quarta-feira, 18 de maio de 2011

Kit da amizade...

Eu recebi de presente uma caixa com um monte de "mimos" da Sandra, catequista em Jundiaí-Sp. Dentro dessa caixa veio um kit, " kit da amizade". Estou postando à pedido de minha querida Angela Rita, pois é uma opção legal para presentear nossos catequizandos. O catequista pode adaptar, mudar o que quiser. Eu já vi kits com band-aid,  bolinhas de algodão,  velinha. Se você fussar na internet, vai encontrar. Basta um pouco de criatividade e você montará seu próprio kit.
Viu só, o presente é meu, mas... reparto com vocês!
Agora, dentro da caixa, veio um monte de beijinhos e abraços quebra-ossos. Esses são meus!
Obrigada Sandra, pelo carinho!
Obrigada Darlene de Passa Quatro-MG pelo tercinho de São Miguel.
Obrigada Sheila do Rio de Janeiro, pelo Cd "Uma história em canções"
Amei tudo...

Kit da amizade 
Este é um kit para acompanhar sempre você.Nele você encontrará o indispensável; 
Um ELÁSTICO... Lembrando o seu círculo de amizades.Ele poderá ficar grande ou pequeno, conforme sua capacidade e desejo de perdoar, amar e relacionar-se com os outros.Um CLIPE... Para juntar todos os ensinamentos e experiências positivas.Uma BORRACHA... é melhor apagar os "mal entendidos". Ela representa o perdão, um coração aberto, sem preconceitos, cheio de amigos sedentos de justiça.
E mais... mantenha ali sempre uma BALINHA para adoçar a sua vida e da próximo.
leve esse kit para a vida, pois ele é fundamental!
seja Feliz!

terça-feira, 17 de maio de 2011

DGAE - 2011-2015


A CNBB aprovou,  as novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) para o quadriênio 2011-2015. O Documento obteve 271 votos dos 274 votantes. Houve um voto contrário e dois em branco.
“Evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo”.
Este é o objetivo geral que abre as novas Diretrizes cujo texto é dividido em cinco partes, além de uma introdução e uma conclusão. O Documento tem cerca de 50 páginas e 130 parágrafos.

Veja, abaixo, o esquema geral das novas Diretrizes
OBJETIVO GERAL
INTRODUÇÃO
I - PARTIR DE JESUS CRISTO
II - MARCAS DE NOSSO TEMPO
III - URGÊNCIAS NA AÇÃO EVANGELIZADORA
3.1. Igreja em estado permanente de missão
3.2. Igreja: casa da iniciação à vida cristã
3.3. Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral
3.4. Igreja: comunidade de comunidades
3.5. Igreja a serviço da vida plena para todos

IV - PERSPECTIVAS DE AÇÃO
4.1. Igreja em permanente estado de missão
4.2. Igreja: casa da iniciação à vida cristã
4.3. Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral
4.4. Igreja: comunidade de comunidades
4.5. Igreja a serviço da vida plena para todos
V - INDICAÇÕES DE OPERACIONALIZAÇÃO
5.1. O plano como fruto de um processo de planejamento
5.2. Passos metodológicos
CONCLUSÃO: COMPROMISSO DE UNIDADE NA MISSÃO
SIGLAS

Catequista, atualize-se!

Diretrizes da Ação Evangelizadora no Brasil – 2011-2015

A 49ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em Aparecida de 4 a 13 de maio, discutiu e aprovou as novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para os próximos quatro anos. As Diretrizes, aprovadas pela quase unanimidade dos bispos, indicam as grandes linhas por onde o trabalho evangelizador deverá ser orientado e expressam a vontade comum e a responsabilidade compartilhada dos bispos pelos rumos da Igreja no Brasil.

