quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Não se inventa uma vocação, descobre-se!

Padre Zezinho, grande catequista.  
Me identifico com sua maneira de pregar desde minha tenra juventude. 
 Ele não sabe, mas está presente em muitos dos meus encontros catequéticos com suas canções, que são pura catequese.
Tive a alegria de beber um pouco dessa preciosa fonte na 4ª Semana Brasileira de Catequese e recentemente no Congresso Catequistas Brasil. 
Que alegria!!
Hoje, me deparei com essa canção que fala do nosso chamado e nossos medos.
Ahhh esse medo que muitas vezes nos paralisa, impede  que Deus  realize  maravilhas através de nós!!
Eu tive e tenho muitos medos...
Lá em 1995,  tive medo  de aceitar  ser catequista, mas fui!!
Tive medo de  ser coordenadora, relutei enquanto pude, mas fui!!
Medo de alimentar e administrar um blog, mas fui!
Medo de aceitar ser coordenadora diocesana,( por algum tempo), fui!!
Medo de falar em público, pregar, dar palestras, assessorar pequenos e grandes encontros de catequistas, mas fui!
Medo de colaborar com o blog da animação Bíblico Catequética da CNBB, na época, fui!
Medo de fazer parte do NUCAP - Núcleo de catequese Paulinas, mas fui!
Medo de escrever meu livro, esse ainda não rompi!! rsrsrsr

Medo, medo, medo!!! Porque me persegues??? srrsrs
Seria tão mais fácil assumir isso:
NÃO SE INVENTA UMA VOCAÇÃO, DESCOBRE-SE!

O chamado vem Deus, se aceito, ele estará comigo em todo lugar!
Sendo assim, cansei de ranheta com Deus, mesmo relutando em alguns chamados, acabo cedendo a esse amor...
Sou catequista por amor e vocação!

Escute que lindo essa canção!!


https://www.youtube.com/watch?v=cE5mEHcin2I

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Do visível ao invisível

Quero ter aqui um dedinho de prosa com você catequista. Já fiz desse blog quase que um diário catequético. Esfriei por um tempo, mas o Catequistas Brasil me fez despertar. Sou instrumento e quero usar dessa e de outras ferramentas para ajudar muitos e muitos catequistas.
Trago novamente essa imagem, tendo em vista que ela chocou ou desagradou alguns  catequistas.

Pois bem, mesmo que a intenção tenha sido partilhar um encontro "desenvolvido", é muito difícil transmitir um encontro "vivido". Faço questão de voltar nessa imagem, pois é exatamente isso que muitas vezes ocorre  em nossos encontros catequéticos. Nossos catequizandos não entendem de imediato aquilo que queremos transmitir, porém, cabe a nós enquanto catequistas mistagogos(aquele que ajuda a introduzir nos mistérios)com sabedoria e discernimento  se fazer entender.

Já tem muitos anos que, eu, Imaculada não gosto de desenvolver meus encontros catequéticos num ambiente nu ou com aquela mesma mesa, toalha, Bíblia, flor, imagem de uma santo(confesso aqui nesse pequeno espaço do parenteses que já fui essa catequista, que saia de casa com a sacolinha pronta de toda semana e ia para meus encontros). Tenho estudado e acompanhado a dinamicidade de nossa catequese e tenho percebido que precisamos nos dispor de novas ferramentas para atingir nossos interlocutores, cada dia mais ausentes das coisas do alto e mais exigentes. 

Se você estudar um pouco de metodologia catequética vai concordar que temos vários caminhos para fazer a mensagem chegar ao coração.  Sempre gostei de fazer uso  da ambientação, usando de símbolos, imagens, músicas que facilite ou introduza meus catequizandos ao tema a ser  desenvolvido. 

Particularmente falando, gosto de usar de ambientações. Gosto quando os catequizandos chegam no encontro e vão direto analisar o que foi preparado. E amo quando sem que eu diga uma palavra, já traduzem o que vamos partilhar naquele dia. Eles vão se acostumando ao seu jeito de transmitir a mensagem.

Porém, se alguns não entendem e até questionam, não vou  chutando o balde. Com unção e espiritualidade vou conduzindo de forma que cada simbolo vá revelando a mensagem a ser transmitida. Eu pensei, rezei, preparei o encontro em casa, eles não. 

