domingo, 17 de agosto de 2014

Rito de Entrega do Símbolo(credo)

*Catecumenato com adultos - Paróquia Nossa Senhora Aparecida-Capelinha-Franca-SP
 Aproximadamente 90 catecúmenos e catequizandos deram mais um passo rumo ao amadurecimento na fé.
17.08.14

"Assinalando o término de uma etapa da formação dos catecúmenos, a Igreja lhes confia com amor os documentos considerados, desde a antiguidade, como o compêndio de sua fé e de sua oração" (RICA, n. 181)

"Realiza-se em primeiro lugar a "entrega do Símbolo", que os eleitos guardarão de memória e recitarão em público antes de professarem, no dia do Batismo, a fé que ele expressa." (RICA, n.183)

"No decorrer do tempo do catecumenato, faça-se a entrega do Símbolo. O momento oportuno poderia ser escolhido segundo a evolução da catequese, de forma que coincida com a instrução sobre as verdade fundamentais da fé cristã e o modo de vivê-las no dia-a-dia." (RICA, n.184)


Esse rito acontece depois da homilia

Quem preside dirige aos catecúmenos as palavras a seguir: Caríssimos catecúmenos, agora vocês escutarão as palavras da fé pela qual vocês serão salvos. São poucas, mas contêm grandes mistérios. Recebam e guardem essas palavras com pureza de coração.






Presidente: Frei Afonso-OAR

O sacerdote e a comunidade dos fiéis recitam, solenemente, o Símbolo apostólico. Os catecúmenos recebem em silêncio.


 Oração sobre os catecúmenos (de joelhos)

Oremos por nossos catecúmenos: que o Senhor nosso Deus abra os seus corações e as portas da misericórdia para que, vindo a receber nas águas do Batismo o perdão de todos os seus pecados, sejam incorporados no Cristo Jesus.

Quem preside, com as mãos estendidas sobre os catecúmenos, diz:
Senhor, fonte da luz e da verdade, imploramos vosso amor de Pai em favor destes vossos servos. Purificai-os e santificai-os; dai-lhes verdadeira e santa doutrina para que se tornem dignos da graça do Batismo. Por Cristo, nosso Senhor.








°Despedida dos catecúmenos

A missa prossegue com a liturgia eucarística, enquanto os catecúmenos e catequizandos são encaminhados para um local devidamente preparado para um momento de catequese.


* Ainda no tempo do catecumenato, acontecerá encontros semanais para a reflexão/estudo sobre o símbolo dos apóstolos(credo)


Para aprofundamento

"A comunhão na fé precisa de uma linguagem comum da fé, normativa para todos e que una na mesma confissão de fé. Desde a origem, a Igreja apostólica exprimiu e transmitiu sua própria fé em fórmulas breves e normativas para todos"¹.

O conteúdo afirmativo daquilo que se crê pela via de compreensão doutrinária foi sendo elaborado durante séculos pela Igreja. O símbolo é o Credo ou as verdades de fé definidas pela Igreja e propostas para todos os que queiram fazer o caminho de Jesus Cristo nas comunidades cristãs. "Esse Símbolo da fé não foi elaborado segundo as opiniões humanas, mas da escritura inteira recolheu-se o que existe de mais importante, para dar, na sua totalidade, a única doutrina da fé"²

As verdades de fé não são acidentais, casuais ou periféricas. Elas constituem a base do edifício da fé. O Símbolo é composto pelos chamados artigos da fé, os quais vão definindo a identidade do Deus cristão, a mediação da Igreja para quer nele e o modo como o cristão deve professar e praticar a sua fé.

"Chamam-se 'Credo' em razão da primeira palavra com que normalmente começam: 'Creio'. Denominam-se também 'Símbolos da fé'. A palavra grega symbolon significava a metade de um objeto quebrado(por exemplo, um sinete) que era apresentada como sinal de reconhecimento. As partes quebradas eram juntadas para se verificar a identidade do portador. O 'Símbolo da fé' é, pois, um sinal de reconhecimento e de comunhão entre os crentes. Symbolon passa em seguida a significar coletânea, coleção ou sumário. O 'Símbolo da fé' é a coletânea das principais verdades da fé"³

Ao mesmo tempo em que a Igreja professa a fé através do Símbolo ou do Credo, ela também celebra tal fé através da oração, do culto dominical que ´´e a celebração da Eucaristia. Essa é outra dimensão importante do Credo. Por isso, em todas as missas dominicais a comunidade renova sua fé através da chamada profissão de fé. Assim, a Igreja crê naquilo que ela celebra e, por sua vez, celebra o conteúdo daquilo que ela crê. Cada membro da comunidade vai aprendendo sobre o conteúdo da fé e, simultaneamente, vai celebrando o significado desse conteúdo.

