segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Aprendendo com os Santos...


"Não sou nada, senão um instrumento, um pequeno lápis nas mãos do meu Senhor, com o qual ele escreve aquilo que deseja”.
Madre Teresa de Calcutá

A formação causou uma inquietação...

Ao ler esse texto da Clécia, vi que independente da cidade, do estado, do país, é confortante e ao mesmo tempo desconfortante chegarmos à conclusão de que comungamos dos mesmos medos, das mesmas carências, quando o assunto é catequese... É gratificante perceber que nos quatro cantos desse mundão de meu Deus, existem catequistas que buscam, que fazem formar nuvens para fazer chover em suas paróquias(frase roubada do Pe Marcelo Max). Gostei da parte onde ela fala que a formação causou uma inquietação. É isso, quando participamos de formações e mais formações e isso não provoca nada, tem alguma coisa errada. Ela se inquietou e viu que será necessário traçar novos caminhos... Lançar um novo olhar sobre a catequese...
Já participei de algumas formações sobre IC, não me sinto ainda preparada para ser uma formadora, no máximo dou algumas dicas do que podemos fazer, mesmo sem provocar grandes mudanças... Oficina! Fiquei curiosa! Gostaria de mais detalhes dessa oficina de Iniciação à Vida Cristã. Isso me causou uma certa inquietude. Oficina de IC.
Com vocês, Clécia Ribeiro, catequista de Feira de Santana-BA

Iniciação Cristã. Por quê?

Na última semana de Fevereiro, nós catequistas da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro participamos da semana de formação que este ano teve como tema: Sozinho, isolado, ninguém é capaz.

No intuito de realizarmos uma catequese mais integrada com todas as pastorais, havia uma preocupação dos coordenadores paroquias (Cadija, Sandra, Evandro e Tuca) fazer-nos entender como é importante trabalhar em conjunto e que para isso é preciso revermos o nosso jeito de fazer Catequese.

Durante as palestras e oficinas pude ver o quanto nossa Igreja é rica e possui pessoas capacitadas para evangelizar. Religiosos e “leigos” fizeram dessa semana catequética um marco na história da nossa Catequese. Primeiro por que do início ao fim tudo teve um excelente conteúdo, segundo porque causou-nos uma inquietação tremenda e eu vejo isso como a necessidade de um novo caminho a seguir.

Escolhi a oficina de iniciação à vida cristã, ministrada por Irmã Terezinha. Desde o Congresso bíblico-catequético tenho me interessado pelo tema e às vezes digo: estamos fazendo tudo errado, por onde começarmos a tão necessária mudança?

Acho que já começamos a mudar a partir do instante que buscamos a formação, mas, além disso, é preciso ter coragem de mudar as bases e de não mais pensar no número de crianças, jovens e adultos na fila para “receber o sacramento”. É preciso sim ter pessoas sacramentadas, mas acima de tudo que elas estejam evangelizadas.

Sabemos que será difícil romper as bases e os ranços de uma catequese em moldes antigos, engessada num roteiro que muitas vezes tem dia e hora marcados para terminar. O nosso comodismo e o medo do novo (que na verdade é a volta a catequese dos primeiros cristãos – o catecumenato) também serão empecilhos. É preciso vencer os medos, o comodismo e o modelo pronto que trago dentro de mim. É preciso estudar, compreender e tentar.

A iniciação à vida cristã é certamente um dos temas mais desafiadores da nossa evangelização. Ele não está restrito a um grupo, pastoral, movimento, mas propõe aquilo que sempre vislumbramos: levar o outro a um contato pessoal com Jesus, fazê-lo mergulhar nas riquezas do Evangelho, formar verdadeiros discípulos-missionários de Cristo.

Para compreendermos melhor como isso deve acontecer que tal estudarmos nossos documentos? Sugiro que se debrucem sobre o Diretório Nacional da Catequese, o Documento de Aparecida e o Estudo da CNBB 97 (Iniciação à vida cristã – um processo de inspiração catecumenal). O caminho é longo e temos muito a aprender. O que não podemos é continuar insistindo numa Catequese enfadonha sem compromisso com a iniciação e a permanência na vida cristã.

Clécia Ribeiro
Colunista

Fonte.: http://www.fecatolica.com.br/coluna.php?id=267

É PEDRA não é gente ainda!

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011
Pepeu Gomes canta umas boas verdades, que podemos usar para o tema da CF desse ano...
Segue uma interessante reflexão de Dom Odilo Scherer - arcebispo de São Paulo



QUESTÃO ECOLÓGICA, QUESTÃO MORAL
Sempre mais nos damos conta de quanto o nosso planeta é precioso e único no universo. Sem excluir que possa haver vida em algum outro lugar na imensidão do cosmo, o certo é que, com todo o seu potencial para esquadrinhar o espaço sideral, os estudiosos ainda não conseguiram detectar nada que se pareça com a vida no nosso Planeta Azul; nem mesmo com suas formas mais elementares.

A Terra é a casa da vida, o espaço privilegiado que abriga uma diversidade enorme de seres vivos. Ela é o condomínio da família humana, com suas raças, povos e culturas diferentes; lentamente, e com certa relutância, vamos aprendendo que ninguém é dono absoluto de pedaço algum desse globo e que todos fazem parte de uma imensa comunidade humana, que tem tanto em comum.

Todos são responsáveis por todos nesta comunidade e o bem de cada um só será completo, se também for o bem de todos os demais; da mesma forma, o mal de um, é o mal de todos. Comum deve ser também o zelo para que este condomínio não seja descuidado e tornado inabitável com o passar do tempo. Está em jogo o bem de todos.

Embora a questão ambiental entre, aos poucos, nas preocupações diárias, ainda estamos longe de ter alcançado uma consciência coletiva que seja capaz de frear os estragos causados pela intervenção humana na natureza; no âmbito dos comportamentos individuais, há muito que fazer para que o zelo pelo ambiente se torne habitual e cultural; no campo das decisões políticas, em todos os níveis, está difícil chegar a consensos que levem plenamente a sério a questão ambiental; de fato, procura-se salvar, geralmente, mais os interesses imediatos e particulares do que a sustentabilidade, a médio e longo prazo, desta casa comum que nos abriga.

A Igreja católica, no Brasil, através da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), já pela 3ª. vez, realiza a Campanha da Fraternidade sobre a ecologia. Neste ano, o assunto é abordado de maneira ampla, com o tema “fraternidade e vida no Planeta”. Chama-se a atenção para o fenômeno de aquecimento global, as causas que o provocam e as consequências que poderá trazer, ou já vai tendo; mostra-se, sobretudo, que o comprometimento das condições ambientais para o futuro da vida na Terra não tem, geralmente, sua causa em fenômenos espontâneos da dinâmica do universo, mas em ações do homem, que interferem no equilíbrio ecológico. Tais intervenções foram aceleradas, sobretudo, pelo sistema industrial e os modelos econômicos adotados a partir dos últimos 3 séculos. A comunidade humana está cuidando mal da natureza, dela exigindo mais que ela pode dar, destruindo a própria casa, pouco a pouco.

