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domingo, 5 de fevereiro de 2012

O catequista e o místico



Queridos catequistas  mistagogos desse imenso Brasil,  disponibilizo o material abaixo,  publicado na revista ecoando. Gostei muito!  Poderá ser usado num momento de espiritualidade/formação pessoal e comunitária com o grupo de catequistas. Útil para os que estão recebendo uma formação sobre o RICA,  catequese em estilo catecumenal, enfim, á todos.


Quero através desse post, mandar um abraço especial a todos os catequistas da ÁREA PASTORAL BARRA DO CEARÁ em Fortaleza. Esses catequistas estão sendo formados para que num futuro bem próximo, façam a experiência da catequese estilo catecumenal em suas comunidades. Estão sendo assessorados por Frei Jesus Maria, um frei espanhol arretado, exigente, porém  flexível, sabe  o que faz e o porque faz.


Aproveitem cada formação, cada momento, sugue tudo que puderem, pois ele tem muito pra dar, uma disposição e formação sem igual. Felizes fomos nós da Capelinha que o tivemos como pároco por sete anos. Desejo se essa for da vontade de Deus que ele tenha tempo para orientá-los, conduzi-los, assim como fez conosco. Seremos eternamente gratos por tudo o que Deus realizou  aqui na Capelinha, através dele.


Queria muito poder testemunhar pessoalmente um pouco sobre minha paixão pela catequese com vocês, sobre essa nossa experiência no processo catecumenal, mas estamos longe demais, sendo assim, faço isso por aqui.  Não tenham medo da mudança, sejam ousados, receptivos, corajosos... Aprendam, fazendo, errando, corrigindo... Leiam/estudem o que puderem sobre o assunto, partilhem, sejam agentes multiplicadores... Acreditem que através de uma catequese bem feita, podemos transformar uma comunidade, por que não dizer uma sociedade.


Desejem  que assim como vocês, outros tenham seu encontro pessoal com Jesus, se encantem por Ele. Digam com convicção, alegria: "sou catequista de IVC, com muito orgulho, sou catequista sim, graças a Deus..."


Maria do Nascimento (Menta), fiquei feliz ao saber que você é leitora do meu blog. Seja portadora do meu abraço a todos os catequistas da Área pastoral da Barra do Ceará. Força sempre! avante, catequistas da Barra!


Grande abraço!
Imaculada Cintra


O CATEQUISTA E O MÍSTICO
1.  Para rezar o tema
a) Ambiente acolhedor. Todos em círculo. Ao centro caminhos traçados de giz ou margens feitas de barbante conduzindo ao centro da sala, onde estará uma imagem ou figura de Jesus. Nos caminhos, sandálias, Bíblia, velas, papel sulfite e canetinha para todos.
b) Canto:
"Estás entre nós" (Tu és minha vida, outro Deus não há...)
c) Saudação inicial
Motivação para o tema.
d) Canto de escuta
Proclamação da Palavra: Mt 16,13-20 - Meditação e partilha
e) Pedir que cada um responda à questão central:
"QUEM É JESUS PARA VOCÊ?"com apenas uma palavra, escrita em letra bem visível. Colocar as respostas perto da imagem de Jesus. Algumas pessoas podem fazer preces espontâneas.
f) Canto:
missionário ou vocacional

2. Mística o que é?
Ficou famosa a afirmação de Karl Rahner, renomado teólogo católico de que "o cristão do século XXI ou será místico ou não será cristão".
Podemos ampliar essa reflexão, lembrando que a mística sempre fez parte da vida dos seguidores de Jesus, desde seus primeiros discípulos e discípulas, que vincularam definitivamente sua vida e caminhos à pessoa e ao projeto do Mestre Jesus e encontraram, nisso, sua alegria verdadeira. Portanto, mística não é um acessório ou adereço opcional que o cristão pode ou não pode ter, mas algo inerente ao próprio fato de ser cristão. Trata-se de algo profundamente experimentado por aquele(a) que insere sua vida  na vida de Cristo e aí encontra todo o sentido de sua existência, a ponto de concluir, como um dia o fez o apóstolo Paulo: "Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim"(GL 2,20)

Por mística podemos entender o tempero que dá sabor e sustento a tudo aquilo que pensa, sente e faz o cristão. "É a motivação densa e profunda da caminhada cristã. É o ponto de apoio da vida, o gancho onde a gente prende o sentido da vida. falar em mística é falar do sentido da existência. É falar da experiência amorosa de Deus, experiência fundante do cristão. É ser iniciado no Mistério" (Lucimara Trevisan). Desse modo, não se trata de algo que damos a Deus ou de um movimento de busca de seu amor, mas de um deixar-se amar por aquele que é fonte do amor e que primeiro nos amou, vindo ao nosso encontro para nos comunicar a vida em plenitude.
"Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3,16)

