quinta-feira, 31 de março de 2011

Exemplo de superação

Jéssica Coxa única piloto sem braços encontra-se com Papa no dia 23 de março.

Bento XVI saudou Jessica Cox, jovem de 28 anos do Arizona, nascida sem braços, protagonista de conquistas humanas como ser piloto de avião ou faixa preta de Taekwondo.


Precisamente com os pés ela presenteou ao Papa uma medalha oficial do Guinness que atesta seu empenho tenaz por testemunhar "o valor da vida" sempre e em todas as condições.

Utilizando unicamente os pés, Jessica aprendeu a pilotar aviões, dirigir automóvel, tocar piano e realizar todos os gestos da vida diária. No esporte, ela é faixa preta de Taekwondo.

"É um estilo de vida com o qual tento contagiar os jovens que vivem no desespero e sem valores autênticos", disse nesta quarta-feira, na praça de São Pedro.



quarta-feira, 30 de março de 2011

A oração

Rezar, explicou, "é o primeiro serviço a prestar à comunidade. Por isso, os momentos de oração devem ser, na nossa vida, uma verdadeira prioridade. (...) Mas se não estivermos em comunhão com Deus, nada poderemos dar também aos outros. Por isso, Deus é a primeira prioridade".
Bento XVI

terça-feira, 29 de março de 2011

Bebam da fonte!

A Palavra do Senhor - citou o Papa - é luz do intelecto e fogo para a vontade, para que o homem possa conhecer e amar a Deus. Para o homem interior, que, por meio da graça, vive do Espírito Santo, é pão e água, mas pão doce como o de mel e água melhor do que o vinho e o leite. (...) É um martelo contra um coração duramente obstinado nos vícios. É uma espada contra a carne, o mundo e o demônio, para destruir todo pecado".

Catequistas "Medusas"


E você, tem em em seu grupo, Catequistas "medusas"?


Diz a mitologia grega que Medusa é um monstro do sexo feminino com cabelos de cobra. Quem olhar Medusa vira pedra.

Na vida real, Medusa é aquela catequista negativa, que raramente ajuda, pouco confraterniza, nada partilha, mas tece críticas violentas, aponta os erros e consegue muitas vezes paralisar todo um trabalho de evangelização.


Você conhece alguma catequista Medusa? Eu conheço e ela tem paralisado muita gente. Infelizmente nossas Igrejas estão cheias de Medusas. Elas falam manso e nunca dizem suas reais opiniões na frente dos párocos. Elas agridem as lideranças em momentos específicos de muito trabalho ou mais precisamente quando algo aparentemente não obteve sucesso. Aproveitam as fragilidades. Medusa é cruel, seu olhar é medonho, ela não mede as palavras, acusa, aponta e enfim consegue: paralisa!


Às vezes me pergunto onde esta a vitória de Medusa. Será que ela tem mesmo esse poder ou será que nós desconhecemos a nossa força? Até que ponto ela pode nos influenciar?

Trago essa reflexão porque é constante a queixa dos irmãos catequistas em torno de companheiros de pastoral sempre arrogantes e por vezes cruéis com todos. É triste ver alguém se afastar porque não suporta o outro, é triste ver alguém fingir que não percebe o quanto é cruel e porque não dizer infernal no trato com o irmão.


Trabalhar em grupo não é fácil, já sabemos. Na Igreja, há hierarquias, mas nem sempre sabemos ouvi-las, nem sempre sabemos como nos posicionar. Medusa não está preocupada com isso, ela vem e despeja de maneira egocêntrica o que acha que é melhor para todos – diga-se de passagem melhor para ela – ela incita brigas, exclui, faz questão de arrumar um jeitinho de dizer: melhor seria se você não estivesse aqui.


Qual o perigo de Medusa? Ela tem o dom de paralisar, de fazer com que acreditemos que Igreja é ninho de cobras, mas as cobras estão na cabeça da pobre coitada que consegue fazer um estrago tremendo quando não temos uma vida de oração e de partilha. Ela nos faz acreditar que somos pedra de tropeço, que de nada valemos e que melhor é se afastar para não se magoar e não atrapalhar.


Pobre Medusa. Ela se esqueceu que nós também sabemos das coisas, nós estudamos, nos preparamos, rezamos e buscamos informações que enriquecem nosso evangelizar e por isso mesmo já sabemos que a catequista Medusa - assim como sua xará mitológica – é mortal. Se ela se ver, assim como tem se mostrado, certamente vai paralisar.


Que tal paralisarmos Medusa? Ela precisar se olhar no espelho e enxergar que também é humana, assim como nós. Ela necessita compreender que a vida em comunidade exige partilha, diálogo, compreensão, vivencia e oração. Ela também precisa enxergar que muitas vezes se erramos é porque não temos medo de tentar acetar. Talvez ela tema, e ache que todos deveriam como ela andar com medo, cheios de cobras na cabeça.


É triste falar sobre isso, mas é necessário. Uma vez penetrados pelo olhar de Medusa é preciso ter coragem para olhá-la de frente, argumentar, esclarecer e não esmorecer. É preciso saber em quem colocamos a nossa fé e no dia que tivermos certeza disso, nem Medusa nem outro ser mitológico conseguirá fazer-nos parar, ao contrário, suas caraminholas e cobras na cabeça nos farão perceber que há muito o que fazer e além dos catequizandos, precisamos nos preocupar com a evangelização de cada catequista, de cada irmão.


Quando encontrardes uma Medusa podes até pensar: Estou cansado, entristecido, não suporto mais, preciso parar. Mas lute contra isso, pois se Medusas ainda existem elas são a prova mais concreta de que é preciso continuar.


Clécia Ribeiro


(Fonte) 

domingo, 27 de março de 2011



O batismo mergulha o cristão na própria nascente da água viva, que continuará a fecundar a sua inteira existência.

sábado, 26 de março de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Computador em casa !

Achei interessante, útil e necessário!
Obrigada Samya!!
Mistagogia é composta de duas partes: ‘mist' + ‘agogia'. ‘Mist' vem de ‘mistério' e ‘agogia' tem a ver com ‘conduzir', ‘guiar'... Podemos traduzir: a ação de guiar para dentro do mistério. Há outras duas palavras relacionadas:  ‘mistagogo' ou ‘mistagoga' – é a pessoa que realiza a mistagogia, a pessoa que conduz para dentro do mistério, nos colocando em contato com este mistério, revelando-o.
Sendo assim,  O catequista mistagogo é aquele que se encontrou com o Senhor, assumiu o seu projeto em sua prática de vida e deseja, por um ímpeto interno, anunciar a experiência realizada (1Cor 9,16). Portanto, não basta mudar os métodos, se não tivermos catequistas que transmitam a verdadeira experiência de encontro com Cristo.

