Vamos lá!
Estava esperando concluir esse encontro para fazer a postagem, mas como tem catequistas querendo saber mais detalhes dessa dinâmica, vou postar, depois edito fazendo a conclusão.Usamos o manual do NUCAP-Núcleo de catequese Paulinas - Iniciação à Vida Cristã -Eucaristia. Acho riquíssimo esse material, mas não me prendo a um único manual, uso vários para montar meu encontro.Estamos trabalhando o tempo do querigma. O tema é: O paralítico é curado (João 5,1-15). Passagem bíblica onde relata pessoas doentes esperando pelo momento exato para entrar na piscina de Betesda para serem curados e tem lá um paralítico que nunca consegue chegar primeiro por conta da sua condição que dura 38 anos e não encontra ninguém para ajudá-lo.O objetivo principal é despertar a solidariedade, a vontade de ajudar o próximo, principalmente pessoas com deficiência. O colocar-se no lugar do outro.Eles precisam se dar conta que existem pessoas enfermas, que sofrem dores e às vezes estão presas a uma cama, vive numa cadeira de rodas...Começo nosso encontro colhendo deles experiências vividas com pessoas doentes, acamadas ou amigos na escola com deficiência. O momento é de ouvir. Minha turma é bem participativa. É importante ouvir todos. Por isso não consegui concluir esse tema num único encontro. Depois de ouvir, os conduzi para a dinâmica 'Construindo um Castelo".
Dividi a turma em 04 grupos. Em três grupos, uma pessoa se passando por alguém com as seguintes deficiências: Mudo, cego e o paralítico. É importante escolher a dedo, o mais falante para ser aquele que não vai falar nada, aquele que presta atenção nos detalhes, para ser o que não enxerga e aquele inquieto para ser o deficiente físico.Entreguei os materiais, cartolinas de diversas cores, lápis de cor, tesoura, cola(isso eles podem levar em seus estojos)Dei a seguinte ordem: "Vocês devem construir com esse material um Castelo da forma como quiserem!" Foi só essa ordem, não disse nada sobre aquela pessoa com deficiência no grupo e que teriam que incluí-los na atividade. Devemos observar se isso parte deles. Como lidam com as diferenças.Foi gratificante observar que as "pessoas com deficiências" foram tratados com respeito e participaram da construção do Castelo de alguma forma. No próximo encontro vou colher deles os frutos da dinâmica, ouvindo os que fizeram o papel de portadores de deficiências e também ouvir os outros. Quais foram as dificuldades?(isso muda de turma pra turma, uma amiga catequista fez a mesma dinâmica e não obteve o mesmo resultado, crianças não se sentiram à vontade para se passar por deficientes...)Depois de ouvi-los, aí sim, vou iluminar com a Palavra de Deus. Como Jesus tratava essas pessoas. Qual é o olhar dele para essas pessoas em nossos dias. Enfim, vamos atualizar a Palavra.
Pelas fotos, podemos observar que estou lidando com um grupo onde foram educados para acolher, amar, ajudar...Fiquei emocionada!!
CONSTRUÇÃO DE CASTELOObjetivo: Vivenciar as dificuldades e facilidades de atuar em grupo, tendo como integrantes Pessoas com Deficiência.Material:• 1 venda para olhos• 50 cm de corda;• 4 cartolinas;• 4 tubos de cola;• 4 tesouras;• Canetinhas;• Lápis de cor;• Giz de cera.Desenvolvimento:• Dividir os participantes em 4 equipes: equipe A, equipe B, equipe C, equipe D.• Na equipe A, um dos membros fará o papel do deficiente físico. A pessoa ficará com a mão imobilizada durante a atividade;• Na equipe B, um dos membros da equipe ficará com os olhos vendados durante a atividade;• Na equipe C, uma das pessoas deverá permanecer sem verbalizar durante a atividade;• Na equipe D, nenhum dos membros exercerá papel de deficiente;• Todas as equipes receberão o mesmo kit de materiais ( 1 cartolina, 1 tubo de cola, 1 tesoura, canetinhas, lápis de cor, giz de cera) e a instrução de que deverão construir um castelo em 30 minutos;• Após o tempo determinado de 30 minutos, os grupos deverão observar o castelo construído pelas outras equipes.Fechamento:• O facilitador perguntará a cada equipe se está satisfeito com o produto final construído;• As pessoas que exerceram o papel de deficiente relatarão como foi vivenciar este papel durante a atividade;• Os demais membros da equipe comentarão como foi desenvolver uma atividade com uma Pessoa com Deficiência na equipe, e sentiu dificuldades, como contornaram a dificuldade;• Questionar se o grupo optaria por uma outra sistemática de trabalho se tivesse mais uma oportunidade;• Fazer uma reflexão em grupo de como temos envolvido as Pessoas com Deficiência no desenvolvimento das atividades.