terça-feira, 25 de março de 2025

Trabalhando as diferenças!



Trago essa postagem que fiz em 2015,
 oportuna para os dias atuais

 Vamos lá!

Estava esperando concluir esse encontro para fazer a postagem, mas como tem catequistas querendo saber mais detalhes dessa dinâmica, vou postar, depois edito fazendo a conclusão.
Usamos o manual do NUCAP-Núcleo de catequese Paulinas - Iniciação à Vida Cristã -Eucaristia. Acho riquíssimo esse material, mas não me prendo a um único manual, uso vários para montar meu encontro.
Estamos trabalhando o tempo do querigma. O tema  é: O paralítico é curado (João 5,1-15). Passagem bíblica onde relata  pessoas doentes  esperando pelo momento exato para entrar na piscina de Betesda para serem curados e tem lá um paralítico que nunca consegue chegar primeiro por conta da sua condição que dura 38 anos e não encontra ninguém  para ajudá-lo. 
O objetivo principal é despertar a solidariedade, a vontade de ajudar o próximo, principalmente pessoas com deficiência. O colocar-se no lugar do outro.
Eles precisam se dar conta que existem pessoas enfermas, que sofrem dores e às vezes estão presas a uma cama, vive numa cadeira de rodas...

Começo nosso encontro colhendo deles experiências vividas com pessoas doentes, acamadas ou amigos na escola com deficiência. O momento é de ouvir. Minha turma é bem participativa. É importante ouvir todos. Por isso não consegui concluir esse tema num único encontro. Depois de ouvir, os conduzi para a dinâmica 'Construindo um Castelo". 



Dividi a turma em 04 grupos. Em três grupos, uma pessoa se passando por alguém com as seguintes deficiências: Mudo, cego e o paralítico. É importante escolher a dedo, o mais falante para ser aquele que não vai falar nada, aquele que presta atenção nos detalhes, para ser o que não enxerga e aquele inquieto para ser o deficiente físico.
Entreguei os materiais, cartolinas de diversas cores, lápis de cor, tesoura, cola(isso eles podem levar em seus estojos)

Dei a seguinte ordem: "Vocês devem construir com esse material um Castelo da forma como quiserem!" Foi só essa ordem, não disse nada sobre aquela pessoa com deficiência no grupo e que teriam que incluí-los na atividade. Devemos observar se isso parte deles. Como lidam com as diferenças.

Foi gratificante observar que  as "pessoas com deficiências" foram tratados com respeito e participaram da construção do Castelo de alguma forma. No próximo encontro vou colher deles os frutos da dinâmica, ouvindo os que fizeram o papel de portadores de deficiências e também ouvir os outros. Quais foram as dificuldades?
(isso muda de turma pra turma, uma amiga catequista fez a mesma dinâmica e não obteve o mesmo resultado, crianças não se sentiram à vontade para se passar por deficientes...)

Depois de ouvi-los, aí sim, vou iluminar com a Palavra de Deus. Como Jesus tratava essas pessoas. Qual é o olhar dele para essas pessoas em nossos dias. Enfim, vamos atualizar a Palavra.

Pelas fotos, podemos observar que estou lidando com um grupo onde foram educados para acolher, amar, ajudar... 

Fiquei emocionada!!












CONSTRUÇÃO DE CASTELO
Objetivo: Vivenciar as dificuldades e facilidades de atuar em grupo, tendo como integrantes Pessoas com Deficiência.

Material:
• 1 venda para olhos
• 50 cm de corda;
• 4 cartolinas;
• 4 tubos de cola;
• 4 tesouras;
• Canetinhas;
• Lápis de cor;
• Giz de cera.

Desenvolvimento:
• Dividir os participantes em 4 equipes: equipe A, equipe B, equipe C, equipe D.
• Na equipe A, um dos membros fará o papel do deficiente físico. A pessoa ficará com a mão imobilizada durante a atividade;
• Na equipe B, um dos membros da equipe ficará com os olhos vendados durante a atividade;
 • Na equipe C, uma das pessoas deverá permanecer sem verbalizar durante a atividade;
• Na equipe D, nenhum dos membros exercerá papel de deficiente;
• Todas as equipes receberão o mesmo kit de materiais ( 1 cartolina, 1 tubo de cola, 1 tesoura, canetinhas, lápis de cor, giz de cera) e a instrução de que deverão construir um castelo em 30 minutos;
• Após o tempo determinado de 30 minutos, os grupos deverão observar o castelo construído pelas outras equipes.
Fechamento:
• O facilitador perguntará a cada equipe se está satisfeito com o produto final construído;
 • As pessoas que exerceram o papel de deficiente relatarão como foi vivenciar este papel durante a atividade;
• Os demais membros da equipe comentarão como foi desenvolver uma atividade com uma Pessoa com Deficiência na equipe, e sentiu dificuldades, como contornaram a dificuldade;
 • Questionar se o grupo optaria por uma outra sistemática de trabalho se tivesse mais uma oportunidade;