Um dos papéis da celebração dominical da Eucaristia na comunidade é conduzi-la a uma experiência espiritual por meio de um método catequético. A Eucaristia é a oração por excelência da Igreja. Através dessa oração, sempre inspirada e iluminada pela Palavra de Deus, o cristão transforma a fé doutrinária que vai aprendendo em um compromisso. A fé é professada e celebrada pela Igreja como sendo um caminho da vida cristã ligado á realidade pessoal e comunitária. Ao longo de sua caminhada, o cristão deverá alcançar esse momento no qual é capaz de perceber a relação profunda entre fé professada, fé celebrada e fé vivida.

A partir desse momento decisivo, a Igreja poderá lhe entregar o Credo, que é Símbolo, ou seja, o sentido mais profundo e comprometedor de sua fé. Ao receber o Símbolo da fé da Igreja, o cristão é desafiado a continuar sua caminhada fazendo dele um compromisso de vida a serviço da transformação do mundo e da história na direção do projeto do Reino de Deus.

¹ CIC, n.185
² Ibid, n.186
³ Ibid, n. 187-188
*retirado do livro Testemunhas do Reino - Nucap

sábado, 16 de agosto de 2014

Celebração de entrada no catecumenato

*Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Capelinha
Franca-SP

O Ritual de Iniciação Cristã (RICA) - Riqueza litúrgica, simbólica, teológica e Pastoral


Refletindo a Iniciação Cristã como um processo de profunda e progressiva experiência de encontro com Jesus Cristo, que provoca a conversão e leva ao testemunho da fé, o Ritual de Iniciação Litúrgica, comumente chamado de RICA, nos apresenta uma imensa riqueza teológica e pastoral, partindo de sua proposta litúrgica-simbólica.
O RICA, a princípio, não é um manual catequético, no sentido mais costumeiro. Seu objetivo não é oferecer conteúdos organizados para uso na catequese “formal”, isto é, ninguém recorrerá ao RICA para encontrar, ali, os temas para os encontros com seus catequizandos. Trata-se de um livro litúrgico, de um Ritual, como o próprio nome diz, com o intuito de oferecer um caminho iniciático a adultos, especialmente àqueles que se dispõem fazer seu itinerário de descoberta e encontro com Jesus, na comunidade de fé, através das celebrações e outras orações.

RICA é estruturado em quatro tempos de amadurecimento e vivência da fé em processo de construção, favorecendo a celebração de cada período do caminho de iniciação, de tal modo que todos saboreiem bem os passos dados e progridam na experiência do Mistério apreendido, assimilado e assumido. É como subir uma escada, que pedagogicamente a Igreja organizou desde os seus primeiros séculos, escada essa que conduz ao coração de Deus, passando pelos sacramentos, meditação da Palavra, celebração e vida em comunidade.

Esses quatro tempos têm nomes próprios: Pré-catecumenato: tempo de acolhida e verificação das motivações; catecumenato: período de catequese sistemática e ampla convivência com a comunidade;iluminação: ocorre durante a quaresma que antecede a recepção sacramental: candidatos e comunidade preparam-se intensamente para a celebração dos sacramentos pascais; e por último, o período de mistagogia: ocorre no tempo pascal, significa a tomada de consciência de que a mudança interior dada pelo dom sacramental deverá corresponder à contínua transformação existencial ao longo da vida.
A Celebração de entrada na catequese de Iniciação

O Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA), retomando a tradição da Igreja que remonta aos primeiros séculos, propõe um marco inicial para celebrar a entrada dos interessados em tornar-se cristãos no processo catequético do catecumenato. Trata-se da “Celebração de Entrada”, que pode ser feita em qualquer processo catequético, mesmo onde não se usa a metodologia sugerida pelo RICA

É uma celebração de acolhida dos candidatos na comunidade e abertura solene da primeira etapa da caminhada de preparação para a vida cristã, que também passará, mais tarde, pelos Sacramentos de Iniciação (Batismo, Crisma e Eucaristia). Espera-se que essa celebração seja feita depois de um razoável período de “aquecimento” das motivações daqueles que aspiram à vida cristã (evangelização), que Jesus já tenha sido apresentado a eles e que demonstrem um desejo sincero de seguir o Cristo, dêem sinais de conversão e manifestem uma fé inicial, mesmo que imatura.

