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terça-feira, 28 de agosto de 2018

Catequista, sempre incompleto, inacabado...


Não se forma, quem não quer. 
Ouvi recentemente que o catequista que não tem nenhuma vontade de participar de formações, de estudar, é porque não TEM VOCAÇÃO para ser catequista.  Você concorda com essa afirmação?
Eu concordo, pois o catequista vocacionado tem uma sede insaciável pelo saber. Sempre se acha inacabado, incompleto. Que bom que hoje em dia temos tantas oportunidades de nos formar. Estou encantada com os cursos promovidos com tanto carinho pensando na formação do catequista. Uma oportunidade de se formar sem sair de casa.  Se formar para melhor servir!!! 
Entre e confira!

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Paulinas acompanha as mudanças de seu tempo para melhor propagar o Evangelho com os meios modernos de comunicação,  buscando novos caminhos para evangelização.  Paulinas EaD inova com os cursos a distância de Catequese.


 O mais novo lançamento é o curso "Espiritualidade e Missão do Catequista", com início no dia 03/09 e inscrições no site até 31/08.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Cantar "A MISSA" e não "NA MISSA"

Outro dia fiz uma inquietação no face sobre essa questão: Qual o certo, cantar na missa ou cantar a missa?
Houve os que disseram ser o certo Cantar na missa e outros afirmando ser cantar a missa.
Participando de formações com liturgistas conceituados, aprendi ser o certo:  CANTAR A MISSA.
Partilho com vocês um trecho  do livro A MISSA parte por parte do Pe Luiz Cechinato, onde ele diz que: " O canto na missa está a serviço do louvor de Deus e de nossa santificação. Não é apenas para embelezar a Missa, mas para nos ajudar a rezar. E cada canto deve estar em plena sintonia com o momento litúrgico que se celebra, a fim de que não se cante "na Missa" mas se cante "a Missa". Portanto, um canto penitencial deve nos ajudar a pedir perdão de coração arrependido; um Canto de ofertório deve nos ajudar a fazer nossa entrega a Deus; um canto de comunhão deve nos colocar em maior intimidade com Deus e expressar nossa adoração e ação de graças. O Concílio Vaticano II diz que " a música sacra será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver ligada à ação litúrgica". Assim, ela favorece a unidade do Povo de Deus e dá melhor solenidade e beleza aos ritos sagrados.
O canto na liturgia, não é só para enfeitar e fazer a Celebração ficar mais bonita. É mais que isso. Ele "é" oração, pois "quem canta, reza duas vezes"

O canto litúrgico não tem o sabor de canto teatral. Deve estar isento de vaidade e exibição. Convém que se ouça o conjunto todo das vozes e não apenas uma ou duas vozes que se sobrepõem. Também, o som ds instrumentos é para ajudar as vozes e não para abafar o canto. O que se deve ouvir é um povo cantado, a não ser quando um salmista está fazendo o solo. A equipe de liturgia não é para 'substituir' o canto da Assembleia, mas para animá-la a cantar. Não pode ser um grupo separado, fora do corpo da comunidade, mas uma "equipe de animação" que leva todo o Povo de Deus a cantar."

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Sacramento do Batismo!

Uma postagem no facebook, chamou-me a atenção, uma jovem mãe, fazendo a maior festa pela data do batizado de seu filho:

"UM ANO DE BATIZADO! 18 de Agosto 2013, que dia lindo em que recebeu a LUZ de Cristo." (Gabriela Taveira-mãe)
"Meu coração pequenino está cheio de Luz, pois nele veio habitar meu querido Jesus".
"MIGUEL , O ESPÍRITO SANTO FAZ MORADA EM SEU CORAÇÃOZINHO" (Araceli Taveira-avó)

Não é comum nos tempos atuais nos depararmos com uma cena dessa, onde a maioria das jovens mães levam seus filhos para a pia batismal, sem entender o sentido do rito, da importância desse sacramento. No caso da Gabriela, a mãe em questão, é uma mãe cristã,  foi iniciada na fé no seio da família, cresceu numa comunidade de fé. E disso sou testemunha, pois faz parte de minha paróquia. Por isso, tomei a liberdade de tomar posse de suas palavras para refletirmos sobre esse sacramento.

Quantas pessoas batizam seus filhos, muito mais por superstição, por medo disso e daquilo, sem nenhum compromisso cristão.
Nosso amado Papa Francisco fez uma sequência de catequeses sobre todos os sacramentos, com palavras simples, mas profundas... Vou postar para que fique arquivado aqui no blog, para que mais e mais catequistas tenham acesso a essas ricas catequeses. O catequista não pode titubear quando for abordar o tema dos sacramentos. Precisamos saber de fato, qual  é a importância dos sacramentos no processo da Iniciação Cristã!

Caso contrário, continuaremos fazendo  catequese para os sacramentos, sem fazê-los adentrar nos mistérios de cada um.

Leiam, imprimam e passem aos catequistas que não são internautas...

PAPA FRANCISCO

Praça de São Pedro

Quarta-feira, 8 de Janeiro de 2014

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje começamos uma série de Catequeses sobre os Sacramentos, e a primeira diz respeito ao Batismo. Por uma feliz coincidência, no próximo domingo celebra-se precisamente a festa do Batismo do Senhor.

O Batismo é o sacramentos sobre o qual se fundamenta a nossa própria fé e que nos insere como membros vivos em Cristo e na sua Igreja. Juntamente com a Eucaristia e com a Confirmação forma a chamada «Iniciação cristã», a qual constitui como que um único, grande evento sacramental que nos configura com o Senhor e nos torna um sinal vivo da sua presença e do seu amor.

Pode surgir em nós uma pergunta: mas o Batismo é realmente necessário para viver como cristãos e seguir Jesus? Não é no fundo um simples rito, uma ato formal da Igreja para dar o nome ao menino ou à menina? É uma pergunta que pode surgir. E a este propósito, é esclarecedor quanto escreve o apóstolo Paulo: «Ignorais, porventura, que todos nós, que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na Sua morte? Pelo batismo sepultamo-nos juntamente com Ele, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos, mediante a glória do Pai, assim caminhemos nós também numa vida nova» (Rm 6, 3-4).



Por conseguinte, não é uma formalidade! É um ato que diz profundamente respeito à nossa existência. Uma criança baptizada ou uma criança não baptizada não é a mesma coisa. Uma pessoa baptizada ou uma pessoa não baptizada não é a mesma coisa. Nós, com o Batismo, somos imergidos naquela fonte inesgotável de vida que é a morte de Jesus, o maior ato de amor de toda a história; e graças a este amor podemos viver uma vida nova, já não à mercê do mal, do pecado e da morte, mas na comunhão com Deus e com os irmãos.

