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terça-feira, 4 de julho de 2017

Ecos do sulão!



Eu e minha querida amiga Rosângela Tamaoki, catequista na cidade de Londrina/PR. Nos conhecemos virtualmente em 2008, o que nos uniu foi a paixão pela catequese. Uma pessoa que sempre admirei por sua postura, transparência e discrição. Esse foi nosso segundo encontro real. Como foi bom esses  três dias em que passamos juntas.
A Rosângela participou pela primeira de um Sulão e deixa escrito suas impressões, de tão profundas, pedi a permissão para publicar, para que chegue a mais catequistas.

IX SULÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICO

“COMUNICAÇÃO NO DE PROCESSO INICIAÇÃO À VIDA CRISTÔ
“SENHOR, TODOS TE PROCURAM” (Mc 1,37)

Queridos coordenadores e  catequistas,
Que a graça e a paz do Senhor estejam convosco!

Depois de vivenciar e experienciar os três dias o IX Sulão Bíblico-Catequético, na companhia de 02 arcebispos, 20 padres, alguns seminaristas, dezenas de freiras, de coordenadores de arquidioceses e dioceses, alguns poucos formadores como eu,   com alegria me dirijo a cada um de vocês para TESTEMUNHAR o que lá vi e ouvi!

“O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.(1 João 1-3)

VER
     Ficamos hospedados num lindo hotel numa das praias de Florianópolis –  Ponta das Canas e fomos carinhosamente recepcionados pela equipe do Sulão.  
     No hall do Centro de Convenções, que ficava no hotel, tinha  uma linda ambientação com as palavras chaves das 12 cartas do IX Sulão,  e que  depois  ficaram expostas na entrada do auditório.
      Imagine a minha emoção e alegria de estar no meio dos participantes, que representavam os  cincos Regionais (Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).
Estávamos em 127 pessoas. Infelizmente do Rio Grande do Sul compareceu apenas o padre assessor. Foi um momento único, éramos todos uma só voz, um só coração, um só espírito e o nosso canto entusiasmado e cheio de vida, demonstrou claramente isso.
      Contemplei gratificada o esmero da ambientação de cada espaço até chegarmos no auditório. Percebi em cada detalhe o cuidado, o carinho, a preocupação para conosco. Era visível que tudo foi sonhado, planejado e realizado nos mínimos detalhes.
       Foi muito bom ver o envolvimento e comprometimento de padres, seminaristas, freiras, coordenadores com os rumos da Catequese de Iniciação a Vida Cristã com inspiração catecumenal. Pude perceber também, que como eu, todos estávamos ali com o espírito aberto, ávidos para “saborear das águas do Sulão”,  para se fortalecer ainda mais no anuncio da Boa Nova e a comunicação no processo de Iniciação à Vida Cristã.
        Ver tudo isso me mostrou que vale a pena  perseverar em nossa missão catequética, pois Deus está conosco, Suas Mãos poderosas nos abençoam e nos sustentam a cada passo do caminho. Somos inspirados, animados, e fortalecidos quando nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo. Mesmo na diversidade, conseguimos buscar a unidade e com coragem, ousadia e criatividade vamos pouco a pouco vencendo os desafios da caminhada.

 OUVIR
    Queridos catequistas,  não sei se saberei retratar em poucas palavras, tudo que ouvi, tendo em vista que preenchi folhas e folhas de um caderno; quem me conhece sabe que sou assim, ávida por aprender e escrever.....rsrsrsrs
    Mas tentarei colocar aqui a essência do que ouvi e que pude emocionada, saborear cada palavra, vindo de pessoas tão bens instruídas e comprometidos com o Reino de Deus e com as causas da nossa amada Catequese. Foi emocionante  conhecer pessoas que antes só conhecia através de livros, artigos, materiais catequéticos. Estar com eles, ouvi-los falar, realmente me deixa sem palavras.
     Espero de coração, tentar transmitir através de cada frase, a riqueza que se deslumbra começar a vivenciar esse novo tempo na nossa caminhada catequética. De cada um deles, tirei algumas frases que me marcaram:
  
Boas Vindas:
- Uma nova forma de refletir a Iniciação Cristã, é refletir a mensagem de Jesus – que nós possamos  ser essa mensagem.
- Que Deus seja muito louvado pela nossa presença!
-  O papa Francisco está com muita esperança e confiança na Igreja do Brasil.
-  A Igreja do Brasil vai caminhar nessa direção – Iniciação à Vida Cristã.
-  Deixemos o Espírito Santo agir em nossos corações.
- Catequista que a Palavra soe em seu coração e ressoe do seu coração.
- Que a Catequese esteja sempre a serviço da Iniciação a vida Cristã.
- Mergulhando no conhecimento, na vivência e na experiência, que possamos ser sempre instrumentos de divulgação.

