouco valor terá a catequese, mesmo substanciosa e segura, se não for transmitida com eficiência de expressão e apoio daqueles subsídios didáticos que hoje se apresentam sempre mais ricos e sugestivos”. e) catequese e adultos- “Esta é a principal forma de catequese, porque se dirige a pessoas que têm as maiores responsabilidades e capacidade para viverem a mensagem cristã na sua forma plenamente desenvolvida. A comunidade cristã, efetivamente, não poderia por em prática uma catequese permanente sem a participação direta e experimentada dos adultos, quer eles sejam destinatários quer sejam promotores da atividade catequética”.


No Sínodo Extraordinário para os Bispos em 1985, fazendo uma avaliação da caminhada do Concílio Ecumênico Vaticano II, os padres sinodais pediram ao papa a redação de um Catecismo Universal para a Igreja Católica. A proposta foi acolhida e no dia 11 de novembro de 1992 o Catecismo da Igreja Católica foi publicado e entregue a todos os bispos. A partir daí, pensou-se também na possibilidade de uma revisão do Diretório Catequético Geral de 1971 e em 1997 é publicado o novo Diretório Geral para a Catequese que foi uma atualização do anterior. Procura também dar orientações para o uso do Catecismo da Igreja Católica.


Logo após a publicação do documento pontifício Catequese Tradendae, nasce no Brasil o texto Catequese Renovada, Orientações e Conteúdo(1983) da CNBB. Documento bastante importante para a nossa catequese sobre a educação na fé. Despertou a Igreja no Brasil para uma catequese inserida na realidade, como também uma catequese adulta para adultos numa formação interativa (fé e vida).


Assumindo a Catequese como prioridade no seu pontificado, o papa motivou nos países a elaboração de diretórios nacionais e regionais adaptando-os a cada realidade. Respondendo a esse desejo a Igreja no Brasil está elaborando o seu Diretório Nacional de Catequese profundamente ligado a mística evangélico - missionária e bíblica - vivencial.

Toda a Igreja do Brasil, particularmente os catequistas, expressam sua gratidão e amor ao Santo Padre pela sua dedicação à catequese ao longo do seu pontificado.
Que o Senhor o abençoe, ilumine e fortaleça na sua missão.

Dom Eugênio Rixen
Bispo de Goiás - GO
Presidente da Comissão Bíblico-catequética

Publicado pela CNBB em 7/10/2003

Catequista com cérebro enferrujado? ahm! ahm! Vamos ao treino!!

De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea, 
não ipomtra em qaul odrem as 
Lteras de uma plravaa etãso, 
a úncia csioa iprotmatne é que 
a piremria e útmlia Lteras etejasm 
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser 
uma bçguana ttaol, que vcoê 
anida pdoe ler sem pobrlmea. 
Itso é poqrue nós não lmeos 
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa 
cmoo um tdoo. 
Sohw de bloa.

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
 


Os pais: separados ou não, são catequistas insubstituíveis

A igreja sempre reconheceu o caráter insubstituível das responsabilidades educacionais dos pais acerca de seus filhos, tanto no nível humano como no religioso, pois "a educação na fé pelos pais deve começar desde a mais tenra infância" (CIC 2226).

Sabemos que nossas famílias passam por inúmeras crises. Hoje, em nossas turmas de catequese facilmente encontramos casos de pais separados. Nessa semana mesmo, conversava com uma catequista, onde ela me dizia que no final de semana em que a criança ficava com o pai, ela não ia na catequese. É comum aos perguntarmos o porque da falta da criança no encontro, ela responder meio que sem jeito, que foi por que estava com o pai.
Outro dia, visitando o blog da sheila, ela contava sobre a audiência de conciliação para regulamentar a visitação do pai e ela sendo catequista e mãe cristã, conseguiu incluir entre os itens, o comprometimento do pai em levar os filhos aos encontros de catequese quando eles estivessem passando o final de semana com ele. Achei o máximo, e vou usar desse exemplo para trabalhar com os pais de nossa catequese.
Se os pais se separaram por "N" motivos, isso não tira dos filhos  o direito de serem educados na fé  por parte dos dois.
Leia o texto na íntegra, CLICANDO AQUI 

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O que é o céu?