Jesus cristo também tinha uma mística ou, melhor dizendo era um místico, pois orientou toda a sua vida para o cumprimento da vontade do Pai, cujo projeto procurou discernir na oração, na contemplação, na intimidade de Filho. Muitas vezes Jesus se recolhia na oração e no silêncio para refletir e confirmar sua fidelidade ao Pai: "Naqueles dias, Jesus retirou-se a uma montanha para rezar e passou aí toda a noite orando a Deus" (LC 6,12)
Estava alimentando sua mística, conferindo sentido a seu projeto e decisões com base em um referencial tão absoluto quanto ele próprio: o reino dos céus! "Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas ema créscimo" (MT 6,33)

Essa é a mística que Jesus exige de seus seguidores. A pergunta  incisiva que ele fez aos discípulos: "E VOCÊS, QUEM DIZEM QUE EU SOU?" (MT 16,15) continua a soar fortemente nos ouvidos e corações dos cristãos, para que cada qual, ao fazer pessoalmente a experiência do encontro e do amor de Jesus, saiba por si mesmo quem é o Senhor de sua vida e o testemunhe com alegria e entusiasmo ao mundo. "Tal propósito implica um compromisso de solidariedade para com os pobres, pois jesus se contou entre eles e pessoalmente optou pelos marginalizados das estradas, do campo e das praças das cidades. Implica um compromisso de transformação pessoal e social, presente na utopia pregada por Jesus, do reino de Deus que começa a realizar-se na justiça dos pobres e a partir daí para todos e para toda a criação" (Leonardo Boff)

3. Catequese e mística
Vivemos numa época em que o cristianismo por tradição deixa de ser uma realidade, e isso parece ser um caminho sem volta. Quem se torna cristão para valer, nos dias de hoje, o faz por encantamento pela pessoa de Jesus, num encontro profundo e definitivo com ele. E esses encontros quase sempre são mediados por testemunhas alegres e convictas do amor de Deus, que dá total sentido á nossa existência. São místicos contagiando outras pessoas com seu exemplo de vida. São homens e mulheres que, entusiasmados com sua vida cristã, são capazes de tornar-se pontes que conduzem outras pessoas ao coração amoroso de Deus. A esse processo chamamos de mistagogia.

Catequista místico e mistagogo, portanto, é aquele que está totalmente envolvido numa experiência fascinante de Cristo, sente-se amado por ele, "curte" ser cristão e vocacionado com paixão e alegria e comunica aos outros,  especialmente aos seus catequizandos, a grandeza da sua experiência. Ele já respondeu para si mesmo quem é Jesus em sua vida, que sentido tem ser cristão; ele já construiu sua identidade na comunidade-igreja e no mundo, e por isso mesmo é capaz de partilhar com os outros, tornar-se missionário e profeta da boa-nova. "O espírito de uma pessoa é o profundo e dinâmico de seu próprio ser, suas motivações maiores e últimas, seu ideal, sua utopia, sua paixão, a mística pela qual vive e luta e com a qual contagia" (Dom Pedro Casaldáliga)

Daí a importância de o catequista alimentar sua mística na vida de oração, na participação assídua e coerente da vida sacramental, especialmente da eucaristia e da reconciliação, na leitura atenta e contemplativa da palavra de Deus, na convivência fraterna com os irmãos da comunidade e na atenção dada à sua realidade, sobretudo aos mais pobres, aos quais os mistérios do reino são revelados: "Jesus pronunciou estas palavras: "Eu te bendigo, pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos" (MT 11,25)
Pe Vanildo de Paiva
Fonte: Revista ecoando nº 36




segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sejamos instrumentos!

Olá amados catequistas! Um início de semana abençoada pra todos.

Lendo a apresentação da  revista ecoando de setembro/novembro, fiquei   pensando no rumo que a catequese tem tomado nos últimos tempos.Sei que a realidade em muitos lugares é gritante.  Sei que em muitos lugares, as coisas ainda continua só no papel. Mesmo assim, podemos enxergar  iniciativas lindas por esse mundão, tentando fazer da catequese, instrumento de formação de CRISTÃOS CONSCIENTES. A catequese não está toda perdida não. Os catequistas tem tomado consciência  de que  não podemos brincar de dar catequese e muito menos fazer dela um passatempo. Vejo muitos catequistas entusiasmados, contagiando outros catequistas. Sabemos o quanto somos facilmente influenciados, tanto nas coisas negativas, quanto nas positivas. Resta-nos avaliar: "Minha presença no grupo de catequistas tem feito com que outros catequistas queiram crescer, avance sem medo para águas mais profundas ou tenho contribuído para que ele desista de vez!"
Quanto mais falo, escuto sobre catequese, mais me conscientizo da importância dela na história da Igreja. Me certifico da importância da pessoa do catequista numa paróquia. Fico feliz com o reconhecimento da Igreja no geral nesse quesito. Mas, e o CATEQUISTA, tem consciência do seu papel, do quanto ele é importante?
 Não basta um método eficiente, manuais bem elaborados, inspirados, sem a presença do CATEQUISTA.
 Ele, é e sempre será o instrumento onde Deus usará para chegar aos seus catequizandos, às famílias.
Então, amados! Sejamos instrumentos, só isso, INSTRUMENTOS nas mãos de Deus! Contribua com sua parte e deixe Deus realizar maravilhas através de você!
Beijo carinhoso à você que passa por aqui.
Imaculada
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O Documento sinodal Verbum Dimini, do papa Bento XVI, no que se refere à catequese:
"Um momento importante da animação pastoral da Igreja, onde se pode sapientemente descobrir a centralidade da Palavra de Deus, é a catequese, que, nas suas diversas formas e fases, sempre deve acompanhar o povo de Deus. O encontro dos discípulos de Emaús com Jesus, descrito pelo evangelista Lucas (cf LC 24,13-35), representa em certo sentido o modelo de uma catequese em cujo centro está a 'explicação da Escrituras', que somente Cristo é capaz de dar (cf. Lc 24,27-28), mostrando o seu cumprimento em si mesmo. Assim, renasce a esperança, mais forte do que qualquer revés, que faz daqueles discípulos testemunhas convictas e credíveis do Ressuscitado" (74)