Respeito

 Prato de arroz

"Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente quando vê um  chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele se vira para o chinês e pergunta:
- Desculpe-me,  mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá
comer o arroz?
E o chinês responde:
- Sim e geralmente na mesma hora que o seu vem cheirar as flores!

"Respeitar as opções do outro "em qualquer aspecto" é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, "agem diferente" e pensam diferente. Nunca julgue. Apenas compreenda".

quinta-feira, 24 de março de 2011

Verbum Domini

 Exortação Apostólica Pós-Sinodal - VERBUM DOMINI, do Santo Padre Bento XVI, sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja. Se você não adquiriu o livro, leia clicando  abaixo:

«Um pobre jazia ao seu portão»


Comentário ao Evangelho do dia (LC 16,19-31), feito por : Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade Não Há Maior Amor

Cristo disse: «Tive fome e destes-Me de comer» (Mt 25, 35). Teve fome não só de pão, mas também da estima acolhedora que nos permite sentirmo-nos amados, reconhecidos, sermos alguém aos olhos de outrem. Foi desprovido não só da Sua roupa, mas também da dignidade e do respeito humano pela grande injustiça cometida para com o pobre, que é precisamente o ser-se desprezado por ser pobre. Foi privado não só de um teto, mas também sofreu as privações por que passam os encarcerados, os rejeitados e os escorraçados, aqueles que vagueiam pelo mundo sem ter ninguém que se ocupe deles.

Ao desceres a rua, sem outro propósito senão esse, talvez atentes naquele homem, ali na esquina, e vás ao seu encontro. Talvez ele fique de pé atrás, mas tu permaneces lá, diante dele, na sua frente. Tens de irradiar a presença que trazes dentro de ti com o amor e a atenção para com o homem a quem te diriges. E porquê? Porque, para ti, se trata de Jesus. Sim, é Jesus, mas não pode receber-te em Sua casa — eis porque tens de ser tu a dirigir-te a Ele. Ele está escondido ali, naquela pessoa. Jesus, oculto no mais pequenino dos irmãos (Mt 25, 40), não só cheio de fome por um bocado de pão, mas também por amor, por reconhecimento, por ser tido como alguém com valor. 
Fonte: Evangelho Quotidiano

Acredite no hoje!

'' Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito.
Um se chama ontem e o outro se chama amanhã,
Portanto hoje é o dia certo para amar,
acreditar, fazer e principalmente viver''
Dalai Lama. 

quarta-feira, 23 de março de 2011

Tudo amadurece ao seu tempo e dá frutos na hora certa!


Talvez essa frase seja a resposta à minha inquietação com relaçao aos nossos pais e também com o nosso fazer catequético. Nessa celebração do Rito dos eleitos, na verdade deveríamos apresentar "os eleitos", aqueles que estão de fato preparados para receberem os sacramentos na vigilia pascal ou no dia páscoa. E no fundo, nós catequistas sempre achamos que eles não estão devidamente preparados e não estão mesmo. Entendo que a catequese é um processo longo, contínuo, permanente, porisso permitimos que recebam os sacramentos, na certeza de que estarão amadurecendo na fé, conforme as etapas e por toda sua vida. Isso acontece com todos nós,  até vestirmos nosso paletó de madeira (neh Padre Marcelo Max). Mas, essa frase que recebi de minha querida, amada e idolatrada amiga Angela Rita, me confortou. Tudo amaduree ao seu tempo e dá frutos na hora certa, resta-nos cumprir bem nossa missão e não medir esforços na tentativa de atingir o máximo de pais e catequizandos possíveis. Sendo assim, avante! 

testemunho...
Tem já alguns anos, quando eu estava na coordenação, havia um catequizando, daqueles que pedimos a Deus (para nunca aparecerem na nossa frente, rsrsrs). Deu trabalho todo tempo e lá bem no final, quando chegou o tempo do batismo e da primeira Eucaristia, ele sumiu. Fui atrás, me propus a ajudar, conversei com a mãe... Sofri com esse caso, pois não me conformo em perder ninguém. Enfim, achei que minhas lutas teriam sido em vão. E quando isso acontece, essa criança não me sai da cabeça. Fica aquela coisa martelando!
Nesse ano, pouco dias atrás, a mãe desse menino, me procurou com muita alegria , dizendo que o filho estava na catequese. Nos abraçamos, partilhamos nossa alegria.
No domingo passado, aconteceu a missa com o rito de entrega da catequese de adultos. Quem vejo lá? A mãe desse menino. Meu Deus, como catequista é boba! Fiquei tão feliz, minha vontade era de sair do meu lugar e correr pra abraçar aquela mulher. Ela também está se preparando para se tornar uma mãe cristã. Por isso, que quando recebi essa frase, ficou claro, que cada um tem um tempo e que precisamos respeitar o tempo de cada um e  muitas vezes na vontade de atingir à todos, ficamos chateados, reclamamos, esperneamos, achamos até que somos permissivos demais.
O tempo desse garoto é agora, porque agora é também o tempo dessa mãe!! E olha que na época, eles moravam bem perto da paróquia, hoje  andam quilometros para vir participar dos encontros.
Louvado seja Deus! Façamos bem, com carinho  e saibamos entender o tempo de Deus! Me convenci mais uma vez, o que achamos impossível para nós, não é para Deus.
  "TUDO AMADURECE AO SEU TEMPO E DÁ FRUTOS NA HORA CERTA "

Somos permissivos demais...

Ontem, fizemos a  segunda reunião com pais para tratarmos dos assuntos da Primeira Eucaristia que acontece agora na Páscoa e também sobre o RITO DOS ELEITOS. Chamamos todos os pais que por motivos diversos, não compareceram na primeira reunião e não levaram seus filhos na celebração, onde aconteceria o rito.  Digo reunião, pois foi para tratar de assuntos práticos. A mãe de uma catequizanda, me questionava se eu iria repetir tudo  para os pais que faltaram. Respondi que sim, que repetiria tudo de novo. Fiz e faço quantas vezes for preciso com amor. Fico triste em perceber que mesmo convidando novamente , muitos pais ainda não compareceram, mesmo sabendo que se trataria dos preparativos de uma festa tão importante.

Talvez, muitos não podem ocupar uma hora de seu tempo com coisas assim, mas nós catequistas podemos, renunciar a outros compromissos para repetir encontros para pais faltosos.

O sentimento que tenho não é de raiva, mas de tristeza de perceber que lutamos com todas nossas forças e parece que ainda foi pouco.