Não pedi permissão, mas não poderia deixar de fazer desse comentário um post. Lindo seu testemunho, Cátia... Preparei uma senhora
(ou terá sido ela quem me preparou?)  de 82 anos para sua primeira Eucaristia. 
Aí está dona Ica, quando fez sua primeira Eucaristia,   hoje está lado a lado com Jesus.Sendo assim, meus caros, não existe idade para se receber os sacramentos. A do lado é a Maria, sua filha,  tem uma deficiência mental, mas pela fé da mãe também recebeu Jesus na Eucaristia. E essa mãe falou duro e convicta: "Se minha filha não pode receber Jesus eu também não recebo!" E no final da celebração ela segura nas mãos do sacerdote, o agradece  dizendo ser a mulher mais feliz de todas as que estavam naquela celebração.

Com vocês o testemunho da Cátia, catequista de Itaquera-  São Paulo:

"Fiz minha primeira Eucaristia com 28 anos. Sério,rsrssr! E sempre repetia pra Jesus, como Sto Agostinho: "Ah, Senhor, tarde te amei!
Hoje vejo que Deus tem seus caminhos pra nos trazer de volta...talvez se tivesse acontecido antes, não teria vivido aquele momento sublime com tanta intensidade. Me arrumando pra ir à Missa da minha 1ª Eucaristia, decidi colocar minhas lentes de contato, pra ficar mais bonita, rsrss. PÉSSIMA IDÉIA! A muito custo tentava conter as lágrimas, durante a celebração. Consegui! Até receber Jesus... As lágrimas contidas durante a Missa explodiram enquanto fazia minha ação de graças, um tsunâmi, rsrss, de gratidão, nem sei explicar. Todos olhavam pra mim pois meus olhos estavam super vermelhos pelas abençoadas lentes. Ainda chorando, ouvi uma frase "profética" de uma catequista: "Essa aí vai ser catequista".E aqui estou...
Uma vez li o seguinte pensamento:
"Alguém perguntou: O que é o céu? E um anjo respondeu: É O DIA DA PRIMEIRA EUCARISTIA QUE NUNCA SE ACABA.
Pra vc, minha amiga, bjos.
Cátia"



Suas lágrimas!

"Bom dia!!!
Sabe qual foi o momento mais emocionante da primeira eucaristia? quando te ví chorando... que choro lindo... missão cumprida, né? Acho que vou chorar muito quando for a minha turma tb...." Alessandra

Queria comentar essas palavras que recebi da Alessandra, uma catequista daqui... Eu amo dar catequese, estar em contato direto com as crianças é onde me realizo, coordenei por alguns anos, faço encontros com pais, catequistas, mas o que gosto mesmo é estar com eles.
Depois de muitos anos, vivi a emoção de ver abeira-se da Eucaristia, os que acompanhei por quase dois anos. Esse momento é de grande alegria, gratificante demais. É a maior motivação para começar outras e outras turmas. Me alegrei por todos, toquei, acariciei todos na fila da comunhão, senti no olhar de cada um de meus catequizandos,  a emoção. Mas, minhas lágrimas sairam de meu controle, quando vi o "Pablo" se aproximar do altar, senti um gelo da cabeça aos pés, meu corpo extremeceu e chorei mesmo feito uma criança e só parei quando as lágrimas secaram. No final uma catequizanda que não é da minha turma, perguntou: "Você estava chorando!" Eu, respondi: "Sim, mas não se preocupe, pois foi de alegria, viu!".
Missaõ cumprida? Não! Sei que minha missão não terminou com a primeira Eucaristia, somos responsáveis por eles até que se tornem cristãos adultos na fé.
Senti no meu coração a certeza de que não tem trabalho, não tem esforço que compare à emoção que sentimos, quando não desistimos daqueles que para nós parecia impossível.  Nossa alegria maior consiste em ir ao encontro daqueles que estão á margem. Estou até hoje sentindo a alegria daquele momento, ver aquele garoto abeira-se da Eucaristia. E o mais importante, ninguém da família o acompanhou, ele foi sozinho.