Memórias dos Sulões – 28 anos de história
- Se estamos aqui hoje, foi porque percorremos um caminho, um caminho que teve base que outros construíram e que agora é a nossa vez de darmos continuidade para que no futuro outros continuem essa caminhada. Um caminho de amor e fidelidade a Jesus. Para esse IX Sulão acontecer, foi percorrido também um longo caminho de reflexão e oração, de dedicação e compromisso, buscando sempre o melhor. Caminhar para anunciar!

Palavras que comunicam Jesus
- Nos dias de hoje, na  Catequese, por parte dos padres, coordenadores, catequistas, enfim todos os envolvidos com a educação na fé, é preciso quebrar paradigmas,  haver mudança de mentalidade.
- As cartas nos apresentaram 12 atitudes comunicadoras de Jesus, que nos mostra um caminho a percorrer, só que esse caminho não é sequencial, mas é entrelaçado, não importa a sequencia. - O importante é fazer acontecer. E a partir do caminho percorrido, é preciso ter um novo olhar.
- Esse foi o chamado que a  oficina que participei fez: EI!! VOCÊ!!! VENHA VIVENCIAR CONOSCO O AMOR DE JESUS!
- È preciso haver um esforço para estarmos abertos para o novo.
- Na Catequese de Iniciação a Vida Cristã não podemos perder nosso foco.
- “Falar é supérfluo – dizer é tocar o coração!”

Desafios da Comunicação
-  Tudo o que afeta a família, respinga na Catequese.
- Os nossos catequizandos estão inseridos num novo mundo: o da comunicação midiática. A maioria dos meios de comunicação de massa nos apresentam novas imagens, atrativas e cheias de fantasias, em tempo real, ao vivo e diretamente. Nossas tradições já não se transmitem de uma geração à outra com a mesma fluidez do passado.
- Os meios de comunicação invadiram todos os espaços e conversas, inserindo-se na intimidade do lar. A família é sacudida pela mídia e se rendeu a ela.
- A Catequese precisa buscar trazer a mídia para ser um hospede e não um intruso, buscando orientar catequizandos e pais na utilização da mídia.
- “ A família é o primeiro lugar onde aprendemos a comunicar.” (papa Francisco) Nesse sentido, na esteira do pensamento do papa, as mídias podem ser invasoras de nossos lares quando “isolam da copresença física”, mas também podem ser hóspedes quando “tornam sempre de novo possível o encontro”

Leitura Orante Mc 1, 35-38
      Pensa num momento que você é levado a mergulhar na sua missão, na sua caminhada tendo Jesus como Mestre, Sua  presença fiel ao nosso lado..
 - Conhecer Jesus não basta, é preciso ter intimidade, compreender o que Ele está ensinando, e que Ele realmente quer de nós. Precisamos entrar em plena comunhão  com Ele e Seu Projeto.
- Não basta procurar Jesus, é preciso estar com Ele e levá-lo aos outros através do nosso testemunho. Nossa missão: Dar continuidade aquilo que Ele tem feito por nós.
- Nesse IX Sulão somos convidados a nos levantar de nossas acomodações, rezar e refletir a comunicação no processo de Iniciação à Vida Cristã.
- “Senhor, aquece nosso coração e ilumina nossa mente, para que, mantendo o foco da missão, não desviemos do propósito de sua vida e continuemos o objetivo principal da catequese: Evangelizar.”