Vamos deixar correr, fazendo de conta que o problema não existe, ou que é só dos outros? Manter o mesmo ritmo de consumo e de interferência na natureza, sem nos importar com as consequências? Num condomínio, quando aparecem problemas e riscos, é normal que todos os condôminos se reúnam e decidam sobre o quê fazer, pois o bem de todos está relacionado intimamente com o bem do próprio condomínio. Não deveria ser diferente com nosso Planeta: descuidar da Terra faz mal a todos; cuidar bem da Terra é bom para todos.

O papa João Paulo II advertiu que a questão ecológica representa um problema moral, cujas implicações são, basicamente, duas: a solidariedade para com os pobres e o direito das futuras gerações. De fato, os maiores prejudicados com a deterioração ambiental são, e o serão ainda mais no futuro, os pobres do mundo, os mais fracos e desprotegidos da família humana. E não é moralmente honesto viver e agir apenas pensando em si, sem levar em conta o bem dos membros mais frágeis da família. Por outro lado, esta é uma questão de respeito e de justiça para com as gerações futuras, que habitarão este Planeta depois de nós. Em que estado deixaremos este condomínio para nossos pósteros? A questão ecológica demanda com urgência uma nova consciência solidária. O zelo pelo Planeta é um desafio moral, que a humanidade precisa enfrentar com políticas adequadas de convivência e de interação responsável com a natureza.

Recentemente, na encíclica Caritas in Veritate (32), o papa Bento XVI apontou para a necessidade de uma revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento e do sentido da economia e seus objetivos, para corrigir disfunções e deturpações, que têm implicação direta na deterioração do ambiente da vida na Terra. Por outro lado, não menos necessária é uma renovação cultural, para redescobrir os valores que constituem o alicerce firme sobre o qual se pode construir o futuro melhor para todos.

Para os cristãos e para os crentes em Deus, de modo geral, há um motivo a mais para tratar a natureza com profundo respeito e responsabilidade: ela é dádiva do Criador para todas as suas criaturas, não, certamente, para que a depredem e destruam, mas para que dela vivam e louvem a Deus. De modo especial, o ser humano foi feito “zelador do jardim” e colaborador inteligente e responsável no cuidado pela obra de Deus. Tratar mal a dádiva é desprezar e ofender o doador; e a vontade de potência absoluta do homem sobre a natureza é irresponsável, pois introduz a desordem no mundo; as consequências só podem ser desastrosas, como aquelas que já constatamos e lamentamos.

A Campanha da Fraternidade deste ano é um convite à reflexão e à ação para manter acolhedora e vivível para todos nossa preciosa casa no universo. Também para aqueles que a ocuparão depois de nós. É questão moral; questão de fraternidade.

A catequese vista como PROCESSO

Na formação em que participei com padre Alfeu Piso, ele começa dizendo que algumas palavrinhas tem surgido e ficam dançando entre nós, em nossas pastorais, a tal da INICIAÇÃO CRISTÃ, CATEQUESE ESTILO CATECUMENAL, LEITURA ORANTE OU LECTIO DIVINA, MISTAGOGIA, a dupla DISCÍPULOS E MISSIONÁRIOS que se fez presente no documento de Aparecida, nada mais, nada menos  116 vezes. Hoje foram unidas, não são mais dois e sim DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS. Entre tantas verdades, disse que  a angustia de muitas paróquias e catequistas, é que muitas coisas ficam só nos discursos, muito se fala, pouco se explica como fazerem as coisas acontecerem.

Achei interessante, a relação que ele fez entre o documento da CATEQUESE RENOVADA, de 1983, destacando que foi o documento mais lido, o Best seller da CNBB e o atual DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE de 2007, ambos sem muitas mudanças, apenas alguns termos desaparecem devido à linguagem da época. Vejamos:

“A catequese é um processo de educação comunitária, permanente, progressiva, ordenada, orgânica e sistemática da fé. Sua finalidade é a maturidade da fé, num compromisso pessoal e comunitário de libertação integral, que deve acontecer já aqui e culminar na vida feliz’”(CR, n.318)

“A catequese é um processo formativo, sistemático, progressivo e permanente de educação da fé. Promove a iniciação à vida comunitária, à liturgia e ao compromisso pessoal e com o Evangelho” (DNC, n 233)

Para melhor entendermos a catequese como PROCESSO, ele usa de uma comparação bem simples. A dona de casa e o preparo do almoço. Fazer almoço é uma grande ação que envolve outras pequenas ações complementares. Primeiro vem a pergunta dramática: O que fazer de almoço? Essa pergunta, já faz parte do processo, parte de um planejamento. Depois de resolvido, pega-se as panelas, acende o fogo, pega bacias, facas, prepara o arroz, lava, descasca os temperos, coloca óleo, água, sal... Enfim, todo esse preparo para se chegar ao processo final: fazer o almoço.

O processo tem que ser inteligente, pensado, não pode ser um chute no escuro.

O processo catequético – QUEREMOS FORMAR CRISTÃOS e Nossa meta final é a vida eterna, o céu, mas pra se chegar até lá temos uma longa caminhada: a primeira evangelização (nem todos recebem a fé embrionária pela família), a catequese e todo seu processo de iniciação permanente, a comunidade/experiência cristã: doutrina-liturgia-oração-Bíblia-moral-ministérios-missão, Mundo- consciência crítica, Vida eterna- comunhão trinitária.

Bem se vê que catequese é um processo de INICIAÇÃO/MATURAÇÃO, se é processo envolve uma série de atividades diferenciadas. É um caminho de várias pistas e várias mãos. Caminhos esses que estamos conhecendo. As pistas para melhor trabalhar esse jeito do fazer catequético, vamos aprendendo na medida que buscamos nossa formação. Se perguntamos: QUE TIPO DE CRISTÃOS ESTAMOS FORMANDO? Devemos também questionar: QUE TIPO DE CATEQUISTAS É NECESSÁRIO PARA OS DIAS DE HOJE? No mínimo catequistas preparados. Não podemos ficar andando de carroça (a catequese), enquanto os carros sofisticados, com seus motores potentes (as coisas do mundo) passam voando por nós. Que tenhamos coragem, ousadia de aposentar nosso cavalo e comprar um fusquinha.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Banhados em Cristo somos NOVAS criaturas

Oito de nossos catequizandos foram batizados na manhã desse domingo.


