terça-feira, 27 de novembro de 2012

Estágio Pastoral, inserindo nossos jovens na comunidade




O ESTÁGIO PASTORAL é um trabalho desenvolvido com o objetivo de facilitar, promover o engajamento do jovem nas diversas pastorais da paróquia.  A escolha da pastoral acontece após o trabalho realizado pelo catequista, onde será apresentado todas as pastorais existentes na paróquia, o que fazem, quais suas carências, suas conquistas, bem como os dias que se reúnem. Cada crismando, dentro da disponibilidade de tempo  e aptidão, escolhe a pastoral em que deseja participar como estagiário...

Essa iniciativa se deu na tentativa de reduzir ao máximo a evasão de nossos crismados. O estágio pastoral faz parte do processo e é encarado com naturalidade. São raros os casos de crismandos que se negam a participar, mesmo nesses casos, ele é conscientizado quando participa da troca de experiências com o grupo. O importante  é oferecer, propor e depois respeitar o tempo de cada um.

LEIA NA ÍNTEGRA, clicando no link a seguir:

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O dom de cada um!

Comentários... Fico aqui lendo tudinho e é claro, amando. A riqueza de um blog está no espaço "comentários", um espaço onde permite catequistas de diversos estados se expressarem... Vamos colhendo e guardando aquilo que  serve para nosso crescimento, aquilo que podemos usar na nossa caminhada. Essa inquietação é positiva, isso mostra que estamos em busca. As alfinetadas que levamos serve para nos tirar do comodismo.

Obrigada Luciana Dias de PB, Silvanety de MS, Jonathan e anônima amada de MG, a Ju Fidélis que escreveram verdadeiros livros, nas duas últimas postagens... srsrrs Amei!
Ju, qual mesmo seu estado?

A verdade é que somos chamados por Deus a essa missão linda, contagiante, exigente, e assim como nossos catequizandos, a maturidade vai acontecendo com o tempo. Vamos ao longo dos anos, errando, aprendendo, corrigindo, crescendo... fazemos parte de uma comunidade, formamos um grupo de catequistas, cada um com uma história de vida diferente, maneira de pensar, de lidar com as situações. Alguns amamos como se fossem irmãos de sangue, outros convivemos. Enfim, somos um grupo diversificado e aí está a riqueza. Já pensou se fossemos um lote de 'pessoinhas'  todos iguais. Que coisa sem graça, sem novidade.

Como disse num dos textos anteriores, existem catequistas e catequistas, padres e padres, pais e pais, catequizandos e catequizandos... Nos resta ter discernimento, perceber nossa maior carência e lutar na medida de nossas possibilidades... De repente você precisa dar um xeque mate no pároco, ou no coordenador, nos catequistas... Não adianta visualizar a dificuldade, sentar numa sombra e esperar o bonde passar... Precisamos ser profetas, corajosos, audaciosos... Falamos disso em nossos encontros, da coragem de Moisés, da fé de Abraão, da fidelidade, confiança de Maria e tantos outros... E é claro que quando falamos deles não falamos historicamente, atualizamos, mostramos que devemos hoje ser esse profeta que anuncia e denuncia... Mas, na hora de ir na pessoa certa e chamar para uma conversa ao pé do ouvido, amarelamos, achamos sempre que isso é tarefa para o outro. E continuamos na mesma lamentação.

Eu to falando isso, porque vivemos isso aqui na minha paróquia e hoje estamos felizes porque fomos ouvidos, valorizados. Não somos modelo pra ninguém, erramos por demais da conta, mas a cada ano avaliamos, projetamos e seguimos adiante e essa caminhada de acertos e erros será para sempre, porque quando tudo parecer perfeito, podemos dependurar as chuteiras, porque a perfeição não nos compete.

A Ju fidelis colocou em seu comentário que meu dom é o da PALAVRA e olha que hoje, depois de muitas brigas comigo mesma, tenho essa certeza. Sou teimosa ao extremo, uma porrrrrrta( é assim que falamos aqui),  dou um trabalhão pra Deus, questiono seus chamados, argumento, tento negociar com Ele, desconfiada de tudo e de todos, sempre quero uma confirmação de tais chamados e Ele sempre me dá as respostas.

Há muitos anos, (não sou da renovação carismática, respeito quem é) fiz o enchei-vos - seminário de vida no Espírito e fui na intenção de descobrir meu dom, quer dizer, confirmar neh. No final, depois de uma longa caminhada, retiros, qual foi a resposta? Pregação!

Depois de mais alguns anos, a desconfiada aqui, passando por umas crises das brabas, queria de novo a confirmarão do dom, como se nosso dom tivesse prazo de validade,  e lá vai eu fazer o Cursilho. Quem conhece sabe, a profundidade e a seriedade desse movimento. Num determinado momento, ficou claro pra mim qual o meu dom. Adivinhem??? Confirmação pela Palavra de Deus em  Romanos 12,6 : Temos dons diferentes, conforme a graça que nos foi conferida. Aquele que tem o dom da profecia, exerça-o conforme a fé. Aquele que é chamado ao ministério, dedique-se ao ministério. Se tem o dom de ensinar, que ensine, o dom de exortar, que exorte...

Daí pra frente, parei de brigar com Deus.
A cada dia me convenço que só somos felizes quando descobrimos pra que viemos, quando colocamos nossos dons à serviço. E nessa busca é que muitas pessoas entram pra catequese como catequistas. Uns descobrem-se vocacionados, outros não. Por isso não temos que ficar implorando que catequistas continuem na catequese, porque se não forem vocacionados só vão tumultuar. Deixe que ele se encontre. Pois quem ama de fato a catequese, enfrenta os obstáculos, é criativo até pra lidar com os pepinos.