Jesus, o comunicador do Pai
- A plenitude da revelação se realiza na vida concreta de uma pessoa: Jesus Cristo. Jesus é a face do Pai.
- Jesus não comunica a Si mesmo, Jesus vive para dizer a palavra que recebe do Pai, pela ação do Espírito. Como e o que Jesus  comunica: na história e a partir do Mistério Pascal
-  De que Jesus estamos falando? Temos muitas maneiras de expressá-lo. Dessa imagem que fazemos de Jesus depende a nossa espiritualidade, a nossa caminhada catequética.
- Jesus – mais do céu? Jesus – mais da terra? Verdadeiro Deus – Verdadeiro homem. Uma pessoa, duas naturezas: a natureza divina e a natureza humana.
- Jesus humanamente cheio de fragilidades, tem fome (deserto),  tem sede (samaritana) , sofre com a morte do amigo (Lazaro), proximidade de sua morte. A onipotência dele é esvaziada, porque Ele deseja se fazer carne.
- Deus aceita ser ignorado, rejeitado, negado, blasfemado, “menos poderoso do que nós acreditávamos” (Joseph Moingret)
- É mais difícil reconhecer sua humanidade do que sua divindade?
- Jesus é possuído pelo Espírito, guiado pelo Espírito.
- A espiritualidade de Jesus: seu diálogo com o Pai. O diálogo de Jesus é sempre dirigido ao Pai, Jesus humano sempre fala com o Pai. Jesus é possuído pelo Espírito, guiado pelo Espírito.
- Jesus humano fala com o Pai.  Jesus reza porque é humano. Jesus louva porque é humano. Jesus dialoga com o Pai porque é humano,
- Abbá – Jesus revela que Deus está muito próximo, “ao alcance da mão” (A.Nolan)
- Jesus fala a palavra do Pai. Ele não comunica a sai mesmo, Jesus vive para dizer a palavra que recebe do Pai pela ação do Espírito.
-  A vontade do Pai vai se desvelando...Jesus foi formando a sua personalidade, vai descobrindo o mistério de sua vida – processualidade. Foi fazendo o caminho, fez o processo.
- Ele também se construiu. Ele descobre que vai enfrentar a condenação a morte, sua missão é dom, mas Ele se entrega. Jesus  esvazia toda a sua vida,

Leitura Orante – Mateus 17, 4-5
- Como e o que Jesus comunica? Na história e a partir do Mistério Pascal.
- Na história  -  Evangelho = Boa Nova
- Jesus comunica Felicidade
- O catequista tem a a missão de comunicar a Boa Notícia. Que Boa Notícia?
- O Reino de Deus (Mc 1, 15)
- O grande sonho divino desde antes da criação do mundo. (Ef 1, 3-4)
- A primeira palavra = Vida Plena
-  Jesus comunica o Reino por palavras e obras, palavras e sinais, mensagem e ação, espírito e corporeidade estão unidos entre si,
- Jesus comunica através de partilha de experiência vitais: festejar em Caná, tomar água no poço, conviver com Marta e Maria, fazer refeições na casa de todos, mesmo dos sem reputação, fazer uma ceia para instituir sua memória.
- Jesus comunica perseverança nas crises, convida ao discipulado, a carregar a cruz.
- Promete a presença consoladora de sua presença.. (Mt 28,20)
- Não diz palavras falsas de consolo.
- Convida a comunhão, à intimidade.
- Jesus é um comunicador fascinante, pois atrai, seduz. Jesus é cativante.
- Jesus Cristo é o revelador do Pai, mas também revelador do ser humano,
- Jesus revela a sua plenitude humana na sua história e na sua glória.

Implicações para a Catequese no atual contexto comunicacional
- Ressignificar a mensagem, adotar nossos métodos;
- necessidade de um novo modo de catequizar;
- comunicação carismática, dinâmica.
Passar do: dogma à história;
- do intelectualismo às experiências humanas;
- da generalização ao personalista e existencial (personalizar - palavras positivas)
- da prédica moralista ao encantamento;
- da divinização à humanização;
- do estático ao processo (passo a passo – conduzir pela mão)
-  gradualidade na vivência do bem
- Catequese querigmática – uma comunicação dinâmica e afetiva.
- A catequese deve encantar, falar ao coração, abrasá-lo. (EG 124-144)
- Experiência salvífica em Cristo Jesus!
- A Catequese faz comunidade.
- Comunidade = Casa de Iniciação à Vida Cristã
- Liturgia = é o lugar de celebrar a fé que nos foi transmitida. Itinerário celebrativo.
- Catequese e Liturgia – precisam caminhar juntas.