 Sarah, Ana Laura e Yanka são minhas catequizandas...
Minhas amadas, estou muito feliz por vocês, são agora NOVAS criaturas...

A internet unindo pessoas que amam a catequese...

Eu e outros catequistas, recebemos o primeiro selinho do blog infanto juvenil. Eu fico muito feliz quando recebo um selinho, os vejo como gesto de carinho, de reconhecimento. Vibro quando vejo que mais e mais catequistas  tem criado seus blogs,  cada um com um rosto, um jeito diferente, mas todos com um único propósito, levar a BOA NOVA. Eu fiquei toda boba, quando li: "esse selinho vai para pessoas super hiper especiais..."
Meu muito obrigado... Estou  super hiper feliz!
Que Deus nos abençoe e nos faça perseverantes nessa nossa missão de evangelizar, através desse meio de comunicação...
Nossos amigos da infanto juvenil fazem parte da comunidade Santo Agostinho e Santa Mônica,  da paróquia Santos Reis da Arquidiocese de Montes Claros-MG

Essas são as pessoas super hiper especiais que também receberam o selinho:

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Lidando com as mudanças...

Tempos atrás li aqui na internet, o resumo de um livro que me chamou a atenção pelo título: "Quem mexeu com meu queijo? Hoje me deparei com esse livro num hipermercado, eis o resumo: "Se trata de uma parábola que revela verdades profundas sobre mudanças. Dois ratinhos e dois homenzinhos vivem em um labirinto em busca de queijo - uma metáfora para o que se deseja ter na vida, de um bom emprego à paz espiritual. Um deles é bem-sucedido e escreve o que aprendeu com sua experiência nos muros do labirinto. As palavras rabiscadas nas paredes ensinam a lidar com a mudança para viver com menos estresse e alcançar mais sucesso no trabalho e na vida pessoal. Quem mexeu no meu Queijo? É uma leitura rápida, mas suas idéias permanecerão por toda a vida.
Vou ler o livro, depois conto à vocês...
Claro que tudo que leio, faço um paralelo com a catequese...O texto que coloco abaixo foi a primeira coisa que li e gostei muito...


"A VIDA não é um corredor reto e tranquilo que
nós percorremos livres e sem empecilhos,
mas um labirinto de passagens,
pelas quais nós devemos procurar nosso
caminho, perdidos e confusos, de vez em quando
presos em um beco sem saída.

Porém, se tivermos fé,
uma porta sempre será aberta para nós,
não talvez aquela sobre a qual
nós mesmos nunca pensamos,
mas aquela que definitivamente
se revelaraá boa para nós."

A.J.Cronin

E pregaram nus...

Os santos! O que representa o santo para nós católicos?

Nessa semana conversava com a mãe de uma catequizanda. Ela se casou na Igreja evangélica, lá consagrou sua filha, que hoje está na catequese, então me dizia: "olha, eu não concordo com essa coisa de imagem, aprendi que adorar santos não é certo..." Escutei o que ela tinha a dizer e só então disse o que eu pensava, o que tinha aprendido e o que eu pregava:  "Você tem toda razão, realmente adorar santos não é certo, quem faz isso comete pecado grave, pois devemos adorar somente a Deus, nem Maria sendo a mãe de Jesus não deve ser adorada, porque não é maior que Deus,  nós não adoramos santos, a imagem pra nós é como se fosse a foto de um ente querido, por exemplo, o seu pai, sei que você o amava e até hoje sente a morte dele, quando você olha pra foto de seu pai, o que te vem em mente? Vem tudo o que ele ensinou pra você, a luta para educar os filhos no bom caminho, enfim você se recorda das coisas boas que ele deixou e tenho certeza que você de alguma maneira tenta seguir seus  exemplos... Assim é para nós católicos as imagens dos santos, quando olhamos numa imagem e conhecendo a história daquele santo, o que ele passou aqui na terra, o que fez de bom, suas boas ações, somos chamados a seguir seus exemplos de santidade...
Claro, que conversamos sobre várias coisas, não quero que ela passe por esse período da catequese, sem que eu tenha oportunidade de esclarecer algumas coisas e fui bem clara: Se eu soubesse que você professasse cegamente sua fé evangélica, te respeitaria, te amaria do mesmo jeito, mas sei que essa não é sua realidade, foi batizada na fé católica, só não teve a felicidade de encontrar pessoas que te evangelizasse  nos momentos em que precisou, que te esclarecesse as coisas, eu não pretendo deixar minha  oportunidade passar, quero que fique à vontade para me perguntar qualquer coisa, se eu não souber te responder, procurarei ajuda, só não quero que mais uma vez você não  encontre suas respostas. Sei que  Deus te colocou na minha vida com um propósito e eu não pretendo deixar passar..."
Queridos catequistas, é fácil ter a coragem de começar uma conversa dessas? Não, não é. Mas, quando começamos, não queremos mais parar.
Conversamos sobre outras coisas, sobre sacramentos e tudo mais, mas queria me deter nesse tal"ADORAR IMAGENS", argumento tão usado pelos nossos irmãos evangélicos.
Não percam as oportunidades que Deus te coloca, converse com seus pais. Essa mãe passou pela minha casa por outros motivos e ficamos por um tempão conversando sobre as coisas de nossa Igreja... Amei! E sei que terei outras oportunidades! Não quero forçar nada, só quero não deixar a hora da graça passar...
Falando em santos, vamos conhecer um pouquinho mais desse santo que foi o santo escolhido para a Campanha da Fraternidade desse ano, devido  seu amor e cuidado pela natureza... São Francisco de Assis