As Diretrizes têm um significado eclesial próprio e valem não apenas para a CNBB e para os próprios bispos, mas devem ser levadas em conta por todas as organizações da Igreja no Brasil. Nelas repercutem fortemente as questões levantadas pela 5ª Conferência Geral, em Aparecida, e as conclusões às quais chegou aquela Conferência do Episcopado do Continente Latino-americano, em maio de 2007. Mas também a centralidade da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja está bem retratada, como aparece na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini.

O ponto de partida imprescindível e constante da vida e da missão da Igreja é o próprio Jesus Cristo. A Igreja perde sua referência, se ela não tem Jesus Cristo e seu Evangelho sempre diante dos olhos. Vale a pena lembrar sempre de novo aquilo que o papa Bento 16 disse na Encíclica Deus Caritas est e também no discurso de abertura da Conferência de Aparecida: Nossa fé cristã não é resultado de um raciocínio lógico, nem também de um grande ideal moral, mas do encontro com uma pessoa – Jesus Cristo.

As Diretrizes trazem isso como ponto de partida para toda a ação evangelizadora: sem o encontro pessoal e contagiante com Jesus Cristo, não há discípulos nem missionários; e o trabalho da Igreja teria apenas a força e significado de qualquer ONG ou iniciativa humana. A Igreja não pode esquecer que é, antes de tudo, obra de Deus, que conta, certamente, com nossa constante participação e colaboração.

Em seguida, as Diretrizes ocupam-se com as “marcas” da sociedade, da cultura e da própria Igreja em nosso tempo. Várias urgências decorrem, para a evangelização, desses cenários diversificados. A Igreja precisa colocar-se em estado permanente de missão; não bastam mais os métodos tradicionais, voltados, sobretudo, para a “conservação” daquilo que já tinha sido feito; de uma pastoral de conservação, é preciso passar a uma pastoral missionária. E assim, a Igreja redescobre aquilo que é sua natureza e característica essencial: um povo enviado em missão para o meio do mundo! Somos um povo missionário; e nossas organizações eclesiais precisam traduzir isso sempre mais claramente através de uma nova prática missionária.

Mas a Igreja no Brasil não quer apenas jogar sementes ao vento: Ela quer formar discípulos que tenham uma forte experiência de fé, a partir de um profundo encontro com Deus por meio de Jesus Cristo, no dom do Espírito Santo. Por isso, a CNBB indica como prioridade a introdução ampla de um processo de iniciação à vida cristã, por meio do qual os batizados possam tornar-se verdadeiramente discípulos de Jesus. Isso é tanto mais necessário em nossos dias, quando a fé já não é mais transmitida simplesmente pelo ambiente e pelos agentes tradicionais de comunicação da fé; a família e a escola, por exemplo, já não conseguem fazê-lo de maneira satisfatória. As comunidades cristãs, bem constituídas, precisam tornar-se sempre mais os sujeitos de uma iniciação mais completa à vida cristã, para que os batizados católicos estejam firmes na fé, enraizados em Cristo, “prontos a dar as razões de sua esperança a quem lhas pedir”.

Elemento fundamental para a iniciação à vida cristã e a formação de discípulos é a Palavra de Deus; os cristãos católicos não podem ignorar a Sagrada Escritura e só conseguirão progredir no “conhecimento de Jesus Cristo”, se tiverem constantes e ricos contatos com Deus através de sua Palavra, na Escritura e na vida da Igreja. Segundo a recomendação do papa Bento 16, a “animação bíblica” não deve ser objeto de mais uma “pastoral”, mas é preciso fazer a animação bíblica de toda a pastoral.

Finalmente, as Diretrizes indicam as direções para que a Igreja no Brasil seja testemunha da caridade e da esperança e, a exemplo de Jesus, se coloque a serviço da vida plena para todos: a atividade pastoral consiste em fazer como fez o Bom Pastor, que não veio para ser servido, mas para servir e para que as ovelhas tenham vida e vida plena. As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil precisam, agora, ser assimiladas pelos nossos planos e projetos de pastoral.

Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 17.05.2011
Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo