segunda-feira, 6 de junho de 2016

Catequistas parafusos!

O que seria um catequista parafuso?

Pode ser aquele que une,  dá força, que enfrenta as curvas mesmo que fechadas para chegar ao objetivo e pode ser aquele que se você exigir dele algo mais, se apertar um pouquinho, ele espana.

Podemos usar dessa reflexão nesse momento em que estamos vivendo na catequese, com as propostas de mudanças. Mudar dá trabalho, tira as coisas do lugar, à  princípio dá-se uma impressão de bagunça. Não é assim que acontece quando mudamos de casa? Tiramos tudo do lugar, separamos aquilo que não usamos mais para ser doado ou jogado fora. Levamos para a nova casa, somente aquilo que realmente é útil.

Quando pensamos em reestruturar nossa catequese, muita coisa precisa ser deixada pra trás, não que tenha sido inútil, mas não cabe  nos tempos atuais. A catequese de inspiração catecumenal veio nos despertar para o essencial. Quando nos pede para priorizar o tempo litúrgico, os tempos fortes para a recepção dos sacramentos é porque o período páscal é 'O" tempo forte na nossa Igreja. Porém, muitos coordenadores e até padres  relutam contra isso, com algo óbvio! Continuar com os sacramentos no final do ano é prático. E hoje em dia vivemos a religião de praticidade, da frouxidão.

Outra dificuldade e entender a catequese vista como processo, não havendo brechas entre um sacramento e outro. Não fazemos catequese simplesmente para a recepção dos sacramentos. Iniciação Cristã consiste na recepção e vivência dos três sacramentos, batismo, eucaristia e crisma. Nossa meta é que Cristo seja conhecido, amado, seguido e testemunhado na vivência dos sacramentos.

Preparar bem os encontros. O papa Francisco mesmo nos orienta que precisamos usar da via da beleza, cuidando da ambientação, usamos de várias formas para transmitir a mensagem. Uma catequese mistagógica, envolvente, que crie expectativa.

Daí quando você mostra essa catequese com essa roupagem diferente, muitos catequistas espanam,  pedem sua demissão. Lembrando que se existe um "emprego" onde não se aceita demissão é na catequese. Nosso patrão quando nos convoca para esse serviço, não está equivocado. E se o Espírito Santo está suscitando toda essa transformação, precisamos acreditar que não estamos sozinhos. 

É triste perceber que em muitos lugares  o grupo de catequistas se dispersa quando se provoca mudanças. Me pergunto, cadê nossos catequistas vocacionados? Cadê nossos catequistas protagonistas? Onde estão nossos catequistas audaciosos? Onde estão nossos catequistas entusiastas? Onde estão o compromisso assumido com Deus quando disse seu SIM. Cadê a confiança nesse Espírito que nos conduz? Onde estão nossos catequistas INICIADOS?
CATEQUISTAS iniciados na fé.  Ih! será que aqui está nosso calo?

Precisamos nos fortalecer enquanto equipe para que sejamos  capazes de produzir móveis de qualidade, verdadeiras obras de arte. 

Seria oportuno a leitura da parábola assembleia na carpintaria, pra entendermos o valor de estarmos unidos, que temos nossas fragilidades, mas que Deus, o carpinteiro por excelência trabalha com nossas qualidades. E ele precisa de todas as ferramentas. Do martelo, porque ele é forte e decisivo em seus golpes. A lixa, porque ela afina e tira as asperezas, o metro pois preciso e exato. LEIA CLICANDO AQUI

Essa é nossa missão enquanto catequista, formar cristãos, verdadeiras obras de arte, mas pra isso, precisamos rever nossa maneira de trabalhar essa "madeira".

Beijo grande e até a próxima partilha!
Imaculada Cintra
Um móvel ainda em construção! 

 *Quase tudo que partilho aqui no meu blog, são inquietações causadas devido a conversas com catequistas de vários lugares do nosso Brasil. Escuto e aquilo não me sai do coração. Então, venho aqui e lavo a alma.rsrsrsrs

domingo, 5 de junho de 2016

PROFEquistas... Até quando?

PROFEquistas são catequistas que agem como professores.

Me sinto repetitiva em escrever sobre certos assuntos, porém quando vejo certas coisas acontecendo tão perto de mim, me certifico que precisamos bater na mesma tecla até que aconteça uma mudança de mentalidade por parte de nossos amados catequistas.

Não estou aqui pra jogar pedras, pois quero pensar que, se ainda a  catequese em muitas paróquias  acontece nos moldes de uma aula seja porque a formação ainda não chegou à todos.
E de repente nem seja em toda  paróquia, mas em algumas turmas, onde o catequista nunca participa das formações oferecidas.