• Fazer uma reflexão em grupo de como temos envolvido as Pessoas com Deficiência no desenvolvimento das atividades.

segunda-feira, 24 de março de 2025

Catequese de Inspiração Catecumenal

às vezes, precisamos fazer barulho...



 

Há quem leia o meu blog e pense: "Puxa, será que na paróquia da Imaculada tudo é perfeito, será que a catequese anda a mil maravilhas?"

Pra quem pensa assim, ledo engano,  minha paróquia( Paróquia Nossa Senhora Aparecida-Capelinha/Franca-SP) não é perfeita, nossa catequese muito menos, comungamos das mesmas dificuldades.
Mas, estamos tentando melhorar nossa catequese (desde 2009) e sou testemunha de que tem valido  muito a pena o esforço,  sinto que nossos catequistas, nossos pais, a comunidade tem olhado a catequese com um "novo olhar". Isso porque chamamos a atenção, fizemos um certo "barulho", como que dizendo: "Ei pessoal, existimos e somos importantes!"

Falando em "novo olhar", lá em 2009, quando tivemos a primeira formação com o Padre Lelo, da Paulinas, sobre a catequese com inspiração catecumenal, ele dizia o seguinte: " Que todos nós sabemos um pouquinho sobre iniciação cristã e isso acaba dificultando, porque carregamos certos vícios, o bom seria se não soubéssemos nada, porque ai, começando do zero, tudo que aprendêssemos seria novidade."

E quem não gosta de uma novidade! Esses vícios, são nossa pedra de tropeço, porque não podemos correr o risco de trocar apenas de material, é preciso e urgente que aconteça uma mudança de mentalidade. Precisamos de uma verdadeira conversão pastoral, começando pelo bispo, párocos, leigos. Isso, aos poucos estamos conseguindo. Não temos um caminho pronto, estamos aprendendo na prática,  e com certeza a cada ano vamos melhorando.

Na primeira formação sobre a IVC, esperávamos que fosse apresentado pra nós todas as respostas para nossas dúvidas, no que ouvimos: " Não existe ninguém que tenha feito esse caminho, estamos resgatando algo perdido lá no século V, não trago pra vocês uma receita, ou uma experiência." (Essa fala aconteceu  em 2009, hoje existem muitas iniciativas por todo Brasil, com lindos testemunhos)

À princípio fiquei um pouco decepcionada, parecia um cego guiando outro cego, mas todas as orientações que Pe Lelo nos trouxe, nos mostrou que estávamos no caminho certo. Prosseguimos com muitas dúvidas, inseguranças,  mas confiantes de que esse era o caminho. Uma certeza a gente tinha, não queríamos mais a catequese que até então fazíamos.

Sabe aquele "barulho" a que me referi no início, ele aconteceu em 2009, e pasmem, até hoje, ainda estamos tentando ajustar , nos aproximar mais e mais da metodologia que os cristãos das primeiras gerações seguiram para acolher os adultos que queriam ser iniciados.  E Olha, ainda hoje, em 2025, as vezes precisamos fazer muito barulho para não retroceder, não deixar a peteca cair.

A mudança sempre gera um burburinho, mas, no caso da catequese, realmente, ela precisa que seja lançado sobre ela esse novo olhar, que tenham coragem e ousadia para provocar uma revisão na maneira de formar cristãos.

A Igreja, o Espírito Santo tem suscitado diretrizes para nos ajudar nessa mudança.

Aos que já tiveram alguma iniciativa,  fazendo com que a catequese esteja à serviço da INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ, cuidem para que os "vícios" não voltem, abafando todo trabalho realizado. Um trabalho de avaliação com a equipe responsável pela IVC na paróquia, devem acontecer sempre. 

E na sua paróquia, como que está a catequese? Alguma mudança? 