A percepção da ressurreição é silenciosa

A narrativa evangélica sobre a morte de Jesus atesta que houve escuridão sobre a terra, tremores de terra, véu do Templo se rasgado e mortos ressuscitados. É, pois, uma narrativa que remete ao cinematográfico, talvez em uma alusão à dor dilacerante que o próprio Deus sentia naquele momento. A ressurreição, por sua vez, acontece no silêncio da manhã. Sem espetáculo, sem barulho, sem espectadores. Jesus aparece a uns e a outros, silenciosamente. Não há estardalhaço, sinos ou barulho de festa. A percepção da ressurreição é silenciosa, é no interior de cada coração, é matéria de fé. É o silêncio que transforma a história da humanidade: desde aquele domingo, a humanidade nunca mais foi a mesma – dali em diante, a última verdade passa a ser a esperança, a eternidade.  A morte perdeu a última palavra. O Senhor está vivo! Este é um fato; fato somente entendido por aqueles que têm fé e que são capazes de ver sinais de vida onde a morte insiste em existir. A ressurreição de Jesus ecoa até hoje, acontece a cada minuto onde a vida é resgatada, onde a vida abunda.Gilda Carvalho


Psiuuuu!! Às vezes os ruídos externos e principalmente os internos não nos permite sentir a presença do ressuscitado no nosso meio. Mas ele está alí, no silêncio, respeitando o nosso momento, sem forçar, sem se  impor, simplesmente está alí...
 
Uma quarta da oitava da páscoa abençoada à você que passa poraqui!!
Imaculada

terça-feira, 26 de abril de 2011

Dicas para LEITORES na Missa

Ainda sobre a missa... Acho que por uma "jesuiscidência", recebi esse material da samya, seguida da postagem sobre a missa dominical. Lutamos na evangelização para que nossas famílias tomem gosto pela missa. E se a missa é um direito que temos, isso inclui o direito de saborear a Palavra de Deus dirigida a nós através dos leitores, proclamadores da Palavra. Há diversos dons e cada um os coloca à serviço da Igreja. Nem todos tem condições de proclamar a Palavra. Outros não se trata de não ter condições, mas falta treino. É necessário discernimento de quem coordena esse ministério. Existem lugares onde se tem o ministério do leitor, pessoas formadas, orientadas,capacitadas para essa função. Se é tão importante esse quesito, porque tantas vezes os leitores são pegos a laço nas celebrações. Ter o cuidado na escolha dos leitores,  não se trata de exclusão, mas sim de discernimento, zelo. Aqui inclui-se também os salmistas. (Imaculada)

Turma, vale a leitura. do amigo e catequista Emilio Carlos
samya

Dicas para leitores na Missa

Olá:
Faço teatro há 26 anos e há 5 anos comecei a fazer teatro na Missa com Crianças. Sou catequista e também leitor, assim como minha esposa e meus filhos.

Noto que a nossa Igreja tem uma grande dificuldade com relação aos leitores, adultos e crianças.

Muitos deles são inibidos e tem dificuldade em proclamar as leituras. Claro que existem leitores brilhantes, mas no geral a assembleia tem dificuldade em entender o que eles leem.

É preciso entender o problema para se encontrar a solução.

Eu vejo os seguintes problemas:
- falta de dicção
- falta conhecimento de regras de pontuação
- falta conhecimento de regras de leitura
- falta conhecimento da Palavra. É preciso se entender o que se vai ler para poder ler com toda a entonação que as leituras merecem e precisam.

Certa vez nosso pároco, ao explicar as leituras, leu trechos da primeira e da segunda leitura com muita entonação e interpretação.

No final da Missa fui perguntar à ele se era permitido também aos leitores que fizessem essa interpretação nas leituras.

E ele respondeu: não só é permitido como é desejável.

(Como nosso pároco é Monsenhor e Vigário Geral junto à Cúria da Diocese de Taubaté, sua opinião tem um peso muito grande para nós leigos.)

Ou seja: é preciso que o leitor entenda o que ele está lendo. É preciso que ele entenda a mensagem daquela leitura para poder proclamá-la corretamente.

A desinibição vem com técnicas de leitura, dicção, pronúncia, e com o entendimento das leituras e da importância do leitor para a Missa.

Não raro os leitores simplesmente não percebem que eles fazem parte - e as leituras são a maior parte - da liturgia da palavra. Assim acabam não percebendo sua importância para a Missa.

Se a assembleia não entende as leituras como poderá depois o padre explicá-las na homilia?

"Vocês ouviram o que São Paulo disse na Carta aos Corintios", diz o padre tentando fazer a relação entre as 2 leituras e o Evangelho. Se as pessoas não ouviram São Paulo como vão entender?