De 120 catequizandos, não conseguimos falar com mais ou menos 15 pais. Será que somos muito exigentes em querer 100% de presença? Ou será que  somos permissivos demais! Não sei! Tenho essa inquietação comigo. Enxergo e reconheço que nossa relação com os pais tem melhorado muito dentro desse processo catequético, fico feliz de ver os padrinhos envolvidos, feliz de ver a riqueza, a profundidade dos ritos. A ligação da catequese e liturgia. Feliz de perceber que a maioria dos pais já entenderam que seus filhos não estão na catequese, simplesmente para receber os sacramentos. E por perceber tudo isso, é que tenho sede de atingir a todos. E farei isso incansavelmente.

Mas, ainda acho que somos permissivos demais!

Dá-Te a mim, meu Deus, dá-Te sempre a mim



Comentário ao Evangelho do dia (MT 20,17-28)feito por : Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Confissões, XIII, 9 

 
«Vamos subir a Jerusalém»
Dá-Te a mim, meu Deus, dá-Te sempre a mim. [...] Descansamos no dom do Teu Espírito; aí Te gozamos, aí está o nosso bem e o nosso repouso. Aí o amor nos educa, e o Teu Espírito, que é bom, exalta a nossa baixeza, retirando-a das portas da morte (Sl 9, 14). Na boa vontade encontramos a paz.


Um corpo, pelo seu peso, tende para o seu lugar próprio; o peso não significa necessariamente ir para baixo, mas para o lugar próprio de cada coisa. O fogo tende para cima, a pedra para baixo [...], cada coisa para o seu lugar próprio; o óleo sobe para cima da água, a água desce para baixo do óleo. Se uma coisa não está no seu lugar, não está em repouso; mas, quando encontra o seu lugar, fica em repouso


O meu peso é o meu amor: é ele que me leva para onde me leva. O Teu dom inflama-nos e leva-nos para cima; ele abrasa-nos e nós partimos. [...] O Teu fogo, o Teu fogo bom, faz-nos arder e nós vamos, subimos para a paz da Jerusalém celeste – porque encontrei a minha alegria quando me disseram: «Vamos para a casa do Senhor!» (Sl 121, 1). É para aí que a boa vontade nos conduz por ser o nosso lugar, aí onde não desejaremos mais nada do que assim permanecer para toda a eternidade.

Fonte: Evangelho Quotidiano

terça-feira, 22 de março de 2011

Silenciar...


O exercício do silêncio é tão importante quanto a prática da Palavra!

Imagens que falam!

 Às  vezes podemos pensar: "Ah! mas isso está tão longe de nós!" Quando vemos imagens como estas, nos sentimos tocados, custamos a acreditar que situações assim existam. E vamos nos enganando, continuamos esbanjando, desperdiçando água potável. A CF de 2011,  vem de novo nos alertar: "Quem tem ouvidos, ouça!" Mas não! continuamos como surdos, tomando nossos banhos demorados, continuamos a deixar nossas crianças brincarem com uma mangueira de água, a deixar aquela água límpida escorrer enquanto lavamos nossos carros, garagens e quintais. Será que só vamos valorizar  esse bem tão precioso e sagrado no dia em que abrirmos nossas torneiras e  estiverem secas? Já passamos por dias assim, dias de racionamento de água e sentimos que ficamos sem energia elétrica, mas não ficamos sem a água. E aí, o que podemos fazer de concreto, para contribuir com essa nossa realidade gritante? O que?
Dois Sudaneses bebem água dos pântanos, com tubos plásticos, especialmente concebidos para este fim, com filtro para filtrar as larvas flutuantes, responsáveis pela enfermidade da lombriga da Guiné. 


Dia Mundial da Água


A Assembléia Geral da ONU designou o dia 22 de Março como o Dia Mundial da Água, em 1993.

"A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos." Esse alerta, contido no artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos da Água, é um desafio para a humanidade.

De toda a água existente no planeta, 97,5% é salgada, encontrada nos oceanos e mares, e 2,493% é doce, de difícil acesso, porque essa água doce forma as geleiras inacessíveis e está armazenada nos lençóis subterrâneos, rios e lagos. Somente 0,007% de água doce é de fácil acesso; o atual estoque mundial de água potável é de 12,5 mil km3. O Brasil detém 8% de toda água doce superficial do planeta; a maior parte, cerca de 80%, está localizada na região Amazônica. Os 20% restantes se distribuem de forma desigual pelo país, atendendo 95% da população.

Se o mundo continuar no caminho do desenvolvimento predatório dos recursos naturais, a vida se tornará impossível para a humanidade, dentro de cinqüenta anos. Desde 1970 e 1995 até os dias atuais a quantidade de água disponível para cada habitante do mundo caiu de maneira preocupante, alertando até a ONU.

A cada oito segundos, morre uma criança acometida de doença relacionada à água, como disenteria e cólera. No mundo, 80% das enfermidades são contraídas por causa da água poluída. Outro sinal é a carência de água, que já atinge 1,680 bilhões de pessoas, que vivem em áreas de seca permanente e não têm acesso à água limpa. Esse número deve dobrar até o ano 2025; a falta de água potável afetará metade da humanidade.

Para tentar solucionar o problema de desabastecimento de água, o Banco Mundial estima a necessidade de investimentos maciços para os próximos anos. Já a ONU calcula um custo de cinqüenta dólares por pessoa e também confirma a previsão de guerras no Oriente, perto do ano 2021. Essas guerras acontecerão devido à disputa da água, não mais em razão do petróleo. A água já é parte fundamental no conflito existente entre Israel e o povo palestino.

O corpo humano é constituído por 70 % de água, mas perde-a por meio da urina, do suor, dos dejetos sólidos e até pelos pulmões, na expiração. Ao deixar de beber água, uma pessoa vive só três dias, porque perde 13 litros da água do corpo e morre. A água é mais essencial à sobrevivência do que a comida. Sem alimento, uma pessoa pode resistir até quarenta dias.

A população precisa atingir um grau de conscientização que implica a mudança de mentalidade e de hábitos. Se todos economizarem, os riscos de falta d'água serão retardados. A água é um recurso natural importantíssimo para todos, sem o qual seria impossível a vida do ser humano, dos animais e das plantas.

Padre Marcelo Barros, monge beneditino, diz com muita propriedade: "Devemos ser estimulados a cuidar da terra e da água, não apenas por razões políticas e circunstanciais, mas porque a fé nos torna capazes de ver, em cada fonte de água, um sinal do amor de Deus pelo Universo".


segunda-feira, 21 de março de 2011

Retiro para etapa da Eucaristia...