Ahhh sobre os "vícios", fica para uma próxima conversa! E olha, como é difícil sair da escravidão dos vícios!!

Imaculada Cintra

domingo, 23 de março de 2025

Deus é contigo amado Papa Francisco!!


 

A boa notícia que milhões esperavam, chegou!


Depois de tantos dias internado o Papa Francisco terá alta e poderá voltar para casa.
Existe a possibilidade de um período de recuperação, que será lento, mas repleto de esperança. 
Dizem que o Papa deverá reaprender a falar, após o uso prolongado de oxigenoterapia de alto fluxo, disse o cardeal Víctor Manuel Fernández. 
Se o papa precisa reaprender a falar, vamos nos unir a ele, reaprendendo a escutar. 

       Caminhemos juntos!

Força Francisco, a jornada será longa!

          Pe. Paulo Gil

           Fontehttps://bit.ly/4bVPpQj

       


sábado, 22 de março de 2025

Ser catequista, missão delicada!

 "Ainda que toda a comunidade cristã seja responsável pela catequese, e ainda que todos os seus membros devam dar testemunho da fé, somente alguns recebem o mandato eclesial de ser catequistas. Juntamente com a missão originária que tem os genitores em relação a seus filhos, a Igreja confere oficialmente, a determinados membros do povo de Deus, especificamente chamados, a delicada missão de transmitir a fé, no seio da comunidade" (Diretório Geral de Catequese, n.221) 

Vamos refletir um pouquinho sobre esse "chamado" tão especial, exigente e delicado, que é o do catequista.

Já parou pra pensar que meio a uma multidão, você foi escolhido!

Meio a tantas pessoas graduadas, doutoradas nisso, naquilo, você foi escolhido!

Você que tem uma família pra cuidar, uma profissão exigente,  e foi escolhido!

Você com tantas mazelas, problemas pra resolver, e mesmo assim foi escolhido!

AH, eu poderia enumerar aqui várias situações, mas quero me deter nessa: ELE TE ESCOLHEU MEIO A UMA MULTIDÃO, e sabe porque? Porque ele vê a sua essência.

Acredito que assim como eu, muitos questionaram a Deus o porque desse chamado e até elencaram vários motivos para não aceitar. Esquivando-se, joga a bola para o outro, até indicando pessoas que você acha, estejam mais qualificadas para o tal chamado. Esse querer se esquivar, é próprio do ser humano, foi assim desde nossos patriarcas. Se lembra da reação de Moisés quando foi escolhido?


Isso acontece, pois, não temos consciência de que o chamado, embora aconteça através de pessoas "normais", quem nos chama é o próprio Deus

Vamos então nos deter àqueles que tem esse discernimento, se Deus nos chama é com ele que fizemos um compromisso ao aceitar. O padre, o coordenador pode nos chatear em alguns momentos, mas não desisto, porque sei a quem sirvo.

Tenho 30 anos de catequese, poderia encher esse post de quantas chateações, decepções já passei. Pensei em desistir? SImmm, várias vezes, mas o eco do chamado sempre foi mais forte e cá estou batendo esse papo contigo. Não deixe Deus na mão por coisas mundanas, secundárias. Reze e prossiga. Jesus, sempre esteve ao lado dos errantes/ vacilantes/pecadores/pessoas temperamentais e nunca cogitou em abandonar a missão que lhe foi confiada.

Sei, e entendo que existem períodos que por diferentes situações, precisamos dar um tempo da catequese, mas, o triste é perceber que muitos se acomodam nesse "dar um tempo" e nunca mais voltam. E a catequese, sempre carente de catequistas comprometidos.

O diretório da catequese no número citado,  deixa claro que a nossa missão é DELICADA. Acho até que ele foi delicado demais, pois nossa missão é pra lá de delicado, é  exigente demais, nos suga a tal ponto de muitas vezes nos sentir como um bagaço de cana, mas que passando novamente pela  moenda, ainda sai um pouco de caldo doce.

Termino aqui essa reflexão com uma frase:

A messe é grande e precisa do seu generoso SIM!

Imaculada Cintra

Catequista em constante estado de feitura

sexta-feira, 21 de março de 2025

Escutar é mais do que ouvir

 


Vale repetir: ESCUTAR é muito mais do que simplesmente OUVIR.

Conforme a tradução:" Sim, escutar é mais do que ouvir, pois envolve a atenção e a compreensão do que é dito."