Muitos de nós não recordam minimamente a celebração deste Sacramento, e é óbvio, se fomos batizados pouco depois do nascimento. Fiz esta pergunta duas ou três vezes, aqui, na praça: quem de vós conhece a data do próprio Batismo, levante a mão. É importante conhecer o dia no qual eu fui imergido precisamente naquela corrente de salvação de Jesus

E permito-me dar um conselho. Mas, mais do que um conselho, trata-se de uma tarefa para hoje. Hoje, em casa, procurai, perguntai a data do Batismo e assim sabereis bem o dia tão bonito do Batismo. Conhecer a data do nosso Batismo significa conhecer uma data feliz. Mas o risco de não o conhecer significa perder a memória daquilo que o Senhor fez em nós, a memória do dom que recebemos. 

Então acabamos por considerá-lo só como um evento que aconteceu no passado — e nem devido à nossa vontade, mas à dos nossos pais — por conseguinte, já não tem incidência alguma sobre o presente. Devemos despertar a memória do nosso Batismo. Somos chamados a viver o nosso Batismo todos os dias, como realidade atual na nossa existência.

Se seguimos Jesus e permanecemos na Igreja, mesmo com os nossos limites, com as nossa fragilidades e os nossos pecados, é precisamente graças ao Sacramento no qual nos tornamos novas criaturas e fomos revestidos de Cristo. Com efeito, é em virtude do Batismo que, libertados do pecado original, somos inseridos na relação de Jesus com Deus Pai; que somos portadores de uma esperança nova, porque o Batismo nos dá esta nova esperança: a esperança de percorrer o caminho da salvação, a vida inteira. 

E esta esperança que nada e ninguém pode desiludir, porque a esperança não decepciona. Recordai-vos: a esperança no Senhor nunca desilude. É graças ao Batismo que somos capazes de perdoar e amar também quem nos ofende e nos faz mal; que conseguimos reconhecer nos últimos e nos pobres o rosto do Senhor que nos visita e se faz próximo. O Batismo ajuda-nos a reconhecer no rosto dos necessitados, dos sofredores, também do nosso próximo, a face de Jesus. Tudo isto é possível graças à força do Batismo!

Um último elemento, que é importante. E faço uma pergunta: uma pessoa pode batizar-se a si mesma? Ninguém pode batizar-se a si mesma! Ninguém. Podemos pedi-lo, desejá-lo, mas temos sempre a necessidade de alguém que nos confira este Sacramento em nome do Senhor. Porque o Batismo é um dom que é concedido num contexto de solicitude e de partilha fraterna.

Ao longo da história sempre um batiza outro, outro, outro... é uma corrente. Uma corrente de Graça. Mas, eu não me posso batizar sozinho: devo pedir o Batismo a outra pessoa. É um ato de fraternidade, um ato de filiação à Igreja. Na celebração do Batismo podemos reconhecer os traços mais característicos da Igreja, a qual como uma mãe continua a gerar novos filhos em Cristo, na fecundidade do Espírito Santo.

Peçamos então de coração ao Senhor podermos para experimentar cada vez mais, na vida diária, esta graça que recebemos com o Batismo. Que os nossos irmãos ao encontrar-nos possam encontrar verdadeiros filhos de Deus, verdadeiros irmãos e irmãs de Jesus Cristo, verdadeiros membros da Igreja. E não esqueçais a tarefa de hoje: procurar, perguntar a data do próprio Batismo. Assim como eu conheço a data do meu nascimento, devo conhecer também a data do meu Batismo, porque é um dia de festa.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Sejamos agentes multiplicadores daquilo que aprendemos...



" O que mais temos são gavetas e armários muito bem formados, catequetas, mestrados, doutorados, pois chegamos dos encontros de formações, escolas e jogamos tudo lá dentro"

Ouvi isso e achei certo, pois quem participa de algum encontro, seja ele regional, diocesano ou paroquial, precisa se transformar num agente multiplicador daquilo que ouviu e aprendeu. 

Tivemos a semana catequética em nossa paróquia e recebemos alguns participantes de outras paróquias. O Edison, um desses catequistas, criou um blog para divulgar coisas sobre catequese e inaugurou colocando tópicos dessa nossa formação.

Sendo assim, quem não participou, poderá ver um pouco daquilo que nos foi passado.

Edison, muito obrigada por sua presença e por partilhar conosco, tão rico material. 



sábado, 26 de julho de 2014

Fique por dentro!

Olá queridos e amados amigos de caminhada...


Tivemos a nossa semana catequética em nossa paróquia, com a assessoria de Solange Maria do Carmo, teóloga-leiga, especialista em catequese, com vários livros escritos. Sua trajetória catequética remonta o ano de 1991, quando juntamente com o Pe. Orione (diocese de Mariana), empreendeu um projeto de evangelização na cidade de Viçosa, na Paróquia Santa Rita de Cássia, onde residiam. Nasceu desta parceria um sonho de evangelizar crianças e adultos, proporcionando a todos a experiência cristã de Deus, por meio de encontros catequéticos semanais dos mais diversos tipos.

Muitas pessoas tem me pedido o conteúdo dessa semana, o que não tenho em mãos, por isso, os direciono para a leitura de alguns textos escritos pela Solange, no site "Fique Firme'. Foi mais ou menos a linha que ela seguiu para trabalhar conosco. Uma vez no site, fiquem firmes e bebam da fonte, pois tem lá uma infinidade de artigos que nos ajudam a criar uma  nova mentalidade enquanto formadores, educadores da fé,  nos fazendo ver a catequese com outros olhos.
Agradeço de coração a oportunidade de ter conhecido a Solange pessoalmente, uma pessoa encantadora, alegre, extrovertida, contagiante, capaz e pra mim o mais importante, apaixonada pela catequese... Agradeço ao nosso pároco, frei Silvestre, por investir em seus catequistas nos proporcionado momentos únicos de formação,  por ter uma equipe que pensa a catequese em nossa paróquia, ao Marcelo Prestes, que indicou a assessora para esse ano. Lindo ver nosso plenário cheio todos os dias, deixo aqui um agradecimento especial a todos os catequistas que renunciaram a tanta coisa para estarem se formando. Aos que não participaram, não digo que perderam, pois ninguém perde o que não recebeu...

Queria muito que essa fosse a realidade de todos meus amigos catequistas. Vamos rezar e torcer para que um dia a catequese de fato seja prioridade em todos os lugares. Querem mudança na catequese? Ninguém tem o direito de cobrar algo que não ofereceu... Quer uma catequese renovada, invista na formação de seus catequistas...