Estou postando o pedido da Márcia, para que possamos trocar experiências. Aqui não fazemos retiros com a etapa da Eucaristia, só com a Crisma. Mas, se você catequista que passa por aqui faz na sua paróquia, partilhe conosco, assim vamos nos ajudando mutuamente. Mande na parte de comentários ou por  email: icintra@hotmail.com. Desde já,  obrigada!

 IMACULADA, BOA TARDE!
MEU NOME É MÁRCIA, SOU CATEQUISTA DA PAROQUIA SANTA ISABEL/SP.
A 1ª EUCARISTIA DE NOSSAS CRIANÇAS ESTÁ MARCADA PARA O DIA 07 DE AGOSTO E NO MÊS DE JULHO ESTAREMOS REALIZANDO COM TODAS AS TURMAS UM RETIRO.
SENDO ASSIM, VOCÊ PODERIA NOS ENVIAR IDÉIAS E SUGESTÕES DE RETIROS?
GRATA
DEUS ABENÇOE VOCÊ E SUA FAMÍLIA!

Para Refletir
Conta-se que dois homens caminhavam por caminhos diferentes. Cada um trazia consigo um alimento. Em determinado ponto os dois se encontraram e trocaram entre si os alimentos. Depois continuaram a viagem, cada qual por um caminho, levando o alimento um do outro.
Em outro local, dois homens também caminhavam por caminhos opostos, e cada um trazia consigo uma idéia. Em determinado ponto eles se encontraram e trocaram idéias... Depois, cada um seguiu seu caminho. Levando agora duas idéias.
Na troca de bens materiais, não acrescentamos muito ao nosso patrimônio, mas quando trocamos idéias e experiências, transformamos nossa mente numa ferramenta fecunda, capaz de proporcionar-nos mais sabedoria, um patrimônio inatingível.

Há uma tempo pra cada coisa...

O tempo é de eu ser uma filha mais presente. Minha mãe tem 81 anos e se encontra bem debilitada. Ela  criou seus 10  filhos, hoje  precisamos cuidar dela. Iniciei minha segunda correndo atrás de médico e  quando estava esperando para sermos atendidas no consultório, lia a revista catequese. Li um trechinho que vem reforçar aquilo que já sabemos e já ouvimos por muitas vezes.
As palavras são de um pastor protestante e teólogo, Paul Tillich. Para ele, mais que respostas, a educação deve abrir as pessoas para se perguntar. Sem isto não há convencimento, não há empolgação e nem sedução."
Dizem que no muro de uma grande cidade alguém escreveu: " Cristo é a resposta". Alguém escreveu embaixo: "Mas eu não fiz a pergunta."
Não há evagenlização verdadeira quando as respostas são dadas para perguntas que não são feitas.

* Como é gostoso quando nossos catequizandos, fazem perguntas. Duro, é quando entram mudos e saem calados. Não gosto deles mudos. Existem catequizandos que nos colocam  contra parede com perguntas que muitas vezes não temos respostas prontas. Quando isso acontece não podemos encher linguiça, se não sabemos, não temos segurança, precisamos pesquisar, estudar e no próximo encontro levar as respostas. Porisso, dizemos que somos evangelizados enquanto evangelizamos. 

Uma abençoada semana para todos!

sábado, 19 de março de 2011

Parabéns Vívian!

Essa foto é o reflexo de um encontro muito esperado, a vontade é de abraçar, mas abraçar bem apertado. Na verdade aí, eu estava protegendo a Vívian de um vendaval. (srsrsr, abraçando também, é claro!)Nosso encontro foi muito corrido, nem tempo tivemos para conversar, nossa vontade era de ficar por horas debaixo dessas árvores tricotando, mas não deu! 
Vívian querida, foi muito bom te conhecer, te abraçar, poder constatar a pessoa maravilhosa que você é.
Nesse dia de São José, quero parabenizar você pelo dom da sua vida. Que ele no dia de hoje interceda por ti! Parabéns! Paz, saúde, harmonia, perseverança, paciência e muita fé!! Beijuuuuuusss Mil!! 
O bolo, fica para uma próxima oportunidade!

* Ops! A Vívian é uma catequista da grande São Paulo, trabalha o dia todo e dá seus encontros de catequese em sua casa. Nos conhecemos pessoalmente agora em Fevereiro,  num curso sobre  comunicação na catequese na Paulinas. Mas, temos contato pela internet tem um bom tempo.

sexta-feira, 18 de março de 2011

 Oração de São Patrício
 Levanto-me, neste dia que amanhece,
Por uma grande força, pela invocação da Trindade,
Pela fé na Tríade,
Pela afirmação da unidade
Do Criador da Criação.
Levanto-me neste dia que amanhece,
Pela força do nascimento de Cristo em Seu batismo,
Pela força da crucificação e do sepultamento,
Pela força da ressurreição e ascensão,
Pela força da descida para o Julgamento Final.
Levanto-me, neste dia que amanhece,
Pela força do amor dos Querubins,
Em obediência aos Anjos,
A serviço dos Arcanjos,
Pela esperança da ressurreição e da recompensa,
Pelas orações dos Patriarcas,
Pelas previsões dos Profetas,
Pela pregação dos Apóstolos
Pela fé dos Confessores,
Pela inocência das Virgens santas,
Pelos atos dos Bem-aventurados.
Levanto-me neste dia que amanhece,
Pela força do céu:
Luz do sol,
Clarão da lua,
Esplendor do fogo,
Pressa do relâmpago,
Presteza do vento,
Profundeza dos mares,
Firmeza da terra,
Solidez da rocha.
Levanto-me neste dia que amanhece,
Pela força de Deus a me empurrar,
Pela força de Deus a me amparar,
Pela sabedoria de Deus a me guiar,
Pelo olhar de Deus a vigiar meu caminho,
Pelo ouvido de Deus a me escutar,
Pela palavra de Deus em mim falar,
Pela mão de Deus a me guardar,
Pelo caminho de Deus à minha frente,
Pelo escudo de Deus que me protege,
Pela hóstia de Deus que me salva,
Das armadilhas do demônio,
Das tentações do vício,
De todos que me desejam mal,
Longe e perto de mim,
Agindo só ou em grupo.
Conclamo, hoje, tais forças a me protegerem contra o mal,
Contra qualquer força cruel que ameace meu corpo e minha alma,
Contra a encantação de falsos profetas,
Contra as leis negras do paganismo,
Contra as leis falsas dos hereges,
Contra a arte da idolatria,
Contra feitiços de bruxas e magos,
Contra saberes que corrompem o corpo e a alma.
Cristo guarde-me hoje,
Contra veneno, contra fogo,
Contra afogamento, contra ferimento,
Para que eu possa receber e desfrutar a recompensa.
Cristo comigo, Cristo à minha frente, Cristo atrás de mim,
Cristo em mim, Cristo embaixo de mim, Cristo acima de mim,
Cristo à minha direita, Cristo à minha esquerda,
Cristo ao me deitar,
Cristo ao me sentar,
Cristo ao me levantar,
Cristo no coração de todos os que pensarem em mim,
Cristo na boca de todos que falarem em mim,
Cristo em todos os olhos que me virem,
Cristo em todos os ouvidos que me ouvirem.
Levanto-me, neste dia que amanhece,
Por uma grande força, pela invocação da Trindade,
Pela fé na Tríade,
Pela afirmação da Unidade,
Pelo Criador da Criação.

