sábado, 31 de agosto de 2013

Dicas para um encontro MISTAGÓGICO!!

Temos várias maneiras de introduzir nossos catequizandos ao mistério...

O catequista MISTAGOGO, aquele que introduz ao mistério, EXPLORA, usa de todas as linguagens, como foi abordado por aqui recentemente... Símbolos, sinais é muitas vezes a ponte que conduz ao mistério... Outras vezes, a  travessia acontece num momento de profundo silêncio, pois é no silêncio que escutamos a Deus... É quando nos afastamos dos ruídos externos e internos, que conseguimos sentir o cheiro de Deus, seu respirar, seu calor, sua presença, seu hálito...

Nesse mundo frenético, o silêncio é cada vez mais escasso, temos pressa... Então, num encontro, temos que usar de tudo um pouco,  uma música tem grande poder de  aproximação com o  sagrado... (um canto que case com o tema a ser trabalhado)

Levá-los a experimentar a oração. Repetimos com frequência que a oração é um diálogo com Deus. Muito mais que falar, o catequista mistagogo, favorece, cria um ambiente para que esse diálogo aconteça. 

Ao preparar um encontro, após ter estudado, orado, ruminado, é hora de pensar na maneira, qual a metodologia que será usada para transmitir a mensagem daquele encontro/tema...

Vejamos! Aqui, o encontro em questão foi: JESUS ACALMA O MAR - nos livra do medo. MC 4,35-41. A ambientação foi elaborado por Rosicler Bote, catequista mistagoga, na cidade de São José do Rio Preto-SP. Vendo as imagens, e falando com ela, tento descrever como teria acontecido esse encontro. 


Antes de qualquer palavra, o catequizando ao chegar, percebe que tudo foi preparado... e que aquele ambiente quer dizer alguma coisa... 
"Vê" a estante da Palavra, vela, que já sabe que representa a luz de Cristo ressuscitado em nosso meio, uma imagem que já sabe também ser o assunto do tema do dia,  um tecido escuro com algumas palavras... Que palavras são essas? O que elas querem dizer? 
Curiosidade atiçada! Percebam a expressão desse garoto!  Ele vê que tem algo mais, algo escondido... O que será?



Hora de entrar em cena, a protagonista, a  Palavra de Deus, com uma musica de aclamação...






A catequista mistagoga, vai aos poucos, revelando, introduzindo seus catequizandos ao mistério, com muita unção... Enquanto ilumina com a Palavra, vai desvendando o que estava escondido... Aquelas palavras representando as tempestades em nossas vidas, vai tomando nova cor, um rio (tecido azul) que nasce da fonte (Palavra de Deus), que vem transformar toda situação de morte, de medo em luz, esperança...

Isso tudo é feito com muita LEVEZA...

E o mesmo catequizando, atento à tudo, porque está sendo surpreendido a cada instante...



E ainda tem gesto concreto... confeccionar um barco e nele colocar as seguintes frases: Jesus é Paz; Não tenhas medo, Deus está contigo


Esse barco não ficará com o catequizando, mas deverá ser entregue para uma pessoa, que de preferência esteja passando por esse mar agitado, precisando da presença DAQUELE que tem o poder de acalmar as tempestades.

Sugestão de música
Põe tua mão na mão do meu Senhor da Galileia
Põe tua mão na mão do meu Senhor, que acalma o mar
Meu Jesus que cuida de mim
noite e dia sem cessar
põe tua mão na mão do meu Senhor
Que acalma o mar

Viu só, como ser um(a) catequista, MISTAGOGA(A)  não é tão difícil quanto parece!

Encontros assim, cabe em qualquer etapa/idade...

*A Rosicler disponibilizou  mais detalhes desse encontro, quem precisar, peça-me por email (iccintra@hotmail.com)... A intenção com essa partilha é dar dicas, levá-los a criar, querer fazer encontros diferentes... COM GOSTINHO, de quero mais!!

Manual usado para esse encontro: Catequese com Leitura orante -  A MESA DO PÃO DE LEOMAR A. BRUSTOLIN

Rosicler, obrigada por permitir partilhar esse encontro...
Parabéns e que vocês, continuem sendo luz pra todos nós!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Com que roupa, eu vou???Esse assunto dá pano pra manga, porém, cada lugar tem uma realidade...

Encontrei esse texto na MINHA PASTA MAIS, escrito em 2009. Na verdade, não sei se já foi publicado aqui... Mas, vamos lá, sempre tem gente nova chegando e vale o despertar...

Muitas Paróquias ainda realizam as celebrações de Primeira Eucaristia no final do ano, de modo que já é tempo de se pensar na organização dessa grande festa, que envolve vários aspectos. Aqui na nossa Paróquia e acredito que na maioria, no que diz respeito à roupa, fazem uso da camiseta. Ao menos aqui , a mudança não ocorreu da noite para o dia, se deu devido a muitos contratempos por conta do vestuário de nossas crianças, em específico das meninas.