Catequese num novo tempo, apesar dos perigos…
A canção popular de Ivan Lins nos incentiva a construir com coragem e ânimo um novo tempo. Todo tempo novo traz desafios novos e, com essas novidades, vêm perigos, riscos, ameaças e também conquistas, alegrias, realizações… Não cansamos de ouvir sem cessar vozes diversas que insistem que nossos tempos são diferentes dos antigos. E nem precisaria de gente importante, estudada, cheia dos títulos dizendo isso para nos convencermos de que vivemos um momento novo da história. É só reparar o dia-a-dia: são tantas mudanças que chegamos a falar não mais em época de mudança, mas em mudança de época. Ou seja, desponta no horizonte humano um novo tempo, tão diferente do tempo vivido até agora, que chegamos a ficar desarmados diante dele.Quanta mudança! E não são apenas mudanças de hábitos, de comportamentos, de gostos, de interesses…



Sacramentos e catequese: uma relação difícil
A catequese católica vem desde o Concílio de Trento (século XVI) atrelada aos sacramentos e sua funcionalidade tem dependido da dispensação dos mesmos às crianças e aos jovens. A catequese perdeu seu estatuto próprio e se submeteu aos sacramentos. Sem sacramentos, nada de catequese. Mas, se a demanda do sacramento aparece, a catequese logo entra em cena. Então, como poderíamos estranhar que uma mãe queira que seu filho “tire a primeira comunhão”? Faz 500 anos que a coisa está funcionando assim: a catequese é curso para a primeira eucaristia ou para a crisma. Como se “tira” um diploma de um curso, “tira-se” a primeira comunhão depois de certo período de catequese. Mas aí começam os problemas. Será que a catequese é mesmo preparação para a primeira comunhão ou crisma ou ocasião contínua de fazer a experiência cristã de Deus? Que interesse tem a Igreja de ministrar os sacramentos a alguém se esta pessoa não entra na dinâmica da fé? Se ela não faz parte do grupo dos discípulos, se ela não se engaja, não cria pertença, não participa? Certamente que a catequese contempla a recepção dos sacramentos, mas este não é seu objetivo. A eucaristia, por exemplo, não vai faltar nesta caminhada, mas cada coisa a seu tempo. O mais importante não é fazer a primeira comunhão, mas entrar em comunhão. Mas o que é mesmo isso?"

Catequese para crianças ou catequese infantil?
Vai e volta a gente escuta os catequistas dizerem: “Eu trabalho com catequese infantil”. Todos nós que escutamos esta expressão, logo concluímos que aquela pessoa é catequista de crianças e não de jovens ou adultos, ou seja, que sua turma é composta de crianças na faixa etária de mais ou menos 8 a 11 anos. Mas pensando bem, não parece estranha essa expressão catequese infantil? Será que é a catequese que é infantil ou o público que é infantil? Tomara que seja o público! A catequese deve ser sempre um processo sério, maduro, que ajude a transmitir uma experiência de fé genuína e não algo infantil ou infantilizante.


A Bíblia nos encontros de catequese
Durante muito tempo, o texto-base da catequese foi o catecismo. Com a chegada da Catequese Renovada, os catecismos – tão prontos e taxativos! – cederam espaço para manuais catequéticos que tinham a cara das comunidades locais. Os problemas da vida, as esperanças e tristezas do povo, começaram a se fazer presentes nestes roteiros. Foi aí que a Bíblia achou entrada na catequese. Ela iluminava a vida concreta dos catequizandos e a vida dos catequizandos dava mais sentido ao relato bíblico. A conexão da Escritura Sagrada com a vida, a unidade da história da salvação com a história da gente, foi aos poucos sendo descoberta. Isso foi um ganho sem conta para a catequese. Mas, mesmo com esse avanço, a Bíblia ainda não ganhou a centralidade que ela merece nos nossos encontros catequéticos.CONTINUE LENDO

Se eu quiser falar com Deus…
No caminho de discipulado que a catequese quer ser, a oração tem lugar de destaque. Afinal, não dá para ser discípulo de Jesus por obrigação, mas sim por opção, porque se quer entrar em relação com ele, ser seu amigo, ficar mais próximo dele. E neste caso, a oração apresenta-se como um caminho insubstituível. Por isso, na catequese, costuma-se rezar em todo encontro. Começamos e terminamos nossos encontros rezando. Esta é uma prática do povo católico. As reuniões são sempre abertas por um momento orante. Mas como orar com as crianças, os jovens e os adolescentes de nossa catequese hoje? Será que basta ensinar o Pai-nosso e a Ave-Maria ou a Oração ao Espírito Santo? Seria suficiente decorar a Oração do anjo da guarda, o Credo (que na cultura de muitos espanta os demônios) ou outras orações que desde cedo aprendemos a recitar?
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Encontros catequéticos sim, aula de catequese não
A coleção Catequese Permanente está apostando suas fichas numa catequese meio fora do padrão, isso é arriscado!”, dizem alguns. Outros afirmam: “Nunca vi isso: uma catequese onde os catequizandos não usam caderno, nem livro, nem fazem dever de casa!”. E não falta quem questione: “Que catequese é essa que não ensina nada para os meninos? Meus filhos não aprenderam até hoje os sacramentos, nem os mandamentos, nem as orações do cristão!”. Está posta a questão! De fato, não é de estranhar que pais e catequistas estranhem esse novo jeito de fazer catequese. Acostumados como estávamos com o ritmo escolar da catequese, qualquer alteração é logo vista com olhares de desconfiança.

Mas quem disse que catequese é aula? Quem disse que catequese é para aprender coisas, que ela deve ter livro e caderno?

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Indiquei a fonte, agora, é com você, vá e beba á vontade...

quinta-feira, 6 de março de 2014

Catequese com crianças ou catequese infantil?

Li, gostei, repasso... Se quiser formar adultos na fé, deixe de lado a catequese infantilizada... Existe sim um respeito, uma pedagogia conforme as idades, mas temos que cuidar para não distorcer as coisas...
Sugiro que leia na íntegra esse texto, vale a pena! (Imaculada)

dsc04366.jpgVai e volta a gente escuta os catequistas dizerem: “Eu trabalho com catequese infantil”. Todos nós que escutamos esta expressão, logo concluímos que aquela pessoa é catequista de crianças e não de jovens ou adultos, ou seja, que sua turma é composta de crianças na faixa etária de mais ou menos 8 a 11 anos. Mas pensando bem, não parece estranha essa expressão catequese infantil? Será que é a catequese que é infantil ou o público que é infantil? Tomara que seja o público! A catequese deve ser sempre um processo sério, maduro, que ajude a transmitir uma experiência de fé genuína e não algo infantil ou infantilizante.