Não acho que a preparação corporal para leitores seja necessária. Porque o leitor fica parado na frente do ambão e toda sua expressão está na voz. É como acontece com teatro de fantoches, onde do ator só se ouve a voz.

Então o leitor tem que passar na voz o peso da leitura. Ele tem que se imaginar como São Paulo falando aos Coríntios; outras vezes terá que imaginar como Deus falou com Moisés. E é aí que você entra com o teatro e com a interpretação.

Dessa forma o leitor vai preparando a assembleia para o Evangelho e depois para a homilia.

Exercícios para voz são os normais do teatro. Se você não faz teatro procure dicas desse tipo de exercícios com quem faz (ou no google).

É preciso também ensinar o leitor a falar no microfone. Tem gente que quase engole o microfone - e tem quem acha que microfone é pra segurar na altura da barriga. Daí ou satura o microfone ou ninguém ouve nada.

Então é preciso ensinar a técnica de falar ao microfone - isso depois que a pessoa já estiver com a leitura preparada.

E depois de tudo isso é preciso saber que mesmo o leitor mais experiente vai ter que ensaiar. A Bíblia tem palavras e nomes difíceis, e se o leitor não ensaiar alguns dias antes pelo menos ele pode tropeçar.

Muitas vezes a falta de uma consoante ou uma mudança na entonação de uma palavra simplesmente destrói todo o sentido da leitura. Por isso depois do leitor entender o que vai ler, ter técnica de dicção e de microfone, ainda assim vai ser preciso ensaiar.

Com crianças é sempre bom ensaiar bem antes. Explicar à elas o sentido da leitura de maneira facilitada, que elas possam entender para dar sentido à leitura. Treinar sempre o microfone com elas e a dicção.

Fazer as leituras é uma grande responsabilidade. Mas é também um grande aprendizado da Bíblia para o leitor. Esse trabalho de interpretação do texto, de entender o que está acontecendo naquele trecho a ser lido, o antes da leitura e o depois (como se faz no teatro: o antes-durante-depois do texto e dos personagens), tudo isso vale como estudo bíblico e aprofundamento nas bases da nossa fé.

Espero ter ajudado.
Paz e bem!
Emílio Carlos

Missa Dominical

Um dos desafios maiores na catequese é fazer com que nossos catequizandos criem o hábito da missa dominical. Quando é chegado o momento da primeira Eucaristia, isso nos pesa, porque como receber Cristo na Eucaristia, se não participam da missa. Gera também uma certa inquietude com relação aos pais, se torna uma coisa até chata ter que ficar alertando (pra não dizer cobrando) os pais com relação à missa. Enfim, essa dificuldade é geral em todo canto do Brasil e também fora dele. Vejo que esse pequeno texto de Dom Odilo é oportuno para se trabalhar num encontro de pais. Que tal, dividi-los em grupo para que reflitam e tirem suas conclusões, dando abertura para que coloquem suas dúvidas, certezas e incertezas com relação a Santa Missa. Mais que um dever, a missa é um direito que temos...Fica a dica!!
Uma santa terça feira da oitava da páscoa para todos!


"Há quem pergunte se a participação na Missa dominical continua a ser obrigatória. Certo, a Igreja mantém o preceito da Missa dominical, como no passado. Mas a pergunta poderia trair um lamentável equívoco na compreensão do preceito.
O acento não deve ser colocado como obrigatoriedade. Mas na importância e na beleza dessa ação de vida eclesial. Ninguém afirmará que somos obrigados a amar, a nos alimentar, a cultivar bons hábitos de saúde...
Tudo isso, mais do que obrigatório, é condição para viver. Da mesma forma, a Missa dominical é condição para viver como discípulos de Jesus Cristo e membros da Igreja; sem isso, é difícil e até impossível manter a fé e cultivar a vinculação com a Igreja."

Dom Odilo Scherer

Felicitações Pascal ao Senhor!


Parabéns, Senhor, por teu triunfo.
Tens acendido e és o mais alto que existe.
Bateu o record absoluto de amor à humanidade.

Também eu gosto do triunfo,
o fazer carreira e o sucesso,
porém, sou muito diferente de ti.

Quando eu ganho, outros perdem.
Quando ganhas tu, ganhamos todos.
O meu costuma ser o sucesso frente a outros homens.
O teu é uma vitória para todos os homens.