Meio a essa preparação, organização, a coordenação é um para-raio... Me lembro que certo ano, chegando perto da primeira Eucaristia, fui procurada por uma mãe, indignada quando soube que a filha faria sua tão esperada Primeira Eucaristia vestida com uma simples camiseta,  ela sonhara pra a filha, um lindo vestido, estava inconformada e queria de mim uma solução para o seu dilema. Expliquei a ela o por que da uniformidade e que o principal seria o sacramento que a filha receberia e tudo mais. Ela escutou, mas, inconformada  disse que procuraria uma outra Igreja, no que  a deixei livre para fazer o que achava certo.

A criança chegou a ir para outra paróquia, não se adaptou,   voltou, e nós, é claro, a acolhemos de braços abertos. A criança queria mesmo era estar com o grupo. A mãe porém, não desistiu, insistia procurando um meio para a filha usar um lindo vestido, já havia pensando até no modelo, me fez uma proposta, onde a filha na celebração faria uma procissão, levando não sei o que, não sei pra onde, pra entregar não sei pra quem...rsrsr.  E eu explicava, que ela não se sentiria bem, estando diferente do grupo. Enfim, não restando escolha, ela fez de camiseta, como todos. Mas, confesso, foi um desgaste enorme, não me sinto à vontade co situações assim, mas se existe uma organização, é preciso que exista respeito.

Era uma família linda, de classe alta, que sempre nos ajudou, mas isso não daria à filha o direito de ser diferente. Depois desse episódio,  procuro conscientizar nossos pais desde o primeiro encontro, para que  não se sintam enganados. Aqui nossa primeira Eucaristia não é realizada na Igreja e sim no salão, que não é bonito, de camiseta e calça jeans, meninas, meninos, pobres ou ricos. 

Eu, particularmente acho lindo uma túnica branca, vejo as fotos de outros lugares e me encanto, porém, nosso volume de catequizandos  é enorme, o que se torna inviável... Mas, também, não descarto a possibilidade de se pensar na possibilidade de adquirir.

Partilho com vocês,  esse material que fala sobre a “nobre simplicidade” da celebração, tirada do livro CATEQUESE e LITURGIA, duas faces do mesmo mistério da Paulus, muito bom! Vejo que veio a calhar com o assunto em questão!!

A “NOBRE SIMPLICIDADE” da celebração

Se queremos resgatar a interação tão necessária entre catequese e liturgia, um passo indispensável a ser dado é repensar o modo como as celebrações da Primeira Eucaristia acontecem.

Há celebrações simplesmente emocionantes e coerentes com a proposta de Jesus, a caminhada da Igreja e a vida das nossas comunidades. Mas, infelizmente, não é raro ver celebrações que destoam completamente dessa proposta. Muitas delas se assemelham a verdadeiros shows ou desfiles de moda, com direito a passarela, modelos de roupas das “noivinhas” ainda não foi superado em muitas comunidades e a celebração acontece à revelia do significado do próprio sacramento. Há, aí, uma contradição interna. Quantas vezes se ensina que a Eucaristia deve conduzir o cristão ao amor, á partilha, à solidariedade com os mais pobres, à humildade e à comunhão dos bens, mas na hora da celebração, as pompas indicam bem o contrário... Reforçam e acentuam a desigualdade.

A festa leva, naturalmente, a um capricho maior. Cada um quer fazer o melhor e expressar, por meio dos sinais externos (roupas, enfeites, fotos, etc), o quanto está interiormente feliz. Mas os exageros acabam por comprometer não somente a celebração, mas também a qualidade da mensagem que foi transmitida durante o processo catequético. É possível que a celebração seja solene, sem deixar de ser simples. A constituição Sacrosanctum Concilium tem uma orientação que abe muito bem aqui, ao dizer: “ As cerimônias resplandecem de nobre simplicidade, sejam transparentes por sua brevidade e evitem as repetições inúteis, sejam acomodadas á compreensão dos fiéis e, em geral, não careçam de muitas explicações” (SC 34).

A “nobre simplicidade” da liturgia está no carinho da organização, no modo como cada um desempenha seu papel na celebração, na preparação cuidadosa do ambiente, deixando aparecer somente o essencial. Está na postura respeitosa, espontânea e profundamente interiorizada de cada participante da assembléia, a começar dos próprios catequizandos. A “nobre simplicidade” está no clima de harmonia e de entendimento entre as pessoas, na acolhida aos mais pobres e simples da comunidade. Está na limpeza e beleza das modestas alfaias e nos cantos entoados por todos em “espírito e verdade”.