Será a primeira vez que, em público, com a presença da comunidade e dos catequistas, os candidatos, também chamados“simpatizantes”, manifestarão seu “desejo de mudar de vida e entrar em comunhão com Deus em Cristo” (RICA 15), sentirão o apoio e as preces da comunidade e receberão as graças de Deus para fazerem o novo caminho.

O rito é bastante significativo. Ele tem início fora da igreja, para onde caminharão em procissão posteriormente. Trata-se de uma simbologia profunda: a Igreja, representada pelos cristãos e pelo templo, está de braços e portas abertas para acolher os irmãos que chegam. Esse clima é marcado por abraços, alegria e afeto.

Logo no início os candidatos são chamados pelo seu nome, o que não é mera formalidade, mas expressão da Igreja que valoriza a identidade pessoal de seus filhos e da pertença de todos ao Bom Pastor, que “conhece pelo nome as suas ovelhas” (Jo 10,). Em seguida, o candidato diz claramente que pede à Igreja o dom da fé e é assinalado com a cruz de Cristo na fronte, nos ouvidos, nos olhos, na boca, no peito e nos ombros. Uma cruz pode ser entregue a cada um deles, sempre lembrando o amor de Cristo por nós e o compromisso de segui-lo e à sua cruz consagrar toda a vida.

Após uma caminhada até a igreja, a Palavra de Deus é proclamada solenemente, depois de sua entronização com velas e incenso; a seguir, a Bíblia é entregue a cada um dos que foram introduzidos à catequese, podendo agora ser chamados de “catecúmenos”, pois já estão admitidos plenamente ao processo catequético. Encerra-se esse momento com preces e orações em favor de toda a Igreja, especialmente dos catecúmenos.

Como não comungam ainda, pelo fato de não terem recebido os Sacramentos de Iniciação, catecúmenos e catequistas vão para outra sala, para confraternização e partilha das alegrias, enquanto a comunidade celebra a Eucaristia, a partir do ‘creio’.

Foi neste espírito que em (27-04-2014)SEGUNDO DOMINGO DA PÁSCOA, aconteceu na Paróquia Agostiniana Recoleta Nossa Senhora Aparecida (Franca-SP), a CELEBRAÇÃO DE ENTRADA NO CATECUMENATO de cerca de 80 novos CATECÚMENOS.

O RITO DE ACOLHIDA – INICIAÇÃO Á VIDA CRISTÃ COM ADULTOS foi presidido por Frei Afonso.

Deus seja louvado e nos conduza nesse itinerário rumo ao amadurecimento na fé.

Contribuição: Imaculada Cintra

Edição: Frei Ricardo, oar

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Acolhendo as famílias que estão chegando na catequese!

Nossa catequese começa em agosto. 
Em julho, as famílias são visitadas pelos catequistas, onde é realizado o querigma.
 Nossa intenção é que não fique nenhuma família sem a visita. Depois disso, num encontro geral, acolhemos as famílias antes de iniciar com os catequizandos. 
Nesse encontro fazemos um trabalho de conscientização sobre  o que é, qual  o objetivo da catequese hoje e como ela está organizada em nossa paróquia.  A catequese vista como processo de amadurecimento na fé  e não somente para recepção de sacramentos e tudo mais que a Igreja vem nos orientando...
Abordamos sobre o trabalho que realizamos com a catequese com adultos para os pais que não completaram sua IVC. Os deixamos à vontade para aderirem ou não. Tudo acontece de uma forma bem tranquila, sem imposição. Fique feliz, quando no final do encontro fui procurada por um pai dizendo: "Eu quero fazer a catequese..." Nesse momento a acolhida é calorosa. Por esse, já valeu minha noite!
No geral, fiquei contente com a presença quase que em massa das famílias. Nesse mesmo dia, todas as comunidades pertencentes à paróquia realizam esse mesmo encontro.
 Que Deus nos conduza nesse trabalho de educar na fé, aqueles que nos foram confiados.
Li  e disponibilizo abaixo, um testemunho escrito pela Solange Carmo, do site www.fiquefirme.com.br,  achei oportuno usá-lo com os pais, reforçando nossa meta com a catequese, formar cristãos maduros, convictos de sua fé, que saibam ter uma consciência crítica perante os acontecimentos da vida, cristão que não tenham na sua idade adulta, uma fé infantilizada. 
Deixo também as dicas de vídeos que usei como motivação!