No desenrolar do encontro vão entender que a cor roxa, meio que sombria, usado nesse tempo de preparação para a páscoa nos remete a uma interiorização, mudança de atitudes, conversão. O galho seco, sem vida, representa nós sem a luz de Cristo. Somos membros de Cristo e não temos vida fora dele. Quando acendemos a luz maior , fazemos para tornar a presença de Cristo simbolicamente visível. As menores para deixar claro que uma vez iluminados por Cristo devemos ser luz no mundo. Iluminados, iluminadores! Nossa missão, fazer com que vendo a vela, sua chama que fumega, enxergue, sinta a presença de Cristo arder o coração.

Sem a presença do Espírito Santo não entendemos a Palavra de Deus e muitas vezes, não generalizando, a Palavra está assim, fechada, acorrentada em nossos lares. Muitas vezes só serve para ornamentação. A Palavra é viva e eficaz se lida, meditada, refletida e vivida, caso contrário é tal qual a imagem que chocou a alguns.

Não sei se me fiz entender e se consegui introduzi-los no mistério desse tempo forte que estamos prestes a viver em nossa Igreja. Tempo esse que não é levado a sério por muito e nem  por muitos catequistas.

Grande abraço, estou aberta a críticas, desde que seja construtiva, pois sou uma catequista em constante estado de feitura. Nunca me encontro pronta!!

Imaculada Cintra




segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

CONGRESSO CATEQUISTAS BRASIL, um evento ou um acontecimento?


Cabe a nós que participamos decidir...



Na segunda edição do Catequistas Brasil, aproximadamente 3 mil catequistas estiveram reunidos na casa da mãe Aparecida, nossa Catequista por excelência. O Centro de Eventos Padre Vitor de Almeida foi ocupado de forma organizada e dinâmica, contando com 50 atividades divididas em três auditórios, três arenas temáticas e uma grande plenária. O foco do evento foi formação, animação, motivação e conhecimento, muito bem desenvolvido por conceituados assessores, gente que leva a sério a catequese tendo em vista a Iniciação à Vida Cristã.

Cabe a nós que participamos, decidir se a segunda edição do Catequistas Brasil foi mais um evento ou será um acontecimento.

Recordo aqui, as palavras ditas por dom Peruzzo, presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, por ocasião da 4ª Semana Brasileira de catequese, que cabe muito bem para o CONGRESSO CATEQUISTAS BRASIL: “Existe uma grande diferença entre um evento e um acontecimento. Um evento termina na hora em que se encerra. Vivemos aquele momento, nos despedimos sem afetividade, não suscita novas experiências e não encaminha para novos passos. Ele ainda cita um exemplo: no tempo de namoro, quantas foram as paqueras(eventos), mas uma apenas acabou em casamento, se tornando um acontecimento.”
Sendo assim,  a primeira, bem como a segunda edição do CATEQUISTAS BRASIL são acontecimentos de evangelização para nossa Igreja e todos nós que participamos devemos voltar para casa, para nossas dioceses, paróquias, conscientes da responsabilidade de fazer ecoar tudo que vivemos nesses dias. 

Que Deus abençoe grandemente a todos os envolvidos na organização desse congresso. Com certeza foi um projeto idealizado pelo Espírito Santo que veio de encontro a uma equipe dócil. Que nossa mãe, nossa catequista modelo abençoe à todos os envolvidos,  também aqueles que trabalharam e que não foram vistos, mas, o resultado ficou evidente.

A terceira edição do Catequistas Brasil já tem data marcada para 2021, de 05 a 07 de fevereiro, no Santuário Nacional. As inscrições estarão abertas a partir do dia 1º de março pelo site evento.catequistasbrasilcom.br
Sou testemunha viva de que o Congresso faz acontecer o que se propõe. Volto para casa INSPIRADA-MOTIVADA (tanto que já retomei  coisas que estavam adormecidas).  Trouxe em minha bagagem conhecimentos que pretendo partilhar por onde passar.

Até a terceira edição, se Deus assim permitir!!

Para maiores informações esse mega evento, clique nesse link :https://evento.catequistasbrasil.com.br/?fbclid=IwAR3piLU1hvaaGccKT9vvcHvT9BNkQrAUWibQCJ9oKc3HN6G_-XDAqQxcVpA

Imaculada Cintra