*O trabalho de São Patrício e seus companheiros é considerado a mais bem-sucedida empreitada missionária da história da Igreja.
Vale a pena você conhecer a história desse Santo, cuja festa foi celebrada ontem, 17 de março. Linda, linda!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Humildade, serviço...

O senhor amou-nos até o fim e nos deixou grandes ensinamentos, lições de cair o queixo de qualquer um. No dia antes de sua morte, ele poderia estar fazendo mil  coisas ou sem forças pra se fazer nada, mas o que fez? Na ceia de despedida, mostra-nos com o gesto do lava-pés que devemos ser humildes, que dessa vida nada levamos, o que vai contar é a quantidade de amor com que fazemos as coisas. Nos ensinou que sempre temos que estar à serviço. Porque lavar os pés? Naquele época, naquele lugar, as pessoas não calçavam sapatos fechados, usavam sandálias e caminhavam por estradas de chão, empoeiradas e sempre que chegavam em alguma casa, era costume que os serviçais lavassem os pés das visitas para depois se sentarem à mesa. Os serviçais, eles faziam isso porque estavam à serviço, mas, Jesus era Mestre e porisso os apóstolos espantaram quando ele falou que lavaria seus pés. E assim o fez, inclinou-se, rebaixou-se, lavou, secou e ainda beijou os pés, imagino eu que Jesus após lavar os pés, olhava fixamente no olho de cada um, transmitindo todo seu AMOR. Eu diria, é amor demais da conta, ou seria um amor sem medidas. Eu amo a celebração da quinta feira, amo escutar e cantar a música do lava pés, desde criança aquela música me toca. Ontem, no nosso encontro de catequese foi esse o tema, eu e o Rafael, lavamos os pés de nossos catequizandos e  eles também se espantaram, não queriam tirar seus sapatos, até que expliquei que Pedro também não queria, pedi que levassem a sério esse momento. Coloquei a música e começamos a lavar os pés de nossos pequenos. Eram exatamente 12 catequizandos. Eu senti uma alegria tão grande em fazer isso, porque fiz com carinho e senti que isso tocou também a eles. Depois na medida do possível e de nossos entendimentos, explicamos toda riqueza dessa celebração. Sem falar que Jesus arrumou um jeitinho todo especial de permanecer conosco, nos alimentando, entrando em nossas veias, fazendo se alimento através da eucaristia. Também a graça da Instituição do sacerdócio, pois sem eles, não teríamos Jesus na Eucaristia. É muita graça a ser celebrada nessa quinta feira , mais que Santa, Santíssima.

terça-feira, 15 de março de 2011

Está precisando de  material para trabalhar e fazer  a via sacra na catequese?
Veja em LINKS INTERESSANTES, que fica na barra lateral e clique em Blog da catequese.
Toques de Deus
Uma Quaresma mal entendida torna-se perigosa. Cumprir um preceito de abnegação material não é sinônimo de conversão.
Posso não comer carne a uma sexta-feira e continuar cheio de mim mesmo.O exterior pode facilitar. Mas, a conversão arranca,
necessariamente, do interior que é o lugar onde se joga a tentação que ninguém vê.
Obrigada Samya, pelos toques de Deus através de ti!

Como devo rezar?


A oração do Pai nosso é nosso modelo de oração, deixado pelo próprio Cristo.
Que no dia de hoje e em todos os dias, possamos como catequistas, rezar essa oração, mas prestando bastante atenção no significado de cada petição. Não é isso que pedimos aos nossos catequizandos, que não só decorem, mas que rezem com o coração? E nós catequistas, adultos na idade e adultos na fé, muitas vezes não conseguimos rezar essa oração de coração...
Rezemos também por todas as pessoas que não rezam. Deixo as palavras de Madre Teresa de Calcutá!  Somos chamados a viver esse tempo da quaresma, tempo tão rico que a igreja nos oferece a cada ano, isso  para que nos aproximemos do nosso ÚNICO E VERDADEIRO AMOR: JESUS.
  Deixo as palavras de Madre Teresa de Calcutá!
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Comentário ao Evangelho do dia feito por : Bem aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
Oração: Frescura de uma Fonte, com o Ir. Roger de Taizé (trad. Isabel Figueiredo e Silva) cap.11, pp. 69-70.

«Pai Nosso»
Mateus 6,7-15.

Só há uma voz que se eleva à face da terra: a voz de Cristo. Esta voz reúne e coordena, em Si mesma, todas as vozes que se elevam em oração. Rezar: muitas pessoas não sabem como fazer. Muitas não ousam fazê-lo e muitas não o querem fazer. Na comunhão dos santos, nós agimos e rezamos por elas.


     Rezamos em nome daqueles que não rezam. A oração deveria tornar-se a nossa «profissão». Os Apóstolos compreenderam-no na perfeição: quando se aperceberam de que se arriscavam a perder-se na multiplicidade de actividades, decidiram dedicar-se à oração contínua e ao ministério da Palavra (Act 6, 4). [...]

[Deus] permite que falhemos, mas não quer o desânimo. Quer que sejamos cada vez mais como crianças, mais humildes, mais reconhecidos na oração e que não tentemos rezar sós, pois todos pertencemos ao Corpo místico de Cristo, que está sempre em oração. Não se trata de «eu rezo» mas de, em mim e comigo, Jesus rezar e, assim, é o Corpo de Cristo que reza. 
Fonte: Evangelho quotidiano 

domingo, 13 de março de 2011

CF com os pequenos...

Todos nós já ouvimos a historinha do pássaro do topete amarelo e  nos  encantamos com sua valentia e resignação, quando tenta apagar sozinho o fogo de uma floresta, carregando gotas de água no seu pequeno bico. Disponibilizo abaixo, uma adaptação dessa historinha, que podemos usar  para trabalhar o tema da Cf  com os pequenos.