Ensina-me, Senhor, a não subir
às custas dos outros.
Ensina-me a servir a todos com igualdade.

* uma colaboração de Frei Jesús María
Lábrea-AM

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Momentos de nossa Primeira Eucaristia


video.
No final de toda celebração de Primeira Eucaristia  é encenado alguma coisa com relação a CF. Nesse ano as crianças encenaram o " FIZ O QUE PUDE", a história do pássaro de topete amarelo que sozinho, com muita valentia,  tenta apagar o fogo da floresta... Eles fizeram direitinho, decoraram a fala, foram responsáveis. Parabéns queridas crianças, parabéns às catequistas Ana maria e Magda que ensaiaram essas crianças, mas não puderam ver a encenação no dia. Mas, eu sou testemunha ocular que vocês fizeram um lindo trabalho com essas crianças e a Maria José, a Dalva, a Izildinha  conduziram tudo na mais perfeita harmonia. Parabéns. É gratificante ver como as coisas acontecem quando trabalhamos em EQUIPE, assim como o pássaro de topete amarelo, cada um fazendo a sua parte  com responsabilidade, carinho, dedicação, desde as que ensaiaram, ajudaram no figurino, ajudaram vestir as crianças, enfim, um trabalho em conjunto...
Para incrementar esse momento foi ensaiado com todos a música: elegia pela amazônia, enquanto cantavam, ia se passando os slides, preparados pela catequista Rosi. Não poderia deixar de destacar o trabalho da Rosmeire, coordenadora da liturgia Mirin, que ficou por conta da parte litúrgica e procissões. O resultado final uma celebração linda, que não merece que destaquemos as pequenas falhas. Podemos sim, sempre melhorar o que fazemos, mas é preciso valorizar e voltar nosso olhar para todo o contexto. Digo isso, pois temos a terrível mania de ficar presos àquilo que não saiu tão perfeito.



Danilo, cresceu com a gente, desde que estava na catequese, sempre nos ajudava nos teatros e ainda hoje está sempre disposto a nos ajudar...... Quem foi que disse que não veremos os frutos de nossa catequese?

abaixo...catequizandas de outras etapas se encarregaram da procissão da Bíblia!
Lindas!

... e a  oferta de flores e coroação, bem rápido, mas lindinhas... As três são irmãs.


A seguir...

A CATEQUESE deve usar  dinâmicas ou a CATEQUESE deve ser dinâmica????

O padre e o menino na porteira

É PRECISO EXPERIMENTAR E VIVER O JESUS VIVO E RESSUSCITADO!



O novo padre chegou na paróquia, pois o anterior era bem de idade e estava com problemas de saúde. Aos domingos, o novo padre  ia para as capelas dos vilarejos com seu jipe. Um certo domingo ele vai para um vilarejo, onde no caminho havia muitos cruzamentos e ele se perdeu. De repente, ele vê um menino  numa porteira próxima a uma fazenda.
Ele pergunta: Oi garoto! Você está aí abrindo a passagem para ganhar uma moeda?
_ Sim, mas são poucas as pessoas generosas.
_ Você estuda?
_ Sim!
_ Você sabe rezar?
_  Eu sei algumas coisas que minha mãe me ensinou, responde o garoto.
_  Gostaria que você me ensinasse a chegar na capela de São Miguel.
_  É muito fácil, é só seguir em frente que o senhor chega lá.
_  Bem, já que você foi muito generoso, venha comigo que vou lhe ensinar o caminho ao céu.
A criança dá uma gargalhada.
_ Porque você está rindo? Isso é muito sério, diz o padre,
E a criança sorrindo responde: O senhor não sabe nem onde é o caminho para chegar na capela de São Miguel, como vai saber chegar ao céu?

Moral da história:
Disse Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida", para conhecermos bem o caminho para a Igreja, precisamos primeiro conhecer o caminho para o céu, pois não basta irmos a Igreja todos os dias, fazermos sempre este percurso, o importante de fato é EXPERIMENTAR E VIVER O JESUS VIVO E RESSUSCITADO.

domingo, 24 de abril de 2011

Alegrai-vos, cristo vive!