A reflexão sobre o importante papel que a Bíblia exerce no processo catequético avançou bastante no Brasil. Cabe aos catequistas esclarecer os pontos fundamentais da Bíblia, especialmente a proposta de Jesus contida no Novo Testamento.

Somente quando conseguir levar Cristo ao coração dos catequizandos e se der a conversão deles a Cristo, a catequese terá cumprido o seu objetivo. Cabe ao catequista tornar Cristo conhecido com seu testemunho e seu anúncio.

A catequese, nas suas diversas formas e fases, deve acompanhar o povo de Deus, ou seja, estar presente em toda a vida dos discípulos de Jesus, para que a palavra de Deus possa ser vivida num aprofundamento progressivo.

No mundo de hoje, é necessário ressaltar a importância do interlocutor adulto que está sedento, em busca de um rumo para a vida, assim como estava aquela samaritana que foi ao poço em pleno dia (cf Jo 4), pois a Palavra, que é o próprio Jesus, é água viva e quem beber dela não terá mais sede.

Portanto, queridos/as catequistas, a Palavra de Deus nos pede resposta no engajamento consciente, numa fé firme e numa caridade perfeita, para que possamos "ser praticantes da palavra e não meros ouvintes" (Tg 1,22)

Revista Ecoando nº35

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O catequista aprimora o "FAZER" Catequético...

Olá!! Bom dia!
Deixo pra vocês esse material que retirei da revista ecoando, a qual sou assinante  a muitos anos, melhor dizendo acho que me falta três ou quatro exemplares dessa revista desde sua primeira edição(Aliás, me prometeram enviar os números que me faltam, estou aguardando)... Quero parabenizar toda equipe responsável pela revista pelo excelente trabalho, essa última edição está maravilhosa... Quando li a cartinha desse catequizando que disponibilizo abaixo, fiquei pensando se ele existia mesmo, porque esse é o sonho de consumo de todo catequista, catequizandos interessados  pelas coisas de Deus, com desejo de crescer como cristão... Tá, mas voltando pra nossa triste realidade neh, ninguém vive de sonhos...
Muitas vezes, jogamos toda desilusão, todo fracasso de nossa catequese nos catequizandos desinteressados e nos pais ausentes, mas em muitos casos, é o catequista que deixa a desejar... Então, quando li "A CATEQUESE NOTA 10", fiquei pensando que poderíamos fazer uma análise de como estamos sendo como catequista, que nota estamos merecendo... Em que podemos melhorar? Gostaria que refletíssemos também sobre o papel da coordenação... Como seria bom se todo catequista pudesse fazer a experiência de passar pela coordenação... Porque temos tanta dificuldade em arrumar pessoas que encarem coordenar? O que falta? Compromisso? Solidariedade? Parceria?
Enfim, analizando os pontos abaixo, que catequista você tem sido? nota 10, 09, 08, 05, 03...
Beijusssss
Imaculada Cintra
** Ah! importante! Deixe de comprar uma blusinha, ou economize no lanche do final de semana e assine essa revista, é muito rica...
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Carta de um adolescente para o seu futuro catequista
"Eu tenho 13 anos e minha família é muito católica. Minha avó ensinou a seus netos coisas maravilhosas sobre Deus.
Fico preocupado com os meus amigos que frequentaram comigo a catequese. Agora não querem nada com nada das coisas de Deus. Alguns parecem que perderam a fé em Deus e em Nossa Senhora e outros até mudaram de religião, pois na cidade há muitas igrejas. Por que será que isso aconteceu?
Embora com pouca idade, leio e escrevo bastante e domino  a internet. Porém, ando muito confuso e gostaria que a catequese deste ano me ajudasse em tudo o que estou precisando. Quero rezar mais, conhecer melhor a Bíblia e os ensinamentos da Igreja Católica. Você pode me ajudar? Dizem que você é uma catequista nota 10 e que a catequese também é 10.
Ate mais.
Seu futuro catequizando."