Trazendo essa pedagogia da arte de saber escutar para os nosso encontro catequético. Primeiro, começando pelo catequista ao se preparar para o seu encontro, lê, estuda, busca se embasar em fontes seguras na sua  pesquisa sobre o tema da semana. 

O que seria fontes seguras? Quando damos um google, é como se lançássemos uma rede ao rio, quando recolhemos, vem peixes de várias espécies, sobretudo muita sujeira, tanta que demoramos para limpar a rede e retirar aquilo que realmente presta. Não podemos confiar em tudo que nos é apresentado, precisamos ter discernimento se aquilo que estou lendo está de acordo com a doutrina católica ou se está de acordo com as orientações dada pela Igreja para a nossa catequese.  

Você sabe quando começa seu encontro catequético? Não é quando todos seus catequizandos chegam, muito menos, quando iniciamos com a oração. Nosso encontro começa quando começamos a prepará-lo, quando rezamos  pedindo a luz do Espírito Santo, quando aquilo que lemos e estudamos fala ao nosso coração, quando o texto passa a ser uma mensagem, e você descobre a essência do seu encontro. Quando o catequista se prepara, gesta o seu encontro, ele fala com propriedade, com segurança. Ele pode até usar de meios, métodos diferentes,  mas tendo em mente qual é a mensagem central que deve chegar ao coração do seu catequizando.

Infelizmente, existe muitos catequistas que não se preparam e na hora H, nos últimos 30 minutos,  acha que vai descer sobre ele um raio de luz iluminando o que ele deve falar. Se preparou, rezou, estudou, gestou seu encontro? Não!!! então, esqueça essa coisa de catequista iluminado, seu encontro será um fracasso. Seus catequizandos até podem te ouvir, mas não o escutará.

Se o catequista não sabe "escutar", provavelmente não conseguirá que seja escutado. É preciso treino, disciplina para que se aprenda a escutar.

É fácil fazer com que nossos catequizandos silencie o coração agitado para escutar o que você veio preparado para transmitir? Não é nada fácil, porém, precisamos  educá-los para isso. 

Comece por você, sem dizer uma palavra, ou alterar sua voz, vá se acalmando, se colocando  diante deles em atitude de oração, feche seus olhos e aguarde pelo silêncio. Pode demorar uns minutos até todos percebam que é chegado a hora de atentar aos que você quer falar.

Ficou claro a diferença entre ouvir e escutar?

Imaculada Cintra

 

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Vamos ressuscitar esse blog?

 Toc Toc!

Olá, tem alguém aqui??

Gente, quanto tempo, até me esqueci de como postar no blog. Vamos tentar!!

Depois de muitos anos sem entrar, sem atualizar o blog, hoje resolvi passar por aqui,  buscar por comentários e me surpreendi ao ver que as pessoas ainda usam o blog e deixam aqui seus comentários, o que me deixou muito feliz!

A catequista blogueira anda bastante ausente, mas, continuo firme com minha missão, servindo minha Igreja como catequista! Atualmente, com uma turma de 21 catequizandos, na idade entre de 08, 09 anos.

 Aliás, não estou sozinha,  a Evelyn me acompanha em minhas aventuras catequéticas tem 07 anos. 

Tem também a Mariana, nossa ex-catequizanda, recém crismada, que está nos acompanhando, fazendo um estágio pastoral, se Deus quiser futuramente teremos mais uma catequista.

É isso, vou procurar postar um pouco de nossa vivência dos encontros aqui.

Até mais!

Imaculada Cintra




segunda-feira, 4 de maio de 2020

Encontro de catequese EAD??

Olá amigos catequistas!
Que transtorno tem causado essa pandemia, não é mesmo?
Tudo praticamente parado. Na evangelização, muitas iniciativas para que a Palavra de Deus chegue às pessoas. Quantas Lives,  transmissões ao vivo com missas, orações, palavras de esperança. Está bonito de ver quantos sacerdotes despertaram para o uso dessa ferramenta e isso de uma certa forma tem nos alimentado espiritualmente. 

Tenho recebido várias mensagens de catequistas pedindo orientações, sugestões de como fazer acontecer os encontros de catequese nesse tempo de distanciamento social. Tenho visto algumas partilhas por parte de alguns catequistas. A maioria das escolas retomaram as aulas online, pois tem um conteúdo a ser cumprido. 