Para ler na íntegra, clique no  link abaixo:


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Atingindo o alvo!

Qual é nossa meta na catequese?
Formar cristãos! 
Não esse tipo de 'cristão' que  esbarramos à toda hora. Meio morno, ou mais pro gelado!!!
E sim, cristão transformado, convicto. Cristão!
Conseguiremos isso, se atingirmos o alvo: o coração...
É algo assim, de coração pra coração...
Transmissão...
Catequese, como transmissão da fé...
Ninguém transmite aquilo que não tem, que não fez antes a experiência... Não podemos nos deter naquele dito que Deus capacita seus escolhidos... Ele faz a parte dele e espera que façamos a nossa...
Insistimos na questão da formação...
Se as necessidades são muitas, também as oportunidades.
Quantos materiais impressos, áudios, vídeos,  tendo em vista a formação do catequista...
Quantos sites, blogs, páginas...
São tantas, que ficamos até perdidos...
Mas, hoje, precisamos focar naquilo que a Igreja tem nos orientado: IVC
E graças a Deus, temos já,  muitas opções...
Naveguemos pelas ondas da IVC, à vontade.

Esse falatório todo, para indicar dois sites que encontrei e que está nessa linha:

"Um dos temas mais discutidos e trabalhados atualmente na Igreja é a Formação . E podemos dizer que acontece em todos os níveis, não parte somente das coordenações e lideranças, mas dos próprios catequistas. É comum em assembleias, reuniões e encontros que os participantes nas conclusões insistem em ter mais formação com cursos e encontros." (Pe Jânison de Sá Santos)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sou Catequista... Será mesmo???

O catequista precisa criar o hábito da leitura. Precisa estudar. Ao desenvolver um tema, ele precisa ter clareza, convicção, senão, correrá o risco de passar de forma superficial verdades de fé, formando cristãos que não sabem o que professam.
 Saímos a pouco do Ano da Fé, com a pergunta: "O que cremos? Será que cremos?
Se pararmos pra pensar, que nós catequistas, somos o único Evangelho que muitos catequizandos leem, veremos que nossa responsabilidade é grandiosa, sendo assim, não dá pra se fazer de qualquer jeito.
Como catequistas, não podemos nos contentar com aquela pequena ajuda, pincelada que o tais 'manuais' de catequese, oferece. Aquilo é pouco, ou quase nada. É preciso estudar, aprofundar, ruminar,interiorizar. 
Existe um material que o Catequista precisa ter ao seu lado, ao preparar certos temas, o CIC (catecismo da Igreja Católica). E pasme, poucos tem.  
Porque nos deparamos com tantos catequistas inseguros? O medo é irmão gêmeo da insegurança e acontece pela falta de conhecimento, de intimidade com aquilo que vai desenvolver.
Aceitou ser catequista, então, SEJA de fato um.
Se forme para bem formar.
Dói na alma escutar de catequistas: "Não gosto de ler!"
Quem não lê, não abre seus horizontes, a mente, não tem argumentos. Nunca será um bom catequista.
E tem uma pergunta inquietante que li em certo lugar:
'Que catequistas precisamos para os tempos atuais???'
Certamente, não é um, que não gosta de estudar, de ler, de participar de formações.

Quando o catequista não pode adquirir o que é necessário para se formar,( porque é um absurdo o preço de bons livros, um disparate, nem parece que estão à serviço da evangelização...) a Paróquia precisa dar essa assistência, oferecendo materiais, livros, documentos, o CIC,  revistas que auxilie o catequista em suas buscas. Entre outras coisas, é pra isso que serve o dízimo que devolvemos.
Porém, quase nada muda, porque ninguém reclama, argumenta, propõe...
E nossa catequese caminha assim, se arrastando.
Fui chata neh!
Mas, precisamos tomar consciência de nosso chamado, de  nosso ministério!
Neh brinquedo não!!!

Creio no Espírito Santo


Às vezes é bom contar uma anedota para nos ajudar a pensar em coisa séria. Por isso, vamos lembrar aqui aquela estória das duas mulheres que discutiam sobre o era mais importante: se a lua ou o sol. Uma dizia que o sol era indispensável para nossa vida. A outra, porém, achava que a lua era mais importante. E dava a seguinte explicação: >> O sol faz claro na hora em que a gente menos precisa, isto é, durante o dia, quando tudo está claro, Ao passo que a lua é indispensável porque nos ilumina na hora em que mais precisamos, isto é, à noite, quando tudo está escuro>>.

Assim como aquela mulher achava que a lua era mais necessária que o sol, existe também muita gente querendo dispensar a ação do Espírito Santo em sua vida religiosa, substituindo-O por outras devoções ou até superstições. Contudo o Espírito Santo é o SOL em nossa vida cristã. Se Ele faltar, fica tudo escuro. Então começamos a dar  mais importância pra a 'lua' e a outras coisas mais. Esquecemos que é o próprio sol que ilumina também a lua. Jesus veio ao mundo e se fez o 'caminho' que nos leva ao pai, mas veio ao mundo e se fez o 'caminho' que nos leva ao pai, mas é o Espírito Santo que ilumina esse 'caminho' para podermos andar na direção de Deus: << Ninguém poderá dizer com convicção JESUS É O SENHOR, a não ser movido pelo Espírito Santo>> (ICor 12,3). Quando, em nossa Profissão de Fé, dizermos << Creio no Espírito Santo>>>, não estamos apenas admitindo a existência de algo distante, mas da Vida de Deus em nós, mais íntima que o ar que respiramos.

Existem várias obras que explica o Credo, como por exemplo esse:


A QUEM IREMOS SENHOR?
Explicação do Credo para adultos
Pe Luiz Cechinato
Editora Vozes

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Material para formação do catequista


Ficou feliz, mas tão feliz, posso dizer que fico emocionada, quando vejo uma iniciativa que vem beneficiar nossos catequistas, nossa catequese...!!!!Eu preciso falar!!!!... ACHO QUE FINALMENTE, A CATEQUESE TEM GANHADO O DESTAQUE MERECIDO... Deus seja louvado!! Deus tarda, mas não falha!!


Então, catequistas amados, vamos aproveitar as oportunidades que nos são apresentadas... Peça para sua paróquia adquirir esse material e os outros que serão gravados nessa linha... Convide o grupo de catequistas de sua paróquia, assista juntos as vídeo-aulas, discuta, argumente, tome nota das possíveis dúvidas que surgirem... Estamos tendo a oportunidade de ter um assessor dos bons em nossas paróquias... No início do ano, a maioria das paróquias promovem suas semanas catequéticas, fica a dica!! Adquira o seu DVD, vamos valorizar o trabalho não fazendo cópias...