Formação Metodológica - O CATEQUISTA NOTA 10

01- Alegria dos catequistas e dos catequizandos
Numa catequese tradicional, os catequizandos eram receptores passivos. O documento Catequese Renovada (1983), assumindo a Bíblia como o texto principal da catequese e propondo o princípio da interação fé/vida e o método ver-julgar-agir, deu maior valor à vivência alegre da fé. Na "catequese nota 10", a vida do catequizando e sua história são assumidas. Viver a fé com alegria é o que o catequista e os catequizandos mais desejam.

02- Participação em equipe
A "catequese nota 10" procura ampliar a participação dos catequizandos por meio de trabalhos em grupo para fortalecer as decisões, mobilizar as forças, gerando compromissos, corresponsabilidade e lideranças, ouvindo sugestões, compartilhando objetivos, informando e transformando grupos em verdadeiras equipes.

03- Desenvolvimento de Recursos humanos
A"Catequese nota 10" cria espaços e oportunidades para pôr em comum os dons que Deus deu a todos os participantes, fazendo com que se multipliquem. Ignorar esses dons é condenar a catequese à rotina, ao comodismo, ao "tanto faz como tanto fez".

04- Organização eficaz
Uma organização bem estruturada permite uma "catequese nota 10". A equipe de coordenação, além de dinamizar, orientar e promover a ação catequética, suscita novos catequistas, encoraja os catequizandos, mantém a união do grupo de catequistas, desentraliza a ação, delegando responsabilidades, e articula pessoas e serviços.
Cabe à coordenação liderar o planejamento de modo participativo, gerando confiança e segurança nos catequistas e catequizandos e levando-os a assumir a ação. Espera-se que o planejamento catequético esteja articulado com as demais ações evangelizadoras e que a catequese tenha representação no conselho de pastoral paroquial e/ou comunitário.

05- Constância nos propósitos
A catequese exige perseverança e continuidade. Os propósitos assumidos pelo grupo de catequistas e dos catequizandos devem ser repetidos, reforçados e estimulados. Isso permite e garante, de modo firme, qualquer mudança desejada. A equipe de coordenação tem o papel de motivar, manter o ânimo e suscitar a constância dos propósitos assumidos. Assim, garante uma "catequese nota 10".

06- Formação permanente
O avanço da técnica e a mudança de época exigem dos catequistas uma formação permanente. A "catequese nota 10" acompanha e antecipa as mudanças que ocorrem na sociedade, proporcionando a formação continuada dos catequistas em todos os níveis, de forma inculturada. O principal objetivo da formação será fazer com que os catequistas se encontrem pessoalmente com Jesus Cristo, vivam como discípulos missionários, assumindo a vocação-missão de educadores da fé.

07- Descentralização
O melhor controle é aquele que resulta da responsabilidade de cada catequista e de cada catequizando. É necessário saber transferir e delegar competências às pessoas que tenham condições para bem assumir o que lhes foi confiado. A "catequese nota 10" acredita na criatividade e possibilidade de cada pessoa e educa para a corresponsabilidade na missão.

08- Comunicação
Se a catequese é uma mediação para que o amor de Deus envolva cada pessoa, a "catequese nota 10" realiza de modo mais transparente e autêntico essa comunicação, pois se fundamenta no amor comunhão-participação entre catequistas e catequizandos, entre os próprios catequistas e entre estes e toda a comunidade.

09- Garantia da qualidade
Além da programação já citada para a "catequese nota 10", é necessária uma programação sistematizada dos conteúdos a serem aprofundados nos encontros. Tais conteúdos, melhor dizendo, a mensagem a ser anunciada e aprofundada tem como fonte a vida, a Bíblia e os ensinamentos da Igreja. Para isso é importante documentar, por escrito, os passos feitos pela comunidade catequizadora.

10- Evitar erros
"Errar é humano", mas uma ação planejada ajuda a evitá-los ou a cometê-los com menor frequência. Empregar todos os meios possíveis para atingir os objetivos e avaliar periodicamente a caminhada ajuda a realizar uma "catequese nota 10". A metodologia de Jesus ilumina e fortalece catequistas e catequizandos na buscado melhor jeito de desenvolver a ação catequética.

Ir. Mary Donzellini, mjc
Material da revista ecoando nº 34

terça-feira, 21 de junho de 2011

Gente! Cá entre nós...

Tem coisas que leio que vem muito de encontro ao que penso sobre o ser catequista. Uma de minhas intenções com o blog e nos meus relacionamentos com catequistas seja no mundo real ou virtual é de MOTIVAR, animar, encorajar e pra isso não meço esforços. Mas, me irrito facilmente quando vejo um catequista "corpo mole', que não quer nada com nada... De verdade não tenho muita paciência e nem dom pra isso e quando li essa matéria sobre o "lúdico", algumas coisas me chamaram a atenção. Sabemos que nada substitui a pessoa do catequista, aliás depois de JESUS, ele é o ponto chave para uma catequese eficaz...

