quinta-feira, 21 de julho de 2011

A esposa é propriedade do marido? Onde? Quando????

Eu quero tocar aqui num assuntinho bem chato e sei que isso pode me envolver numa grande confusão, mas não dá pra calar, não dá... O tal do marido que implica com a esposa dela participar na Igreja, servir à Deus sendo uma catequista ou em qualquer outra pastoral... Queria muito ficar calada, mas isso me dá nos nervos, não aceito esse tipo de justificativa: "Vou me afastar da catequese porque meu marido está implicando comigo!"
De onde esses maridos tira que eles são donos de suas esposas? Que cabe a ele dizer o que ela deve ou não fazer? Que à mulher cabe: limpar a casa, lavar, passar, fazer a comidinha gostosinha pra quando ele chegar, cuidar dos filhos, trabalhar fora para ajudar no orçamento, ser uma boa amante...

Sabe, isso deveria ser incluído nos vários "sins" na hora do matrimônio: "Eu, fulano de tal, não  serei empecilho na hora de minha esposa servir à Deus, à comunidade..."
Isso pra mim é falta de amor, falta de respeito, falta de confiança, egoísmo, insegurança, doença... E quando nos submetemos a isso, estamos alimentando isso em nossos maridos... E com certeza, seremos uma esposa, triste, frustrada, porque nem fazer o que nos realiza podemos, que é descobrir nossa vocação, nosso lugar dentro de uma comunidade e poder ser útil ali...

Posso estar errada, mas me revolta profundamente quando ouço de catequistas zelosas esse tipo de argumento...Vejo que esse tipo de coisa, seja um dos maiores obstáculos que nossas catequistas mulheres enfrentam e também alguns homens passam por isso...
De verdade, não sei se desistir da catequese por conta disso, seja a opção mais acertada, talves devêssemos insistir e quem sabe trazer também o marido para junto de nós...
Vou parando por aqui, porque as palavras estão borbulhando em minha mente e acho melhor colocar um ponto final nesse desabafo...

Maridos, amem suas mulheres e as respeitem, assim como nossos filhos não são nossos, ninguém é propriedade de ninguém... Casamento está longe de ser isso, casamento é antes de tudo respeitar o outro naquilo que ele gosta e se realiza em fazer...

Ponto final! Fica aqui minha indignação!!!
A época da escravidão acabou e faz muito tempo!!

9 comentários:

  1. É realmente este problema acontece muito. E e por isso que eu acho muito importante o trabalho do
    Encontro de Casais com Cristo, pois o principal objetivo é levar o casal para a igreja. Seria muito bom se em tods as paróquias esta escola fosse implantada, só assim haveria um aumento maior da participação das famílias na nossa Igreja. Fique com Deus!

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  2. Oi amada! Feliz dia do amigo pra vc tb! Pois é, concordo com vc, mas isso ocorre mesmo. Comigo foi assim tb no inicio... mas um dia, numa conversa, eu disse a meu marido q jamais me mandasse escolher entre ele e a catequese, pq pra mim, Deus em primeiro lugar, aí ele começou a aceitar, implicar menos e agora até me apoia. Claro q tb teve muito oração no meio! bjokas pra vc linda!

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  3. Concordo plenamente com vc Manoel, que quando o casal participam do ECC, passam a enxergar com mais clareza a vivência comunitária e com isso respeitam o agir pastoral do outro, mesmo quando os dois não trabalham juntos numa mesma pastoral e isso em muitos casos acaba acontecendo porque o dom de um nem sempre é o mesmo que do outro...Mas, o Ecc até ajuda a diminuir os "fantasmas" quando só um trabalha na Igreja. Mas, em alguns casos, nem isso resolve...
    Obrigado pela partilha!

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  4. Renata, é isso que quis passar com esse meu desabafo, que as catequistas enfrentem isso com coragem, sabedoria e oração... Desistir não é a solução... Ninguém tem o direito de matar o dom de uma pessoa... Ninguém, porque ele nos foi dado por Deus e deus sendo perfeito não nos chamaria sabendo que isso nos prejudicaria em alguma coisa...
    beijos, fico feliz com seu comentário e tb por saber que vc soube superar isso...