O que dizer quando chega aos meus ouvidos que um catequista ainda faz avaliação na catequese de forma escrita, com direito a nota e tudo. Chamada oral de orações com direitos a castigos/punições para aqueles que tropeçaram em algum momento em alguma oração. Escrever 10 vezes o CREDO, a Ave-Maria, O Pai-nosso e a oração do Espírito Santo. Sim, pasmem, 10 vezes cada...Acho que nem na escola se faz algo do tipo.

Para essa profequistas eu passaria para escrever 40 vezes: "CATEQUESE não é escola, catequista não é professor, catequizando não é aluno. Catequese é lugar onde ressoa a mensagem, onde se promove o encontro com Cristo Vivo".

Gente, temos tantas maneiras de "avaliar", desenvolver nossos encontros. As orações, eles aprendem rezando. Não adianta essa agonia de querer que eles decorem todas as orações pelo fato de estarem se aproximando da recepção da Primeira Eucaristia. Isso é tortura e só serve para traumatizar os catequizandos.

O que se fez em dois anos de caminhada, que não rezou com eles, que não envolveu os pais para que rezem com eles em casa. Eles não precisam estar prontos por conta do sacramento da Eucaristia, pois o processo de amadurecimento na fé, o itinerário catequético continua. Ou não???

A catequese vista como um processo contínuo? Uhmmmm! Isso é outro desafio. Ainda é forte em muitos catequese para receber sacramentos, em especial da eucaristia.

Me dói ouvir de crianças dóceis coisas do tipo: Minha catequese é chata/não tenho vontade de ir/ não quero continuar/ minha 'professora' enche a lousa  e a gente nem copiou, ela apaga tudo e começa de novo. A catequese vista como um fardo nunca que chega ao coração. Essa punição de escrever 10 vezes cada oração nunca que vai sair do coração de uma criança. Nunca! Assim será lembrada essa catequista. "Professora"chata!

Desescolarizar a catequese, já!!
 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Prosa iniciática entre catequistas



IVC em gotas! Podemos assim chamar essas nossas pequenas inquietações/colocações/partilhas sobre a Iniciação Cristã. Você pode dar continuidade a essa conversa.
 
Comecemos com essa pergunta: Que tipo de catequistas precisamos para que a IVC aconteça?(Imaculada)

Esta pergunta suscita em mim muitas inquietações: Que catequista eu sou hoje? Será que ainda estou preso àquela catequese puramente doutrinal e sistemática? Será que minha catequese parece mais com “aula” ou com encontros que levam a experiência com Jesus? Aprendi que não damos catequese. Quantas vezes eu já falei isso! Nós fazemos catequese! É interação de fé e vida, não transmissão de conhecimento. Acho que podemos começar esta reflexão olhando para o catequista que nós somos. É um bom ponto de partida! (Cris Menezes)

Acho que o primeiro requisito para sermos catequistas de IVC, é sermos verdadeiramente convertidos, vivermos de fato a nossa fé e levarmos a nossa vida sacramental a sério, não como obrigação, mas por amor a Jesus!(Cláudia Pinheiro)

Não se assustem, pois que temos muitos e muitos catequistas atuando e que não foram iniciados, por isso a pergunta: Que tipo de catequistas precisamos para que a IVC aconteça? Quantas vezes, com nossas atitudes, damos provas de que não fomos devidamente iniciados. Falo por mim, minha briga por minha conversão é diária. Pergunto-me sempre: "Uma pessoa que fez sua adesão por Cristo agiria dessa forma?" (Imaculada)

Um catequista não iniciado! Como ele pode ajudar alguém nesta iniciação à Vida Cristã se ele não percorreu bem o caminho? (Cris Menezes)

Pois é! (Imaculada)

A Iniciação à Vida Cristã é uma iniciação ao mistério de Jesus. Depois de iniciados, temos um longo caminho de muito aprendizado, de erros, de falhas, acertos, de oração, de Eucaristia. Faz parte do nosso processo de conversão. O que pode acontecer é uma iniciação que foi feita às pressas, por obrigação, que foi mal feita. É por isso que a proposta do Rica é uma revolução se comparado como fazemos catequese hoje! Depois de iniciados, os catequizandos vão continuar sendo acompanhados, vão vivenciar o mistério, fazer a experiência com Jesus, é a etapa da mistagogia! Gosto de pensar na conversão como um processo. Sempre penso na frase de um religioso:"Quando achar que encontrou Deus, não pare de procurá-lo."(Cris Menezes)