quinta-feira, 13 de julho de 2017

catequista não é profissão, mas vocação

Papa Francisco pede que os catequistas sejam criativos, buscando diferentes meios e formas para anunciar a Cristo

Ser catequista não é uma profissão, mas uma vocação: é o que afirma o Papa Francisco na mensagem enviada aos participantes do Simpósio  Internacional sobre Catequese, em andamento na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica Argentina (UCA), em Buenos Aires.
No texto, o Pontífice cita um diálogo de São Francisco de Assis com um de seus seguidores, que queria aprender a pregar. O santo lhe diz: Quando visitamos os enfermos, ajudamos as crianças e damos de comer aos pobres já estamos pregando. “Nesta lição, está contida a vocação e a tarefa do catequista”, escreve o Papa.

Ser catequista
Em primeiro lugar, a catequese não é um trabalho ou uma tarefa externa à pessoa do catequista, mas se “é” catequista e toda a vida gira em torno desta missão. De fato, “ser” catequista é uma vocação de serviço na Igreja, que se recebeu como dom do Senhor para ser transmitido aos demais. Por isso, o catequista deve constantemente regressar àquele primeiro anúncio ou “kerygma”, que é o dom que transformou a própria vida. Para Francisco, este anúncio deve acompanhar a fé que já está presente na religiosidade do povo.

Com Cristo
O catequista, acrescentou o Papa, caminha a partir de Cristo e com Ele, não é uma pessoa que parte de suas próprias ideias e gostos, mas se deixa olhar por Ele, porque é este olhar que faz arder o coração. Quanto mais Jesus toma o centro da nossa vida, mais nos impulsiona a sair de nós mesmos, nos descentraliza e nos faz mais próximos dos outros.

Catequese “mistagógica”
O Papa compara este dinamismo do amor com os movimentos cardíacos: sístole e diástole, se concentra para se encontrar com o Senhor e imediatamente se abre para pregar Jesus. O exemplo fez do próprio Jesus, que se retirava para rezar ao Pai e logo saía ao encontro das pessoas sedentas de Deus. Daqui nasce a importância da catequese “mistagógica”, que é o encontro constante com a Palavra e os sacramentos e não algo meramente ocasional.

Criatividade
E na hora de pregar, Francisco pede que os catequistas sejam criativos, buscando diferentes meios e formas para anunciar a Cristo. “Os meios podem ser diferentes, mas o importante é ter presente o estilo de Jesus, que se adaptava às pessoas que tinha a sua frente. É preciso saber mudar, adaptar-se, para que a mensagem seja mais próxima, mesmo quando é sempre a mesma, porque Deus não muda, mas renova todas as coisas Nele.
O Papa conclui agradecendo a todos os catequistas pelo que fazem, mas sobretudo porque caminham com o Povo de Deus. “Eu os encorajo a serem alegres mensageiros, custódios do bem e da beleza que resplandecem na vida fiel do discípulo missionário.”

O Simpósio Internacional sobre Catequese teve início no dia 11 de julho e prossegue até o dia 14. O encontro tem como tema “Bem-aventurados os que creem”, e entre os conferencistas estão o Arcebispo  Luis Francisco Ladaria sj, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Mons. José Ruiz Arenas, Secretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização
 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Cantar "A MISSA" e não "NA MISSA"

Outro dia fiz uma inquietação no face sobre essa questão: Qual o certo, cantar na missa ou cantar a missa?
Houve os que disseram ser o certo Cantar na missa e outros afirmando ser cantar a missa.
Participando de formações com liturgistas conceituados, aprendi ser o certo:  CANTAR A MISSA.
Partilho com vocês um trecho  do livro A MISSA parte por parte do Pe Luiz Cechinato, onde ele diz que: " O canto na missa está a serviço do louvor de Deus e de nossa santificação. Não é apenas para embelezar a Missa, mas para nos ajudar a rezar. E cada canto deve estar em plena sintonia com o momento litúrgico que se celebra, a fim de que não se cante "na Missa" mas se cante "a Missa". Portanto, um canto penitencial deve nos ajudar a pedir perdão de coração arrependido; um Canto de ofertório deve nos ajudar a fazer nossa entrega a Deus; um canto de comunhão deve nos colocar em maior intimidade com Deus e expressar nossa adoração e ação de graças. O Concílio Vaticano II diz que " a música sacra será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver ligada à ação litúrgica". Assim, ela favorece a unidade do Povo de Deus e dá melhor solenidade e beleza aos ritos sagrados.
O canto na liturgia, não é só para enfeitar e fazer a Celebração ficar mais bonita. É mais que isso. Ele "é" oração, pois "quem canta, reza duas vezes"

O canto litúrgico não tem o sabor de canto teatral. Deve estar isento de vaidade e exibição. Convém que se ouça o conjunto todo das vozes e não apenas uma ou duas vozes que se sobrepõem. Também, o som ds instrumentos é para ajudar as vozes e não para abafar o canto. O que se deve ouvir é um povo cantado, a não ser quando um salmista está fazendo o solo. A equipe de liturgia não é para 'substituir' o canto da Assembleia, mas para animá-la a cantar. Não pode ser um grupo separado, fora do corpo da comunidade, mas uma "equipe de animação" que leva todo o Povo de Deus a cantar."

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Recado rápido!!

Se me perguntar: 
O que é preciso para ser um BOM Catequista?
Sem titubear, respondo que o catequista entre outras coisas, precisa gostar de ler, de estudar, de participar de formações...Tem que ter sede do saber, para que possa saber fazer.

(Imaculada)