Com o tempo, vamos ganhando experiência, é claro, isso acontece em tudo na nossa vida.  Um catequista com 10, 16, 20 anos de caminhada trás uma bagagem maior na mochila, mas tem algumas coisinhas que não se trata de caminhada, ou o catequista tem ou não tem... Se não tiver, melhor nem entrar na catequese...Vejo que deveríamos ser taxativos nas formações com novos catequistas, isso nos livraria de muitas dores de cabeça que muitas nem com doril passa.

Responsabilidade/compromisso - Conheço e convivo com catequistas que começaram a dois anos e tem uma responsabilidade exemplar com a catequese... Conheço outros que dá vontade de chorar... e a gente ainda fica com o coração pesado pensando se não tivemos culpa, se deixamos de apoiar esse catequista iniciante... Mas, eu vejo que  o catequista vocacionado, o é desde o início, mostra isso quando ele busca,  corre atrás,  pede informação, é interessado... Tem coisas que acontecem, atitudes que catequistas tomam,  que você fica boquiaberta se perguntando: Como pode isso?????????????Baseado em que fez isso????

Alegria/bom humor - Olha, vou te contar, um catequista que vai para os encontros, mais parecendo que está indo para forca, com  cara fechada, azedo, leva tudo a ferro e fogo... O catequizando sabe direitinho como ele vai conduzir cada encontro, porque é sempre do mesmo jeito, sabe até as palavras que ele vai usar pra iniciar e pra terminar, conhece de cor e salteado cada expressão do rosto que ele vai usar... Olha, de verdade, esse ainda não descobriu qual sua vocação, porque catequista é que não é...

Precisamos surpreender, com pequenas coisas fazemos isso, não precisamos de fazer grandes estripulias, basta que dediquemos tempo em preparar nossos encontros com carinho, zelo. .. Depois reclamamos que nossos catequizandos não perseveram, mas pelo amor de Deus, é preciso muito amor e conhecimento de Jesus para continuar em encontros que não geram nenhuma expectativa...

Sei que tem alguns catequistas que tem mais facilidade, mas eu diria que muitos não tem é boa vontade, vai empurrando a catequese com aquele ar autoritário de sargento e não move uma palha para oferecer um encontro mais atrativo...
Acho um absurdo ouvir de um catequizando: "Eu não gosto do meu catequista, não quero ir mais na catequese, porque não consigo olhar na cara do catequista"... Absurdo, mas isso acontece! Será que o erro está só no catequizando?

Desculpem-me, estou me execendo, mas dizem que a boca fala daquilo que o coração está cheio, pois é isso que no momento está  em meu coração, vejo que isso tem que ser levado nas discussões nos nossos grupos de catequistas...

Esse material que coloco abaixo, vem tratar de alguns desses tópicos, vale a pena a leitura... O último exemplar que recebi da revista ecoando que assino com muita alegria veio recheada de coisas boas...
Se alguém está precisando de uma sugestão para a formação e espiritualidade do catequista, eu indico a assinatura dessa revista, com plena certeza de estar divulgando UMA BOA NOTÍCIA...
CONTATO PARA ASSINATURAS: assinaturas@paulus.com.br
email para contato: revistaecoando@uol.com.br

* Estou pensando em fazer o sorteio de uma assinatura aos meus leitores por ocasião do dia do catequista em agosto...vamos ver !

O lúdico na vida do catequista

Antes de ser importantes recurso metodológico, o lúdico é elemento constitutivo da vida emocional de todo ser humano e, por isso mesmo, do catequista, pessoa que experimenta e testemunha a alegria que vem de Deus. "Alegrem-se sempre no Senhor,.Repito:alegrem-se!" (Fl 4,4)
Esta alegria, sabemos, não é vã ou alienada! Ela não desconsidera a dureza da vida, mas crê transfigurá-la pela fé e pelo empenho de ver o reino acontecendo. É uma alegria recheada de esperança, de compromisso com a vida e com o amor!
Alguns de perguntam: mas ainda hoje é possível essa alegria? Numa exortação feita em janeiro de 2008, o Papa Bento XVI respondia a essa questão: "A resposta é dada, com suas vidas, por homens e mulheres de toda idade e condição social, felizes de consagrar sua existência aos demais!
Acaso não foi a beata madre Teresa de Calcutá, em nosso tempo, um testemunho inesquecível da verdadeira alegria evangélica?
Vivia diariamente em contato com a miséria, a degradação humana, a morte. Sua alma conheceu a provação da noite escura da fé; no entanto, deu a todos o sorriso de Deus. Lemos em um escrito seu: "Esperamos com impaciência o paraíso, onde está Deus, mas temos em nosso poder estar no paraíso já desde aqui e a partir desse momento".
Assim é o catequista: feliz por amar e sentir-se amado; por ter sido escolhido por Jesus como discípulo seu, capaz de servir o reino com generosidade e fé. É alegria que brota de um coração capaz de reconhecer os frutos da missão em cada catequizando que se dispõe a amar e seguir os passos de Jesus.
É a alegria do cristão entusiasmado por ver o novo sempre surpreendendo, renovando as comunidades cristãs e transfigurando a sociedade com base nos valores evangélicos que sempre geram a justiça e a paz. Por isso, o catequista canta, dança, pula, brinca. sorri! Sabe que, como já dizia o poeta, "tudo vale a pena se a alma não é pequena!"