Quanto à questão das roupas, filmagens e fotografias, o bom senso prevaleça. O importante é que nada seja “diabólico”, isto é, nada leve à confusão ou ofusque o essencial: a experiência da comunhão com o Deus-Amor, que gera fraternidade e impede ao compromisso com a vida plena.

Na celebração da primeira Eucaristia, é muito importante que os catequizandos sintam-se, de fato, celebrantes e não meros expectadores ou, pior ainda, os atrativos da festa litúrgica. Essa participação é fruto de uma tomada de consciência do verdadeiro sentido da celebração e de um envolvimento de todos eles na sua preparação.

    Teatro Mês da Bíblia!


    Essas duas preciosidades foram minhas catequizandas em 2009... A Ana Laura(de preto) foi batizada no período da catequese, sou madrinha dela. As duas ainda estão no processo catequético, crismam no ano que vem, serei madrinha de crisma da Carol... Nada mais gratificante para um catequista, do que ver suas ovelhinhas caminhando... Temos aí, duas futuras catequistas... Essa foto foi de um teatrinho que fizemos na missa por ocasião do mês da Bíblia...
    Essas duas são motivo de muito orgulho pra mim, pois estão na catequese, porque amam. Estão ansiosas para crismarem e se tornarem catequistas.

    Aliás, nossos encontros tem realizado esse despertar vocacional em nossos catequizandos? 



    Ana Laura: Olá Carol, tudo bem?
    Carol: Oi Ana Laura, tudo! Ei, que livro é esse que você está lendo?
    Ana Laura: Carol, eu to aprendendo um monte de coisa legal na catequese, to aprendendo a ler a Bíblia, conhecendo a historia do povo de Deus. Você sabia que o mês de setembro é dedicado à Bíblia? 
    Carol: Não! Aliás, eu nunca leio a Bíblia. Eu gosto de ler outras coisas!!!
    Ana Laura: Credo Carol, mas por quê? Você não tem Bíblia em casa?
    Carol: Ah, eu tenho, mas ela fica lá na gaveta, guardada.
    Ana Laura: Você não sabe o que está perdendo, minha amiga!!!
    Carol :Porquê, Ana Laura? O que tem na Bíblia de tão interessante assim?
    Ana Laura: A Bíblia conta que o nosso Deus é apaixonado por nós!
    Carol: Sério? É mesmo?
    Ana Laura: É ,Ele nos ama tanto que chegou pertinho de nós, através de seu filho Jesus. Por isso que podemos chamar a Bíblia de “Carta de Amor”!
    Carol: Nossa Ana Laura , que lindo! Me conta mais?
    Ana Laura: Preste atenção, ela não foi escrita de uma só vez, ela vem de longe. E é formada por vários livros . Os primeiros foram escritos há mais ou menos 1250 anos antes de Jesus nascer.
    Carol: Nossa!!,Que legal!! tudo isso??? interessante!
    Ana Laura: É!!!!! Ela é dividida em duas partes: Antigo Testamento e Novo Testamento .
    Carol: Que isso antigo testamento, novo testamento, não entendi nadinha!!
    Ana Laura: Antigo testamento quer dizer que narra os acontecimentos anteriores ao nascimento de Jesus e Novo Testamento, depois do nascimento de Jesus. Entendeu agora?
    Carol: Acho que sim. Mas me diga uma coisa Ana Laura, quem escreveu a Bíblia? Puxa!! Ele é um livro muito grosso!!
    Ana Laura: Ih, um monte de gente, muitas pessoas inspiradas por Deus. Eram pessoas diferentes, que viveram em diferentes lugares.
    Carol: Entendi, então foi por isso que demorou tanto tempo pra ela ser escrita, né? Nossa!! Deve ter dado um trabalhão danado!!!
    Ana Laura : Isso mesmo e ela tem diversos nomes: Palavra de Deus, Sagrada Escritura, Livro Sagrado.
    Carol: Mas porque a Bíblia foi escrita mesmo, hein?
    Ana Laura: Para manter o povo no caminho de Deus, animando-o contra tudo aquilo que vai contra o seu projeto, o seu sonho de amor por nós, a construção do seu Reino.
    Carol :Agora sei que o lugar da Bíblia em nossa casa não é somente em cima da estante ou bem guardada no fundo da gaveta.
    Ana Laura: É porque se ela ficar assim, não vai cumprir sua missão de evangelizar.
    Carol: O melhor lugar para a Bíblia é junto de nós, na cabeceira da cama, para ser lida de verdade!
    Ana Laura: É verdade Carol.
    Carol: Sabe Ana Laura, eu vou agora mesmo pra casa, colocar a Carta de Amor de Deus no lugar onde ela merece.Tchau!
    Ana Laura: Tchau ,Carol! E vocês, onde vocês guardam a Bíblia , hein?????

    * se não estou enganada, acho que encontrei esse teatro no blog da Clécia e adaptei algumas coisinhas...