Perdi o sono, estou acordada e ligada na tomada desde 03h30 da madruga... Tão logo, clareou, senti vontade de escrever um pouquinho, falar com vocês...
Primeiramente, bom dia amados meus, espero tenham tido boas festas, momentos de confraternização em família, viagens, ou até mesmo um tempinho para não se fazer nada... Precisamos disso para voltar com força total... Há quem questione as férias na catequese, eu apoio e amo, pois ninguém é de ferro e nossa vida não se limita apenas à vivência comunitária... Aprecio e preciso de um tempo sem programações, agendas, formações... Mas, como não temos total domínio sobre nossos pensamentos, me vejo aqui pensando e refletindo sobre nossas ações catequéticas em pleno 09 de Janeiro... Isso é mais forte que minha vontade de fazer ou pensar em nada em janeiro.
Primeiramente, bom dia amados meus, espero tenham tido boas festas, momentos de confraternização em família, viagens, ou até mesmo um tempinho para não se fazer nada... Precisamos disso para voltar com força total... Há quem questione as férias na catequese, eu apoio e amo, pois ninguém é de ferro e nossa vida não se limita apenas à vivência comunitária... Aprecio e preciso de um tempo sem programações, agendas, formações... Mas, como não temos total domínio sobre nossos pensamentos, me vejo aqui pensando e refletindo sobre nossas ações catequéticas em pleno 09 de Janeiro... Isso é mais forte que minha vontade de fazer ou pensar em nada em janeiro.
2012 foi-se... Mas nossas inquietações nos acompanharão com certeza em 2013... Nessa estréia de um novo ano, fazemos planos de ser uma pessoa melhor, um catequista mais preparado, consciente, convicto... Muitos iniciam novas turmas agora em Fevereiro, em muitos lugares, como no meu caso, retornamos, pois a Eucaristia acontece na Páscoa e se estende até final de junho com os encontros mistagógicos... Depois, após subir mais um degrau, esses mesmos catequizandos permanecem na sua caminhada rumo ao amadurecimento na fé... Diferentemente de outros lugares, aqui, nossas novas turmas iniciam-se em agosto... Estranho?Não! Isso faz parte de um processo pensado, estudado e elaborado de forma continuada, sem quebras, buracos e sem evasões... Onde a Eucaristia não é final de curso e sim, alimento, combustível para continuar na caminhada da iniciação à Vida Cristã.(trabalhamos com afinco para atingir essa meta, mas como nada é perfeito, essa continuidade não acontece em 100%, poucos são os casos de catequizandos que dão um tempo e voltam para a Crisma... a maioria dos pais estão já conscientizados de que nossa catequese é continuada... Disso, somos testemunhas que tem valido a pena todo esforço, graças a Deus!)
Sendo assim, Fevereiro para nós, é tempo de queimar os miolos, tempo de avaliar a caminhada até aqui... Depois de tantos meses, será que nossos pimpolhos estão preparados para receber Jesus Eucarístico? Será que estão maduros para receberem o Crisma? Será que nossos catequizandos/catecúmenos adultos estão certos do que querem?
No caso da catequese em idade infantil, por mais que transmitimos com maturidade e convicção, muitos não amadurecem em alguns meses, ou em dois, três anos... Por isso batemos na tecla que devemos organizar nosso processo catequético de forma continuada....
Poxa vida, e eu aqui dando voltas para chegar no assunto dessa minha postagem, a pedrinha no sapato de todo catequista... a participação da Santa Missa, com gosto, prazer, necesssidade, AMOR... Esse tema não é nada novo neh!! Mas, no início, eu disse que trazemos para o ano novo as mesmas inquietações... Lembram?
Então, havia prometido essa historinha para um amigo catequista, mas achei que seria oportuno partilhar com todos que passam por aqui... Portanto, sejam multiplicadores dessa reflexão, de forma simples sobre a Missa...
Beijo grande, volto agora para minhas férias de Janeiro...
Imaculada Cintra
Para ilustrar...
Uma história para se pensar...