Fiz o que pude!
(Entram as árvores, a água(lago) e os animais)
Nunca mais haverá uma floresta tão bela como esta. Nela é tudo muito bonito. As árvores dão flores o ano inteiro. Tem até um lago.
A borboleta dizia:
_Vejam só, as flores amarelas daquele Ipê!
O coelho completava
_ É colírio aos olhos, nem ouro brilha tanto!
E a galinha da Angola exclamava:
_É fartura para as abelhas!
O sapo no seu canto, sussurrava:
_Olhem as águas do lago, que nos refrescam e matam a nossa sede!
E a onça respondia:
_ Não existe floresta como a nossa!
Diziam isto, como se a floresta fosse criação deles. Nela moravam animais grandes e pequenos e também inúmeros insetos. Uma vez por mês, todos se reuniam para fazerem reclamações ou darem sugestões. Dava gosto de ver os animais, discutindo entre si o que deveriam fazer pela floresta. Resolveram ajudar a velha árvore de carvalho, que já estava enfraquecida pelo tempo. Porém, veio o fim da primavera colorida, do verão ardente, do outono dourado e começou o inverno gelado. Todo esse tempo nada fizeram pela árvore. Os insetos e pequenos pássaros aproveitavam os buraquinhos do Carvalho para se abrigarem do frio que nem era tão rigoroso assim.
No entanto, havia um passarinho de topete amarelo que se lembrava da reunião feita pelos bichos, pensou e disse:
_Nada foi feito... Mesmo assim as árvores continuam dando alimento e proteção a todos nós, moradores da floresta.
O inverno continuava sem chuva, os galhos ressecavam e o chão ficava coberto de folhas secas.
Os animais reclamavam e se preocupavam.
(Entra o homem com o cigarro)
Até que um dia, um homem que estava ali a passeio, contemplando a beleza da natureza, mas sem se preocupar com a sua preservação, deixou cair no meio das folhas secas um cigarro, ainda aceso e foi embora sem apagá-lo.
(Entra o fogo)
O fogo começou de mansinho e logo grandes labaredas alastravam-se pela floresta. Foi tudo muito rápido e assustador.
Os animais só pensavam em fugir apavorados. Corriam, voavam e gritavam o mais que podiam.
Só ficou aquele passarinho de topete amarelo, que resolveu não fugir. Pensou e disse:
_ Ué... Não é agora a hora de fazer alguma coisa pela floresta, ela que sempre nos protegeu?
E voando até o lago, encheu seu biquinho de água e veio derrubar sobre o fogo. Era muito pouca a quantidade de água jogada sobre o fogaréu imenso. Mas, o passarinho continuava sua missão. Voava da mata para o lago, do lago para a mata com o bico cheio de água que derramava sobre o fogo, incansável sem pensar no perigo que corria.
Depois  de muito tempo, o fogo foi baixando e, os outros bichos admirados de sua valentia, perguntavam de que serviria tanto esforço e gritavam:
 (todos)
_Não adianta, você não conseguirá apagar o fogo da floresta!
E o passarinho que pouco falava, mas muito pensava e fazia, disse:
_Bem sei! Mas quando o fogo apagar e o chão estiver coberto de cinzas e me perguntarem o que fiz para evitar a destruição, poderei dizer “ FIZ O QUE PUDE”,” Fiz a minha parte”

Esta historinha nos passou a seguinte mensagem:
Temos que pensar que somos capazes de mudar o mundo, fazendo-o mais cheio de amor, de fé, de justiça, de igualdade, de paz, um mundo mais humano e fraterno. Nossa contribuição pode ser pequena, mas com certeza cada um de nós tem um importante papel a cumprir.

Agora repitam comigo:
“Senhor, quero participar do pouco que faz muito, quero fazer a minha parte, dizendo SIM ao seu chamado de preservar e cuidar da natureza,  proteger nossa MÂE TERRA.”

Musimensagem: Hedeiros do Futuro - Toquinho

Sereno e penitente


Passarei a minha vida como penitente, a pedir perdão pelos meus pecados, de manhã, de tarde e à noite, mas passarei o resto da minha vida tentando não viver de remorso, porque confio na tua misericórdia.

Quero viver de pedir e de dar perdão e de confiar que serei perdoado. Quero viver como quem sabe que a tua compaixão é infinita porque és rico em misericórdia. ( Ef 2,4) Não quero me sentir mais culpado do que sou, nem menos culpado do que tenho sido. Quero assumir com realismo a minha culpa, mas também as virtudes e os valores que são dons que me deste e pelos quais sou e devo ser grato.
 
Padre Zezinho
(fonte)

 

sábado, 12 de março de 2011

«Não foram os justos que Eu vim chamar ao arrependimento, mas os pecadores»


Comentário ao Evangelho do dia(LC 5,27-32) feito por : Richard Rolle (c. 1300-1349), eremita inglês

Cristo na cruz clama em alta voz. [...] Oferece a paz, dirige-se a ti, desejoso de te ver abraçar o amor [...]: Contempla isto, bem amado! Eu, o Criador sem limites, desposei a carne para ser capaz de nascer de uma mulher. Eu, Deus, apresentei-Me aos pobres como o seu companheiro. Escolhi uma mãe humilde. Comi com publicanos. Os pecadores não Me inspiraram aversão. Suportei os perseguidores. Fiz a experiência do chicote, e «rebaixei-Me a Mim mesmo até à morte e morte de cruz» (cf Fil 2, 8). «Que mais poderia Eu fazer [...] que não tenha feito?» (Is 5, 4) Abri o Meu lado à lança. Deixei que trespassassem as Minhas mãos e os Meus pés. Porque não olhas para o Meu corpo ensanguentado? Porque não dás atenção à Minha cabeça inclinada (Jo 19, 30)? Aceitei ser contado entre o número dos condenados e, submerso em sofrimentos, morri por ti, para que tu vivesses para Mim. Se não te preocupas contigo, se não procuras libertar-te das teias da morte, pensa, pelo menos agora, em Mim que derramei por ti o tão precioso bálsamo do Meu próprio sangue. Olha-Me no momento da morte, e detém essa tua tendência para o pecado. Sim, cessa de pecar: custaste-Me demasiado caro!

Por ti encarnei, por ti também nasci, por ti submeti-Me à Lei, por ti fui baptizado, menosprezado pelas injúrias, detido, amarrado, coberto de escarros, escarnecido, chicoteado, ferido, pregado à cruz, dessedentado com vinagre, e por último imolado por ti. O Meu lado está aberto: agarra o Meu coração. Corre, abraça-Me: ofereço-te um beijo. Adquiri-te como parte da Minha herança, de modo que nenhum outro te possuísse. Entrega-te todo inteiro a Mim, pois Eu entreguei-me todo inteiro a ti. 
Fonte.: Evangelho Quotidiano

sexta-feira, 11 de março de 2011

Catequese e Fraternidade

A catequese trabalha na contramão de uma sociedade capitalista que visa o ter em detrimento do ser. Percebe-se isso de maneira clara através das propagandas que nos incitam o tempo todo a consumir desenfreadamente, sem nenhuma preocupação com os recursos e por tanto, sem preocupação com a vida.