Estou aqui, com urticárias, aguardando meu DVD.... Espero que ele chegue antes do Natal....

Vamos aproveitar!! Divulguem essa iniciativa!!! O que é bom precisa ser espalhado! O que é maravilhoso, precisa virar febre Nacional!!!
Pe Elison Silva lançará seu primeiro DVD de Formação para Catequista

Lançamento Oficial para todo o Brasil

Pe Elison Silva lançará no dia 17 de dezembro na paróquia Nossa Senhora das Dores em Maceió-AL, o seu primeiro DVD "Jesus, modelo de catequista" é a primeira vídeo-aula de uma coletânea que objetiva dar subsídios para a formação permanente de catequistas, atendendo um apelo e suprindo uma necessidade da Igreja dos nossos dias. Pautado no modelo de ação catequética de Jesus, Padre Elison Silva, que é especialista em Pedagogia Catequética, faz uma análise de três encontros protagonizados, em passagens do Evangelho, por aquele que é o Mestre dos catequistas.

Padre Elison é Membro do Grupo de Reflexão Bíblico Catequética - GREBICAT que é formado por Biblistas e Catequetas que assessoram na reflexão, orientação e animação bíblica da catequese e a na animação bíblica de toda Pastoral da CNBB. Membro da Sociedade de Catequetas que tem como finalidade favorecer a convergência de pessoas qualificadas no campo da catequese e o livre intercâmbio de pesquisas e experiências que promovam o avanço nesta área pastoral. É Especialista em Pedagogia Catequética pela PUC-Goiás. Coordenador da Comissão Regional Nordeste 2 de Animação Bíblico Catequética da CNBB. Diretor do Instituto Bíblico Catequético da Arquidiocese de Maceió. Membro da Comissão Arquidiocesana de Animação Bíblico Catequética.

Valor do DVD: R$ 25,00 + R$ 5,00 taxa de correio para todo Brasil.
O produto pode ser adquirido através:

Email: padreelisonsilva@hotmail.com
Telefone: 55 82 9976-7135.

Curta a FanPage no facebook pelo link https://www.facebook.com/padreelison?fref=ts
ou digite o nome Padre Elison Silva.
 — com Elison Silva.


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Pe Elison Silva lançará DVD de formação de catequistas‏‏‏

Divulgo com muito prazer essa linda iniciativa.
Mais uma oportunidade de formação para nossos catequistas.
O valor e como adquirir seu DVD, traremos em seguida...
Aguarde!!!
Lembrando que esse é o primeiro de uma série de DVDs que serão gravados por Pe Elison Silva.
Nós como catequistas de base, atuantes, podemos ajudar, colocando nossas necessidades.
QUAL O ASSUNTO VOCÊ GOSTARIA QUE FOSSE ABORDADO?
QUAL É A NECESSIDADE DE SUA PARÓQUIA?

Estou aqui aguardando o meu  DVD, com muita expectativa!!
Beijo grande!
Imaculada Cintra

"O catequista que não se forma, deforma seus catequizandos!"




Acontecerá no dia 17 de dezembro o lançamento do primeiro DVD “Jesus Modelo de Catequista”do Padre Elison Silva visando a formação de catequistas em nossa Igreja. O lançamento acontecerá às 19h30 na Paróquia Nossa Senhora das Dores, no bairro da Santa Lúcia, Maceió-AL.

Padre Elison é Membro do Grupo de Reflexão Bíblico Catequética - GREBICAT que é formado por Biblistas e Catequetas que assessoram na reflexão, orientação e animação bíblica da catequese e a na animação bíblica de toda Pastoral da CNBB. Membro da Sociedade de Catequetas que tem como finalidade favorecer a convergência de pessoas qualificadas no campo da catequese e o livre intercâmbio de pesquisas e experiências que promovam o avanço nesta área pastoral. É Especialista em Pedagogia Catequética pela PUC-Goiás. Coordenador da Comissão Regional Nordeste 2 de Animação Bíblico Catequética da CNBB. Diretor do Instituto Bíblico Catequético da Arquidiocese de Maceió. Membro da Comissão Arquidiocesana de Animação Bíblico Catequética.

A partir do dia 17 de dezembro o DVD estará disponível para todo o Brasil.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Você já evangelizou BABLANDO????

Recentemente, participei de uma formação com Pe Jordélio, onde ele deixou claro que, em nossos encontros de catequese precisamos EXPLORAR ao máximo o tema a ser desenvolvido, precisamos saber vender nosso produto, usando de linguagens, gestos, símbolos/imagens. Não podemos ser aquele catequista  que usa apenas a palavra, fala, fala, fala... isso não seduz.

Usou o exemplo da Igreja, que evangelizou e evangeliza até hoje através das pinturas, quadros, imagens. Décadas atrás, isso era muito útil, pois muitas pessoas não sabiam ler e até hoje, tais pinturas nos aproxima do sagrado, nos transmite a fé... Falou também da esperteza da mídia, que sabe muito bem usar das imagens para atrair, seduzir seus clientes. Fala-se pouco, mostra-se muito...Pe Jordélio, conduziu um momento bem descontraído, ao mesmo tempo, dava dicas importantíssimas aos catequistas, de como usar tais linguagens, como vender nosso 'produto'.

Os catequistas de frente um para o outro deveria vender ...
Um abacaxi, sem dizer uma palavra, apenas com gestos, mímicas, caras e bocas... O outro catequista compraria ou não, caso entendesse o que ele estava vendendo... a resposta da compra era um abraço... Alternado, continuaram com as vendas e compras, pão de queijo com catupiry, liquidificador, fusca preto...

Depois acrescentou a linguagem do BABLAR... isso mesmo,  deveriam contar um sofrimento no qual teriam passado, BABLANDO...  blablaaaaaaaa...blablabla... O outro deveria contar BABLANDO, que teria acabado de ganhar na loteria... (imaginem o alvoroço que virou aquele lugar...) e não se esquecendo que sempre tinha como resposta de entendimento da mensagem, um abraço, bem apertado...

A importância do silêncio, do olhar no olho, do encontro, do mexer com os sentimentos, com a emoção... Transmitir nossa mensagem com emoção... 

Isso tudo nos fez pensar em como estamos conduzindo nossos encontros de catequese... Quais linguagens estamos usando? Fala-se pouco, mostra-se muito????

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O Catequista precisa saber, para fazer bem...

O catequista quando diz seu SIM,  precisa estar disposto a estudar, ler, aprofundar, enfim, SABER pra  saber fazer... No caso do Círio Pascal! Qual seu significado? Quando é aceso? Quando é apagado? Convido vocês, queridos catequistas a lerem essa matéria sobre a teologia do Círio Pascal. Vamos aprofundar um pouquinho... 