     Enfim meus queridos catequistas, foram muitas as palavras plantadas, muito mais em nosso coração do que em nosso intelecto. Digo isso porque  depois da “palavras ouvida”, tínhamos uma celebração, e podíamos sentir então  aquelas palavras caírem como semente  em nosso coração, nos fazer mergulhar em nosso íntimo e encontrar ali Deus que quer ser sentido, experenciado, vivido, testemunhado e anunciado.
     Vocês não imaginam a beleza e o capricho das diversas ambientações que podíamos contemplar sempre. E que alegria cada vez que recebíamos um símbolo, que nos faziam sempre sentir a beleza da nossa missão como catequista e também a nossa responsabilidade com o anúncio.
     E o que dizer das orações da manhã e da noite, com seus mantras, salmos e melodias, tudo era uma ponte que nos ligava a Deus e aos irmãos.
     Esse IX Sulão ofereceu a todos nós um encontro com Deus e também um encontro nossos irmãos. Foi uma  experiência abençoada conhecer toda essa gente que ama a Catequese, que luta por ela e que acredita que através dela pode levar Deus a todas as pessoas.
     Poso dizer que para mim, foi uma  experiência maravilhosa  conhecer várias  realidades da nossa Catequese e descobrir o quanto temos em comum, principalmente os desafios e problemas.... Os momentos de convivência e  as oficinas nos ofereceram  ricos momentos de partilhas, de trocas de experiência, de comunhão e fraternidade.
      O que posso mais testemunhar, é que esse IX Sulão me   motiva ainda mais a assumir novos paradigmas para a continuidade fiel da transmissão da fé, e a assumir com coragem, ousadia  e criatividade os desafios de  nossa caminhada catequética.
       Convicta da minha missão como catequista, acredito que existe um jeito novo de comunicar Jesus Cristo e o Reino por Ele anunciado. E humildemente peço a Deus que Vosso Santo  Espírito me ilumine e me capacite para que eu possa fazer esse anúncio, “com a palavras certa, do jeito certo e na hora certa.”  

Um forte e carinhoso abraço
Rosangela Gava Tamaoki
(participante do IX Sulão Bíblico-Catequético)





domingo, 2 de julho de 2017

IX SULÃO BÍBLICO CATEQUÉTICO

“COMUNICAÇÃO NO PROCESSO DE INICIAÇÃO À VIDA CRISTÔ

O Sulão Bíblico-Catequético é uma oportunidade de reconhecer a caminhada catequética a fim de organizar e intensificar a iniciação à vida cristã nas diversas dioceses do sul do país.

A preparação do IX Sulão começou em junho de 2015. A “Lumem” – equipe de coordenação do Sulão, elaborou 12 cartas catequéticas. A ideia das cartas foi inspirada na prática do discípulo missionário Paulo. As cartas do apóstolo saem do coração. São bilhetes pastorais ou catequeses mistagógicas, ou seja, revelam sua íntima relação com o Cristo Ressuscitado.

Todas as dioceses do sul do Brasil receberam essas cartas. Vamos, abaixo, citar os temas das cartas, uma breve reflexão do tema e seu texto bíblico inspirador.