*********
Frei Rufino, primo de Santa Clara, vivia em contemplação contínua. Era silencioso, breve no falar, gentil, quase tímido... Não levava jeito nem tinha coragem de pregar ao povo.
Um dia, Frei Francisco pediu-lhe que fosse a Assis e pregasse ao povo o que Deus lhe inspirasse. Frei Rufino, tremulo, respondeu: "Reverendo pai, peço-te que me perdoes e não me mandes lá, porque, como sabes, não tenho o dom de pregar e sou simples e idiota." Então, disse Frei Francisco:
"Por não teres obedecido prontamente, ordeno-te pela santa obediência que nu, como nasceste, somente de ceroulas, vás a Assis, entres numa igreja e assim nu pregues ao povo".
A esta ordem Frei Rufino se despede e vai a Assis. Entra numa Igreja, faz a reverência ao altar, sobe ao púlpito e começa a pregar.
Os que viram o fradezinho nestas condições começaram a rir e disseram: "Ora, aí está, fazem tanta penitência que se tornam malucos e fora de si".
Neste meio tempo, Francisco repensando a dura ordem dada a Frei Rufino, começou a repreender-se a si mesmo, dizendo:
"De onde te vem tanta presunção, filho de Pedro de Bernardone, vil homenzinho, para ordenares a Frei Rufino, que é dos melhores gentis-homens de Assis, que fosse nu pregar ao povo, como um louco? Por Deus, que  hás de experimentar em ti o que ordenastes ao outro".
E sem perder tempo, Francisco assumiu a mesma ordem que tinha dado ao confrade. Tirou o hábito e foi a Assis, levando consigo Frei Leão para carregar o hábito dele e o de Frei Rufino.
O povo boquiaberto, vendo também Francisco daquele jeito pouco comum, ria e debochava, julgando que ele e Frei Rufino tivessem endoidecido de vez pelo excesso de penitência.
Francisco entrou na mesma Igreja, subiu ao púlpito, pôs-se ao lado do confrade e pregou tão maravilhosamente sobre o desprezo do mundo, a pobreza voluntária, a penitência santa, o desejo do reino celeste e a nudez, e desprezo sofrido na Paixão por Nosso Senhor, que todos começaram a chorar copiosamente.
A pregação humilde e o fervor dos frades os comoveram tanto, que se dispuseram a começar uma vida nova.
Acabada a inspirada pregação, os dois frades vestiram os hábitos e retornaram "felizes da vida" ao convento da Porciúncula, cantando louvores ao Senhor que lhes havia dado a graça de se vencerem a si mesmos.
A cada dia, cresciam o carinho e o respeito do povo por esses "frades originais"...

do livro FRANCISCO, o irmão sempre alegre...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Grande parte da vitalidade de uma amizade, reside no respeito pelas diferenças, e não apenas em desfrutar as semelhanças!
(James fredericks)


Roubei esses dizeres profundos do blog da Cátia. Estava aqui pensando em minhas amizades, várias pessoas vieram como lampejos em minha mente. Meu coração está alegre, ao mesmo tempo me vejo  pensando na nossa luta na catequese.  Fazer com que nossos catequizandos se sintam como parte da comunidade, que descubram seus dons e os coloque á serviço. Hoje entendo o que é viver em comunidade e não imagino minha vida sem ela, porque é nela que me sinto amada  e posso também amar, é nela onde mais vejo a manifestação de Deus acontecendo. Só conseguimos viver em comunidade quando conseguimos respeitar as diferenças. A verdadeira comunidade é aquela que te  acolhe nos momentos de queda, te ajuda a levantar dos tombos e ainda cuida dos teus ferimentos...
Amo minha comunidade!

Quem tem um amigo, tem um tesouro...

Bom dia!
Hoje, somos convidados pela liturgia a agradecer e a rezar pelo grande tesouro que são nossos "amigos". Quero colocar hoje os amigos de minha infância, que mesmo não tendo muito contato, os guardo no coração, os meus amigos que conquistei ao longo de minha caminhada comunitária, nem posso aqui citar nomes, muitos são amigos de verdade, aqueles a quem confio minhas fragilidades, meus sonhos e conquistas. Não posso deixar de colocar aqui os amigos virtuais, pessoas lindas que Deus tem colocado na minha vida ao longo desses anos.  
Hoje, dia 25 quero colocar no colo de Deus, a SILVANETY, que está fazendo aniversário, ela é uma catequista de Tangará da Serra-MT, uma pessoa que desde que a conheci,  sempre a admirei por sua simplicidade, por seu carisma, sua percepção, discrição, transparência...
Parabéns Silvanety, meu desejo hoje era te dar um longo e apertado abraço, mas esta distância gritante nos separa, então, receba todo meu carinho, através deste post... Amo você!

A foto, peguei emprestada do blog dela... http://www.silvanetygmdavid.blogspot.com/


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Amigos, acho que posso chamá-los assim.
 Através desse post,  quero agradecer a vocês, pelos comentários deixados  aqui. Sei que o certo seria eu dar uma resposta a todos, mas o blogspot não me permite fazer isso no seu comentário. Teria que publicar um outro comentário para agradecer. É uma alegria muito grande para todo blogueiro(a) quando abrimos nossa conta do blog e tem lá escrito: Um comentário precisa ser moderado, quer dizer precisa ser  aceito e publicado. Obrigada  pelo carinho, me sinto abraçada em cada comentário que recebo.... Isso que diferencia um blog de um site, essa  possibilidade de interagir.
Louvado seja Deus por essa ferramenta...

Falando nisso, eis que vos trago uma Boa nova...
 Anuncio à você que me segue, que visita todos os dias esse espaço, que você tem agora mais uma opção. Acabou de nascer o blog da Cátia, uma catequista de Itaquera-Sp. O nome do blog dela é bem sugestivo: QUERO SER COMUNIDADE. Não deixe de passar por lá e acompanhe o crescimento dessa "criança", tenho certeza que ela crescerá em graça e sabedoria...


Mc 9,41-50

Comentário ao Evangelho do dia feito por : Paulo VI, papa de 1963-1978 Constituição apostólica «Paenitemini» (a partir da trad. DC, nº 1466 6/3/1966, p. 387 Libreria Editrice Vaticana)

O sal da penitência

Todo o cristão deve seguir o Mestre renunciando a si mesmo, levando a sua cruz e participando nos sofrimentos de Cristo (Mt 16, 24). Assim, transfigurado à imagem da Sua morte, torna-se capaz de meditar na glória da ressurreição. Seguirá igualmente o Mestre não vivendo já para si mesmo, mas para Aquele que o amou e Se deu a di mesmo por ele, e também pelos seus irmãos, completando «na sua carne o que falta aos padecimentos de Cristo pelo seu corpo que é a Igreja» (Gal 2, 20; Col 1, 24).

Por outro lado, estando a Igreja intimamente ligada a Cristo, a penitência de cada cristão tem igualmente uma relação própria e íntima com toda a comunidade eclesial. Com efeito, é apenas no seio da Igreja que, pelo baptismo, ele recebe o dom fundamental da metanóia, quer dizer da mudança e da renovação do homem todo; mas este dom é restaurado e fortalecido pelo sacramento da penitência nos membros do Corpo de Cristo que caíram em pecado. «Os que se aproximam do sacramento da penitência recebem da misericórdia de Deus o perdão da ofensa que Lhe fizeram, ao mesmo tempo que são reconciliados com a Igreja que foi ferida pelo seu pecado e que, pela caridade, o exemplo e as orações, trabalha pela sua conversão» (Vaticano II: LG 11). É na Igreja que a pequena obra da penitência imposta a cada penitente no sacramento participa de uma maneira especial na expiação infinita de Cristo

Fonte: Evangelho Quotidiano
Ó  luz do Senhor que vem sobre a Terra, inunda meu ser, permanece em nós!