Concordo com Padre Luizinho, realmente o nó de nossas gargantas foram rompidos na vigília Pascal. Lindo, lindo, cantar com nossos salmistas. Uma celebração pra lá de demorada, mas alegre, contagiante. O amor que se instala em nossos corações, só se explica pelo fato de acreditar que  Cristo vive e se faz presente em nosso meio.
Espero todos tenham vivenciado esses dias em profundidade. Que possamos viver também a oitava da páscoa e todo o período pascal que se estende até pentecostes.
Hoje, tenho motivos para estar exultante de alegria, pois aconteceu em nossa paróquia a Primeira Eucaristia de nossos catequizandos. Foi lindo!! Vivi, depois de muitos anos a emoção de acompanhar uma turma ao encontro com Cristo Eucarístico. Esses momentos para um catequista são  um presentes, um estímulo a não esmorecermos diante das pedras que surgem em nossa caminhada. Sei que nosso trabalho com esses catequizandos está só começando, mas agora, sendo eles crianças, adolescentes eucaristizados, teremos mais forças para continuar caminhando, até que se tornem cristãos adultos na fé. Alegrai-vos comigo!
Uma Santa Páscoa para todos!
Imaculada


Rompeu-se o nó da nossa garganta: ALELUIA!
Na Vigília Pascal rompeu-se o nó das nossas gargantas, que durante quarenta dias do tempo da Quaresma nos prepararam para celebrar a Vida Nova em Cristo Jesus, podemos dizer com força e alegria como diziam os cristãos nos primeiros séculos: CRISTO RESSUSCITOU, RESSUSCITOU VERDADEIRAMENTE ALELUIA!

Uma antiga tradição conta-nos que os primeiros cristãos que viviam com grande intensidade o dia da Ressurreição, quando eles se encontravam na rua, eles se cumprimentavam assim: Cristo ressuscitou! O outro respondia: Ressuscitou de verdade Aleluia!

Nesta semana, em particular, estamos celebrando A “OITAVA DA PÁSCOA”. Como o mistério da “passagem” do Senhor pela morte é extremamente profundo, durante oito dias celebraremos esse grande mistério como se fosse um único dia com o objetivo de viver melhor o ponto central de nossa fé: A RESSURREIÇÃO DE JESUS (no passado, esse era um tempo especial de contato com a fé para os que tinham sido batizados durante a Vigília Pascal).

Todo o tempo pascal, que se estende por sete semanas até a Festa de Pentecostes, é marcado, não apenas nos domingos, mas também durante os outros dias da semana, pelos textos de Atos dos Apóstolos e do Evangelho de João. São trechos que nos mostram a fé das primeiras comunidades cristãs e dos Apóstolos em Cristo Ressuscitado e nos convidam a fazer da nossa vida uma contínua páscoa seguindo fielmente os passos de Jesus, testemunhando-o corajosamente no mundo de hoje.

http://blog.cancaonova.com/padreluizinho/category/pascoa/

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Evangelizando através de "TIRINHAS"


O BLOG www.ciscodoamor.blogspot.com, traz toda semana uma tirinha diferente, onde podemos refletir, evangelizar... Fico feliz quando vejo pessoas colocando seus dons para evangelizar de uma maneira diferente. Acompanhem!

AQUI NASCE A VIDA DA IGREJA



A bênção e a partilha do pão e do vinho faziam parte do rito da refeição pascal. Mas tanto uma como a outra recebem aqui um sentido inteiramente novo. Aqui nasce a vida da Igreja. É certo que é apenas no Pentecostes que Ela nasce como comunidade espiritual e visível. Mas aqui, na Ceia, realiza-se o enxerto da vara na cepa que torna possível a efusão do Espírito. As antigas orações de bênção tornaram-se, na boca de Cristo, palavras criadoras de vida. Os frutos da terra tornaram-se a Sua carne e o Seu sangue, cheios da Sua vida. [...] A Páscoa da Antiga Aliança tornou-se a Páscoa da Nova Aliança. 

