sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Proposta de Celebração para o Dia do Catequista, 27 de agosto


A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Biblico-Catequética publica a proposta de Celebração para o Dia do Catequista, dia 27 de agosto, elaborada pelo padre Thiago Faccini Paro e por Eurivaldo Ferreira.

 Foto: catequistas Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Capelinha)
Franca/SP

Buscando integrar catequese e liturgia, propomos para a celebração do dia do catequista deste ano, um roteiro baseado no Oficio Divino (Liturgia das Horas). Mais que um momento repleto de “alegorias”, queremos resgatar a nobre simplicidade, o silêncio, a centralidade da Palavra de Deus e a ritualidade, elementos fundamentais da liturgia cristã.

Esta é oração do povo de Deus, vivenciada por palavras e gestos, situada na grande tradição litúrgica da Igreja, na qual as comunidades cristãs se reúnem para cantar os salmos e proclamar o louvor de Deus, em nome de toda criação e da humanidade, nas diferentes horas do dia.

Portanto, uma celebração simples, mas que requer uma preparação cuidadosa, desde a organização do espaço celebrativo, a distribuição dos vários ministérios atuantes na celebração (coordenador(a) – aquele(a) que irá presidir a celebração; leitor; equipe de canto e música; os que acolhem os irmãos e irmãs, etc), o ensaio dos cantos e a participação ritual de maneira consciente, realizada com a “inteireza” do ser.

Preparando o ambiente: o local da celebração poderá ter ao centro um ambão, círio pascal, flores, cadeira para quem irá presidir o ofício; ao lado do círio pode ser colocada uma bacia (ou pia) de água benta, que pode ser aspergida sobre a assembleia logo após a recordação da vida. A assembleia poderá ser disposta de forma circular ao redor da mesa da Palavra. Um tecido colorido ou colcha de retalhos poderá ser estendida a sua frente para serem colocados os símbolos que representem a caminhada dos catequistas.

Saudação inicial, no jeito de cada grupo, a partir de sua cultura. O(a) coordenador(a) cumprimenta os irmãos e irmãs, convida o grupo a se apresentar e a entrar na oração, por um momento de silêncio, para depois invocar a presença do Senhor. Para motivar o silêncio, pode-se cantar um refrão meditativo.

1. CHEGADA, SILÊNCIO, ORAÇÃO PESSOAL... Refrão meditativo (Pe. Zezinho):
Meu espírito está, meu espírito está em sintonia com meu Deus!
Meu espírito está, meu espírito está em sintonia com o Pai!

2. ABERTURA: (Quem preside canta os versos a seguir; a assembleia responde, repetindo)
- Venham, ó nações, ao Senhor cantar! (bis)
Ao Deus do universo venham festejar! (bis)
- Seu amor por nós firme para sempre, (bis)
Sua fidelidade dura eternamente. (bis)
- Quem no Evangelho firme acreditar (bis)
Do Reino é convidado a participar. (bis)
- Com os(as) catequistas juntos(as) na oração, (bis)
Todo o povo de Deus faz sua louvação! (bis)
Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito, (bis)
Glória à Trindade santa, glória ao Deus bendito! (bis)
- Aleluia, irmãos! Aleluia, irmãs! (bis)
Do povo em caminhada a Deus louvação! (bis)
- Vem, ó Santo Espírito, iluminar, (bis)
Este nosso encontro vem abençoar. (bis)

3. RECORDAÇÃO DA VIDA
O(a) coordenador(a) sugere um breve momento de recordação da vida (destacando os acontecimentos importantes, fatos e memórias da caminhada dos catequistas na vida da comunidade, da região ou da diocese). Este momento poderá ser valorizado com a entrada de alguns símbolos que ilustrem o serviço dos catequistas. Ao final, todos cantam o Hino.

4. HINO:
A nós descei, divina luz!
A nós descei, divina luz!
Em nossas almas acendei
O amor, o amor de Jesus! (bis)
1a.Vinde, Santo Espírito
e do céu mandai
luminoso raio! (bis)
b. Vinde, Pai dos pobres,
Doador dos dons,
Luz dos corações! (bis)
c. Grande defensor,
em nós habitai
e nos confortai! (bis)
d. Na fadiga pouso,
no ardor brandura
e na dor ternura. (bis)
3a. Aos fiéis, que oram
com vibrantes sons,
dai os sete dons! (bis)
b. Dai virtude e prêmio
e no fim dos dias
eterna alegria! (bis)
c. Aleluia! Aleluia!
2a.Ó luz venturosa,
divinais clarões
encham os corações! (bis)
b. Sem um tal poder,
em qualquer vivente,
nada há de inocente! (bis)
c. Lavai o impuro
e regai o seco,
sarai o enfermo! (bis)
d. Dobrai a dureza,
aquecei o frio,
livrai do desvio! (bis)
Aleluia! (bis)
Aleluia! Aleluia!
Aleluia! (bis)