Nos dias 16 a 18 de junho de 2017 acontece em Florianópolis (SC) o IX Sulão Bíblico-Catequético da CNBB, com o tema “Comunicação no processo de Iniciação à Vida Cristã” e lema “Senhor, todos te procuram” (Mt 1,37). Esse evento reúne os cinco regionais do sul do Brasil (Sul 1, Sul 2, Sul 3, Sul 4 e Oeste 1).
  • 1ª Carta – Tema: Acolher Jesus que está entre nós e em cada um de nós. Apresenta-se nesta carta a atitude comunicadora de Jesus: a proximidade das pessoas.. Meditar: Lc 19,1-10.
  • 2ª Carta – Tema: Encantar-se por Jesus, deixando-se alcançar por Ele sem resistências e reservas. Jesus nos chama para um encontro pessoal e íntimo. Quem o encontrou fez a experiência vital fascinante e fez-se amigo de Jesus. Meditar: Jo 1,35-49.
  • 3ª Carta – Tema: A diversidade deve ser sempre conciliada com a ajuda do Espírito Santo. Jesus dialogava, respondia às perguntas, propunha questionamentos, se expressava em palavras e ações. O diálogo é o caminho da revelação de Deus. Meditar: Mc 7,31-35.
  • 4ª Carta – Tema: Escutar e aceitar a palavra é optar pela fé. Escutar é uma atitude comunicadora que revela a importância do outro, a abertura da mente, a sensibilidade e ternura a Deus.Meditar: Lc 7,1-10.
  • 5ª Carta – Tema: Conhecer a Jesus Cristo pelas verdades reveladas da fé é nossa alegria. Reforça que o seguimento de Jesus exige maior conhecimento dos conteúdos da fé em nossa vida. É necessário conhecer melhor a Palavra e a Liturgia. Meditar: Jo 4,1-30.
  • 6ª Carta – Tema: Vivenciar o Mistério para fazer progredir a fé cristã. Vivenciar é experimentar a dinâmica do plano de Deus, praticar a fé na comunidade e cultivar a espiritualidade missionária. Meditar: Mt 19,16-22.
  • 7ª Carta – Tema: “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos” (1 Jo 1,3). Jesus comunica sua vida em gestos concretos de partilha. Sua vida é partilhada entre os mais necessitados. Jesus é dom oferecido por todos. Meditar: Lc 24.13-35.
  • 8ª Carta – Tema: Com o coração aquecido, reconhecer Jesus Cristo na celebração da vida e da fé. O celebrar é uma atitude comunicadora de Jesus. Celebrar é encontrar-se, é envolver-se. Meditar: Mt 18,23-35.
  • 9ª Carta – Tema: Experimentar na comunidade a graça de ter sido escolhido e revestido do homem novo. Comungar da vida de Jesus, dos sentimentos de Jesus, do livro da Palavra, da Cruz e da beleza do mandato missionário do Senhor. Meditar: Lc 10,38-42.
  • 10ª Carta – Tema: Recuperar o espírito contemplativo que permita redescobrir que somos depositários de um bem que humaniza. Convite à atitude contemplativa e orante de quem deseja permanecer ao lado dele e anunciá-lo. Meditar: Mt 5,13-16.
  • 11ª Carta – Tema: Permanecer em Cristo e na comunidade, vivendo o discipulado missionário. A atitude de Jesus que queremos destacar é a perseverança. A perseverança é própria de quem acolhe, assume e vive com Jesus. Meditar: 2Tm 3,14-17.
  • 12ª Carta – Tema: Sair em missão, na certeza de que Jesus caminha à nossa frente e nos espera no coração do irmão. A saída missionária enche o coração do missionário de alegria. Ide e fazei eco da vida de Jesus e sua Palavra. Meditar: Lc 24,29.
O conjunto das cartas compõe o subsídio de estudos do IX Sulão.Ao apresentamos as ideias centrais das cartas queremos estimular que em nossa caminhada arquidiocesana de reflexão e formação renasçam lideranças que comuniquem a alegria de ser cristão. Quem encontra Cristo, anuncia Cristo!
  • Cada coordenação de catequese paroquial receberá um livro com a coletânea das 12 cartas.
  • Cada carta traz uma palavra-chave que indica os gestos e atitudes comunicadoras assumidas por Jesus: Acolher, Encontrar, Dialogar, Escutar, Conhecer, Vivenciar, Partilhar, Celebrar, Comungar, Contemplar, Perseverar,  Anunciar.
O que contém cada carta?
  • Uma página de abertura com a imagem e a mensagem central da carta;
  • a carta;
  • provocações para reflexão;
  • Leitura Orante de uma das atitudes de Jesus (Lendo e orando a Palavra).
O que fazer com esse livro?

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Chega de teorias!

Olha, chega uma hora que dá vontade de gritar aos quatro cantos do mundo: 'CHEGA DE TEORIAS, PRECISAMOS DE ALGO DE CONCRETO QUE NOS AJUDE A COLOCAR EM PRÁTICA O QUE A IGREJA NOS PEDE. ALGO QUE FACILITE, QUE FALE A NOSSA LINGUA'

Esse foi um dos gritos dados no VII Sulão e fiquei feliz de ser uma das pessoas a gritar, sem medo! Eu sei que muitas pessoas estão pensando: "Mas, cadê as novidades do VII Sulão?"
Calma! Espero em breve poder publicar as prioridades escolhidas por cada Regional. Cada regional, se reuniram e escolheram tres prioridades a serem colocadas em prática.