O lúdico e a catequese
O catequista é portador de uma boa notícia e precisa arrumar maneiras de expressá-la de um jeito claro, coerente e prazeroso. Afinal de contas, a notícia é boa demais para ser transmitida de modo triste e carrancudo, com amargura ou como se fosse um peso.
O Diretório Nacional de Catequese enfatiza que "o catequista precisa conhecer e ouvir cada criança para descobrir o melhor modo de cumprir sua missão. Também será bastante útil ter familiaridade com o universo infantil: brincadeiras, situação escolar e familiar, histórias em quadrinhos e filmes que as crianças preferem...
O processo catequético terá em consideração o desenvolvimento dos sentidos, a contemplação, a confiança, a gratuidade, o dom de si, a comunicação com Deus, a alegria da participação" (n.198)
Fazer uma catequese lúdica não é cair no oba-oba do brincar pelo brincar, muitas vezes até para esconder o despreparo e a falta de domínio dos conteúdos a serem trabalhados na catequese.
O lúdico, além de brotar do coração do catequista, compõe a sua metodologia e pode estar a serviço dos objetivos e conteúdos dos encontros catequéticos.
Desse modo, podemos falar de brincadeiras de entrosamento e descontração,brincadeiras para motivar um conteúdo novo, brincadeiras para construir em grupo determinado tema, brincadeiras para fixar o que foi trabalhado no tema, brincadeiras para desenvolver determinadas atitudes etc. Assim, dependendo da finalidade que tenha, o catequista organizará jogos, dinâmicas, as músicas e as brincadeiras do encontro.
Pe Vanildo Paiva
Revista Ecoando nº 34, página 07

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Dinâmica dos Bonecos...

A Sueli Bertoletti, não colocou sua cidade, pediu essa dinâmica na íntegra e quando a procurava no brochura ecoando, nº 19, pensei, porque não pedir uma assinatura da revista ecoando para sortear no aniversário de um ano do blog! Enviei o seguinte email para a revista, não sei se vou conseguir, mas  ser ousada, é isso, tentar, se não der certo, tudo bem, continuarei sendo assinante dessa conceituada revista, porque gosto muito! Torçam comigo!

"Olá
Sou catequista a 17 anos, sou assinante da revista ecoando desde seu início, tenho quase todos os exemplares, me falta acho que uns três  para completar minha coleção, tenho tb o brochura desde o primeiro informativo.
Estou aqui para agradecer, porque grande parte da minha formação como catequista devo à essa revista, mas na verdade venho através desse email para pedir um grande favor, tenho um blog, onde divulgo e espalho minha paixão pela catequese e até uso muito do que leio nas revistas. Em comemoração ao aniversário de  um ano do blog, gostaria de saber a possibilidade de vocês me doarem uma assinatura para que eu posssa sortear entre os catequistas que estão participando do sorteio. Ficarei imensamente feliz e agradecida e com certeza, será uma bela divulgação da revista. O que acham? vamos fazer essa parceria?... Estou sendo ousada neh, mas catequista tem que ser mesmo, ousada para levar a boa notícia aos quatro cantos... Um blog é um dos meios e a revista um outro....

Aguardo retorno e entenderei se não puder atender meu pedido!
grande beijo!
Imaculada Cintra - Franca-SP"


A DINÂMICA DOS BONECOS

O GRUPO DOS CATEQUISTAS

1- SUA NECESSIDADE
O ser e o fazer do catequista não devem acontecer de forma isolada. A catequese é uma missão que se exerce em comunidade e não isoladamente.
Lembremo-nos que o catequista não nasce pronto. É fundamental que ao assumir o Ministério da Catequese o Catequista se engaje num grupo de catequistas para dar continuidade a sua formação. No processo de formação, no engajamento da comunidade, na prática do dia-a-dia, o catequista vai adquirindo e desenvolvendo aptidões, qualidades humanas, práticas metodológicas e pedagógicas. Aprofunda seus conhecimentos, sua espiritualidade, etc. (estudos CNBB-59 nº 49).

O GRUPO DE CATEQUISTAS:
# É fonte de vida, de esperança;
# fortalece a coragem frente aos desafios da transformação da realidade;
# dá testemunho de vida comunitária;
# é o despertador que a comunidade precisa para perceber os problemas e dar soluções;
# leva a catequese à unidade;
# é o animador da fé e da vida da comunidade.