O MANTRA, são refrões meditativos que nos coloca num clima de oração, de abandono em Deus. Nos permite experienciar a  Deus, nos afasta dos "ruídos" externos e também internos. Seu efeito, é paz, equilíbrio, nos torna mais abertos ao que virá...
Não sei se você conhece esse mantra: "Ò luz do Senhor!" Se conhecer, medite, cante, comece num tom normal e vai cantando baixinho,  deixando que ele penetre no seu coração, vá repetindo devagarinho, sussurando...
Tenham um abençoado dia!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011



Sugestão para trabalhar a CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011, clique aqui:
Cátia, sabe que  não sei de quem é essa frase: FAZEI ECOAR A PALAVRA DE DEUS EM TODO LUGAR. Escutei ela no curso sobre comunicação na catequese, nós cantamos essa frase por várias vezes, e porisso ela ficou encalacrada em meu coração. E ontem no nosso encontro foi nosso mantra e até que nós catequistas cantamos direitinho. Catequista é gente artista, para Deus cantamos, dançamos, atuamos...


IH!!!! descobri que acabei de mudar o refrão de uma música... olhe só, mas também ressoar, ecoar, dá na mesma, eu até gostei do ecoar, porque não dizemos que a catequese é fazer ecoar... Catequese em grego significa FAZER ECOAR.

Fazei ressoar a palavra de Deus em todo lugar! (bis)
1- na cultura, na História, vamos expressar, levando a palavra de Deus em todo lugar, vamos lá!
2- Na cultura popular, vamos cate-quizar, celebrando fé e vida em todo lugar.
3- Com o negro e com o índio vamos nós louvar, e com a comunidade vamos festejar.
4- Com pandeiros e com a viola vamos, pois cantar, animando a nossa luta em todo lugar.
5- Com o atabaque e com a viola vamos celebrar a palavra do Senhor em todo lugar.

Essa também não sei de quem é, tenho mania de ler a anotar frases que gosto e nem sempre tomo o cuidado de anotar as fontes... isso é um grave erro...

"Sem uma espiritualidade que acalente e alimente, o nosso trabalho como catequistas torna-se mero ativismo..."


DA 145

Ontem eu partilhava sobre esse nosso chamado para ser catequista,  seus desafios nesse mundo em pleno desenvolvimento, de suas alegrias... de como ainda continuamos na catequese por 10, 15, 20 anos, apesar de tudo... de como ainda temos fôlego para nadar contra a maré, com a  esperança de alcançar a outra margem... Que só conseguimos isso, porque temos o EMANUEL, O Deus conosco... E quando temos esse nosso encontro com Cristo, quando esse amor já nã cabe em nossos corações, precisamos dividir com os outros... Vejo que nesse parágrafo  está a assência de sermos catequistas, de um dia ter aceito esse convite... Não só essência, mas nossa meta na catequese: pertença a Cristo, ser testemunha, compartilhar isso na comunidade...

"Quando cresce no cristão a consciência de se pertencer a Cristo, em razão da gratuidade e alegria que produz, cresce também o ímpeto de comunicar a todos o dom desse encontro. A missão não se limita a um programa ou projeto, mas em compartilhar a experiência do acontecimento do encontro com Cristo, testemunhá-lo e anunciá-lo de pessoa a pessoa, de comunidade a comunidade e da Igreja a todos os confins do mundo (cf. At 1,8)”  (DA 145)

* DA - Documento de Aparecida

FAZEI ecoar, a PALAVRA de Deus em todo lugar...

Esse é o exército da Paróquia São Sebastião, ou pelo menos grande parte dele. Conheci 21 catequistas. É uma paróquia que não tem comunidades e que está rodeada pelo comércio.Uma realidade diferente das paróquias de bairro.  Notei lá, uma coisa não muito comum em nossas paróquias, quase que a metade dos catequistas são homens. Acho muito importante a figura masculina na catequese, quem disse que catequese é coisa de mulher, coisa de gente que não tem o que fazer, que ocupa seu tempo ocioso. Esses homens e também a maioria das catequistas mulheres, trabalham o dia todo e ainda encontra disposição para se dedicar à catequese. Porisso, quando sou chamada a falar com catequistas, eu vou com todo carinho. Fico feliz e agradecida por mais uma vez ter tido a oportunidade de espalhar todo meu carinho e amor pela catequese, por essa missão cumprida. Obrigada por você que intercedeu por mim e a você Ana Maria que foi minha Cirinéia nesse encontro.  Aos catequistas da São Sebastião, deixo uma frase que li outro dia, já que o encontro de vocês nessa quarta será sobre "espiritualidade".

"Sem uma espiritualidade que acalente e alimente, o nosso trabalho como catequistas torna-se mero ativismo..."

** Ah!! só uma coisinha, senti a falta da presença do sacerdote, mesmo que fosse para dar um oizinho.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Somos Um!

Quem vocês dizem que eu sou? O que os outros dizem?

Essa é a pergunta que Jesus nos faz no dia de hoje.
Me lembrei que no curso sobre comunicação na catequese, foi nos apresentado uma "tirinha" publicada pela folha teen de São Paulo.
 Vou colocá-la aqui, não para causar polêmica, mas para que nós catequistas possamos refletir sobre esse período de cristandade em que estamos vivendo, achamos que todas as famílias são católicas, porque batizam seus filhos,  porque se casam na Igreja, porque colocam seus filhos na catequese.
 Hoje percebemos não ser essa nossa realidade. Porque católicos praticantes, comprometidos, vai muito além de cumprir com os rituais dos sacramentos.
Então, quero que vocês olhem essa tirinha à luz da Iniciação Cristã.
 Olhem os detalhes... se quiser, deixe sua opnião em"comentários". O que essa tirinha falou pra você? Lembrando que conforme Leonardo Boff: Todo ponto de vista é a vista de um ponto.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

"O QUE SE FAZ COM PRAZER, NÃO SE SENTE CANSAÇO..."
Santo Agostinho

Gostaria de fazer um pedido à você que passa poraqui: que reze uma ave-maria por mim, pedindo a intercessão de nossa Catequista MAIOR e que o Espírito Santo me ilumine, me conduza no encontro que terei amanhã  com os catequistas da Paróquia São Sebastião, aqui na minha cidade. Sei que sou apenas um instrumento que Deus usará para chegar até os corações daqueles catequistas.
Senhor, estou aqui, o que queres?

Obrigada pelas orações, preciso delas, muito, muito!

Ave Maria, cheia de graça...
Espirito santo! Iluminai!

Ontem, eu e mais nove catequistas da paróquia, participamos de um encontro de catequistas, sediado pela arquidiocese de Ribeirão Preto. Participaram catequistas das quatro dioceses: Franca, Jaboticabal, São João da Boa Vista e Ribeirão Preto.