Fonte: Evangelho Quotidiano

Serei crucificado até o fim dos tempos

Onde estará a beleza do desfigurado? Ele, o crucificado, sem aparência humana toca o limite e a verdade da existência. Uma verdade misteriosa que não deixa abraçar pelo olhar. E ali está presente e mostrando como a pequenez revela a grandeza da entrega. Santa Páscoa a todos!
*Samya, obrigada pelos toques de Deus! 
Serei crucificado até o fim dos tempos.
Parecem, que vcs cristãos, nem pensam nestas coisas.Sou perseguido, flagelado, esbofeteado, esquartejado, crucificado.
Morro diante de vocês.E vocês não vêem, estão cegos.Há cristãos que pensam que me amam, porque são fiéis nas devoções, acedem velas e rezam diante da minha imagem.
Tudo isto está bem. Mas eu não sou de gesso, nem de pedra, nem de metal. sou de carne que vive e que sofre.Estou no meio de vocês! Não me reconhecem.Sou mal remunerado, estou desempregado, estou tuberculoso, durmo ao relento, estou na cadeia, sou explorado. Entretanto eu lhes havia dito claramente: tudo o que vocês fizerem ao menor dos meus irmãos, é a mim que o fazem. Está claro.O pior é que sabem.Mas não levam a sério.Pois bem, agora vocês vão dizer a todos que eu os amei, que os amo. E que ninguém precisa olhar para trás ou para cima para me amar. Que olhe para frente, para seus irmãos. E leve a sério minha promessa: o que você fizer  ao menor dos meus irmãos, é a mim  que você o faz!

terça-feira, 19 de abril de 2011



... que existe a patrona dos que vão receber a Primeira eucaristia?  Sim ! Existe! Imelda Lambertini (CLIQUE AQUI E LEIA SOBRE ELA. GRANDE EXEMPLO PARA NÓS!)

A mulher invisível

Recebi esse vídeo da Rosangela Tamaoki de Londrina-PR. Todos vocês a conhecem, pois sempre posto alguma coisa que recebo dela. É uma pessoa a quem admiro muito. Uma catequista zelosa e com uma preocupação ímpar com a formação dos catequistas.
Disponibilizo  esse vídeo e para quem está procurando algo para apresentar para as mães, o vejo como uma boa opção... E se  prestar bem a atenção, ele nos passa uma mensagem para nosso trabalho catequético. Beijo grande e uma terça feira Santa  abençoada pra você que passa poraqui!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sorteio

Em comemoração ao 2º ano do blog CATEQUESE CAMINHANDO, divulgo  mais um sorteio realizado pela Clécia e Sandra, catequistas em Feira de Santa -BA. Essa dupla, merecem nossas orações e agradecimentos pelo carinho e dedicação com que  alimentam o blog,  contribuindo para a formação e motivação de muitos e muitos catequistas.

Para participar é muito simples, é só ser seguidor(a) do Blog deixar neste post(CLIQUE AQUI),o seu nome, e-mail, cidade e estado, além de uma frase breve ressaltando a importância da Páscoa para nós cristãos. Só vale participar uma vez.

Serão sorteados dois livros Ágape, do Padre Marcelo Rossi. Participem!

Mas, corram, pois poderão participar até   o próximo Sábado, dia 23/04/11.
Boa sorte!

Cada turma, uma caixinha de surpresas.

Quando assumimos uma turma na catequese,  não imaginamos o que está por vir. O que Deus está colocando em nossas mãos. Qual nossa missão com esses catequizandos e suas famílias.

Planejamos, sonhamos, organizamos nosso primeiro encontro na maior expectativa, com um desejo profundo de tocar o coração de cada um deles. Às vezes, num primeiro contato já sabemos se nosso fardo será leve ou pesado.

Cada catequizando chega para nós, como um embrulho fechado, lacrado, cada com um histórico diferente. Poucos  foram iniciados na fé desde o ventre materno, quer dizer recebeu uma fé embrionária. Outros tantos, já ouviram falar de Jesus de uma maneira superficial. Enfim, a maioria não vem para a catequese com sede de saber e conhecer sobre a pessoa de Jesus. Nem sequer tem a noção do que fazem ali.

Conversando com alguns catequistas, ouvindo alguns relatos, pude sentir um certo desespero por não saberem o que fazer com o presente que ganharam(seus catequizandos). São indisciplinados, alguns mal educados, pois ficam dando chutes e agredindo os colegas, conversam demais, não estão nem aí pelo que o catequista está falando. Enfim, limites não conhecem.

Ah, como eu queria ter uma resposta! Sei exatamente como esses catequistas se sentem,  moídos,  como um bagaço de cana passado pelo engenho, mas que se espremer ainda consegue um pouco de doçura. Desanimamos, não nos achamos capacitados,  temos uma tendência a esfriar e até dizemos: “Mas, que droga, o que ainda faço nessa catequese! Porque ainda perco meu tempo com esses catequizandos que não querem nada com nada?” rgrgrgrggrgrrggrgrgr

Choramos, descabelamos, mas do nada somos tomados de uma força, de uma certeza de que no próximo encontro será diferente.