NO GRUPO, O CATEQUISTA:
* sente o que é participação;
* adquire segurança, perde o medo;
* partilha a própria experiência;
* intensifica a espiritualidade;
* dá testemunho de fraternidade;
* fortalece-se nos momentos de dificuldades e é apoio para os mais fracos e desanimados;
* é evangelizado e evangeliza.

2- COMO FORMAR UM GRUPO
Antes de anunciar a palavra e antes de convidar os catequizandos e suas famílias a formarem comunidade, os catequistas formam entre si uma pequena comunidade, como os discípulos do Senhor. Isto é o ponto de referência para os catequizandos.
Facilmente os catequistas descobrem esta necessidade. Percebem que não é fácil. As causas podem ser: falta de tempo, comodismo diante das exigências e a falta de um bom animador.
O grupo precisa ter certa organização, ter uma coordenação, encontros sistemáticos para preparar, refletir e decidir em conjunto a caminhada da catequese.
Em grupo pode-se prever dias de formação, de espiritualidade, de planejamento e avaliação, expressando o sentido de comunidade (CR 1515).
Este é um caminho para o grupo se tornar uma comunidade catequizadora.

3- COMO PARTICIPAMOS NO GRUPO
- Apresentando a nossa originalidade;
- planejando e realizando o nosso trabalho em clima de cooperação e colaboração mútua;
- partilhando as alegrias, preocupações e tarefas comuns;
- procurando preparar os encontros catequéticos.

Dinâmica dos bonecos para refletir no grupo de Catequistas
1- Verificar as figuras, escolha duas, compare-as com a realidade de seu grupo de catequistas.
2- Quais as maiores dificuldades para caminhar no grupo de catequistas? Como superar as dificuldades citadas?
3- Como agir com os catequistas que não participam do grupo?


CONVERSANDO E RESPONDENDO:
1-     Quais os valores que você encontra no grupo?
2-     Quais são as maiores dificuldades para caminhar no grupo de catequistas?
3-     Como ajudar os catequistas que não gostam de participar de reuniões?

Fonte.: Revista ecoando Ano I - nº 19

sábado, 24 de abril de 2010

"Querida!
Outro dia entrei no seu site e achei formidável.
Sou uma das coordenadoras da Revista ECOando, da Editora Paulus e como estamos sempre precisando de coisas boas sobre catequese, pensei em pedir-lhe.
Estamos precisando de fotos de encontros catequéticos e,especialmente, de dança na catequese.
Será que você teria e permitiria a publicação?
Um grande abraço e desde já, obrigada!
Marlene Silva"

Fiquei muito feliz ao receber esse email,  ele me fez recordar  minha trajetória na catequese,  a revista ecoando faz parte da minha história como catequista. Poucos são os exemplares que "ainda" não tenho.
Quando aceitei o chamado,  não tinha a noção do que  seria um catequista. Iniciei, tendo como muleta minha irmã. Se eu falar que sempre amei ser catequista, estaria mentindo, porque nem gostava tanto assim, no começo, qualquer motivo me fazia faltar dos encontros, até que desisti. Com o tempo, voltei para substituir uma catequista que havia ficado doente, foi uma pré catequese. Mas,  não era ainda  uma apaixonada pela causa, mas com uma turma em minha responsabilidade,  sentia a necessidade de me formar, foi quando comecei ir em busca, ia nas livrarias católicas e ficava alí horas a fio, vasculhando e olhando livros sobre catequese. Começando a ler sobre essa tal  catequese, fui a cada dia me interessando mais, quando percebi já estava totalmente envolvida, apaixonada. Não tinha acesso a internet, os livros era minha fonte de formação, ainda hoje continuam sendo. Gosto de manusear, sentir o cheiro do papel,  grifar, anotar... Em 2005, me apresentaram a revista ECOANDO, uma revista de FORMAÇÃO INTERATIVA COM CATEQUISTAS, gostei muito,  em seguida fiz a assinatura. Digo com segurança, que grande parte de minha formação como catequista, devo a essa revista, que tem um trabalho sério, pensando sempre nas dimensões do  SER, SABER E SABER FAZER  do catequista. Eu tenho o maior carinho por cada edição que recebo, chega a ser até  ciúmes, tanto que encaderno  as edições a cada ano, para não correr o risco de emprestar e não receber de volta. Estou ansiosa por receber e revista de nímero 30.
Por isso, fiquei  feliz de receber um elogio de uma das coordenadoras dessa revista e se posso contribuir de alguma forma, fico mais feliz ainda.
Não indicaria algo, se não tivesse sido bom para mim. A revista ecoando é um investimento que vale muito a pena. Se o catequista não puder,  peça à sua  paróquia que faça a assinatura, colocando à disposição de todos os catequistas.
A  Revista Ecoando - Formação Interativa com Catequistas, é um periódico trimestral totalizando 4 publicações anuais.  Sua  assinatura pode ser feito direto na Paulus, pelo email - assinaturas@paulus.com.br.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia da mulher...