As duas últimas Campanhas da Fraternidade (Fraternidade e Economia e Fraternidade e Vida no Planeta) estão intimamente ligadas. Ambas nos levam a refletir e nos colocarmos como corresponsáveis pela vida tão agredida e desvalorizada no atual estágio em que estamos.

A preocupação da CNBB e por consequência da Catequese é a de fazer com que todos nós vivamos estas campanhas não apenas no período quaresmal, mas por todo o ano, e dessa forma por toda a vida. Por isso é necessário leitura, formação e criatividade nos trabalhos que envolvem esse tema tão importante.

Ao falarmos dos cuidados com o meio ambiente estamos falando tão somente de cuidarmos da vida da maneira como Deus a entregou a nós, contemplando-a, extraindo o necessário para a sobrevivência, conservando-a e cuidando de tudo o que nos cerca, pois embora sejamos o melhor da criação divina, somos uma parte pequena de um todo e os recursos estão cada vez mais escassos.

Os catequistas podem se perguntar: “Como trabalharmos a campanha durante todo o ano se temos tantos outros temas para falar?”. Acredito que não há tema mais fácil de associar a outros temas do que este. Além disso, a palavra de Deus nos ensina o quanto é importante cuidar da vida e a doutrina da Igreja é totalmente voltada para esta máxima.

A CNBB publicou diversos livretos e a internet está povoada de sugestões de como trabalharmos o tema o ano inteiro, sendo assim, sugiro que comecemos por nós. Vejo sempre os retiros cheios de copos descartáveis, refrigerantes e pessoas extrapolando no uso da água na hora do banho. É preciso consciência! Através do nosso exemplo evangelizamos e alguém já dissera que uma atitude pode valer mais do que mil palavras. Então, vamos agir de maneira que nossos catequizandos incorporem atitudes de valorização à vida do planeta não só durante este ano, mas para sempre.

Sugiro a realização de atividades como:

-Elaboração de combinados ecológicos;

-Adoção de um copo (ou copos reutilizáveis);

-O plantio de árvores;

-O dia do lanche nordestino (com comidas típicas da região) ou do piquenique;

-A criação de paródias, poemas, teatros e coreografias à luz da Bíblia, etc.

Estas são só algumas atividades em que podemos explorar a diversidade e a perfeição de Deus ao criar a natureza. No nosso blog Catequese Caminhando há outras dicas que vocês poderão explorar, adaptar ou reinventar. O importante é não deixar que a Campanha seja apenas um evento pontual, pois precisamos ter consciência e conscientizar. Faço minhas as palavras que não passam de Padre Zezinho na canção intitulada “Em prol da vida”:

“Diante de ti ponho a vida e ponho a morte,
Mas tens que saber escolher:
Se escolhes matar, também morrerás;
Se deixas viver, também viverás.
Então viva e deixa viver”.

Para que a criação não permaneça gemendo em dores de parto, devido aos seus próprios atos consumistas e levianos, é preciso agir e a Catequese é certamente o espaço de conscientização que precisamos para começar essa empreitada. Conscientes, faremos a escolha certa: Viveremos e deixaremos viver!

Clécia Ribeiro
Fonte.: http://www.fecatolica.com.br/coluna.php?id=27

quinta-feira, 10 de março de 2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

CONVERTEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO!

Com o rito das cinzas, iniciamos hoje o tempo da Quaresma.
Conforme o Papa Bento XVI, ingressar na Quaresma, “significa iniciar um tempo de particular compromisso no combate espiritual que nos opõe ao mal presente no mundo, em cada um de nós e ao redor de nós. Quer dizer olhar ao mal na cara e dispor-se a lutar contra seus efeitos, sobre tudo contra as causas, até a causa última, que é Satanás. Significa não descarregar os problemas do mal sobre os outros, sobre a sociedade ou sobre Deus, porém reconhecer as próprias responsabilidades e as assumir conscientemente“.



terça-feira, 8 de março de 2011

Como surgiu a Quaresma?
Nós sabemos que uma festa não pode ser bem-sucedida se não for cuidadosamente preparada. Aproximadamente duzentos anos depois de Cristo, os cristãos, ansiosos por desfrutar em toda a sua plenitude os frutos espirituais da Páscoa, introduziram o costume de precedê-la com três dias, dedicados à oração, à meditação e ao jejum, em sinal de luto pela morte de Cristo.

Essa grande festa, porém, não devia ser somente preparada; era preciso também encontrar uma maneira de prolongar a alegria e a riqueza espiritual da mesma. Foram instituídas então as “sete semanas”, os 50 dias de Pentecostes, que deviam ser celebrados com grande alegria, porque, como dizia um famoso bispo daqueles tempos, chamado Irineu, “constituem como um único dia de festa que tem a mesma importância do domingo”.

Durante os dias de Pentecostes rezava-se em pé, era proibido jejuar e eram administrados os batismos. Praticamente era como se o dia de Páscoa... durasse 50 dias.

Passaram-se mais 150 anos e, por volta dos anos 350 d.C., percebendo que três dias de preparação era pouco demais, os aumentaram para 40... Nascia a Quaresma.

7. Por que exatamente 40 dias?
Quando nós falamos de oito galinhas e de sete quilos de arroz, queremos dizer exatamente oito e sete, nem um a mais e nem um a menos.

Quando, ao invés encontramos números na Bíblia, devemos prestar atenção, porque, muitas vezes, os mesmos têm um sentido simbólico. Deste modo, quando está escrito 40 ou um seu múltiplo, não quer dizer que seja mesmo 40, com exatidão, como se falássemos de 40 dólares. Indica um tempo simbólico, que pode ser mais longo ou mais curto. Não é como quando se fala de dinheiro.., este, sim, deve ser bem contado!

Por exemplo, é difícil acreditar que Moisés tenha passado exatamente 40 dias e 40 noites na montanha, sem comer pão e sem beber água (Ex 34,38) e que também Jesus tenha conseguido fazer a mesma coisa (Mt 4,2). Da mesma forma surge também a dúvida se eram exatamente 4.000 os homens para os quais foram multiplicados os pães (Mc 8,9).