E a catequese? Vou partilhar o que trago no meu coração e de maneira alguma coloco como sendo  "verdade absoluta". Se estamos batendo na tecla de que catequese não é aula, que não passamos conteúdo, que se trata de um 'encontro" com a pessoa de Jesus, acredito que seja difícil virtualmente fazer isso acontecer, sem  olhar nos olhos, tocar, fazer nosso corpo vibrar ao falar de Jesus. Podemos sim, passar algumas orientações, como por exemplo pedir aos pais que pratiquem as orações com seus filhos.

Agora, ter a preocupação de fazer acontecer uma programação/temas, acho um  tanto quanto escolar. Eu, Imaculada Cintra, não senti o desejo de fazer catequese online. A catequese não pode parar?? Acredito que toda família tem se apegado mais em Deus, tem rezado mais, tem ficado mais unida e no tempo certo, voltaremos com nossos encontros tete a tete. 

Programação?? Claro, que sofrerá alterações. E o que não sofrerá alteração nesse nosso mundão depois que a pandemia passar?

Posso estar errada e mudar de opinião caso isso se estenda, mas, por questão de meses, prefiro esperar e olhar no olho de cada catequizando e poder ouvir da boca deles o quanto Deus se fez presente em seus lares. Com certeza, voltarão mais amadurecidos na fé e não foi pelo fato de passar o "conteúdo" pela internet, mas por fazer a experiência de fé nesse momento tão difícil que estamos passando.

Espero com fé e confiança poder em breve retornar à comunidade, aos nossos encontros, participar da missa, receber Jesus na eucaristia, quanta falta nos faz!!!

Jesus, esperamos em vós!







quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Não se inventa uma vocação, descobre-se!

Padre Zezinho, grande catequista.  
Me identifico com sua maneira de pregar desde minha tenra juventude. 
 Ele não sabe, mas está presente em muitos dos meus encontros catequéticos com suas canções, que são pura catequese.
Tive a alegria de beber um pouco dessa preciosa fonte na 4ª Semana Brasileira de Catequese e recentemente no Congresso Catequistas Brasil. 
Que alegria!!
Hoje, me deparei com essa canção que fala do nosso chamado e nossos medos.
Ahhh esse medo que muitas vezes nos paralisa, impede  que Deus  realize  maravilhas através de nós!!
Eu tive e tenho muitos medos...
Lá em 1995,  tive medo  de aceitar  ser catequista, mas fui!!
Tive medo de  ser coordenadora, relutei enquanto pude, mas fui!!
Medo de alimentar e administrar um blog, mas fui!
Medo de aceitar ser coordenadora diocesana,( por algum tempo), fui!!
Medo de falar em público, pregar, dar palestras, assessorar pequenos e grandes encontros de catequistas, mas fui!
Medo de colaborar com o blog da animação Bíblico Catequética da CNBB, na época, fui!
Medo de fazer parte do NUCAP - Núcleo de catequese Paulinas, mas fui!
Medo de escrever meu livro, esse ainda não rompi!! rsrsrsr

Medo, medo, medo!!! Porque me persegues??? srrsrs
Seria tão mais fácil assumir isso:
NÃO SE INVENTA UMA VOCAÇÃO, DESCOBRE-SE!

O chamado vem Deus, se aceito, ele estará comigo em todo lugar!
Sendo assim, cansei de ranheta com Deus, mesmo relutando em alguns chamados, acabo cedendo a esse amor...
Sou catequista por amor e vocação!

Escute que lindo essa canção!!


https://www.youtube.com/watch?v=cE5mEHcin2I

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Do visível ao invisível

Quero ter aqui um dedinho de prosa com você catequista. Já fiz desse blog quase que um diário catequético. Esfriei por um tempo, mas o Catequistas Brasil me fez despertar. Sou instrumento e quero usar dessa e de outras ferramentas para ajudar muitos e muitos catequistas.
Trago novamente essa imagem, tendo em vista que ela chocou ou desagradou alguns  catequistas.

Pois bem, mesmo que a intenção tenha sido partilhar um encontro "desenvolvido", é muito difícil transmitir um encontro "vivido". Faço questão de voltar nessa imagem, pois é exatamente isso que muitas vezes ocorre  em nossos encontros catequéticos. Nossos catequizandos não entendem de imediato aquilo que queremos transmitir, porém, cabe a nós enquanto catequistas mistagogos(aquele que ajuda a introduzir nos mistérios)com sabedoria e discernimento  se fazer entender.