5. SALMO 8
(Quem coordena, introduz o canto do salmo com as palavras abaixo; o salmo pode ser cantado alternando a assembleia em dois coros. Havendo a possibilidade, pode-se optar por outro salmo, conforme o Ofício Divino das Comunidades)
“Eu digo a vocês: Se eles se calarem, as pedras gritarão” (Lc 19,40)
Cantemos a grandeza de Deus e a dignidade imensa que ele deu à pessoa humana. Adoremos o Cristo ressuscitado, imagem da nova humanidade, Senhor do universo.
1. Teu nome, é Senhor, maravilhoso,
Por todo o universo conhecido;
O céu manifesta a tua glória,
Com teu resplendor é revestido.
2. Até por crianças pequeninas
Perfeito louvor te é cantado;
É força que barra o inimigo;
Reduz ao silêncio o adversário.
3. Olhando este céu que modelaste,
A lua e as estrelas a conter;
Que é, ó Senhor, o ser humano
Pra tanto cuidado merecer?
4. A um Deus semelhante o fizeste,
Coroado de glória e de valor;
De ti recebeu poder e força
De tudo vencer e ser senhor.
5. Dos bois, das ovelhas nos currais,
Das feras que vivem pelas matas;
Dos peixes do mar, dos passarinhos,
De tudo o que corta o ar e as águas.
(repetir a estrofe 1 antes de cantar a estrofe 6)
6. A ti seja dada toda a glória,
Deus, fonte de vida e verdade,
Amor maternal que rege a História,
Vem, fica pra sempre ao nosso lado.
(por alguns instantes meditar em silêncio com as palavras do salmo; pode-se dizer em voz alta aquelas que mais tocaram o coração durante o canto)

Oração sálmica:
(quem coordena, conclui este momento com a oração)
Oremos! Ó Deus, que és louvado por todas as criaturas e conduz a história, olha para tua criação e faze com que ela manifeste a tua glória e esplendor, assim como tu te manifestas no dia de hoje. Não deixes que a obra de tua criação seja corrompida, mas sim possa ela ser cuidada amorosamente. Por Jesus Cristo, teu Filho, nosso irmão. Amém!

6. LEITURA BÍBLICA (se for o Evangelho, canta-se o Aleluia para aclamá-lo; optando-se por outra leitura bíblica, após a leitura, canta-se um refrão meditativo ou um salmo responsorial)
Aclamação ao Evangelho:
Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia!
- Eu te louvo, ó Pai santo, Deus do céu, Senhor da terra,
Os mistérios do teu Reino aos pequenos, Pai, revelas!
Evangelho: (Mt 16,13-20) ou outro à escolha
O Senhor esteja com vocês!
Ele está no meio de nós!
Proclamação + do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo...
- Palavra da salvação!
Glória a vós, Senhor!
(Quem coordena, poderá fazer uma breve reflexão a partir do texto bíblico proclamado, e depois, abrir para que os demais catequistas possam também partilhar da Palavra. Em seguida convida a todos a elevar as preces e louvores ao Deus que nos chamou)

7. PRECES
- Renova, Senhor, a tua Igreja, na força do Evangelho, e torna-a capaz de acolher, na ternura do teu Espírito todas as pessoas que te procuram.
Santifica teu povo, Senhor!
- Conduz os(as) catequistas para que, sendo ministros da Palavra na comunidade, possam testemunhar o Evangelho ao educar na fé os adultos, os jovens e as crianças que desejam aproximar-se da tua Igreja.
- Fortaleça os que estão no processo de Iniciação à Vida Cristã, para que compreendendo a Palavra do Evangelho, testemunhem no mundo as maravilhas do seguimento do Cristo.
- Guia o ministério dos(as) catequistas na comunhão eclesial, fazendo-os sinal na ação evangelizadora da Igreja.
- Torna-nos Senhor, capazes de crer no mistério da Cruz do teu Filho e faze com que, olhando para ela, tenhamos a coragem de morrermos por uma causa.
- Ilumina-nos para que sempre saibamos as razões de nossa esperança e sejamos vigilantes à espera do dia luminoso da tua vinda.
- Dá saúde aos que estão doentes e se encontram nos leitos dos hospitais; dá conforto aos que estão de luto e aos que estão na solidão e no abandono; ilumina com teu Espírito os que se encontram na escuridão dos vícios e das drogas.
Como irmãos e irmãs na mesma fé, rezemos juntos a oração que Jesus nos ensinou
Pai nosso...
Oração (quem coordena, conclui com a oração abaixo, invoca a benção de Deus e encerra a oração)
Ó Deus da sabedoria, derrama sobre nós a luz do teu Espírito. Inspira nossas palavras e conduze nossas ações, para que a tua Palavra nos encontre atentos e disponíveis. Faze-nos testemunhas da tua salvação e da tua paz! Nós te pedimos, por Jesus Cristo, teu Filho, por ele anunciamos a força do Evangelho aos pequeninos, na unidade do Espírito Santo. Amém.

8. BÊNÇÃO
Deus, o Pai, nos sustente na caminhada do Reino! Amém!
O Filho de Deus, Jesus Cristo, nos dê a graça de vivermos em comunhão com seu Evangelho! Amém!
O Espírito Santo, força que nos encoraja na fé, nos mantenha no serviço da Palavra! Amém!
Abençoe-nos o Deus todo amoroso, Pai, Filho e Espírito Santo! Amém!
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!
- Para sempre seja louvado!