Joaquim, Graça, Renata. Neura. Zuleica, Selma, Dalva, Cidinha, Eu e Maria José...
Como foi gostoso sairmos pelas estradas, errando, rindo, conversando e sonhando juntos nossa catequese. Sabe que pra chegar no local desse encontro foi uma festa, vejo que além de loucos, somos um pouco palhaços.. Estava aqui refletindo que o que aconteceu para chegarmos no local do encontro é bem o que acontece na catequese. Às vezes até achamos  que estamos no caminho certo, mas por não conhecer direito pegamos o caminho errado, nos afastamos de nossa meta,  pra chegar no local do encontro, havia muitas opções/caminhos parecidos, erramos por três vezes, mas mostramos que somos teimosos, pedimos informações a muitas pessoas, algumas não sabiam de nada, estavam mais perdidos que nós, outras tinham a maior boa vontade de nos ensinar o melhor caminho. Depois do erro cometido, escutamos as orientações, fizemos a conversão e prosseguimos. Chegamos. Puxa! Até que enfim!
Isso acontece com a gente, estamos sempre buscando meios para melhorar nosso fazer catequético. É um errar sem fim, até decidir qual caminho tomar.
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O encontro contou com a assessoria do Cônego Alfeu Piso, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Brodowski. Tratou do assunto "Iniciação à Vida Cristã".
Não conhecia padre Alfeu, mas me encantei com sua simplicidade e ao mesmo tempo uma sabedoria  contagiante, que te prende. Sem falar que tem um bom humor sem igual. Você se forma, rindo o tempo todo.Mas, o que mais me impressionou nele é o conhecimento, a experiência de catequese, o trabalho que ele realiza em sua paróquia é maravilhoso, lindo. Ele acompanha tudo, elaborou com a ajuda dos catequistas, todo material de todas as etapas, tem uma agenda do catequizando, onde ele acompanha tudo, é rigoroso, sabe o que quer. Ele disse que foi dificil chegar num contexto com relação ao material, porque quando ele achava que estava tudo pronto, se reunia com os catequistas e surgiam sempre novas idéias e lá ia ele refazer tudo de novo...

Sabe o que acho lindo em cada formação que participo? Fico maravilhada de ver as mais diversas maneiras, métodos, que são como estradas usadas para alcançar a meta proposta para a catequese. Mesmo que não escolhamos todos os mesmos caminhos, sabemos que o destino, a reta final é sempre a mesma: O ENCONTRO COM CRISTO RESSUSCITADO, O SENTIR-SE IGREJA, participar DA COMUNIDADE.
Precisamos ao mesmo tempo, ter um certo equíbrio, porque se a cada encontro que participamos, voltar querendo mudar o que fazemos, nunca chegaremos a lugar nenhum.
As formações servem para fortalecer aquilo que já fazemos, iluminar, acrescentar ou para mostrar caminhos, abrir nossos olhos para uma mudança, quando essa se faz necessária.
Agora, é gostoso conhecer outras realidades. Perceber que existem iniciativas lindas por esse mundo a fora. Tiro isso como lição para mim, porque sempre gosto de publicar meus encontros, com o intuíto de ajudar em primeiro lugar nossos catequistas, não tenho a pretensão de ser modelo pra ninguém, nem para os nossos catequistas, nem pra quem me visita nesse blog. Agora, se ajudo de alguma forma o seu fazer catequético, fico muito feliz.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Com Deus, a ordem prevalece!

Fiz uma atividade com meus catequizandos, simples, mas que dá abertura para uma reflexão muito boa. Entreguei a cada um, uma folha em branco, dobrada ao meio. Pedi que fossem obedientes e disciplinados. Que ao meu comando, deveriam desenhar o que eu pedisse. Massssss, de olhos fechados!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!! Reclamação geral!
Sim! Olhos totalmente fechados.
Desenhe uma casa, coloque nela porta e janela, uma árvore e nela coloque uma maçã, um sol e também uma pessoa, com olhos e boca,  sob seus pés, desenhe o chão.(Dê espaço para que desenhem, só depois vá pedindo os outros desenhos)
Eles reclamaram que ardia os olhos, que não conseguiriam, riam, em seguida ficavam compenetrados.
Pronto! Era chegado o momento de contemplar sua obra de arte. Risos, muitos risos e uma necessidade imensa de mostrar aos colega o que havia saido.

Outra oportunidade, agora com olhos abertos, façam o mesmo desenho.

Conclusão: Nossa vida sem a LUZ de DEUS PAI, DEUS FILHO e Deus Espírito Santo, tudo fica fora do lugar, uma verdadeira bagunça.
Essa atividade foi a introdução para refletirmos sobre o tempo forte que se aproxima,  a quaresma, tempo de preparação, conversão, penitência, tempo para arrumar nossa "casa".  A Igreja  nos oferece tempos fortes para que possamos estar sempre na presença de Deus. Um Deus vivo, presente, atuante no meio de nós.

Eles amaram, fiquei contente com o resultado, pena que são muitos e não posso publicar todos os desenhos.

Pensando alto!


...duvido que exista algum catequista na face da terra que não seja um pouco "louco"!

Qual a pessoa em plena sanidade assumiria ser catequista num mundo de pernas pro ar?

De verdade! não me considero uma pessoa normal, porque acho que só uma louca, um louco ainda acredita que se pode transformar nosso mundo através da catequese!
 Creio piamente nisso!
Porisso insisto com blog,  porisso deleto posts que não edificam, porisso não desisto dos nossos pais, porisso renuncio a muitos finais de semana, lazer, churrascos para me formar...

Louca? Com certeza!
Não se preocupem, não mordo e nem babo!!

Afinal, qual o teu conceito de normalidade?



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Desanimou com o tamanho do texto? ahm!ahm! Volte e leia, é importante!

Vai que o pároco chega em vocês e diz: "Olha, meus caros catequistas, vamos nos organizar, estudar e quem sabe num futuro bem próximo programar a nossa catequese em Estilo Catecumenal..." Se isso acontecer, vocês não estarão "crus" no assunto. E vai que, vocês de tanto ler e ouvir falar nessa tal Iniciação à Vida Cristã, percebe que alguma coisa pode ser melhorada na catequese.  Não exite em procurar o padre,  passando um belo susto nele: "E aí sô padre, a quantos andas o ânimo sobre a IC? Tens pensado já na possibilidade de fazer isso acontecer aqui na paróquia?". Cutuque! desinstale-se!