Entre os muitos significados que os antigos atribuíam ao número 40, um nos interessa de modo especial: o de indicar um período de preparação (mais ou menos prolongado), em vista de um grande acontecimento. Por exemplo: o dilúvio durou 40 dias e 40 noites... e foi a preparação para uma nova humanidade; 40 anos passou Israel no deserto... para preparar-se a entrar na terra prometida; durante 40 dias fizeram penitência os habitantes de Nínive... antes de receber o perdão de Deus; durante 40 dias e 40 noites caminhou Elias... para chegar à montanha de Deus; durante 40 dias e 40 noites jejuaram Moisés e Jesus... para preparar-se para a sua missão...

Está claro, agora, o sentido desse número? Então, para preparar a maior de todas as festas cristãs, quantos dias são necessários? Quarenta, naturalmente!

 
8. O que fazer durante a Quaresma?
Desde os tempos antigos, a Quaresma foi considerada como um período de renovação da própria vida. As práticas a serem cumpridas eram sobretudo três: a oração, a luta contra o mal, o jejum. A oração para pedir a Deus forças para converter-se e acreditar no evangelho.

A luta contra o mal para dominar as paixões e o egoísmo. Por fim, o jejum. Para seguir o Mestre o cristão deve ter a força de esquecer de si mesmo, de não pensar no próprio conforto, mas no bem do seu irmão. Assumir uma permanente atitude generosa e desinteressada é de fato difícil. Este é o jejum.

Mas pode o sofrimento ser uma coisa boa? Como pode agradar a Deus a nossa dor? Não! Deus não quer que o homem sofra. Todavia, para ajudar o necessitado, é preciso muitas vezes renunciar àquilo que agrada e isto custa sacrifício. Não é o jejum em si que é bom (às vezes é feito por motivos que não têm nada a ver com religião: há quem se alimente com parcimônia simplesmente para manter-se em boa forma física, para tornar-se elegante, para estar com boa saúde). O que agrada a Deus é que, com o alimento que se consegue economizar com o jejum, se alivia, pelo menos por um dia, a fome de um irmão.

Um livro muito antigo, muito lido pelos primeiros cristãos, o Pastor de Hermas, explica deste modo a ligação entre o jejum e a caridade: “Eis como deverás praticar o jejum: durante o dia de jejum, tu comerás somente pão e água; depois calcularás quanto terias gasto para o teu alimento naquele dia e tu oferecerás este dinheiro a uma viúva, a um órfão ou a um pobre; assim tu te privarás de alguma coisa para que o teu sacrifício seja útil para alguém, para poder alimentar-se. Ele rezará ao Senhor por ti. Se tu jejuares desse modo, o teu sacrifício será agradável a Deus”.

Um famoso papa dos primeiros tempos da Igreja, chamado Leão Magno, dizia numa homilia: “Nós vos prescrevemos o jejum, lembrando-vos não só a abstinência, mas também as obras de misericórdia. Deste modo, o que tiverdes economizado nos gastos normais, se transforme em alimento para os pobres”.

9. A Quaresma e os catecúmenos
Aproximadamente trezentos e cinqüenta anos d.C. a Igreja começou a organizar uma preparação muito cuidadosa para o Batismo. Os catecúmenos deviam passar por um longo período de preparação. Durante dois ou três anos deviam freqüentar fielmente a catequese, depois deviam comprometer-se para levar uma vida honesta para mostrar que seu desejo de se tornar cristão era sincero.

Cada comunidade celebrava os batizados somente urna vez durante o ano, na noite da Páscoa. Era a famosa vigília sagrada, da qual falava Tertuliano, transcorrida na oração e na meditação da Palavra de Deus e concluída pela manhã, com a celebração eucarística, da qual participavam pela primeira vez também os recém-batizados.

Sendo que a celebração do batismo constituía a parte central da cerimônia da noite da Páscoa, a Quaresma assumia uma importância especial para os catecúmenos. Para eles constituía a última etapa antes de receber esse sacramento.

Durante esses 40 dias eles recebiam a catequese todos os dias. Quem os instruía não era um catequista qualquer, mas o próprio bispo. Durante esse período participavam também de muitas cerimônias e tinham algumas reuniões, nas quais eram submetidos a “exames”. Verificava-se se tinham assimilado as verdades fundamentais da fé e avaliava-se se a vida deles era coerente com aquilo que professavam.

O encontro mais importante tinha lugar na quarta-feira da quarta semana. Era chamado “o grande exame”. Nesse dia — dizia-se — “eram abertos os ouvidos”, porque a eles eram ensinados o “Creio” e o “Pai-nosso”, que constituem a síntese de toda a doutrina cristã.

Se não tivermos presente que a Quaresma devia servir como preparação aos catecúmenos, não conseguiremos entender plenamente o conteúdo das leituras deste período litúrgico.

Os textos bíblicos de fato foram escolhidos sobretudo para aqueles que se preparam para o batismo (falam da água, da luz, da fé, da cegueira, da unção com o óleo, da renúncia ao pecado, da vitória de Cristo sobre a morte...).

Os catecúmenos são como filhos que estão para nascei A mãe (que é a Igreja, isto é, a comunidade) lhes dedica toda a sua atenção. “Prepara” o alimento da palavra de Deus especialmente para eles, para o seu paladar, para as suas necessidades. E evidente que, por se tratar de um alimento muito bom e saboroso, também os outros filhos são convidados a degustá-lo para se tornarem espiritualmente fortes. A eles é proporcionada a oportunidade para meditar sobre as verdades fundamentais da própria fé e sobre os compromissos (às vezes um pouco esquecidos) assumidos no dia do próprio batismo.

10. A Quaresma, tempo de reconciliação
Quando os cristãos cometiam pecados muito graves e públicos, nos primeiros séculos da Igreja, eram excomungados, isto é, eram excluídos da comunidade. Se mais tarde essas pessoas se a rependessen e quisessem reconciliar-se com Deus e com a Igreja, não eram imediatamente readmitidos na comunidade. Era preciso que antes fizessem uma penitência pública, porque também o pecado deles era conhecido por todos. Esta penitência não era de um só dia, durava bastante tempo.

Quando foi instituída a Quaresma, servia também como tempo de preparação para a reconciliação. Na Quinta-feira Santa, durante a missa presidida pelo bispo, os excomungados, vestindo a roupa penitencial (vestidos de saco) e com a cabeça coberta de cinzas, se apresentavam diante da comunidade e declaravam o seu arrependi am mento e a vontade de converter-se. O bispo ia ao encontro deles e os abraçava, um a um.

Esse costume da penitência pública foi aos poucos desaparecendo (até porque não eram menos pecadores os que conseguiam manter em segredo os próprios pecados...); permaneceu, porém, o significado da Quaresma como tempo durante o qual todos os cristãos são convocados a se aproximarem do sacramento da reconciliação.

Fernando Armelini Adapt.: Pe. Antônio