"Que lindo foi a experiência de levar nossos catequizandos no cemitério ontem, me pareceu que para alguns era sua primeira vez ali e quando você falava a emoção rolava. Aquela cena, daquele quero-quero protegendo seu ninho (que estava em cima de um túmulo) me tocou, Deus nos fazendo enxergar a vida onde muitos só vêem a morte, e vida brotando vida pois haviam 03 ovinhos ali. Como disse a Cristiane: "Sempre nos convide para suas loucuras" que são sempre loucuras lindas, emocionantes e tocantes.
Um grande abraço e que Jesus te abençoe sempre.
Tiago!
Tiago, querido amigo e irmão em Cristo!
Que Jesus nos abençoe sempre! E que bom que não estou sozinha em minhas "loucuras"
Que Jesus nos abençoe sempre! E que bom que não estou sozinha em minhas "loucuras"
Obrigada por sua adesão à essa catequese que para muitos pode parecer uma maluquez. Eu vejo essa experiência como a mais"pés no chão"que já tive. Não é o tipo de encontro em que temos a presença em massa e eu nem esperava isso. Se comparecesse apenas três catequizandos e esses três fossem catequizados na realidade da morte em nossa vida, pra mim, pra nós, já teria valido o esforço.
De três turmas, contarmos com a presença de 11 pais/mães, 15 catequizandos, foi bom demais. Hoje, liguei para uma de minhas catequizandas, antes de escrever este post, pois eu sabia da "resistência" dela em entrar num cemitério. Perguntei a ela:
-Você gostou do nosso encontro de ontem?
- Sim Imaculada, eu gostei muito!
-Me diz a verdade, se não gostou, pode ser sincera, não vou achar ruim com você!
-Eu gostei muito!
- Você poderia me dizer, o que ele mudou em você? O que te acrescentou?
- Mudou, que eu morria de medo de ir no cemitério e agora não tenho mais.
- Você viu o quanto nos faz bem rezarmos pelas almas das pessoas, o quanto isso nos traz paz...
No próximo encontro, ouvirei a todos, até mesmo, para atingirmos os que não foram.
Foi bem legal!
Essa catequese, chamava a atenção das pessoas ao ver aquele grupo reunido e escutando sobre nossa irmã morte. Alguns paravam e ficavam escutando, outros disfarçavam e ficavam escutando a meio fio. Fiquei observando e minha vontade era de chamá-los para a roda.
Começamos rezando no túmulo dos filhos da Rosmeire, uma catequista que estava conosco, escutamos seu testemunho, que é uma lição de vida...
Em seguida, fomos ao túmulo de meu pai, meu maior catequista, dei meu testemunho, dizendo que se hoje sou catequista e serei até minha morte, tive como exemplo meu pai, que na simplicidade nos deu a maior riqueza, uma formação religiosa... e fui dizendo:
"Queridos pais, essa deve ser a preocupação com seus filhos, a de deixar a verdadeira herança, porque aqui diante desses túmulos, diante do nosso nada, da morte, é que temos a certeza de que os bens materiais são passageiros"
E depois disso, os pais ali presentes, tiveram também o desejo de procurar os túmulos de seus entes queridos, para que fossemos rezar neles... Agora, os pais falavam... E tudo ia acrescentando e enriquecendo nossa catequese na prática sobre a morte...
Foi gratificante. Ficamos ali, uma hora e meia e nem percebemos... Não notei nenhum sinal de constrangimento nas crianças... Elas levaram muito a sério cada momento, sem nenhuma brincadeira ou piadinha sem graça, pois entenderam que quando entramos nesse lugar, que chamamos "monte Santo", é preciso respeito, muito respeito. Expliquei a eles que ali estão os restos mortais de tantas pessoas que são almas santas, que nunca serão reconhecidos pela Igreja, por isso a Igreja celebra no dia 01 de novembro, o dia de todos os Santos... e que ao contrário, existem muitas almas que não morreram na graça de Deus e que estão sedentas de nossas orações...
Foi gratificante. Ficamos ali, uma hora e meia e nem percebemos... Não notei nenhum sinal de constrangimento nas crianças... Elas levaram muito a sério cada momento, sem nenhuma brincadeira ou piadinha sem graça, pois entenderam que quando entramos nesse lugar, que chamamos "monte Santo", é preciso respeito, muito respeito. Expliquei a eles que ali estão os restos mortais de tantas pessoas que são almas santas, que nunca serão reconhecidos pela Igreja, por isso a Igreja celebra no dia 01 de novembro, o dia de todos os Santos... e que ao contrário, existem muitas almas que não morreram na graça de Deus e que estão sedentas de nossas orações...
Quem sabe com essa iniciativa, um dia isso se tornará uma prática natural na catequese... Catequistas, pais e catequizandos, visitando e rezando no cemitério no dia de finados.
Eu, Imaculada, dou testemunho da riqueza de um encontro assim, mas não estive sozinha, estiveram comigo e podem testemunhar também: o Tiago, a Rosmeire, a Cristiane e o Marcelo...
