terça-feira, 5 de abril de 2011

O que quero quando a morte bater a minha porta...

A morte!  Uma realidade temida e detestada por muitos. Está sempre nos rodeando, tirando do nosso convívio pessoas que amamos. Perante a morte, nos sentimos impotentes, nada podemos fazer, a não ser lutar com todas nossas forças enquanto tiver um fio de esperança de vida.

Quando acompanhamos alguém da nossa família em seu leito de morte, dói, massacra, sangra, as vezes  nos revoltamos, brigamos, questionamos a Deus. Enfim, vacilamos na fé. Sem outra alternativa, aos poucos vamos aceitando  a realidade da morte e que tudo está nas mãos de Deus.

Diante da morte, refletimos sobre nossa vida, como estamos cuidando da nossa saúde, como estamos aproveitando cada instante que Deus nos permite estar aqui nessa vida terrena. Quando li o texto abaixo,  concordei com muita coisa sobre o último discurso de Martin Luther King, também penso muito em minha morte, as vezes me sinto tomada de um profundo desejo de ter esse encontro com Deus, fico imaginando como será lindo, chego a suspirar profundo.

Se tiver a oportunidade quero deixar escrito(aliás, já estou deixando srsrs) como deve ser meu funeral, sem lamentações, desesperos.

Quero um velório com musicas, orações, silêncio. Nada de gente falando alto, rindo e contando piadas. Quero que meu velório seja um grande acontecimento catequético. Quero ser lembrada pelo amor que espalhei, pelas coisas boas que Deus fez através de mim, pelas pessoas que ajudei levar pra Deus.

Desejo firmemente que minhas faltas, meus erros sejam esquecidos, encobertos por minhas obras boas.

Quero salvar muitas almas através do meu sofrimento. Quero que depois de minha morte, na primeira oportunidade, façam por minha alma a indulgência plenária, que aproveitem todos os meus órgãos sadios, proporcionado vida a outros. Quero encarar a morte como São Francisco, a chamando de minha irmã morte. Não me deixem morrer sem receber os sacramentos.

Quero, se for essa a vontade de Deus, viver por muito tempo ainda, fazendo o bem aqui na terra, evangelizando a muitos. Quero ser uma pessoa melhor e ter uma morte feliz. No momento estou com o coração exultante de falar sobre a morte e espero ter esse mesmo sentimento quando ela bater à minha porta.

Quero poder dizer: "Sim, pode entrar, mas me dê um tempinho, para eu me preparar". Quero ser forte. 
Quero tudo isso, mas com um detalhe, se for  ESSA A VONTADE DE DEUS.

O último discurso de Martin Luther King

 
(1929-1968)

Freqüentemente imagino que todos nós pensamos no dia em que seremos vitimados por aquilo que é o denominador comum e derradeiro da vida, essa alguma coisa que chamamos de morte.

Freqüentemente penso em minha própria morte e em meu funeral, mas não num sentido angustiante.

Freqüentemente pergunto a mim mesmo que é que eu gostaria que fosse dito. Então deixo aqui com vocês a resposta.

Se vocês estiverem ao meu lado, quando eu encontrar o meu dia, lembrem-se que eu não quero um longo funeral.

Se vocês conseguirem alguém para fazer a oração fúnebre, digam-lhe para não falar muito, para não mencionar que eu tenho trezentos prêmios (isso não é importante), para não dizer o lugar onde estudei.

Eu gostaria que alguém mencionasse aquele dia em que eu tentei dar minha vida ao serviço dos outros, eu tentei amar alguém, eu tentei visitar os que estavam na prisão, eu tentei vestir um mendigo, eu tentei amar e servir a humanidade.

Sim, se quiserem dizer algo, digam que EU FUI ARAUTO (*), arauto da justiça, arauto da paz, arauto do direito. Todas as outras coisas triviais não têm importância.

Não quero deixar atrás nenhum dinheiro, coisas finas e luxuosas.

Só quero deixar atrás uma vida de dedicação.

E isto é tudo o que eu tenho a dizer: SE EU PUDER ajudar alguém a seguir adiante, animar alguém com uma canção, mostrar a alguém o caminho certo, cumprir o meu dever de cristão, levar a salvação para alguém, divulgar a mensagem que o Senhor deixou, então MINHA VIDA NÃO TERÁ SIDO EM VÃO.
(Martin Luther King era pastor americano e morreu baleado por lutar contra o racismo nos EUA.)

(*)Arauto é qualquer pessoa que apregoa, isto é, trata-se de um mensageiro.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Olá!! Passando poraqui para pedir orações pela Darlene, catequista em Passa Quatro - MG, que nesse momento está vivendo seu vale de lágrimas com a perda de sua mãe. Não tenho palavras, só peço que Deus a conforte, bem como toda sua  família!
Força Darlene!

Salve, Rainha, 
Mãe de misericordia, 
vida, doçura e esperança nossa, salve! 
A vós brandamos os degregados filhos de Eva. 
A vós suspiramos, gemendo e chorando 
neste vale de lágrimas. 
Eia pois, advogada nossa, 
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, 
e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, 
bendito fruto de vosso ventre, 
ó clemente,
ó piedosa, 
ó doce sempre Virgem Maria.
Rogais por nós, rogai pela Darlene, rogai pela alma de sua mãe,  Santa Mãe de Deus. 
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 
 Amém...
Li esse poema num comentário sobre o post "A língua dos padres tem a obrigação de saber responder"  no blog confessionário dum padre. Achei lindo, sei que essas palavras foram dirigidas ao padre, mas eu as acolhi pra mim, porque também como catequistas, parece que precisamos sempre estar afinados para responder a tudo. Nos sentimos assim, quando as pessoas nos pedem algum conselho ou mesmo quando confia a nós suas fragilidades, dilemas... Ficamos com medo de não responder aquilo que a pessoa quer escutar... Não entendemos também que às vezes é preciso apenas escutar, sem ter a obrigação de responder nada... Deve ser porisso que temos dois ouvidos e uma boca... Eu tenho essa dificuldade, nunca consigo não dar meus palpites quando uma pessoa me pede ajuda ou me confidencia alguma coisa, mas às vezes fico a pensar se foi positivo minhas respostas... Que Deus nos faça emprestar nossos ouvidos e nos dê sabedoria para falar na hora certa, com as palavras certas...
Uma semana abençoada à você que passa por aqui!


"Sinto-me confundido, Senhor:
Por ser pecador e perdoar,
Ser fraco e ajudar,
Ser miséria e espalhar felicidade;

Por ter dúvidas e ensinar certezas,
Ter tentações e santificar,
Viver numa encruzilhada e encaminhar;

Por ter chagas e curar,
Ter lágrimas amargas e consolar,
Ter espinhos e espalhar suavidade;

Por sentir contradições e ensinar a verdade,
Sentir a carne e defender o espírito,
Viver a solidão e congregar à minha volta...

Por tudo isto, minha alma vos louva, Senhor"