Deixo nessa postagem meu carinho todo especial à todas as mulheres que poraqui passam, em especial àquelas que dedicam parte de seu tempo à catequese.  Se me perguntam o que eu faço da vida? Respondo, sem titubear, com muito orgulho: "sou mãe e catequista"! Parabéns,  coragem, força, perseverança à todas as mulheres catequistas ou não!
Imaculada Cintra

Celebrar o dia 08 de março, dia internacional da mulher, é compromisso da catequese.

Esse compromisso abrange diversas categorias: mulheres que abrem caminhos, mulheres corajosas e sofredoras e testemunhas de Cristo ressuscitado; mulheres transformadoras da sociedade, construtoras da Igreja, evangelizadoras e catequistas.
É inegável a contribuição da mulher na catequese e em outras atividades nas comunidades eclesiais.
O espaço que a mulher ocupa na Igreja, tanto por suas atividades como por sua qualificação, sua dignidade e competência, é significativo e chama a atenção.
No Brasil, atualmente e como sempre foi, é forte a presença feminina na catequese. É notável a atuação da mulher catequista, contribuindo na formação da família, na educação escolar, na luta pela vida e na transformação das esferas sociopolíticas.
Observando o modo de viver dessas catequistas, em determinadas comunidades, constata-se que a maioria delas trabalha para sobreviver; outras são estudantes voltadas para perspectivas futuras, tendo em vista uma profissão.
Há aquelas que se ocupam dos seus afazeres domésticos, oferecendo os seus fins de semana à missão catequética. Trata-se de um trabalho gratuito, reconhecido pela comunidade como atividade missionária de grande valor.
Abramos o diálogo com as mulheres amigas, vizinhas, de todas as idades, culturas e raças. Tomemos consciência do “ser mulher” como cidadã que luta, como companheira e parceira do homem na busca de igualdade e vida plenas para todos.
Celebremos este dia com criatividade: vamos falar, escrever, contar histórias, fazer poesia e música; caminhar com atitude de solidariedade e compromisso com o bem comum.
Em clima de alegria e de festa, louvemos a Deus e lhe agradecemos seus dons às mulheres, sabendo que Jesus, nascido de uma mulher, realizou o projeto do Pai e que Maria o assumiu na sua trajetória de vida.
Expressemos nossa ternura e carinho a todas as mulheres catequistas.”
fonte.: revista Ecoando

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Ah!! um recadinhos aos homens: "Não subestimem uma mulher". Ficou muito lá atrás uma certa história de que mulheres não dirigem bem, de que atropelamos tudo, passamos por cima das "tartarugas", ou que não conseguimos ocupar uma vaga estreita, e preferem estacionar perto de uma garagem ou esquina... As mulheres tem conquistado com maestria o seu espaço, até na hora de estacionar...rsrsrs...só para descontrair...


quinta-feira, 4 de março de 2010

A catequese como iniciação na prática do silêncio...
Ainda que a educação para o silêncio deva iniciar-se em casa, no modo como os pais lidam com os filhos e como se dão os relacionamentos cotidianos, a catequese pode dar uma contribuição bastante importante como iniciadora das crianças, jovens e mesmo adultos no valor do silêncio. Ele é um elemento indispensável à vida de oração e ao encontro com Deus. A comunicação não é feita só de palavras! Uma música, por exemplo, necessita de tempos de som e tempos de pausa para ser bela e agradável. o silêncio é necessário para que a pessoa escute Deus, o próximo e a si mesmo. é importante para a interiorização da palavra e do sentido de uma celebração, para a revisão de vida e a tomada de decisões, objetivos visados constantemente pela catequese. Mas essa iniciação não se dará, certamente, apenas" falando sobre" o valor do sil~encio. Ou o catequizando aprende e assume esse valor "fazendo", ou não aprenderá nada! Para tanto, alguns elementos são de capital importancia:
a) que o ambiente favoreça a interiorização: o silêncio interno começa fora, na maneira como o ambiente está disposto, na sobriedade e organização do espaço catequético e celebrativo. Coisas jogadas ou fora do lugar, sem ordem nem zelo, denotam descaso para com as pessoas e dificultam a interiorização. A mente, que nos organiza internamente, também ficará confusa e desorientada;
b) Que o catequista aja com serenidade: a pessoa do(a) catequista é essencial na educação para o silêncio, pois sua postura poderá ou não comunicá-lo como um valor a ser assumido por todos. Posturas serenas e tranquilas, que transmitam paz e harmonia, falam por si mesmas, pela força do exemplo e do testemunho. catequistas demasiadamente agitadas, estressados, que tentam impor o silêncio no grito, conseguirão muito pouco ou mesmo nada nesta desafiante tarefa;
c)Treinar com constância e determinação: Muitas vezes funciona sugerir uma posição adequada, com olhos fechados; o uso de refrãos meditativos; relaxamento; cantos de escuta antes da proclamação da palavra... Enfim, bastam a criatividade e a perseverança do catequista para que o silêncio seja sempre bem-vindo e frutuoso.
Fonte.: Revista ecoando nº 29

quarta-feira, 3 de março de 2010