Estive lá e senti que bons frutos virão desse encontro entre todos os Regionais. Muita coisa boa foi suscitada e decidida no VII Sulão.

Percebi e comprovei que as angustias são as mesmas em todo canto do Brasil. As lideranças conscientizadas sofrem as mesmas amarguras: como colocar tudo que ouvimos em prática? Como conscientizar nossos bispos, padres da importância desse processo catequético? Como fazer com que isso chegue às nossas paróquias, aos nosso catequistas? Como fazer de nossos catequistas, catequistas mistagogos? Padres mistagogos? Bispos Mistagogos?

Que bom perceber que ali não tínhamos a intenção de colocar ninguém contra a perede, mas que juntos chegaríamos a um conclusão: Como fazer? Quais os caminhos a serem tomados? O que pode facilitar nosso fazer?

Vamos aguardar! Novidades virão!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

VII Sulão de Catequese

O “Sulão” de catequese, formado por representantes da Animação Bíblico-Catequética dos cinco Estados: RS, SC, PR, SP e MS, desde 1986, como resposta aos desafios da 1ª Semana Brasileira de Catequese, que em uma de suas temáticas abordou a questão da catequese com adultos, procura responder com criatividade aos desafios emergentes de cada momento histórico. O VII Sulão como resultado de uma caminhada inserida na história, propõe: “apontar caminhos para a formação do catequista-mistagogo que toca o coração e a mente dos seus interlocutores, os catequizandos”.

Nosso grande desafio aqui é o de recolher os frutos desta caminhada e oferecer algumas pistas, colaborando, assim, com a formação renovada de nossos catequistas. Isto exige, em primeiro lugar, consciência da realidade de nossos regionais que é muito rica e diversificada. Nos diferentes regionais, percebe-se um denominador comum, que nos une neste processo catequético: a consciência de ser cristã, o sentido de pertença a uma comunidade eclesial, a formação para o discipulado em Jesus Cristo, a busca por uma catequese mistagógica e o novo perfil do catequista para este novo jeito de catequizar...


Disponibilizo um pouco do que vimos no VII Sulão de Catequese.
Vá até  MINHA PASTA MAIS e faça a leitura.
Tem alguns tópicos interessantes  sobre nossa catequese, sobre a IC, sobre o catequista MISTAGOGO

Compreensão da fé a partir de Jesus Cristo

Pe. Márcio de França Miranda

VIVÊNCIA DA FÉ: Discípulo formando e formador de novos discípulos -
conferencista:Ir. Maria Aparecida Barboza é religiosa da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria. Atualmente é doutoranda em Teologia Bíblica pela PUC-RIO. É membro da Equipe de Reflexão Bíblica da Conferência dos Religiosos (CRB), é professora de Sagrada Escritura – Primeiro Testamento- Nos Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu em Pedagogia Catequética em Goiás e no Instituto de Ensino Superior do Maranhão (IESMA). Colabora com a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética como membro do GREBIN e GRECAT.
Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV
* Dividi por partes, pois que não me deixaram postar na íntegra de uma só vez...
 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Somos interessados ou comprometidos????

VII Sulão...
As palavras abaixo foram usadas por Regina Helena Mantovani (Coordenadora do Regional Sul II de Catequese) em sua introdução ao tema que seria abordado na terceira conferência no VII Sulão: "Vivência da fé: discípulo formando e formador de novos discípulos. A conferencista dessa tema foi Irmã Maria Aparecida Barbosa - GRECAT/CNBB.
 Somos interessados ou comprometidos?



Três afirmativas:
O interessado precisa sempre ser estimulado.
O comprometido estimula as outras pessoas.

O interessado em Deus sonha por uma Igreja ideal
O comprometido se estrega para a construção de uma Igreja ideal

O interesseiro espera que Deus dê um jeito no mundo
O comprometido é parte da solução de Deus para esse mundo

Podemos concluir que o interessado é apenas um interesseiro.
O comprometido é o mensageiro de Deus para o mundo ou seja um discípulo formando e formador de novos discípulos.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Mistagogia: Novo caminho formativo de Catequistas

Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto - SP

O que está em jogo é o processo formativo do povo, no âmbito catequético. O Sulão da Catequese faz parte desse processo, agora com o tema “Mistagogia: novo caminho formativo de catequistas”. A motivação principal é o encontro com o Senhor, o “ver o Senhor”. É o aspecto do mistério dentro da Iniciação à Vida Cristã, para levar o catequizando a encontrar Jesus nos dados do patrimônio da fé que lhe são oferecidos.