A teologia do Círio Pascal...

Devemos partir do ponto fundamental que nos ajudará em nossa reflexão: O que é o Círio Pascal? O Círio é a magna vela que ocupará um lugar de destaque no lado direito (do presbitério para a entrada do templo), entre o altar e o ambão. Ele simboliza Jesus Cristo Ressurreto! Sua chama é retirada do fogo abençoado no meio da noite silenciosa do Sábado Santo. Uma vez que o pavio é aceso, seu fogo se torna em imagem de Jesus Cristo que disse: “Eu sou a Luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”. (Jo 8,12)...

Com a solenidade de Pentecostes, fechar-se o Tempo da Páscoa, o Círio é apagado. Este sinal sagrado é retirado do lado do ambão significando assim: uma vez educados na Escola Pascal do mestre Ressuscitado e cheios do fogo dos dons do Espírito Santo, agora, devemos ser nós, “Luz de Cristo”. Esta “Luz”, obrigatoriamente, deve-se irradiar, como uma coluna luminosa que passa no mundo, em meio aos irmãos, para guia-los no êxodo em direção ao céu, rumo a “pátria prometida” que é o Céu.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Estejamos atentos aos Hebraísmos!

Quero através dessa postagem, indicar esse livro. Ele vem dar algumas noções gerais sobre a Bíblia, numa linguagem acessível a qualquer pessoa. 


CONHEÇA MELHOR A BÍBLIA - noções gerais da Bíblia em linguagem popular - Pe Luiz Cechinato - Editora Vozes.


Quem ainda não ouviu tal insinuação: Como pode Maria ser Virgem, se na Bíblia fala que Jesus tinha irmãos? Está aí um exemplo de  leitura feita ao pé da letra. Coisas assim surgem quando estamos  numa roda de conversa e nem sempre  sabemos esclarecer. Esse livro vem esclarecer coisas assim.

Só pra deixar um gostinho de quero mais...

Hebraísmos são certas expressões próprias da língua hebraica, não existindo tradução em outras línguas. Por exemplo:

"Se alguém vem a mim e não odeia pai e mãe, mulher, filhos, irmãos, irmãs e até a própria vida, não pode ser meu discípulo' (Lc 14,26) - Aqui não quer dizer que devemos odiar nossos pais. Para dizer que alguém ama uma pessoa mais que a outra, ás vezes se diz que alguém "ama uma pessoa e odeia a outra". Era um modo de falar, chamando a atenção do ouvinte para um contraste.

Não são seus irmãos:Não é Maria a sua mãe?
Tiago, José, Simão e Judas?
E suas irmãs, não vivem todas entre nós?" (Mt, 13,55-56a)
No hebraico não existe a palavra tio, sobrinho, irmão. Para designar qualquer parentesco, usa-se a palavra "irmão".



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Respondendo... Qual era a religião de Jesus?



Pode-se dizer que Jesus cresceu e foi formado na cultura e religião judaica, era judeu, participava dos ritos e observâncias normais de um judeu, desde criança.

Na religião judaica, naquela época, eles aguardavam a vinda do Messias, do Salvador, Ungido enviado por Deus para libertar o povo de todo jugo e opressão. Jesus, dentro desta tradição, afirmava em sua pregação e em suas obras que ele era o enviado de Deus, o Messias que era esperado pelo Povo, (Jo 10,30 Mt 12, 41-42) Assim sendo, Jesus é aquele que o povo de Israel aguardava, o Messias. O Messias é tambem o Filho de Deus, Deus que se fez carne e habitou entre nós (Jo cap 1) que veio para nos Salvar.

Na religião judaica, na época, poucos foram os que acreditaram que Jesus era o Messias e o Filho de Deus, (Veio para os que eram seus, mas os seus não o receberam) (Jo cap 1).

Mas houve tambem aqueles que acreditaram, que tiveram fé em Jesus (Mas a todos que o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus) (Jo cap 1). Assim, aqueles que acreditaram em Cristo, tanto judeus como não judeus, após a ressurreição e Pentecostes, formaram uma comunidade de seguidores de Jesus (At 2). Estas primeiras comunidades não davam para si mesmas um nome específico, eram seguidores de Cristo, na cidade de Antioquia, pela primeira vez, estes seguidores de Jesus foram chamados de "Cristãos" At 11,26. Nesta época, não havia divisões de religião entre os cristãos, eram um grupo de seguidores de Jesus que foram chamados de cristãos.

Com o tempo este grupo de seguidores de Jesus, chamados de Cristãos, foi se expandindo por diversos territórios, crescendo cada vez mais.

Quem criou a Igreja Católica?


A palavra "Católica" significa "Universal", lembra de totalidade, este grupo de seguidores de Jesus, que vem dos apóstolos, foi também chamado de Igreja, que significa "assembléia", com o tempo foram chamados de Igreja Católica, ou seja, assembléia de seguidores de Cristo onde "todo" o Cristo está presente, Jesus Cristo está presente em sua comunidade, com seus seguidores, por isso é "Católica" Totalidade, todo o Cristo esta aí. (Catecismo 830) E também foi chamada de Católica porque os seguidores de Jesus devem levar esta boa nova da Salvação a "todo" "totalidade" gênero humano, a todas as pessoas.
Uma das primeiras vezes que aparece o nome Igreja Católica para nomear seguidores de Jesus foi com santo Ignácio de Antioquia, que foi bispo de Antioquia entre os anos 68 e 100 depois de Cristo. Ignácio conheceu os apóstolos, foi por eles instruído, e governou a Igreja de Antioquia por mandato dos mesmos apóstolos. Ele disse em um de seus escritos: "Onde está a Cristo Jesus, está a Igreja Católica" (Catecismo 830).

Mas não foi ele quem criou a Igreja Católica, visto que o grupo ja existia antes dele, deste os apóstolos de Jesus, ele governava um grupo de seguidores de Jesus, nesta época, mas ou menos ano 100 depois de Cristo, estes seguidores ja eram chamados por alguns, como por Santo Ignácio, de Igreja Católica.


Então, Jesus era judeu, o Messias, enviado por Deus, Filho de Deus que por nós morreu e ressuscitou.

Os seguidores de Jesus foram chamados depois de Cristãos, e posteriormente de igreja Católica. Sendo assim, não foi alguém que criou a Igreja Católica em uma determinada data, Igreja católica é uma maneira de designar os seguidores de Jesus.