Com raiva de Deus

Antônio é um senhor de 52 anos, casado e tem quatro filhos. O caçula está com 15 anos. A família vive em total harmonia. Antônio tem um bom emprego. Os filhos estudam em excelentes escolas. A esposa é muito dedicada. É a vida que todo mundo deseja. Antônio e sua família são católicos, muito católicos. Eles agradecem a Deus, todo dia, pela vida tranquila que estão levando. Para eles, Deus está derramando bênçãos sobre toda a família, porque são pessoas boas e de fé.

Mas um dia, o filho caçula adoeceu. Uns sintomas esquisitos. O pai pensou: não deve ser nada. Coisa de adolescente, mudança de idade. De qualquer forma, levaram o garoto ao médico.

O médico examinou e ficou pensativo. Pediu muitos exames. O médico estava sério. Antônio ficou preocupado e rezou com muita fé. Pedia a Deus que não fosse nada grave.

Quinze dias depois, Antônio saiu do consultório médico em prantos e com um papel na mão em que se lia o terrível diagnóstico: câncer no sangue, ou seja, leucemia. Era muito mais grave do que se pensava. E naquele tempo, pior do que hoje, a medicina ainda não tinha muito o que fazer em casos de leucemia.


O pai se desesperou. Como podia um adolescente com 15 anos ter uma doença tão séria? Como Deus podia permitir isso? Logo ele, um garoto tão bom! Logo com uma família tão unida e tão fiel a Deus?


Os primeiros passos foram dados imediatamente: a família passou a rezar ainda mais e pedir a oração dos amigos. E começaram o tratamento, o que a medicina tinha a oferecer naquele tempo. E fizeram promessas, novenas, romarias a santuários onde se davam bênçãos especiais, participaram de missas de cura, fizeram de tudo.

Mas o garoto só piorava. Os tratamentos não estavam surtindo efeito. A família tomou então uma decisão drástica: vendeu tudo o que possuía, fez campanha entre amigos, ajuntou um bom dinheiro e foi para o exterior, acreditando que em outro país houvesse tratamento mais eficaz. O médico já havia prevenido que era um tipo de câncer muito difícil de combater. A medicina não dava muitas esperanças. E quando médico fala assim é porque não tem jeito mesmo. Mesmo assim, seu Antônio viajou com o filho doente para os Estados Unidos.

Quando voltaram, o garoto estava pior ainda. E a família já sem dinheiro. Antônio se desesperou. Não aceitava a morte do filho. Brigou com Deus. Sabendo de sua crise de fé, membros de outra Igreja foram procurá-lo e prometeram a cura, caso ele mudasse de religião. Disseram que Deus não estava ouvindo suas preces porque ele tinha imagens de santo em casa. Ele quebrou todas as imagens, contra a vontade da esposa, e mudou de religião.

Na nova religião, gastou ainda mais, rezou ainda mais. E o filho continuava cada vez pior. Antônio mudou várias vezes de religião. Frequentou de tudo. Ele achava que o problema estava na religião ou em sua fé.

Passados alguns meses, o filho morreu. A doença venceu e a morte chegou mais cedo para aquele garoto. Os amigos visitaram, acompanharam, choraram juntos. Mas nada consolava aquele pai.

Desgostoso da vida, hoje Antônio é um homem sem fé. Ele diz que não adianta crer, pois na hora em que a gente mais precisa Deus vira as costas. Até hoje ele não aceitou a morte de seu filho mais jovem. E vive revoltado com a vida.   Fonte:http://fiquefirme.com.br/multimedia-archive/10-com-raiva-de-deus/