A nossa reflexão deve preocupar-se muito com os ambientes motivadores da catequese, como a família e a comunidade cristã. Na roupagem e moldes da nova cultura, marcada de muito individualismo, uma catequese que consiga tocar os corações e as mentes dos interlocutores, dos catequizandos. Por isto, uma catequese com perspectiva cristológico-bíblica, com testemunho e que mostre a grandeza de Deus.

A realidade moderna exige formação dos catequistas para que saibam ler os desafios da cultura, reconheçam e anunciem Cristo com todas as suas exigências. Cada catequista deve se sentir chamado por Jesus e dar sua resposta de discípulo. Ele é mistagogo quando tem experiência do mistério com profundidade, quando consegue mergulhar-se nele. Isto supõe participação comunitária na fé e vivência dos sacramentos, dando dimensão missionária, profética e testemunhal.

O catequista mistagogo é aquela pessoa que reconhece o Mestre Jesus e se declara disposto a seguir os seus ensinamentos. Sente-se chamado por Deus e faz profunda experiência de Jesus Cristo. Ele testemunha sua fé na comunidade cristã, busca ter equilíbrio, capacidade de relacionamento com todos e consegue contagiar aqueles com quem convive. Com tudo isto, ele é interlocutor da fé, que ajuda os catequizandos na maturação de fé.

Por fim, o catequista mistagogo tem uma espiritualidade envolvente. Tem uma cumplicidade com Deus, sendo seu porta-voz. Tem experiência de intimidade com Deus na oração, na participação litúrgica, na leitura orante da Palavra de Deus, no seguimento de Jesus Cristo e na formação de comunidades cristãs. Ele, na oração e contemplação, procura ver a realidade, isto é, a vida com os olhos de Deus.

Um pouquinho do 7º Sulão para você, querido Catequista

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

50 anos de vida catequética!

VII Sulão...

Chamou-me a atenção no ofício da manhã de domingo, quando no momento da recordação da vida, uma Irmã diz:"Quero lembrar meus 50 anos de vida religiosa e 50 anos dedicado à catequese..."
50 anos dedicado à catequese!!! Ela falava isso não como um peso, mas  com alegria, com gratidão. Depois no intervalo conversei com ela e pedi que me escrevesse sua história. Ela o fez rapidinho e lendo você poderá sentir dentro desse mês vocacional como é lindo o CHAMADO de Deus, como ele dá forças, discernimento para quem o quer seguir... Fico imaginando o quanto essa Irmã já contribuiu para a catequese!
Irmã Letícia, que seu testemunho desperte a muitas que estão indecisas quanto ao chamado religioso e aos catequistas que sejam tocadas por sua dedicação nesses 50 anos de vida doada à catequese.
Fico honrada de publicar aqui suas palavras e esse blog está aberto para o que  quiser partilhar dessas sua longa jornada... Certamente temos muito a aprender com a senhora.
Grande abraço!
Até a próxima!
Imaculada Cintra

" UMA VIDA TOTALMENTE DOADA"