Quem criou os seguidores de Jesus? O Próprio Jesus criou seus seguidores, os apóstolos, que depois levaram adiante esta mensagem e foram chamados de Igreja Católica, como nos atesta Santo Ignácio entre os anos 60 e 100 depois de Cristo.


Respostas de Frei Helton Pimenta.


Frei Helton é gente nossa, criado em Franca, fez catequese numa de nossas comunidades. Foi ordenado sacerdote no dia 4 de julho de 2009 na Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Capelinha), em Franca - SP.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Temos o direito a uma formação bíblica...

Falamos sobre tanta coisa que envolve a catequese, métodos, material, ausência dos pais, planejamentos, mudança de mentalidade, mudança de época,  banalização dos sacramentos... Mas, o nosso desafio maior está na formação do catequista. Já falei sobre isso várias vezes e isso me dá uma certa melancolia.  Fico meio revoltada mesmo. Porque a maioria dos catequistas e comigo não foi diferente, começamos na catequese sem nenhuma formação bíblica. Primeiro deveríamos ser preparados, assim como Jesus fez com seus discípulos. Formou, depois os enviou.

Será que existe em algum lugar desse mundo alguma paróquia com a preocupação de primeiro formar seus futuros catequistas e só depois confiar a ele essa missão tão exigente, tão importante como a de FORMAR CRISTÃOS?

Me preocupo com a formação básica dos catequistas, principalmente sobre os relatos do Antigo Testamento. Quando o catequista busca, se prepara, corre atrás, ainda está bom. E quando não? 


TENHO O GRITO A FAZER E FICARIA FELIZ SE ALGUÉM ME OUVISSE:
PRECISAMOS E TEMOS O DIREITO A UMA FORMAÇÃO BÍBLICA.
ANTES DE EXIGIR, OFEREÇA...
NINGUÉM DÁ AQUILO QUE NÃO TEM...
Quantos anos um vocacionado tem que estudar antes de  se tornar um sacerdote?
E o catequista?

Estou publicando um material, que na verdade nem deveria, por causa dos direitos autorais do autor do livro, mas a causa é nobre. Aproveito para indicar esse livro, um dos primeiros que comprei para minha biblioteca catequética. Na falta de uma formação, ele vem nos responder a muitas de nossas duvidas...
Até breve!
Imaculada
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Diz a Bíblia que Deus mandou Abraão sacrificar o seu próprio filho Isaac! Como pode Deus exigir isso?
Quem ler o relato bíblico e o interpretar ao pé da letra sentirá, sem dúvida, revolta e indignação contra Deus! De fato, não se compreenderá jamais porque Deus exigirá como prova da fidelidade de Abraão, o sacrifício do próprio filho!

Mas não se pode ler os textos bíblicos ao pé da letra. Essa narração a respeito de Abraão é também um gênero literário, isto é,  um modo de se escrever; tem a finalidade de ilustrar duas grandes idéias: primeiramente, a fidelidade de Abraão a Deus, e depois mostrar que o Deus de Abraão é o Deus da vida e não da morte.

Para o autor, Abraão fora de tal modo fiel ao Deus verdadeiro que, para cumprir um compromisso com ele, esteve disposto até a sacrificar-lhe o seu próprio filho – como se faziam as religiões pagãs para com os seus ídolos.

Por essa fidelidade absoluta, Abraão foi digno das grandes promessas que Deus lhe fizera: ter grande descendência, tão numerosa quanto a poeira da terra e as estrelas do céu (GN 13,16; 15,5)
A força do relato está no realce que dá à fidelidade de Abraão a Deus e ao alto grau de sacrifício que ele estava disposto a fazer pelo Deus verdadeiro que a ele se revelara na longa caminhada e com quem se comprometera. Por outro lado, essa narração é, segundo a Bíblia, protesto radical contra o costume cananeu de sacrificar aos deuses os filhos primogênitos. Tal costume era condenado por Deus (Lv 18,21/ 20,2-5; Dt 12,31; 18,10). Mas alguns reis ímpios tinham tentado reintroduzir essa prática em Israel (2Rs 16,3; 21,6; 23,10).

Contra esse abuso é que o autor protesta e usa a história de Abraão para mostrar que o Deus de Israel é o Deus da vida e não da morte. Insere então, já na história de Abrão, a rejeição por Deus desse costume pagão. Sublinha com isso a tradição israelita do respeito pela vida; os primogênitos dos israelitas deviam ser resgatados (Ex 13,11-12) e não sacrificados; isto é, deviam ser consagrados ao Senhor e não oferecidos em sacrifício.

O episódio pode ser considerado como relato de “fundação de santuário”, isto é, feito com a intenção de mostrar aos leitores que no monte Moriá estava o santuário do Deus vivo, o Deus de Israel, no qual não se ofereceriam vítimas humanas, e sim apenas animais. O monte Moriá é, segundo Gn 22,2, o monte sobre o qual Abraão sacrificaria o próprio filho, como é também, segundo a tradição de 2Cr 3,1, o monte sobre o qual fora depois construído o Templo.

Nessa ótica o relato do sacrifício de Isaac perde todo o peso de tragédia e ganha colorido histórico e teológico especial que o torna um dos mais belos e significativos relatos bíblicos: quer mostrar a fidelidade absoluta de Abraão a Deus; sublinha a  idéia da originalidade do deus de Israel, que é o Deus da vida( e não da morte, como eram os deuses pagãos); é relato histórico-litúrgico sobre a existência do santuário de Deus no monte Moriá (onde no tempo do autor estava edificado o Templo); e finalmente, à Luz do NT, esse relato tipifica a paixão do Filho único de Deus, sacrificado pelos pecados do mundo, como vítima da Aliança definitiva.

Do livro “Bíblia: perguntas que o povo faz de Frei Mauro Strabeli
Editora Paulus



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Como você prepara um encontro catequético?

Bom dia, exército incansável!

O que trago hoje não é nenhuma novidade, mas acredito ser algo que precisamos sempre dar uma espiadinha,  para ver como estamos conduzindo nossos encontros. Quando eu lia esse material para trabalhar com o grupo de catequistas de Claraval, vi que preciso melhorar meus encontros em alguns pontos.
Clique no link a seguir:  http://www.jardimdaboanova.com.br/2012/02/como-preparar-um-encontro-de-catequese.html e dê uma recordada no método VER, JULGAR, AGIR E CELEBRAR... Material elaborado por Irmã Marlene Bertoldi.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O catequista aprimora o "FAZER" Catequético...