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  5. Elizete - São Joaquim da Barar21 de julho de 2011 13:22

    Ola Imaculada, realmente esse assunto e um tanto desconsertante para falar e pra quem passa por isso,eu mesma já tive que enfrentar esse problema para continuar na catequese, e tive que ser muito firme e disse ao meu marido que ninguém iria tirar a graça que Jesus tinha colocado na minha vida quando me chamou a ser catequista, expliquei para ele que ser catequista e benção e graça de Deus e não trabalho, uma vez que sou mãe, esposa e trabalho fora e mesmo diante de tantos afazeres consigo conciliar tudo com muito amor e prazer, porque quando nos entregamos a vontade de Deus e a serviço dele, ele nos capacita a fazer tudo e a enfrentar todos os desafios. Para essas catequitas que estão passando por isso, peço a Maria Santissima Nossa mãe que de muita força a elas, e que não abandonem o servir a Deus, porque a nossa força e vitoria só vamos encotrar servindo a Deus. Força catequista Jesus esta contigo.

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  6. Oiii Imaculada! Ainda não sou casada, mas como sou coordenadora da minha etapa já passei por este tipo de problema há poucos meses... Olha só o e-mail que recebi de uma catequista:

    "Layse,hoje eu gostaria de conversar contigo um assunto sério e chato. Estou passando por dificuldades no meu casamento e temo que isso possa me atrapalhar na catequese. Meu marido tem problemas com bebida e nos últimos meses temos brigado muito por conta disso, chegando até a conversarmos sobre separação. Graças a Deus, nas nossas últimas conversas, ele tem reconhecido o problema e me pedido ajuda, o que é o primeiro passo e o mais difícil. Mas a minha falta de tempo tem nos atrapalhado, pq quando eu não estou com ele, principalmente no fim de semana, a tendência é ele procurar "outra distração"... Então, fico mt mt triste, mas acho que a solução é eu me afastar um pouco da catequese para tentar "salvar" meu relacionamento. O que você pensa sobre isso? Acha melhor sair de uma vez ou tentar administrar dessa maneira?

    Eles são um casal jovem. Ela tem 24 e ele 25 anos. Ela é uma das melhores catequistas da nossa etapa. Conversei sério com ela, e disse que ela deveria ajudá-lo sim, mas que ele compreendesse que este trabalho também faz bem para ela e que ela rezasse e entregasse a situação nas mãos de Deus.

    Depois da nossa conversa, ela decidiu não sair da catequese, graças a Deus. Na nossa festa junina, ela se prontificou a vir ajudar e o marido dela veio junto! Olha que maravilha!Rogo a Deus para que ele conserve assim...

    Rezo a Deus para que meu futuro marido me entenda, compreenda este serviço que faço com tanto amor e dedicação!

    Beijos,
    Layse

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  7. Sabe Layse, entendo e até acho prudente a catequista dar um tempo de muitas reuniões, até se ausentar de algumas formações até amenizar os conflitos em casa... Tentar administrar de maneira que não precise abandonar a catequese... Isso são as pedras que encontramos e precisamos dar a volta, continuar a caminhada... Fico pensando da seguinte forma: Imagine se todos os catequistas que enfrentassem obstáculos, largassem a catequese? O que seria? Porque todos temos problemas? Isso faz parte da missão... Repito, quem passa por isso, é preciso de muita oração para ter o discernimento de como agir... se é realmente a hora de dar um tempinho, se é hora de enfrentar de peito aberto essa situação deperto aberto... De fato é complicado!!
    Só em Deus...
    Beijo Grande,

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  8. Gostei do seu desabafo e concordo plenamente, somos mães, esposas e não propriedade, precisamos, merecemos e devemos ter vida própria, fazer o que gostamos pra sermos felizes. Se a gente apoia tanto os nossos maridos e filhos, eles tem que no mínimo aceitar, sem criticar o que escolhemos de bom e absuluto para nossa existência. E gostei do que a Renata relatou sobre o marido, muito bom! Deus em primeiro lugar.

    beijos,

    Vivian

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  9. Imaculada, concordo em gênero, número e grau. E acho que sou radical mesmo, pois, pra mim, quem faz esse tipo de exigência não ama.
    Jesus falou para arrancarmos o braço se ele nos afasta de Deus...não precisamos aqrrancar o marido, mas temos que ser firmes!
    Aqui, graças a Deus, tenho um incentivador e parceiro. Mas, como todo mundo, conheço quem tenha abandonado pastorais por conta do esposo.
    Oração e persistência.

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