9. CANTO FINAL E ENCERRAMENTO
(dependendo do lugar e do grupo, pode-se encerrar a celebração com um momento festivo: partilha de alimentos, dança em forma de ciranda ou outro jeito bem criativo de festejar o serviço dos(as) catequistas na comunidade)


quinta-feira, 13 de julho de 2017

catequista não é profissão, mas vocação

Papa Francisco pede que os catequistas sejam criativos, buscando diferentes meios e formas para anunciar a Cristo

Ser catequista não é uma profissão, mas uma vocação: é o que afirma o Papa Francisco na mensagem enviada aos participantes do Simpósio  Internacional sobre Catequese, em andamento na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica Argentina (UCA), em Buenos Aires.
No texto, o Pontífice cita um diálogo de São Francisco de Assis com um de seus seguidores, que queria aprender a pregar. O santo lhe diz: Quando visitamos os enfermos, ajudamos as crianças e damos de comer aos pobres já estamos pregando. “Nesta lição, está contida a vocação e a tarefa do catequista”, escreve o Papa.

Ser catequista
Em primeiro lugar, a catequese não é um trabalho ou uma tarefa externa à pessoa do catequista, mas se “é” catequista e toda a vida gira em torno desta missão. De fato, “ser” catequista é uma vocação de serviço na Igreja, que se recebeu como dom do Senhor para ser transmitido aos demais. Por isso, o catequista deve constantemente regressar àquele primeiro anúncio ou “kerygma”, que é o dom que transformou a própria vida. Para Francisco, este anúncio deve acompanhar a fé que já está presente na religiosidade do povo.

Com Cristo
O catequista, acrescentou o Papa, caminha a partir de Cristo e com Ele, não é uma pessoa que parte de suas próprias ideias e gostos, mas se deixa olhar por Ele, porque é este olhar que faz arder o coração. Quanto mais Jesus toma o centro da nossa vida, mais nos impulsiona a sair de nós mesmos, nos descentraliza e nos faz mais próximos dos outros.

Catequese “mistagógica”
O Papa compara este dinamismo do amor com os movimentos cardíacos: sístole e diástole, se concentra para se encontrar com o Senhor e imediatamente se abre para pregar Jesus. O exemplo fez do próprio Jesus, que se retirava para rezar ao Pai e logo saía ao encontro das pessoas sedentas de Deus. Daqui nasce a importância da catequese “mistagógica”, que é o encontro constante com a Palavra e os sacramentos e não algo meramente ocasional.

Criatividade
E na hora de pregar, Francisco pede que os catequistas sejam criativos, buscando diferentes meios e formas para anunciar a Cristo. “Os meios podem ser diferentes, mas o importante é ter presente o estilo de Jesus, que se adaptava às pessoas que tinha a sua frente. É preciso saber mudar, adaptar-se, para que a mensagem seja mais próxima, mesmo quando é sempre a mesma, porque Deus não muda, mas renova todas as coisas Nele.
O Papa conclui agradecendo a todos os catequistas pelo que fazem, mas sobretudo porque caminham com o Povo de Deus. “Eu os encorajo a serem alegres mensageiros, custódios do bem e da beleza que resplandecem na vida fiel do discípulo missionário.”

O Simpósio Internacional sobre Catequese teve início no dia 11 de julho e prossegue até o dia 14. O encontro tem como tema “Bem-aventurados os que creem”, e entre os conferencistas estão o Arcebispo  Luis Francisco Ladaria sj, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Mons. José Ruiz Arenas, Secretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização
 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Cantar "A MISSA" e não "NA MISSA"

Outro dia fiz uma inquietação no face sobre essa questão: Qual o certo, cantar na missa ou cantar a missa?
Houve os que disseram ser o certo Cantar na missa e outros afirmando ser cantar a missa.
Participando de formações com liturgistas conceituados, aprendi ser o certo:  CANTAR A MISSA.
Partilho com vocês um trecho  do livro A MISSA parte por parte do Pe Luiz Cechinato, onde ele diz que: " O canto na missa está a serviço do louvor de Deus e de nossa santificação. Não é apenas para embelezar a Missa, mas para nos ajudar a rezar. E cada canto deve estar em plena sintonia com o momento litúrgico que se celebra, a fim de que não se cante "na Missa" mas se cante "a Missa". Portanto, um canto penitencial deve nos ajudar a pedir perdão de coração arrependido; um Canto de ofertório deve nos ajudar a fazer nossa entrega a Deus; um canto de comunhão deve nos colocar em maior intimidade com Deus e expressar nossa adoração e ação de graças. O Concílio Vaticano II diz que " a música sacra será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver ligada à ação litúrgica". Assim, ela favorece a unidade do Povo de Deus e dá melhor solenidade e beleza aos ritos sagrados.
O canto na liturgia, não é só para enfeitar e fazer a Celebração ficar mais bonita. É mais que isso. Ele "é" oração, pois "quem canta, reza duas vezes"

O canto litúrgico não tem o sabor de canto teatral. Deve estar isento de vaidade e exibição. Convém que se ouça o conjunto todo das vozes e não apenas uma ou duas vozes que se sobrepõem. Também, o som ds instrumentos é para ajudar as vozes e não para abafar o canto. O que se deve ouvir é um povo cantado, a não ser quando um salmista está fazendo o solo. A equipe de liturgia não é para 'substituir' o canto da Assembleia, mas para animá-la a cantar. Não pode ser um grupo separado, fora do corpo da comunidade, mas uma "equipe de animação" que leva todo o Povo de Deus a cantar."