INICIAÇÃO CRISTÃ
* Padre Vanildo de Paiva

1. A URGÊNCIA DE UM PROJETO SÓLIDO DE INICIAÇÃO CRISTÃ
Vivemos em um tempo de mudanças velozes que traz a todos a sensação de relatividade da vida, de caducidade de todo conhecimento dito definitivo, de instabilidades quanto a valores e princípios existenciais e éticos, de incertezas quando ao futuro da humanidade e do planeta. A globalização em todas as suas dimensões, o avanço desenfreado da técnica e do mundo virtual, as pesquisas e descobertas científicas, o descontentamento em relação aos sistemas de governo e econômicos, as grandes convulsões sociais, se, por um lado, trazem um forte apelo ao ser humano para que assuma e se assenhorei de sua história, acredite no seu potencial e conquiste um mundo melhor, por outro lado coloca este mesmo ser humano num chão de inseguranças e confusão. O medo, a decepção com as lideranças, a desconfiança em relação a tudo o que se apresente como definitivo e absoluto, a fragmentação da realidade em detrimento da visão de um todo unificado, são algumas das atuais características que marcam o homem “líquido”, que vive numa época “líquida”(Z. Bauman), carente de sentido e em busca de realização.

Neste contexto complexo e plural situam-se os adultos e crianças, “ovelhas sem pastor”(cf. Mc 6,34) aos quais o Senhor continua enviando os seus discípulos missionários: “Ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel”( cf. Mc 10,5-6). São eles, principalmente os adultos, os destinatários e também sujeitos da evangelização hoje. São eles que, junto aos inúmeros questionamentos por conta do momento histórico que vivemos, querem também respostas a questões profundas relativas à sua sede de sentido e realização para a vida. São eles que buscam, muitas vezes até sem saber que o fazem, um encontro com o Único capaz de lhes preencher o coração, como um dia Ele fez à Samaritana, ao dizer: “Sou eu, que estou falando com você!” (Jo 4,26).

Grande parte dessas pessoas não foi, de fato, evangelizada, ainda que já tenha ouvido falar de Jesus. A maioria recebeu um “verniz” de Evangelho, que não lhe chegou ao cerne, por conta de uma catequese intelectualizada e moralista, com pouca ou nenhuma repercussão na vida cotidiana. Na visão de muitos, a Igreja tornou-se um grande pronto socorro, ao qual se recorre na hora de uma aflição ou necessidade, tendo o padre como agente credenciado para lhes oferecer remédio e cura imediata, através de um sacramento visto de maneira mágica, de uma bênção ou de uma graça a ser negociada com seu santo predileto. Sem contar aqueles que se desencantaram com a Instituição ou, por vários motivos, se afastaram (ou foram afastados!) dela...Um grande leque se abre, apontando para tantas direções de adultos que, ainda que não peçam, precisam de uma resposta eficaz e séria da Igreja, que supere em muito a maquiagem dos “cursinhos intensivos” para Sacramentos.

2. O MODELO CATECUMENAL
Nesses quase dois mil anos de missão, a Igreja foi tentando se adaptar as exigências de cada época, ora com mais eficácia, ora com parcos resultados. O catecumenato, processo catequético de iniciação dos primeiros séculos, foi uma maneira muito criativa encontrada para responder às urgências da época, tornando-se “verdadeira escola de fé” (cf. DGC 130). Hoje ele é proposto pela Igreja como modelo, visto apresentar elementos muito importantes, que, adaptados à nossa realidade, podem contribuir eficazmente na elaboração de itinerários próprios para cada contexto, para repensarmos o processo evangelizador e catequético atual. É importante ressaltar que a ideia de “modelo” apresentado pelos Diretórios Geral e Nacional de Catequese, bem como por outros documentos, não significa que se deva impor a mesma metodologia dos primeiros séculos, mas que o catecumenato antigo sirva antes de inspiração, leve-nos a uma mística, a um estilo iniciático de encontro e introdução da pessoa no mistério de Cristo, para que alcance a maturidade da fé e possa dizer, como concluiu o apóstolo Paulo: “Já não sou eu mais que vivo; é Cristo que vive em mim!” (Gl 2,19).

3. A INSPIRAÇÃO CATECUMENAL
Mas, que elementos são esses? O que podemos aprender com as primeiras comunidades e experiências cristãs? Em que o catecumenato primitivo pode nos inspirar? Estas perguntas não têm respostas acabadas. A reflexão atual da Igreja, também no Brasil, tem apontado pistas bastante interessantes para iluminarmos nossa catequese, especialmente com adultos, aos quais todos os esforços devem ser envidados, visto serem eles os destinatários prioritários da ação evangelizadora da Igreja. Podemos citar alguns desses elementos:

a) Passagem de uma catequese sacramentalizadora para uma catequese evangelizadora
Enquanto insistirmos numa catequese com finalidade somente sacramental, “para” a primeira Eucaristia ou Crisma, não daremos conta de uma realidade muito mais ampla que nos desafia e questiona: uma multidão de pessoas que busca e necessita de um encontro com a Boa Notícia da Vida e do amor, de uma experiência com o Cristo que possa suportar uma vida inteira, numa fé madura e comprometida com o Reino. Se o foco for apenas sacramental, a maior parte das pessoas continuará à margem da vida eclesial, por não se enquadrarem em nossos critérios e “pacotes” canônicos e pastorais! Isso não significa que os Sacramentos não tenham o seu lugar, mas este não será o de meta ou ponto de chegada!

b) Cristo como centro e referência da catequese
Apresentar a pessoa de Jesus, sem maquiagem e fundamentalismos, como sentido máximo para a vida, muito além da Instituição, é fundamental! Proporcionar o encontro com Ele e a experiência do seu amor...Isso exige uma catequese mais “enxuta”, voltada para o essencial, despojada de tantos conteúdos e temas que podem ser compreendidos ao longo de toda a vida cristã.

c) O papel fundamental da comunidade cristã
A comunidade está ausente dos nossos atuais itinerários catequéticos. Não podemos nos esquecer de que ela é fonte, conteúdo, agente e ponto de chegada do cristão iniciado e maturo no testemunho cristão. É ela que acolhe, motiva, ajuda e testemunha a fé no cotidiano dos catequizandos em processo de educação da fé.

d) A interação Catequese-Liturgia
No início do cristianismo não havia compêndios e livros catequéticos. Rezava-se o que se acreditava. Acreditava-se no que se rezava. A liturgia era e precisa continuar sendo formadora e educativa do cristão, ainda que sua natureza seja celebrativa e não discursiva. O jeito de celebrar, os elementos simbólicos e rituais, a Palavra e boas homilias formam eficazmente o cristão.

e) O acompanhamento personalizado
Ainda que demande um número maior de pessoas disponíveis para a tarefa catequética, vale a pena investir num acompanhamento personalizado dos catequizandos, visto que cada um tem um ritmo, uma experiência de vida e uma cosmovisão diferente do outro. Atente-se, entretanto, para não particularizar radicalmente a caminhada, perdendo-se, assim, o vínculo essencial com a comunidade.