Nada acontece por acaso, jovem ainda, tinha muitos sonhos, desejava casar, ter filhos, uma grande família, mas, o Senhor tem seus caminhos. Comecei a participar da catequese quando tinha os meus 14 anos e já desempenhava como "pequena catequista". Fui aos poucos descobrindo a Missão, o ser missionário. Aos poucos fui sendo atraída por Jesus para me tornar Missionária. Os anos foram passando e aos 17 anos, senti fortemente o Chamado "Vinde e Vede". Conheci a Congregação das Irmãs de Maria Menina. Gostei! Fiquei encantada pela alegria e o jeito de ser das Irmãs. Quando tinha 18 anos, um mês e dez dias, dei o meu SIM. O casamento agora era visto de outra forma, escolhi Jesus como meu Esposo. Entrei no convento no dia 28 de abril de 1958. Não é fácil deixar tudo, porém, como diz Jesus: "Quem deixar pai e mãe por minha causa, receberá o cêntuplo e ainda a vida eterna"!. Parece que a prova estava chegando! No ano seguinte (59) perdi minha mãe e meu pai ficou viúvo e sozinho e nós éramos duas filhas no Convento. E agora? Qual seria a reação do pai? Confesso que ele foi super generoso. No dia da Profissão Religiosa nos fez esta pergunta: - Filhas, vocês são felizes na vida Religiosa? E dissemos afirmativamente que sim. Ele acrescentou: Pois bem, se é assim, sigam a Cristo e sintam-se felizes e realizadas, o pai dará um jeito de organizar novamente a própria vida! Que ato maravilhoso, nos deu a liberdade de escolha. Em 1978, quando papai veio a falecer, ele disse orgulhosamente:" Morro feliz porque dei duas filhas para Deus!"

Desde a minha entrada no convento, além de ser Professora, comecei como Irmã, a dar Catequese na escola e na Paróquia. Sempre fui apaixonada pela catequese.

Fui enviada para o Rio Grande do Sul, na Diocese de Frederico Westphalen, cidade de Caiçara. Lá dei o meu trabalho catequético, como Catequista e fazia parte da Coordenação Diocesana. Em suma, dei minha vida apostólica durante 25 anos em meios aos meus irmãos gaúchos que tanto amo! Outros 25 anos de minha missão realizei em São Paulo. Neste ano, celebro os 50 Anos de Vida Consagrada e posso dizer: 50 Anos de Vida Catequética.

Posso dizer para vocês, valeu apena ter deixado TUDO e encontrei TUDO, continuo com muita alegria a minha vocação e o que é muito lindo, continuo apaixonada pela Catequese, tenho muito ardor missionário em meu coração.

Agradeço a Deus, à minha Congregação, às Santas Bartolomea Capitaneo (Fundadora e faleceu com 26 anos) e Vincença Gerosa que deu continuidade ao Instituto e hoje as Irmãs espalhadas por 19 Países e nos quatro Continentes levam ao mundo a Caridade do Amabilíssimo Redentor. Somos quase 5.000 Irmãs! Popularmente somos conhecidas como: Irmãs de Maria Menina.

Atualmente, moro em Rio Claro,São Paulo.  Jesus continua chamando, se você quiser conhecer a Congregação e se tornar uma de nós, comunique-se. Vale a pena seguir Jesus, se tivesse que escolher novamente, optaria para fazer o que tenho feito: SER de Jesus e do próximo, através de meu desempenho na Missão. Servi com alegria, vale a pena ser Catequista, ser educadora da Fé e formar vidas para Jesus.

A vocês que estão lendo esta mensagem e testemunho, agradeço, porque creio que você acredita na Vida e na Vida em Plenitude. O meu abraço carinhoso e um grande beijo a todos e todas catequistas. Eu amo vocês!

Irmã Letícia Pacheco

caso alguém queira se comunicar, estarei pronta para responder. dirce_pacheco@hotmail.com Rio Claro: SP. Rua 17,nº 1145 - Tel: (019) 3523-3999 ou cel: 9673-7295 ;




domingo, 21 de agosto de 2011

VII Sulão de Catequese



Tive a alegria de participar do VII Sulão de Catequese...
Acabei de chegar e trago na bagagem muitas coisas boas, que com o tempo vou partilhando nesse nosso espaço para que você catequista tenha a oportunidade de saborear  um pouco do que vivemos nesses três dias em São José do Rio Preto-SP.
Claro que nunca conseguimos passar na íntegra, mas aquilo que falou alto no coração não dá pra guardar.
Foi muito bom reencontrar e fazer novos amigos, pessoas maduras e que estão à frente das catequeses paroquiais ou diocesanas.
Foi emocionante saber que muitos catequistas vieram de muito longe, alguns viajaram por mais de 20 horas... Isso é prova mais que concreta do amor pela catequese.
Estávamos em aproximadamente 300 pessoas, um pouco mais, um pouco menos, não sei ao certo: sacerdotes, Bispos, Irmãs religiosas, mas na maioria catequistas.
Partilho com vocês alguns de nossos momentos...

Beijo grande
Imaculada Cintra