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Recado rápido!!

Se me perguntar: 
O que é preciso para ser um BOM Catequista?
Sem titubear, respondo que o catequista entre outras coisas, precisa gostar de ler, de estudar, de participar de formações...Tem que ter sede do saber, para que possa saber fazer.

(Imaculada)

terça-feira, 4 de julho de 2017

Ecos do sulão!



Eu e minha querida amiga Rosângela Tamaoki, catequista na cidade de Londrina/PR. Nos conhecemos virtualmente em 2008, o que nos uniu foi a paixão pela catequese. Uma pessoa que sempre admirei por sua postura, transparência e discrição. Esse foi nosso segundo encontro real. Como foi bom esses  três dias em que passamos juntas.
A Rosângela participou pela primeira de um Sulão e deixa escrito suas impressões, de tão profundas, pedi a permissão para publicar, para que chegue a mais catequistas.

IX SULÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICO

“COMUNICAÇÃO NO DE PROCESSO INICIAÇÃO À VIDA CRISTÔ
“SENHOR, TODOS TE PROCURAM” (Mc 1,37)

Queridos coordenadores e  catequistas,
Que a graça e a paz do Senhor estejam convosco!

Depois de vivenciar e experienciar os três dias o IX Sulão Bíblico-Catequético, na companhia de 02 arcebispos, 20 padres, alguns seminaristas, dezenas de freiras, de coordenadores de arquidioceses e dioceses, alguns poucos formadores como eu,   com alegria me dirijo a cada um de vocês para TESTEMUNHAR o que lá vi e ouvi!

O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.(1 João 1-3)

VER
     Ficamos hospedados num lindo hotel numa das praias de Florianópolis –  Ponta das Canas e fomos carinhosamente recepcionados pela equipe do Sulão.  
     No hall do Centro de Convenções, que ficava no hotel, tinha  uma linda ambientação com as palavras chaves das 12 cartas do IX Sulão,  e que  depois  ficaram expostas na entrada do auditório.
      Imagine a minha emoção e alegria de estar no meio dos participantes, que representavam os  cincos Regionais (Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).
Estávamos em 127 pessoas. Infelizmente do Rio Grande do Sul compareceu apenas o padre assessor. Foi um momento único, éramos todos uma só voz, um só coração, um só espírito e o nosso canto entusiasmado e cheio de vida, demonstrou claramente isso.
      Contemplei gratificada o esmero da ambientação de cada espaço até chegarmos no auditório. Percebi em cada detalhe o cuidado, o carinho, a preocupação para conosco. Era visível que tudo foi sonhado, planejado e realizado nos mínimos detalhes.
       Foi muito bom ver o envolvimento e comprometimento de padres, seminaristas, freiras, coordenadores com os rumos da Catequese de Iniciação a Vida Cristã com inspiração catecumenal. Pude perceber também, que como eu, todos estávamos ali com o espírito aberto, ávidos para “saborear das águas do Sulão”,  para se fortalecer ainda mais no anuncio da Boa Nova e a comunicação no processo de Iniciação à Vida Cristã.
        Ver tudo isso me mostrou que vale a pena  perseverar em nossa missão catequética, pois Deus está conosco, Suas Mãos poderosas nos abençoam e nos sustentam a cada passo do caminho. Somos inspirados, animados, e fortalecidos quando nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo. Mesmo na diversidade, conseguimos buscar a unidade e com coragem, ousadia e criatividade vamos pouco a pouco vencendo os desafios da caminhada.

 OUVIR
    Queridos catequistas,  não sei se saberei retratar em poucas palavras, tudo que ouvi, tendo em vista que preenchi folhas e folhas de um caderno; quem me conhece sabe que sou assim, ávida por aprender e escrever.....rsrsrsrs
    Mas tentarei colocar aqui a essência do que ouvi e que pude emocionada, saborear cada palavra, vindo de pessoas tão bens instruídas e comprometidos com o Reino de Deus e com as causas da nossa amada Catequese. Foi emocionante  conhecer pessoas que antes só conhecia através de livros, artigos, materiais catequéticos. Estar com eles, ouvi-los falar, realmente me deixa sem palavras.
     Espero de coração, tentar transmitir através de cada frase, a riqueza que se deslumbra começar a vivenciar esse novo tempo na nossa caminhada catequética. De cada um deles, tirei algumas frases que me marcaram:
  
Boas Vindas:
- Uma nova forma de refletir a Iniciação Cristã, é refletir a mensagem de Jesus – que nós possamos  ser essa mensagem.
- Que Deus seja muito louvado pela nossa presença!
-  O papa Francisco está com muita esperança e confiança na Igreja do Brasil.
-  A Igreja do Brasil vai caminhar nessa direção – Iniciação à Vida Cristã.
-  Deixemos o Espírito Santo agir em nossos corações.
- Catequista que a Palavra soe em seu coração e ressoe do seu coração.
- Que a Catequese esteja sempre a serviço da Iniciação a vida Cristã.
- Mergulhando no conhecimento, na vivência e na experiência, que possamos ser sempre instrumentos de divulgação.

