sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Ano litúrgico na catequese!

Infelizmente muitas paróquias já se encontram de "férias" nesse tempo tão importante que é o início do tempo litúrgico. Pois é, estamos à caminho de uma conversão pastoral, de forma tímida, lenta, mas estamos. 
Bom amados, queria partilhar com vocês nosso encontro sobre o ANO LITÚRGICO. Foi bem proveitoso, acho que deu pra entender como a nossa Igreja se organiza. Fomos montando aos poucos o quadro do ano litúrgico, o porque das cores e o que se celebra em cada tempo. No final, distribui entre eles imagens, onde eles deveriam detectar o tempo correspondente.
Algumas fotinhas do meu encontro e abaixo deixo um material de pesquisa e estudo que achei muito bom!!
Um beijo grande e um feliz ADVENTO pra todos!!
Imaculada Cintra 




O Ano Litúrgico “revela todo mistério de Cristo no decorrer do ano, desde a encarnação e nascimento até à ascensão, ao pentecostes e à expectativa da feliz esperança da vinda do Senhor” (SC 102). Vale lembrar que ele não é igual ao nosso ano civil , ou seja, não começa no dia primeiro de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. Vamos entender..
Explicando melhor ele está organizado em dois ciclos: o tempo da páscoa e o tempo do natal. Intercalados por um período curto e outro mais longo, denominado de, tempo comum.

Agora vamos por partes: O Natal tem um tempo de preparação, que é o Advento; e a Páscoa tem também um tempo de preparação, que é a Quaresma. Ao lado do Natal e da Páscoa está um período longo, de 34 semanas, chamado Tempo Comum. O Ano Litúrgico começa com o Primeiro Domingo do Advento e termina com o último sábado do Tempo Comum, que é na véspera do Primeiro Domingo do Advento. A seqüência dos diversos “tempos” do Ano Litúrgico é a seguinte:

CICLO DO NATAL – ADVENTO
(Advento: Inicia-se o ano litúrgico. Compõe-se de 4 domingos. Começa 4 domingos antes do Natal e termina no dia 24 de dezembro. Não é um tempo de festas, mas de alegria moderada e preparação para receber Jesus.)
Espiritualidade: Esperança e purificação da vida
Ensinamento: Anúncio da vinda do Messias
Cor: Roxa

NATAL
(Natal: 25 de dezembro. É comemorado com alegria, pois é a festa do Nascimento do Salvador.)
Início: 25 de dezembro
Término: Na festa do Batismo de Jesus
Espiritualidade: Fé, alegria e acolhimento.
Ensinamento: O filho de Deus se fez Homem
Cor: Branca

TEMPO COMUM – 1ª PARTE
(1ª parte: Começa após o batismo de Jesus e acaba na terça antes da quarta-feira de Cinzas.)
Início: 2ª feira após o Batismo de Jesus
Término: Véspera da Quarta-feira das Cinzas
Espiritualidade: Esperança e escuta da Palavra
Ensinamento: Anúncio do Reino de Deus
Cor: Verde




TEMPO COMUM -2ª PARTE
(2ª parte: Começa na segunda após Pentecostes e vai até o sábado anterior ao 1º Domingo do advento.) 
Início: Segunda-feira após o Pentecostes
Término: Véspera do 1º Domingo do Advento
Espiritualidade: Vivência do Reino de Deus
Ensinamento: Os Cristãos são o sinais do Reino
Cor: Verde

CICLO DA PÁSCOA -QUARESMA 
Quaresma: Começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da semana santa. Tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de 5 semanas em que nos preparamos para a Páscoa.
Não se diz “Aleluia”, nem se colocam flores na igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Hino de Louvor. É um tempo de sacrifício e penitências, não de louvor.
Início: Quarta-Feira das Cinzas
Término: Quarta-feira da Semana Santa
Espiritualidade: Penitência e conversão
Ensinamento: A misericórdia de Deus
Cor: Roxo
PÁSCOA
Páscoa: Começa com a ceia do Senhor na quinta-feira santa. Neste dia é celebrada a Instituição da Eucaristia e do sacerdote. Na sexta-feira celebra-se a paixão e morte de Jesus. É o único dia do ano que não tem missa. Acontece apenas uma Celebração da Palavra.
No sábado acontece a solene Vigília Pascal. Forma-se então o Tríduo Pascal que prepara o ponto máximo da páscoa: o Domingo da Ressurreição. A Festa da Páscoa não se restringe ao Domingo da Ressurreição. Ela se estende até a Festa de Pentecostes. (Pentecostes: É celebrado 50 dias após a Páscoa. Jesus ressuscitado volta ao Pai e nos envia o Paráclito.) 
Início: Quinta-feira Santa (Tríduo Pascal)
Término: No Pentecostes
Espiritualidade: Alegria em Cristo Ressuscitado
Ensinamento: Ressurreição e vida eterna
Cor: Branca

Importante:
Ao todo são 34 semanas. É um período sem grandes acontecimentos. É um tempo que nos mostra que Deus se fez presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança e acolhimento da Palavra de Deus.
“O Tempo comum não é tempo vazio. É tempo de a Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e nos trabalhos pelo Reino.” (CNBB – Documento 43, 132).
Fonte:https://pascomsaobenedito.com/2016/07/15/1541/

 
Mais ideias aqui nesse link: http://catequizandoamor.blogspot.com.br/2012/01/ano-liturgico-sugestao.html

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Controle de presença nos encontros!