f) O envolvimento da família do catequizando
É na família que o catequizando convive boa parte de seu tempo e é lá que preferencialmente se dará o testemunho cristão. Descobrir meios para envolver e atingir a família daqueles que são acompanhados no processo catequético é de grande importância.

g) Catequese a partir da vida e para a vida do catequizando
O ponto de partida da catequese não é o livro, nem as definições teológicas, mas sim a vida do catequizando. O acompanhamento personalizado e o bom senso do catequista permitem uma consideração do catequizando a partir de seu contexto, de sua realidade social, econômica, política, cultural, religiosa, existencial...Se a catequese não incidir na vida, não transformá-la, se envidarão esforços por quase nada!

h) Processo gradual e permanente
O processo catequético precisa respeitar o desenvolvimento natural da pessoa, em seus aspectos essenciais. Absorver certos conteúdos fortes e relevantes demanda tempo, paciência, construção diária, foco no essencial. Por isso fala-se de catequese permanente, desde o útero materno até a hora da morte!

i) O lugar essencial da Palavra de Deus
A Palavra de Deus, escrita na Bíblia e na vida, precisa ocupar um lugar de destaque na catequese, pois a sua meditação ajuda o catequizando a perceber a história de salvação que continua hora e a presença constante do Deus na vida na sua história pessoal, com força de libertação.

j) A unidade teológica dos Sacramentos de Iniciação Cristã
Se cronologicamente dificilmente se conseguirá uma unidade dos Sacramentos de Iniciação, importa que o catequizando perceba a unidade teológica que há entre eles, não fragmentando as vivências sacramentais ou isolando um do outro, sob pena de vincular-se efetivamente a nenhum deles e empobrecer a vida cristã.

k) Compromisso Sócio-transformador
O princípio de interação Fé-Vida, fundamental característica da Catequese Renovada, na mais fiel tradição da Igreja latinoamericana, é princípio que deve iluminar todo itinerário de iniciação cristã, garantindo que a opção preferencial de Jesus Cristo pelos pobres e marginalizados seja sempre atualizada e assumida no testemunho do cristão amadurecido e implicado com sua fé. É na vivência do compromisso sócio-transformador da sua realidade que o iniciando ( e iniciado!) vai dando sinais de adesão a Jesus Cristo e ao seu projeto de justiça, vida e fraternidade, especialmente em nosso continente marcado pela exclusão social e desrespeito à vida de tantos irmãos empobrecidos, muitos na linha de miséria. Ênfase seja dada à defesa da qualidade de vida no planeta e a ações transformadoras que garantam ao ser humano a dignidade e à vida em plenitude.

l) Educação para o Ecumenismo e para o Diálogo Religioso
Em um mundo globalizado e plural, no qual a diversidade é cada vez mais entendida como valor e riqueza, é de grande importância que o cristão maduro na fé assuma atitudes de respeito e valorização das diferenças individuais e de grupos, especialmente religiosos. O processo de iniciação deve colaborar na educação do cristão para que este saiba acolher o seu próximo sem preconceitos, abrir-se ao diálogo religioso e a perceber as sementes do Reino de Deus espalhados em todos os povos e culturas. Consciente de sua fé católica, mas sem fundamentalismos ou proselitismos, a pessoa que trilha o caminho da iniciação cristã é o homem/mulher da paz, do entendimento e, sobretudo, do amor que a todos aproxima, muito além das divisões sociológicas ou culturais da religião ou de qualquer outro partidarismo.

Ana Laura!
 Hoje, dia do seu aniversário.
 Dia de celebrar o dom da sua vida, dia de alegria, de festa.
 Desejo de coração que você, assim como Jesus, continue crescendo em sabedoria e graça diante de Deus e dos homens.
 Maaasssss, o dia tão esperado por você está chegando, o dia do seu nascimento para uma vida nova, dia do seu batizado.
 Guarde essa data, 27 DE FEVEREIRO, 
Ela será mais importante que o dia 18 de Fevereiro e deverá ser lembrada e celebrada sempre!
Parabénsssssssssss!!!!!!!
Essa música é pra você e pra todos que apagam velinhas no dia de hoje!



"Os sacramentos são sinais visíveis da graça invisível de Deus. Instituídos por Jesus Cristo e confiados à Igreja, pelos quais recebemos a vida divina, os sacramentos são eficazes em si mesmos, porque neles Cristo atua diretamente. São sinais que manifestam o amor que Deus tem por cada um de nós. Neles está contida a graça, isto é, a vida sobrenatural que ele nos concede através desses sinais. Não são apenas um recado de amor, mas um presente, um dom concreto que modifica a vida de quem os recebe.
O sacramento é o sinal de uma realidade maior que aquela que os olhos enxergam."
Pe Leomar Brustolin

O recadinho!

Recentemente surgiu na minha caminhada, uma catequista linda, que no momento está afastada da catequese. Ao primeiro contato, percebi que se tratava de uma pessoa sábia, instruída, capaz, com muita coisa boa para partilhar. Certo dia, ela me perguntou sobre o blog, como era ter um blog? Qual minha experiência?
Disse à ela e digo à você que me lê, que é gratificante poder usar dessa ferramenta para evangelizar, partilhar,  gritar aos quatro cantos como ser CATEQUISTA é bom. Como dizia o sapinho sapeca:´"É bom não, é MA RA VI LHO SO". Disse também que nesse caminho não existem só flores, como em tudo em nossa vida. Mas que precisamos tomar uma decisão, não deixar que os espinhos sufoque nossa vontade de espalhar a Boa Nova. Que com o tempo vamos percebendo que os obstáculos nada mais são, do que degraus que nos leva para o alto.
Então, minha querida amiga, vale muito a pena! Já comprei até a roupa para ser sua madrinha! Deixe essa "criança" nascer.
"Os  TEMPOS não são MELHORES ou PIORES, os TEMPOS são OUTROS."

Ouvi essa frase numa formação e nunca me esqueci dela. Vejo que ela serve para colocar um monte de minhoquinhas na nossa cabeça com relação à catequese que fazemos. Ouvi muitas vezes da boca de minha mãe: "Eu criei dez filhos e eles não deram o trabalho que um filho de hoje dá". E porque? Porque os tempos são outros. Eu não educo meus filhos como fui educada e não vou educar meus netos, como eduquei meus filhos. Porque? Os tempos são outros. Sou catequista  a mais de uma década, não posso educar meus catequizandos na fé como fiz a 15 anos atrás. Porque?  os tempos são outros. É isso que precisa entrar na cabeça de muitos catequistas. As mudanças, os ajustes precisam acontecer, exatamente porque os TEMPOS SÃO OUTROS.

BOM dia! A paz e bem!