Memórias dos Sulões – 28 anos de história
- Se estamos aqui hoje, foi porque percorremos um caminho, um caminho que teve base que outros construíram e que agora é a nossa vez de darmos continuidade para que no futuro outros continuem essa caminhada. Um caminho de amor e fidelidade a Jesus. Para esse IX Sulão acontecer, foi percorrido também um longo caminho de reflexão e oração, de dedicação e compromisso, buscando sempre o melhor. Caminhar para anunciar!

Palavras que comunicam Jesus
- Nos dias de hoje, na  Catequese, por parte dos padres, coordenadores, catequistas, enfim todos os envolvidos com a educação na fé, é preciso quebrar paradigmas,  haver mudança de mentalidade.
- As cartas nos apresentaram 12 atitudes comunicadoras de Jesus, que nos mostra um caminho a percorrer, só que esse caminho não é sequencial, mas é entrelaçado, não importa a sequencia. - O importante é fazer acontecer. E a partir do caminho percorrido, é preciso ter um novo olhar.
- Esse foi o chamado que a  oficina que participei fez: EI!! VOCÊ!!! VENHA VIVENCIAR CONOSCO O AMOR DE JESUS!
- È preciso haver um esforço para estarmos abertos para o novo.
- Na Catequese de Iniciação a Vida Cristã não podemos perder nosso foco.
- “Falar é supérfluo – dizer é tocar o coração!”

Desafios da Comunicação
-  Tudo o que afeta a família, respinga na Catequese.
- Os nossos catequizandos estão inseridos num novo mundo: o da comunicação midiática. A maioria dos meios de comunicação de massa nos apresentam novas imagens, atrativas e cheias de fantasias, em tempo real, ao vivo e diretamente. Nossas tradições já não se transmitem de uma geração à outra com a mesma fluidez do passado.
- Os meios de comunicação invadiram todos os espaços e conversas, inserindo-se na intimidade do lar. A família é sacudida pela mídia e se rendeu a ela.
- A Catequese precisa buscar trazer a mídia para ser um hospede e não um intruso, buscando orientar catequizandos e pais na utilização da mídia.
- “ A família é o primeiro lugar onde aprendemos a comunicar.” (papa Francisco) Nesse sentido, na esteira do pensamento do papa, as mídias podem ser invasoras de nossos lares quando “isolam da copresença física”, mas também podem ser hóspedes quando “tornam sempre de novo possível o encontro”

Leitura Orante Mc 1, 35-38
      Pensa num momento que você é levado a mergulhar na sua missão, na sua caminhada tendo Jesus como Mestre, Sua  presença fiel ao nosso lado..
 - Conhecer Jesus não basta, é preciso ter intimidade, compreender o que Ele está ensinando, e que Ele realmente quer de nós. Precisamos entrar em plena comunhão  com Ele e Seu Projeto.
- Não basta procurar Jesus, é preciso estar com Ele e levá-lo aos outros através do nosso testemunho. Nossa missão: Dar continuidade aquilo que Ele tem feito por nós.
- Nesse IX Sulão somos convidados a nos levantar de nossas acomodações, rezar e refletir a comunicação no processo de Iniciação à Vida Cristã.
- “Senhor, aquece nosso coração e ilumina nossa mente, para que, mantendo o foco da missão, não desviemos do propósito de sua vida e continuemos o objetivo principal da catequese: Evangelizar.”

Jesus, o comunicador do Pai
- A plenitude da revelação se realiza na vida concreta de uma pessoa: Jesus Cristo. Jesus é a face do Pai.
- Jesus não comunica a Si mesmo, Jesus vive para dizer a palavra que recebe do Pai, pela ação do Espírito. Como e o que Jesus  comunica: na história e a partir do Mistério Pascal
-  De que Jesus estamos falando? Temos muitas maneiras de expressá-lo. Dessa imagem que fazemos de Jesus depende a nossa espiritualidade, a nossa caminhada catequética.
- Jesus – mais do céu? Jesus – mais da terra? Verdadeiro Deus – Verdadeiro homem. Uma pessoa, duas naturezas: a natureza divina e a natureza humana.
- Jesus humanamente cheio de fragilidades, tem fome (deserto),  tem sede (samaritana) , sofre com a morte do amigo (Lazaro), proximidade de sua morte. A onipotência dele é esvaziada, porque Ele deseja se fazer carne.
- Deus aceita ser ignorado, rejeitado, negado, blasfemado, “menos poderoso do que nós acreditávamos” (Joseph Moingret)
- É mais difícil reconhecer sua humanidade do que sua divindade?
- Jesus é possuído pelo Espírito, guiado pelo Espírito.
- A espiritualidade de Jesus: seu diálogo com o Pai. O diálogo de Jesus é sempre dirigido ao Pai, Jesus humano sempre fala com o Pai. Jesus é possuído pelo Espírito, guiado pelo Espírito.
- Jesus humano fala com o Pai.  Jesus reza porque é humano. Jesus louva porque é humano. Jesus dialoga com o Pai porque é humano,
- Abbá – Jesus revela que Deus está muito próximo, “ao alcance da mão” (A.Nolan)
- Jesus fala a palavra do Pai. Ele não comunica a sai mesmo, Jesus vive para dizer a palavra que recebe do Pai pela ação do Espírito.
-  A vontade do Pai vai se desvelando...Jesus foi formando a sua personalidade, vai descobrindo o mistério de sua vida – processualidade. Foi fazendo o caminho, fez o processo.
- Ele também se construiu. Ele descobre que vai enfrentar a condenação a morte, sua missão é dom, mas Ele se entrega. Jesus  esvazia toda a sua vida,