QUEM AMA O QUE FAZ, É SEMPRE CRIATIVO!


Beijussss
Já usei meu dom muito por hoje!
Agora é sua vez!

Um final de semana abençoado pra todos!

CATEQUESE, PRIORIDADE? Queremos ação, conversão pastoral...

"Olha eu aqui falando o que escutei por ai, mas temos que falar, pois desta forma pode chegar ao ouvido de todas as "profequistas" que existem neste imenso Brasil. Estava eu em um salão de beleza , quando uma Tia de uma criança comenta que a "profequista" falou que tinha que ir a missa se não perdia ponto e a criança ficou com raiva por que a "profequista" não foi a "dita" ( palavras da tia) missa. Então passar e ficar de recuperação e mais facil ainda , agora ir ou não ir a missa se ganha ponto?!! "... Continue lendo a história da profequista na parte "comentários" na postagem anterior - "Até Quando????"...

Nunca Tinha escutado dessa forma: PROFEQUISTA! (até que ficou legal neh)
Eu não sei quem deixou esse comentário, embora você diga que eu sei, se puder identificar-se, fico feliz, porque sou um tanto quanto curiosa. (iccintra@hotmail.com). Prometo que sua identidade será preservada.
Gostei  da maneira como você inicia seu comentário..."mas temos que falar, pois desta forma pode chegar ao ouvido de todas as "profequistas" "

Quando coloco algo do tipo, não coloco para criar polêmicas, muito menos para falar mal de ninguém, pois tenho o maior respeito pelo trabalho de tantos catequetas que se dispõe de tempo para pensar a catequese. A questão levantada foi: "Será que todo esse trabalho, tantos estudos estão tendo retorno? Será que estão chegando nos ouvidos daquele catequista de base, daquele catequista que não tem acesso à internet, formações diferentes, daquele catequista que não pode tirar ao pão de sua mesa, para adquirir livros, documentos? Esse é o meu grito e  reconheço que sou um pouco tempestiva, que em muitos casos deveria deixar a raiva secar para depois agir. Mas, em se tratando de catequese, que é minha paixão, não consigo me calar diante de coisas que vejo e acabo atropelando um pouco, parece que tenho a obrigação de lutar pelos direitos de tantos catequistas, direito à formação/apoio/orientação/acompanhamento... Sei que isso até me prejudica, queima minha imagem... Mas, quer saber, isso não me preocupa...
* Uma boa pedida, seria uma biblioteca catequética paroquial, assim o catequista teria um lugar pra ter acesso aos estudos e tudo mais... O dízimo que pagamos é também pra isso!!

"Essa coisa de tomar as dores, me acompanha desde sempre, foi assim na minha infância nas minhas amizades, no meu trabalho... Tem um fato que me marcou, quando eu trabalhava numa grande empresa na minha cidade, trabalhava na área de comunicação e era encarregada do meu setor. Certo dia, um dos diretores me chamou em sua sala e foi direto: "Imaculada, quero que você demita "aquela" telefonista", porque onde já se viu uma telefonista com esse nome ( e disse o nome dela)"... Aquilo, meu sangue subiu, eu não acreditava que estava escutando algo do tipo... Fiquei por uns minutos em silêncio diante daquele "mostro" de nome bonito. Engoli seco, e disse: "Vou te fazer uma única pergunta, dependendo dela, eu dispenso essa telefonista, o senhor por acaso tem um nome até que bonito (PAULO), mas o senhor pôde escolher seu nome? Se não fosse esse nome e fosse um outro daqueles horrendos, o que faria? Aceitaria ser eliminado da equipe de direção dessa empresa por causa de um nome? Me responda... E mais uma coisinha, se ela for demitida por causa do nome dela, mesmo ela sendo uma das melhores funcionárias, eu me demito junto... Certo? Ele conversou, desconversou e não disse nada... Eu, imediatamente fui ao departamento pessoal e coloquei meu cargo à disposição, caso essa funcionária fosse demitida... Essa funcionária nunca soube disso e não foi demitida, nem eu...srrsr"

Saindo desse parêntese, quando escrevo algo assim, escrevo para despertar, para que como minha amiga disse, para que isso chegue à quem precisa. E meu grito tem fundamento, sei e reconheço que tem muitos sacerdotes que tem a catequese como prioridade, mas no geral, pelo que escuto, leio e até mesmo em lugares que tenho ido, dá dó de ver a falta de apoio, lugares onde o padre não passa num encontro de catequistas nem pra dizer um oi, quanto mais pra escutar o que vai ser abordado ali. Como tenho ido também em lugares, chamada pelo próprio pároco , porque ele quer mudar  a catequese em sua paróquia, de novo, insisto, não generalizemos.  Um pároco tem por obrigação encontrar um tempinho para ter com seus catequistas, para no mínimo conhecer o itinerário catequético, qual material é usado, como fazem. Falta de tempo? Isso é inaceitável, assim como é inaceitável um catequista dizer seu SIM e não assumi-lo de fato, só ficando no "venha a nós".

Mas, enfim, nada como um dia tenebroso com uma noite no meio, onde a gente tem a oportunidade de acordar com as forças recobradas, com disposição para continuar lutando por uma catequese melhor. Lembrando que, os catequistas que tem acesso à internet, livros, formações, tem por obrigação de ser agentes multiplicadores, fazendo com que isso chegue aos desinformados.

Beijo grande à todos que passam por aqui. Sua presença, seu comentário é o que me faz ainda ser uma catequista blogueira e ficarei imensamente feliz se em algum lugar desse Brasil um dos meus gritos forem ouvidos...

CATEQUESE, PRIORIDADE??? Me mostre isso nas ações!
a Fé sem obras é morta! Palavras que são só palavras, também!