Olá!! Bom dia!
Deixo pra vocês esse material que retirei da revista ecoando, a qual sou assinante  a muitos anos, melhor dizendo acho que me falta três ou quatro exemplares dessa revista desde sua primeira edição(Aliás, me prometeram enviar os números que me faltam, estou aguardando)... Quero parabenizar toda equipe responsável pela revista pelo excelente trabalho, essa última edição está maravilhosa... Quando li a cartinha desse catequizando que disponibilizo abaixo, fiquei pensando se ele existia mesmo, porque esse é o sonho de consumo de todo catequista, catequizandos interessados  pelas coisas de Deus, com desejo de crescer como cristão... Tá, mas voltando pra nossa triste realidade neh, ninguém vive de sonhos...
Muitas vezes, jogamos toda desilusão, todo fracasso de nossa catequese nos catequizandos desinteressados e nos pais ausentes, mas em muitos casos, é o catequista que deixa a desejar... Então, quando li "A CATEQUESE NOTA 10", fiquei pensando que poderíamos fazer uma análise de como estamos sendo como catequista, que nota estamos merecendo... Em que podemos melhorar? Gostaria que refletíssemos também sobre o papel da coordenação... Como seria bom se todo catequista pudesse fazer a experiência de passar pela coordenação... Porque temos tanta dificuldade em arrumar pessoas que encarem coordenar? O que falta? Compromisso? Solidariedade? Parceria?
Enfim, analizando os pontos abaixo, que catequista você tem sido? nota 10, 09, 08, 05, 03...
Beijusssss
Imaculada Cintra
** Ah! importante! Deixe de comprar uma blusinha, ou economize no lanche do final de semana e assine essa revista, é muito rica...
email para assinaturas: assinaturas@paulus.com.br
atendimento ao leitor: revistaecoando@uol.com.br


Carta de um adolescente para o seu futuro catequista
"Eu tenho 13 anos e minha família é muito católica. Minha avó ensinou a seus netos coisas maravilhosas sobre Deus.
Fico preocupado com os meus amigos que frequentaram comigo a catequese. Agora não querem nada com nada das coisas de Deus. Alguns parecem que perderam a fé em Deus e em Nossa Senhora e outros até mudaram de religião, pois na cidade há muitas igrejas. Por que será que isso aconteceu?
Embora com pouca idade, leio e escrevo bastante e domino  a internet. Porém, ando muito confuso e gostaria que a catequese deste ano me ajudasse em tudo o que estou precisando. Quero rezar mais, conhecer melhor a Bíblia e os ensinamentos da Igreja Católica. Você pode me ajudar? Dizem que você é uma catequista nota 10 e que a catequese também é 10.
Ate mais.
Seu futuro catequizando."

Formação Metodológica - O CATEQUISTA NOTA 10

01- Alegria dos catequistas e dos catequizandos
Numa catequese tradicional, os catequizandos eram receptores passivos. O documento Catequese Renovada (1983), assumindo a Bíblia como o texto principal da catequese e propondo o princípio da interação fé/vida e o método ver-julgar-agir, deu maior valor à vivência alegre da fé. Na "catequese nota 10", a vida do catequizando e sua história são assumidas. Viver a fé com alegria é o que o catequista e os catequizandos mais desejam.

02- Participação em equipe
A "catequese nota 10" procura ampliar a participação dos catequizandos por meio de trabalhos em grupo para fortalecer as decisões, mobilizar as forças, gerando compromissos, corresponsabilidade e lideranças, ouvindo sugestões, compartilhando objetivos, informando e transformando grupos em verdadeiras equipes.

03- Desenvolvimento de Recursos humanos
A"Catequese nota 10" cria espaços e oportunidades para pôr em comum os dons que Deus deu a todos os participantes, fazendo com que se multipliquem. Ignorar esses dons é condenar a catequese à rotina, ao comodismo, ao "tanto faz como tanto fez".

04- Organização eficaz
Uma organização bem estruturada permite uma "catequese nota 10". A equipe de coordenação, além de dinamizar, orientar e promover a ação catequética, suscita novos catequistas, encoraja os catequizandos, mantém a união do grupo de catequistas, desentraliza a ação, delegando responsabilidades, e articula pessoas e serviços.
Cabe à coordenação liderar o planejamento de modo participativo, gerando confiança e segurança nos catequistas e catequizandos e levando-os a assumir a ação. Espera-se que o planejamento catequético esteja articulado com as demais ações evangelizadoras e que a catequese tenha representação no conselho de pastoral paroquial e/ou comunitário.

05- Constância nos propósitos
A catequese exige perseverança e continuidade. Os propósitos assumidos pelo grupo de catequistas e dos catequizandos devem ser repetidos, reforçados e estimulados. Isso permite e garante, de modo firme, qualquer mudança desejada. A equipe de coordenação tem o papel de motivar, manter o ânimo e suscitar a constância dos propósitos assumidos. Assim, garante uma "catequese nota 10".

06- Formação permanente
O avanço da técnica e a mudança de época exigem dos catequistas uma formação permanente. A "catequese nota 10" acompanha e antecipa as mudanças que ocorrem na sociedade, proporcionando a formação continuada dos catequistas em todos os níveis, de forma inculturada. O principal objetivo da formação será fazer com que os catequistas se encontrem pessoalmente com Jesus Cristo, vivam como discípulos missionários, assumindo a vocação-missão de educadores da fé.

07- Descentralização
O melhor controle é aquele que resulta da responsabilidade de cada catequista e de cada catequizando. É necessário saber transferir e delegar competências às pessoas que tenham condições para bem assumir o que lhes foi confiado. A "catequese nota 10" acredita na criatividade e possibilidade de cada pessoa e educa para a corresponsabilidade na missão.

08- Comunicação
Se a catequese é uma mediação para que o amor de Deus envolva cada pessoa, a "catequese nota 10" realiza de modo mais transparente e autêntico essa comunicação, pois se fundamenta no amor comunhão-participação entre catequistas e catequizandos, entre os próprios catequistas e entre estes e toda a comunidade.

09- Garantia da qualidade
Além da programação já citada para a "catequese nota 10", é necessária uma programação sistematizada dos conteúdos a serem aprofundados nos encontros. Tais conteúdos, melhor dizendo, a mensagem a ser anunciada e aprofundada tem como fonte a vida, a Bíblia e os ensinamentos da Igreja. Para isso é importante documentar, por escrito, os passos feitos pela comunidade catequizadora.

10- Evitar erros
"Errar é humano", mas uma ação planejada ajuda a evitá-los ou a cometê-los com menor frequência. Empregar todos os meios possíveis para atingir os objetivos e avaliar periodicamente a caminhada ajuda a realizar uma "catequese nota 10". A metodologia de Jesus ilumina e fortalece catequistas e catequizandos na buscado melhor jeito de desenvolver a ação catequética.

Ir. Mary Donzellini, mjc
Material da revista ecoando nº 34