Leitura Orante – Mateus 17, 4-5
- Como e o que Jesus comunica? Na história e a partir do Mistério Pascal.
- Na história  -  Evangelho = Boa Nova
- Jesus comunica Felicidade
- O catequista tem a a missão de comunicar a Boa Notícia. Que Boa Notícia?
- O Reino de Deus (Mc 1, 15)
- O grande sonho divino desde antes da criação do mundo. (Ef 1, 3-4)
- A primeira palavra = Vida Plena
-  Jesus comunica o Reino por palavras e obras, palavras e sinais, mensagem e ação, espírito e corporeidade estão unidos entre si,
- Jesus comunica através de partilha de experiência vitais: festejar em Caná, tomar água no poço, conviver com Marta e Maria, fazer refeições na casa de todos, mesmo dos sem reputação, fazer uma ceia para instituir sua memória.
- Jesus comunica perseverança nas crises, convida ao discipulado, a carregar a cruz.
- Promete a presença consoladora de sua presença.. (Mt 28,20)
- Não diz palavras falsas de consolo.
- Convida a comunhão, à intimidade.
- Jesus é um comunicador fascinante, pois atrai, seduz. Jesus é cativante.
- Jesus Cristo é o revelador do Pai, mas também revelador do ser humano,
- Jesus revela a sua plenitude humana na sua história e na sua glória.

Implicações para a Catequese no atual contexto comunicacional
- Ressignificar a mensagem, adotar nossos métodos;
- necessidade de um novo modo de catequizar;
- comunicação carismática, dinâmica.
Passar do: dogma à história;
- do intelectualismo às experiências humanas;
- da generalização ao personalista e existencial (personalizar - palavras positivas)
- da prédica moralista ao encantamento;
- da divinização à humanização;
- do estático ao processo (passo a passo – conduzir pela mão)
-  gradualidade na vivência do bem
- Catequese querigmática – uma comunicação dinâmica e afetiva.
- A catequese deve encantar, falar ao coração, abrasá-lo. (EG 124-144)
- Experiência salvífica em Cristo Jesus!
- A Catequese faz comunidade.
- Comunidade = Casa de Iniciação à Vida Cristã
- Liturgia = é o lugar de celebrar a fé que nos foi transmitida. Itinerário celebrativo.
- Catequese e Liturgia – precisam caminhar juntas.

     Enfim meus queridos catequistas, foram muitas as palavras plantadas, muito mais em nosso coração do que em nosso intelecto. Digo isso porque  depois da “palavras ouvida”, tínhamos uma celebração, e podíamos sentir então  aquelas palavras caírem como semente  em nosso coração, nos fazer mergulhar em nosso íntimo e encontrar ali Deus que quer ser sentido, experenciado, vivido, testemunhado e anunciado.
     Vocês não imaginam a beleza e o capricho das diversas ambientações que podíamos contemplar sempre. E que alegria cada vez que recebíamos um símbolo, que nos faziam sempre sentir a beleza da nossa missão como catequista e também a nossa responsabilidade com o anúncio.
     E o que dizer das orações da manhã e da noite, com seus mantras, salmos e melodias, tudo era uma ponte que nos ligava a Deus e aos irmãos.
     Esse IX Sulão ofereceu a todos nós um encontro com Deus e também um encontro nossos irmãos. Foi uma  experiência abençoada conhecer toda essa gente que ama a Catequese, que luta por ela e que acredita que através dela pode levar Deus a todas as pessoas.
     Poso dizer que para mim, foi uma  experiência maravilhosa  conhecer várias  realidades da nossa Catequese e descobrir o quanto temos em comum, principalmente os desafios e problemas.... Os momentos de convivência e  as oficinas nos ofereceram  ricos momentos de partilhas, de trocas de experiência, de comunhão e fraternidade.
      O que posso mais testemunhar, é que esse IX Sulão me   motiva ainda mais a assumir novos paradigmas para a continuidade fiel da transmissão da fé, e a assumir com coragem, ousadia  e criatividade os desafios de  nossa caminhada catequética.
       Convicta da minha missão como catequista, acredito que existe um jeito novo de comunicar Jesus Cristo e o Reino por Ele anunciado. E humildemente peço a Deus que Vosso Santo  Espírito me ilumine e me capacite para que eu possa fazer esse anúncio, “com a palavras certa, do jeito certo e na hora certa.”  

Um forte e carinhoso abraço
Rosangela Gava Tamaoki
(participante do IX Sulão Bíblico-Catequético)





domingo, 2 de julho de 2017

IX SULÃO BÍBLICO CATEQUÉTICO

“COMUNICAÇÃO NO PROCESSO DE INICIAÇÃO À VIDA CRISTÔ

O Sulão Bíblico-Catequético é uma oportunidade de reconhecer a caminhada catequética a fim de organizar e intensificar a iniciação à vida cristã nas diversas dioceses do sul do país.