Chamamos de ENCONTRO, esse tempo que passamos juntos uma vez por semana. O que deveria ser um encontro com Jesus, com as maravilhas que Deus deixou para nós, para muitos não passa  de um ponto de encontro para se colocar as conversas em dia ou até para extravazar as energias, brigando , cutucando os colegas.
Deixo abaixo, não uma receita, mas algumas dicas:

• Visite cada família de seus catequizandos, comece pelos mais custosos, esse contato na casa dele, te fará uma pessoa mais próxima, com isso te respeitará mais.

• Tente uma dinâmica, onde os leve a escutar o silêncio.

• Valorize cada catequizando, acredite neles e diga isso a eles: “olha, eu acredito em vocês...”

• Deixe os pais a par do que está acontecendo, peça ajuda, se possível convoque um pai ou uma mãe para participar dos encontros.

• Converse em particular com “aquele” que ainda insiste em bagunçar. O ame, esse é o que mais precisa de você!

• Se ainda assim não resolveu, peça ajuda à coordenação e também ao padre.

• Ah!! O mais importante, se coloque em oração, apresente a Jesus cada catequizando, cada família e peça socorro à Deus em primeiro lugar e confie que Ele te conduzirá.

• DESISTIR? Nunca! Chore, esperneie, doe sua vida, mas nunca desista daqueles que Deus te confiou...

Se você  que me lê, tem  alguma sugestão que fez e que deu certo, partilhe  aqui no espaço  "comentários".
  

AS pedras e a RESSURREIÇÃO

Nós e as pedras da vida.
 Quantas pedras que precisamos rolar para que a vida
possa fluir livremente, sair para respirar o ar puro da alegria, da serenidade, da paz; para respirar o ar puro da Ressurreição de Jesus.

Por um momento, coloquemo-nos na pele de Maria Madalena, que vai ao sepulcro, preocupada com a pedra que deveria remover,
porque era muito pesada.

 De tanto pensar naquela pedra, seus passos pesavam e seus
pensamentos se perdiam em projetos de como poderia fazer para remover a pedra.Jamais pensaria ela em encontrar o Senhor Ressuscitado diante de si.
  Seus pensamentos estavam pesados feito pedras.

Olhemos para tantos caminheiros que caminham conosco pela vida, com
preocupações que se assemelham a pedras a serem removidas.
 Outros tantos vivem em verdadeiros túmulos lacrados com pedras, com pesadas pedras que impedem a entrada de luzes novas, capazes de colorir vidas e dar-lhes um novo respiro.

Quantos que são incapazes de remover pedras que receberam como heranças malditas e, por isso, inocentes, sentem-se culpados e mais pesarosos pela dor que os oprime.  A estes, Cristo ressuscitado estende a mão, para tirá-los de cavernas escuras ou de túmulos lacrados com pedras que impedem a vida de ressuscitar e viver livre e serena.

O Domingo da Ressurreição é o dia apropriado para retirar pedras, para afastar pedras grandes e pequenas que criam barreiras impedindo a vida de fluir livremente, impedindo a vida de correr seu curso normal iluminada pela esperança que só se encontra em Deus.

 Hoje, é um dia especial porque vemos a vida brilhando em cores de
luzes, resplandecendo e cheirando perfume divino. Mais que poesia, este Domingo tão alegre, tão brilhante, porque iluminado com a luz divina, torna-se incentivo para remover todo tipo de obstáculo que impede à luz divina iluminar a vida humana.

Todas as pedras que impedem a comunicação devem ser removidas. Todas as
pedras que criam muros invisíveis — preconceito, injustiças, divisões de classes ...

precisam ser removidas para que a luz da Ressurreição de Jesus Cristo brilhe em todos os homens e mulheres.

 É preciso remover as pedras para que a Páscoa possa passar
livremente entre nós, irradiando sua luz e iluminando nossas vidas. Depois da
Ressurreição de Jesus, qualquer pedra que impeça a vida de fluir livremente agride a vontade do Pai, que se define assim: que a vida viva, que a luz divina da Ressurreição resplandeça em todos corações:
 feliz Páscoa!

(Francisco Régis)