Já tem muitos anos que, eu, Imaculada não gosto de desenvolver meus encontros catequéticos num ambiente nu ou com aquela mesma mesa, toalha, Bíblia, flor, imagem de uma santo(confesso aqui nesse pequeno espaço do parenteses que já fui essa catequista, que saia de casa com a sacolinha pronta de toda semana e ia para meus encontros). Tenho estudado e acompanhado a dinamicidade de nossa catequese e tenho percebido que precisamos nos dispor de novas ferramentas para atingir nossos interlocutores, cada dia mais ausentes das coisas do alto e mais exigentes. 

Se você estudar um pouco de metodologia catequética vai concordar que temos vários caminhos para fazer a mensagem chegar ao coração.  Sempre gostei de fazer uso  da ambientação, usando de símbolos, imagens, músicas que facilite ou introduza meus catequizandos ao tema a ser  desenvolvido. 

Particularmente falando, gosto de usar de ambientações. Gosto quando os catequizandos chegam no encontro e vão direto analisar o que foi preparado. E amo quando sem que eu diga uma palavra, já traduzem o que vamos partilhar naquele dia. Eles vão se acostumando ao seu jeito de transmitir a mensagem.

Porém, se alguns não entendem e até questionam, não vou  chutando o balde. Com unção e espiritualidade vou conduzindo de forma que cada simbolo vá revelando a mensagem a ser transmitida. Eu pensei, rezei, preparei o encontro em casa, eles não. 

No desenrolar do encontro vão entender que a cor roxa, meio que sombria, usado nesse tempo de preparação para a páscoa nos remete a uma interiorização, mudança de atitudes, conversão. O galho seco, sem vida, representa nós sem a luz de Cristo. Somos membros de Cristo e não temos vida fora dele. Quando acendemos a luz maior , fazemos para tornar a presença de Cristo simbolicamente visível. As menores para deixar claro que uma vez iluminados por Cristo devemos ser luz no mundo. Iluminados, iluminadores! Nossa missão, fazer com que vendo a vela, sua chama que fumega, enxergue, sinta a presença de Cristo arder o coração.

Sem a presença do Espírito Santo não entendemos a Palavra de Deus e muitas vezes, não generalizando, a Palavra está assim, fechada, acorrentada em nossos lares. Muitas vezes só serve para ornamentação. A Palavra é viva e eficaz se lida, meditada, refletida e vivida, caso contrário é tal qual a imagem que chocou a alguns.

Não sei se me fiz entender e se consegui introduzi-los no mistério desse tempo forte que estamos prestes a viver em nossa Igreja. Tempo esse que não é levado a sério por muito e nem  por muitos catequistas.

Grande abraço, estou aberta a críticas, desde que seja construtiva, pois sou uma catequista em constante estado de feitura. Nunca me encontro pronta!!

Imaculada Cintra




segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

CONGRESSO CATEQUISTAS BRASIL, um evento ou um acontecimento?


Cabe a nós que participamos decidir...



Na segunda edição do Catequistas Brasil, aproximadamente 3 mil catequistas estiveram reunidos na casa da mãe Aparecida, nossa Catequista por excelência. O Centro de Eventos Padre Vitor de Almeida foi ocupado de forma organizada e dinâmica, contando com 50 atividades divididas em três auditórios, três arenas temáticas e uma grande plenária. O foco do evento foi formação, animação, motivação e conhecimento, muito bem desenvolvido por conceituados assessores, gente que leva a sério a catequese tendo em vista a Iniciação à Vida Cristã.

Cabe a nós que participamos, decidir se a segunda edição do Catequistas Brasil foi mais um evento ou será um acontecimento.

Recordo aqui, as palavras ditas por dom Peruzzo, presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, por ocasião da 4ª Semana Brasileira de catequese, que cabe muito bem para o CONGRESSO CATEQUISTAS BRASIL: “Existe uma grande diferença entre um evento e um acontecimento. Um evento termina na hora em que se encerra. Vivemos aquele momento, nos despedimos sem afetividade, não suscita novas experiências e não encaminha para novos passos. Ele ainda cita um exemplo: no tempo de namoro, quantas foram as paqueras(eventos), mas uma apenas acabou em casamento, se tornando um acontecimento.”
Sendo assim,  a primeira, bem como a segunda edição do CATEQUISTAS BRASIL são acontecimentos de evangelização para nossa Igreja e todos nós que participamos devemos voltar para casa, para nossas dioceses, paróquias, conscientes da responsabilidade de fazer ecoar tudo que vivemos nesses dias. 