Lúcia é catequista de crisma, mas seu filho Jefferson, de 14 anos, não quer mais saber de ir à missa.
- Vamos à missa, Jefferson? Seu pai e eu já estamos indo.
- Ah, não mãe! A missa é muito chata! Não entendo nada do que o padre fala, toda semana é a mesma coisa... Não vou, não. Tenho que tomar banho para ir à festa na casa do Augusto. A galera inteira vai lá.
- É Jefferson, eu concordo com você. Às vezes, a missa fica muito chata mesmo. As leituras são malfeitas, a homilia do padre se estende muito, a equipe do canto desafina, o microfone está desregulado... Mas me diga uma coisa: Porque você quer ir à festa do Augusto?
- Ué, mãe, porque ele é meu amigo e o pessoal vai estar lá.
- E se você não for?
- Se eu não for, vão começar a achar que não sou mais amigo deles.
- Pois é meu filho. Precisamos dedicar tempo para estar com nossos amigos. Uma pergunta: você continua sendo amigo de Deus?
- Acho que eu já fui mais... Mas Deus ainda é o mais importante na minha vida.
- Pensando assim, o que pode acontecer se você não for à missa mais?
- Deus vai achar que eu não mais amigo dele...
- Com certeza, não, Jefferson. Deus é um amigo que nunca desiste de nós. O que pode acontecer é você ir desistindo cada vez mais dele. Você é quem sabe.
Jefferson pensou um pouco. Sentiu o convite de Deus e disse sim. A amizade com Deus é algo que não se pode jogar fora.
Vocês conhecem histórias parecidas com essa? O final é o mesmo?
Porque muita gente se afasta da missa? A catequese tem algo a ver com isso?
E você: porque vai à missa? Necessidade? Obrigação? Tradição? Convicção?
Para Refletir...
Precisamos ir à missa? Não podemos só praticar o bem? Não podemos rezar sozinhos, em casa?
Há algum tempo muita gente tem se colocado essas e outras perguntas. Não são poucos aqueles para os quais a missa perdeu ou vem perdendo o sentido. Diversos fatores têm contribuído para isso: a variedade de atrações que seduzem o ser humano contemporâneo; a catequese fraca na família e na comunidade; a tentação de tornar a missa envolvente a qualquer custo, fazendo-a assemelhar-se por vezes mais a um espetáculo que a um momento de intimidade com o Senhor; a má preparação e o mau desempenho de muitos ministros da celebração (sacerdotes, diáconos, acólitos, leitores, cantores...), entre outros motivos.
Por outro lado, nunca a missa se tornou tão acessível: com a reforma empreendida pelo Concílio Vaticano II, há 50 anos, os textos litúrgicos são propostos na língua do povo; os meios de comunicação transmitem diversas celebrações Eucarísticas diariamente; por toda parte, promovem-se cursos de liturgia. Mas, parece que isso não tem bastado para dar à eucaristia um lugar central na vida de todo cristão católico. Onde está, então o problema?
A questão coloca-se antes, bem antes dos diferentes "tipos" de missa, de padre, de música. Ela envolve uma resposta pessoal à seguinte pergunta: "Tem sentido eu participar da eucaristia?"
Conclusões...
Só faz sentido falar em participação na eucaristia para quem é discípulo de Jesus: não apenas mais um na multidão, mas alguém para quem Jesus tornou-se mestre, tornou-se amigo, tornou-se tudo. Aí, para quem se decide pelo seguimento de Jesus, a eucaristia é um momento não só necessário, mas desejado e sublime. A missa é momento magnífico de encontro com quem mais amamos, (e com quem nos ama perdidamente)
Quem não reconhece a importância da eucaristia em sua vida faz isso porque ainda não reconheceu sequer a importância de Jesus. Não por culpa própria, certamente: esse é o problema de aplicar um "verniz de Evangelho" sobre as pessoas, sem proporcionar-lhes uma experiência da beleza da vida em Cristo e a oportunidade de se decidirem por segui-lo.
Fonte: Revista Ecoando, nº 40, por Giovanni Marques Santos.