A preparação do IX Sulão começou em junho de 2015. A “Lumem” – equipe de coordenação do Sulão, elaborou 12 cartas catequéticas. A ideia das cartas foi inspirada na prática do discípulo missionário Paulo. As cartas do apóstolo saem do coração. São bilhetes pastorais ou catequeses mistagógicas, ou seja, revelam sua íntima relação com o Cristo Ressuscitado.

Todas as dioceses do sul do Brasil receberam essas cartas. Vamos, abaixo, citar os temas das cartas, uma breve reflexão do tema e seu texto bíblico inspirador.

Nos dias 16 a 18 de junho de 2017 acontece em Florianópolis (SC) o IX Sulão Bíblico-Catequético da CNBB, com o tema “Comunicação no processo de Iniciação à Vida Cristã” e lema “Senhor, todos te procuram” (Mt 1,37). Esse evento reúne os cinco regionais do sul do Brasil (Sul 1, Sul 2, Sul 3, Sul 4 e Oeste 1).
  • 1ª Carta – Tema: Acolher Jesus que está entre nós e em cada um de nós. Apresenta-se nesta carta a atitude comunicadora de Jesus: a proximidade das pessoas.. Meditar: Lc 19,1-10.
  • 2ª Carta – Tema: Encantar-se por Jesus, deixando-se alcançar por Ele sem resistências e reservas. Jesus nos chama para um encontro pessoal e íntimo. Quem o encontrou fez a experiência vital fascinante e fez-se amigo de Jesus. Meditar: Jo 1,35-49.
  • 3ª Carta – Tema: A diversidade deve ser sempre conciliada com a ajuda do Espírito Santo. Jesus dialogava, respondia às perguntas, propunha questionamentos, se expressava em palavras e ações. O diálogo é o caminho da revelação de Deus. Meditar: Mc 7,31-35.
  • 4ª Carta – Tema: Escutar e aceitar a palavra é optar pela fé. Escutar é uma atitude comunicadora que revela a importância do outro, a abertura da mente, a sensibilidade e ternura a Deus.Meditar: Lc 7,1-10.
  • 5ª Carta – Tema: Conhecer a Jesus Cristo pelas verdades reveladas da fé é nossa alegria. Reforça que o seguimento de Jesus exige maior conhecimento dos conteúdos da fé em nossa vida. É necessário conhecer melhor a Palavra e a Liturgia. Meditar: Jo 4,1-30.
  • 6ª Carta – Tema: Vivenciar o Mistério para fazer progredir a fé cristã. Vivenciar é experimentar a dinâmica do plano de Deus, praticar a fé na comunidade e cultivar a espiritualidade missionária. Meditar: Mt 19,16-22.
  • 7ª Carta – Tema: “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos” (1 Jo 1,3). Jesus comunica sua vida em gestos concretos de partilha. Sua vida é partilhada entre os mais necessitados. Jesus é dom oferecido por todos. Meditar: Lc 24.13-35.
  • 8ª Carta – Tema: Com o coração aquecido, reconhecer Jesus Cristo na celebração da vida e da fé. O celebrar é uma atitude comunicadora de Jesus. Celebrar é encontrar-se, é envolver-se. Meditar: Mt 18,23-35.
  • 9ª Carta – Tema: Experimentar na comunidade a graça de ter sido escolhido e revestido do homem novo. Comungar da vida de Jesus, dos sentimentos de Jesus, do livro da Palavra, da Cruz e da beleza do mandato missionário do Senhor. Meditar: Lc 10,38-42.
  • 10ª Carta – Tema: Recuperar o espírito contemplativo que permita redescobrir que somos depositários de um bem que humaniza. Convite à atitude contemplativa e orante de quem deseja permanecer ao lado dele e anunciá-lo. Meditar: Mt 5,13-16.
  • 11ª Carta – Tema: Permanecer em Cristo e na comunidade, vivendo o discipulado missionário. A atitude de Jesus que queremos destacar é a perseverança. A perseverança é própria de quem acolhe, assume e vive com Jesus. Meditar: 2Tm 3,14-17.
  • 12ª Carta – Tema: Sair em missão, na certeza de que Jesus caminha à nossa frente e nos espera no coração do irmão. A saída missionária enche o coração do missionário de alegria. Ide e fazei eco da vida de Jesus e sua Palavra. Meditar: Lc 24,29.
O conjunto das cartas compõe o subsídio de estudos do IX Sulão.Ao apresentamos as ideias centrais das cartas queremos estimular que em nossa caminhada arquidiocesana de reflexão e formação renasçam lideranças que comuniquem a alegria de ser cristão. Quem encontra Cristo, anuncia Cristo!
  • Cada coordenação de catequese paroquial receberá um livro com a coletânea das 12 cartas.
  • Cada carta traz uma palavra-chave que indica os gestos e atitudes comunicadoras assumidas por Jesus: Acolher, Encontrar, Dialogar, Escutar, Conhecer, Vivenciar, Partilhar, Celebrar, Comungar, Contemplar, Perseverar,  Anunciar.
O que contém cada carta?
  • Uma página de abertura com a imagem e a mensagem central da carta;
  • a carta;
  • provocações para reflexão;
  • Leitura Orante de uma das atitudes de Jesus (Lendo e orando a Palavra).
O que fazer com esse livro?