Que Deus abençoe grandemente a todos os envolvidos na organização desse congresso. Com certeza foi um projeto idealizado pelo Espírito Santo que veio de encontro a uma equipe dócil. Que nossa mãe, nossa catequista modelo abençoe à todos os envolvidos,  também aqueles que trabalharam e que não foram vistos, mas, o resultado ficou evidente.

A terceira edição do Catequistas Brasil já tem data marcada para 2021, de 05 a 07 de fevereiro, no Santuário Nacional. As inscrições estarão abertas a partir do dia 1º de março pelo site evento.catequistasbrasilcom.br
Sou testemunha viva de que o Congresso faz acontecer o que se propõe. Volto para casa INSPIRADA-MOTIVADA (tanto que já retomei  coisas que estavam adormecidas).  Trouxe em minha bagagem conhecimentos que pretendo partilhar por onde passar.

Até a terceira edição, se Deus assim permitir!!

Para maiores informações esse mega evento, clique nesse link :https://evento.catequistasbrasil.com.br/?fbclid=IwAR3piLU1hvaaGccKT9vvcHvT9BNkQrAUWibQCJ9oKc3HN6G_-XDAqQxcVpA

Imaculada Cintra

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Encontro sobre a quaresma

Olá amados catequistas!!
Quanto tempo não é mesmo!!!
Estou retomando a atualização desse nosso espaço!!
Já era tempo neh!!
Vamos lá!!



Como não retomar o blog, depois de receber o carinho de tantos catequistas no Congresso CATEQUISTAS BRASIL- Fevereiro de 2020, em Aparecida, que por sinal foi um evento maravilhoso. Catequistas de Manaus, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Pará,  me reconheceram pelo trabalho no face e aqui no blog e disseram o quanto minhas partilhas os ajudam na catequese.

Sendo assim,  cá estou...

Voltando com uma sugestão de encontro sobre QUARESMA
Se você pesquisar aqui no blog na barra lateral em MARCADORES, encontrará outras postagens sobre esse tema.

Ambientação: Tecido roxo, vela grande apagada, velas na quantidade dos catequizandos em potinhos com areia, Bíblia fechada-acorrentada, pedras, galho seco, corações de papel fechados.

Acolhida, oração do Espírito Santo e oração espontânea ( estamos reforçando bastante a oração espontânea)

Inquietação>>
Observem a ambientação de hoje, o que ela sugere? Qual a leitura que podemos fazer dela? ( Como já estamos no terceiro ano com eles, já refletimos sobre esse tema, já posso esperar deles uma resposta... que seja o primeiro ano, sempre inicie por aquilo que eles já trazem sobre o tema, não o subestimem...)

foram elencando: a cor roxa, a vela está apagada, a bíblia acorrentada, galho seco, corações fechados... Falaram o óbvio. Nós, enquanto catequistas mistagogos, precisamos ajudá-los a entrar no mistério...
- Ótimo!! (valorize sempre as colocações, mesmo  que não seja ainda o que você gostaria de ouvir)
- O que você sente quando olha para essa ambientação?
alguém responde: tristeza!!( à princípio fiquei pensativa, mas, depois entendi o que ela quis dizer, pois de fato, olhando bem ela traz um ar sombrio, meio morto... tivemos a oportunidade de acompanhar todo desenvolvimento dessa ambientação/realidade... morte/vida)
- Não tem Deus ai, outro respondeu.
Vc vai instigando até que descubram cada detalhe...