De novo to aqui, batendo nesse tecla da tal desescolarização da catequese. Insisto  nessas "pequenas coisinhas", pois acredito que em muitos lugares ainda existam catequistas que insistem em algumas práticas escolares no encontro de catequese e acreditem, isso acontece em paróquias que dizem  fazer a catequese em estilo catecumenal. Muda o nome, mas não muda a prática.  Você acha importante uma lista de controle de presenças/faltas de sua turma?

Eu acho e gosto de ter o "meu" controle, porém nenhum catequizando me vê tomando nota dos faltosos. Quando chego do encontro, em casa, pego a lista, passando o olho sei quem foi e quem não foi. Esse controle me faz ver durante a caminhada,  quais eu preciso me aproximar mais da família, responsáveis por levar o catequizando.

Na catequese não vale aquele ditado: "Quem muito se ausenta deixa de fazer falta". A ausência de um catequizando tem que doer no coração do catequista. Não sei se estou certa, mas é assim que me posiciono antes de iniciar cada encontro. Levo o grupo a perceber quem estão faltando, dizendo os nomes. E eles vão citando cada nome e percebem minha tristeza pela falta de cada um. Então cada catequizando sabe que sua presença faz muita falta.

Outra coisa,  percebo que criei proximidade com os pais quando eles justificam a ausência do filho. Isso é respeito e educação. O catequista jamais falta sem que tenha organizado com alguém para substituí-lo.

Enfim caros catequistas, vamos evitar formalidade escolar em nossos encontros. Lista de chamada não, controle de presença sim(discretamente)!
 
Imaculada Cintra, catequista em pleno estado de feitura, a cada dia tentando entender qual meu papel nesse importante processo de Iniciação à Vida Cristã na vida daqueles que me foram confiados.


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Zaqueus da vida



         A palavra Zaqueu significa puro, justo. A Sagrada Escritura fala de Zaqueu, o responsável pela coleta de impostos na cidade de Jericó (Lc 19:1-10). Os coletores de impostos, naquele tempo, já eram odiados pelos seus compatriotas judeus, que os viam como traidores trabalhando para o Império Romano. Era também um posto muito cobiçado porque os lucros econômicos eram vantajosos.
Numa ocasião Jesus passava pela cidade de Jericó a caminho de Jerusalém e Zaqueu queria encontrá-Lo. Sua estatura era baixa e não conseguia vê-Lo, por causa da multidão. Então subiu numa figueira e, sendo visto, Jesus o chamou pelo nome, pedindo-lhe para descer da árvore, porque queria visitar sua casa. Zaqueu era publicano e, por isso, era recriminado pelos judeus por causa de sua prática de vida.
Essa sena bíblica mostra o arrependimento de Zaqueu, porque ele praticava atos de corrupção. Sua mudança foi grande e prometeu honestidade, restituindo tudo que tinha roubado. Seu contato com Jesus Cristo fez com que sua vida se transformasse totalmente. Passou a ser uma nova pessoa e se colocou a serviço do anúncio do Evangelho numa vida despojada e dedicada.
O Brasil sofre com as trapaças de tantos “zaqueus” que agem de forma inescrupulosa, roubando as condições de dignidade de grande parte da população brasileira. Zaqueus que precisam fazer o encontro com Jesus Cristo e experimentar a riqueza do perdão e da devolução da quantia desviada. A injustiça provoca a ira de Deus e a revolta de tantos quanto sofrem as consequências desses atos.
A estrutura injusta da sociedade moderna, que não pune exemplarmente os culpados, favorece o surgimento dos “novos Zaqueus”, mas que agora estão enfrentando a operação Lava Jato. Esses corruptos, no mínimo, precisam mudar de vida e restituir o que devem ao erário público. O povo não pode continuar sofrendo as consequências desse estado de coisa que desabona o país.
Onde encontrar luz de esperança no meio de uma sociedade totalmente envolvida nos atos de violência? Será que agora a justiça vai mesmo agir, colocando na cadeia quem detém montante acumulado de forma escusa? As prisões não podem ser apenas para pobres, negros e indefesos. A liberdade é para todas as pessoas, mas também o agir com responsabilidade.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.