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Roda de conversa busca despertar olhar sobre “Iniciação à Vida Cristã”


Compartilho com vocês esse vídeo, achei bem esclarecedor. Nos alegremos com essa conquista. Vamos todos aos poucos tomando consciência do que consiste a catequese. Como fazer acontecer o processo de iniciação à vida cristã em nossas paróquias?
"Os membros da Comissão para o Tema Central: “Iniciação à vida cristã” da 55ª Assembleia Geral da CNBB, prepararam uma roda de conversa sobre o assunto, editada no vídeo abaixo.
Tema de grande importância para a Igreja do Brasil que, em breve, se tornará um documento oficial da entidade. O vídeo ajuda a aprofundar o tema e ver como desdobrá-lo em diversos espaços." (http://cnbb.net.br/roda-de-conversa-busca-despertar-olhar-sensivel-sobre-iniciacao-a-vida-crista/)
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sexta-feira, 5 de maio de 2017

simples assim...

... complicado seria você querer explicar mistério tão grande!

A Santíssima Trindade, para mim, é o jardim da plenitude! 
Misterioso ramalhete de uma flor só! 
 (Padre Mauro José Ramos)

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Aparecida: aprovado documento final. Igreja, casa da iniciação cristã



Aparecida (RV) – Penúltimo dia da 55ª Assembleia Geral da CNBB, no Santuário Nacional de Aparecida (SP). O dia começou com a Santa Missa no Santuário, presidida por Dom Jaime Spengler, Arcebispo de Porto Alegre.
Tivemos ontem a votação e aprovação do texto do documento final do tema central da Assembleia sobre a iniciação à vida cristã. O texto, cuja elaboração ficou a cargo de uma comissão montada especialmente para sua elaboração recebeu acréscimos durante os trabalhos da Assembleia Geral. Agora com a aprovação pelos bispos, o texto será assumido como um documento oficial da CNBB.

O texto do tema central de profunda qualidade, busca corresponder aos desafios pastorais identificados pela missão da Igreja e acima de tudo procura por em pratica as diretrizes gerais da Ação evangelizadora que convoca a ser Igreja: casa da iniciação cristã.

Em conversas com os jornalistas em Aparecida o Bispo auxiliar de Porto Alegre (RS), Dom Leomar Brustolin destacou a preocupação do episcopado com o tema da iniciação à vida cristã. Ele falou de algumas preocupações, por exemplo, como a questão da transmissão da fé às novas gerações e a grande preocupação da Igreja em formar não só adeptos, mas discípulos. “É preciso avaliar e dizer quais caminhos retomar”, disse.

Por isso, a missão dos bispos é traduzir toda a linguagem que for técnica de forma acessível e concreta para a pastoral, por isso o texto constatou que muitas paróquias do Brasil já conhecem a iniciação da vida cristã, mas também o fato de que muitas ainda não chegaram neste ponto, e por isso, o mesmo visa uma retomada dessa caminhada.

É um conciso dirigido a um público que seria os catequistas em primeiro lugar, com linguagem acessível, direta e com mudança de prática. Uma renovação paroquial, não é uma reforma de catequese, mas uma conversão pastoral de toda comunidade para acolher, inserir, e comprometer os novos cristãos.
Sobre o documento nós conversamos com Dom Vital Corbellini, Bispo de Marabá, PA….

Conversanos ainda com Dom Jacinto Inacio Flach, Bispo de Criciuma, SC…
Já o Arcebispo de Olinda e Recife (PE), Dom Antônio Fernando Saburido, recebeu com alegria a notícia de que Recife sediará o XVIII Congresso Eucarístico Nacional (CEN), de 12 a 15 de novembro de 2018. “Vamos trabalhar para fazer um belo Congresso e ajudar aquela comunidade a cada vez mais se comprometer com o Cristo Eucarístico”, prometeu.
Dom Saburido contou que a realização do Congresso será algo muito bom para a arquidiocese de Olinda e Recife e para todo o regional Nordeste 2 da CNBB: “os bispos todos estão assumindo conosco este desafio”.
Está é a segunda vez que Recife irá sediar um CEN. A primeira foi em 1939, quando foi promovido o sétimo Congresso.

Outra informação da Assembleia Geral: as Comunidades Eclesiais de Base (Cebs) de todo o Brasil se reúnem em Londrina (PR), de 23 a 28 de janeiro do próximo ano, para o 14º Intereclesial das Cebs. Com o tema “Cebs e os Desafios do Mundo Urbano” e o lema “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-los”, a iniciativa ganhou destaque durante o encontro em Aparecida.
 
Segundo o Arcebispo de Aparecida (SP), Dom Orlando Brandes, em 2018, o Brasil voltará seus olhos para a cidade de Londrina (PR) como sede do Intereclesial. Para ele, as Comunidades Eclesiais de Base ajudarão a todos a crescerem no profetismo e na dimensão social do Evangelho e da fé: “Para nós sediar este tão grande evento é uma dádiva (…). Certamente o 14º Intereclesial muito contribuirá para que a nova evangelização aconteça e cresça cada vez mais nas estruturas do mundo urbano”.

Fonte:http://br.radiovaticana.va/news/2017/05/04/aparecida_aprovado_documento_final_igreja,_casa_inicia%C3%A7%C3%A3o/1309885