Prossigamos...
- Estamos prestes a iniciar um novo tempo na nossa Igreja. Depois de analisarmos a ambientação, vocês saberiam me dizer que tempo é esse?
- Quaresma, responde a catequizanda( se um responde certo, já salva o grupo... já te abre um gancho pra prosseguir..srsrs)
Ótimo, o que vocês sabem sobre QUARESMA?
- preparação para a páscoa? ( sim, eles respondem perguntando, titubeando... o que acho compreensível pela idade...)
- Issooooo!! 
Teremos 40 dias para crescermos no amor de Deus. Deus sabe da fragilidade humana, nos orienta através dos tempos de nossa Igreja,   com isso vamos crescendo enquanto  pessoa de fé, cristãos...
Essa caminhada quaresmal deve ser para nós motivo de alegria, pois nos preparamos para sermos o sinal da luz de Cristo no mundo. (aqui foi o momento para iluminar a palavra "tristeza" colocada pela catequizanda...) por mais que pareça triste todo sofrimento de Cristo, a nossa maior alegria é saber que ele venceu a morte,  ressuscitou e nós também viveremos essa alegria... essa cor roxa que deixa um ar sombrio, nos mostra que estamos num tempo de mudança de vida, introspecção,  tempo de preparação para a maior festa de nossa Igreja, a Páscoa.

Chegou a hora de dar um pouco de vida pra essa ambientação

Acendimento da vela grande - tempo de vigilância, de mantermos nossa 'luz' acesa, romper com situações de escuridão, nossas más ações, pecadinhos e pecadões...

O que nos ajuda a manter acesa nossa chama?
A oração, a celebração eucarística, a vivência dos sacramentos, a reflexão da Palavra. A Palavra é viva e eficaz se  refletida e praticada.

Tire as correntes, abra, vamos ver o que Deus tem pra nos dizer. Deuteronômio 30, 15-20


Temos diante de nós a vida e a morte, somos livres para fazer a escolha... (Aqui refletimos sobre aquela brincadeira que está rondando as redes sociais, onde se dá uma rasteira no 'amigo' e acaba em muitas vezes em morte...)
Precisamos levar essas situações para o encontro de catequese e refletir e principalmente iluminar através da Palavra...

Tempo de conversão, deixando pra trás toda situação de morte (mostre o galho seco, sem vida)
Tempo de fazer a opção pelo bem, pela vida. Procurar ser uma pessoa melhor a cada dia.



Musimensagem: Nesse momento coloquei a música 'em prol da vida' do PE Zezinho
(sempre que coloco uma música, eles gostam que apague a luz, assim cria-se uma clima de oração)


Palavras chaves desse tempo: ORAÇÃO, CONVERSÃO, CARIDADE, PENITENCIA-JEJUM, ESMOLA

Cada catequizando pegou um coração "fechado", em cada parte do coração, escrevia uma palavra, enquanto fazia com eles a reflexão sobre cada uma. Numa parte do coração, pedi que escrevesse: Senhor, quero ser melhor...Orientei para que não escrevesse, mas  que pensasse em algo que precisasse melhorar, uma atitude e que fizesse o propósito de mudança nessa quaresma.
Quando refletia sobre o Jejum,  lemos a passagem de Isaías 58, 6-7. Qual o Jejum que agrada a Deus.
(nem os adultos sabem como fazer jejum e aproveita desse tempo para perder uns kilinhos... isso é dieta e não jejum)

Depois de escritos, colocaram o coração aberto perto da Palavra, escolheram colocá-los no galho seco. Entenderam que esse galho seco, o coração fechado, a Bíblia fechada e até acorrentada é sinal da ausência de Deus. Que não temos vida fora de Cristo.Que a Palavra de Deus é viva e eficaz, mas se entra no coração.


Enfim, ainda estavam lá os potinhos na areia(representando deserto, nossa aridez espiritual) com a vela apagada.

Nos sentamos no chão, peguei uma vela acendi na vela maior(cristo, luz do mundo), passei a luz para alguns e eles foram passando aos amigos. Somos chamados a ser LUZ, e uma vez iluminados, devemos ser iluminadores...

Compromisso da semana: Ser luz na vida do outro. Fiquem atentos, pois Deus mostra onde devemos ser luz.

Cristo, luz do mundo, preciso de ti para que eu possa viver bem esse tempo da quaresma. Será uma rica caminhada até a Páscoa, onde terei a alegria de me encontrar contigo pela primeira vez na Eucaristia.

Eis que termina essa partilha, caso não entendam alguma coisa, só colocar nos comentários ou me procurar pelas redes sociais que a prosa continua.


Para confeccionar o coração usei quatro corações iguais, dobrados e colados...coloquei um imã. Eles levam pra casa e colocam na geladeira para que toda família veja.


Grande e afetuoso abraço!
Imaculada Cintra
Catequista em processo de feitura, sempre!!


Obs; usei algumas frases do manual "caminho de Iniciação à Vida Cristã" - editora Vozes - encontro sobre quaresma