sexta-feira, 1 de junho de 2012

Me encontras e me alimentas...


“Os crentes possam reconhecer na Eucaristia
 a presença viva do Ressuscitado, 
que os acompanha na vida cotidiana”. 

Essa é a intenção de nosso querido Papa Bento XVI para o Mês de junho. 
Esse é o nosso desejo não só para o mês de junho... que nossos catequizandos, nossas famílias, cada catequista reconheça esse Jesus na Eucaristia, presença que dá sentido, que aquece o coração, fortalece e nos encoraja em nossa caminhada. 

Recebi a oração abaixo, achei linda, mas não sei quem que é o autor...

Quantas Eucaristias em minha vida eu já recebi!
Graças e mais graças derramadas em minha existência.
Quantos encontros pessoais entre irmãos e irmãs na fé.
Sou eternamente grato pela tua presença na eucaristia, presença contínua de ação de graças ao Pai.
Sou grato, Senhor, porque me encontras e me alimentas, nos encontramos e orientas por onde devo caminhar.
Sustenta minhas forças, estás sempre comigo para silenciosamente me ouvir e para falar comigo através da vida.
Como és bom, meu Senhor!
Como és bom!
 Amém!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Recadinho de Franca para Recife...

"Atualmente estou em "licença pastoral", pois já estou no 8º mês de gravidez e tô perdendo o pique para ir aos encontros e reuniões da catequese (mas continuo contribuindo com nossos catequistas através do email, telefone, preparando material...); e ainda tenho que dar conta de 8h diárias no trabalho."

Ler algo assim funciona pra mim como uma injeção de ânimo. Quando vejo a luta, a garra, a determinação de tantos catequistas que após 08h de trabalho, afazeres domésticos, algumas com filhos pequenos, ou como no caso da Xanda, grávida de 08 meses, ainda encontra energia para dedicar-se à catequese no período noturno ou aos sábados. Olha, feliz é nossa Igreja que pode contar com tantos guerreiros espalhados por esse mundo afora.

Xanda, Deus te abençoe muito e que venha ao mundo esse "cristãozinho(a)" com muita saúde. Você é exemplo do que chamamos "fé embrionária". Uma criança que é gerada, ouvindo a mãe evangelizar com esse carinho todo pelas coisas do alto, já nasce iniciado na fé.

Descanse, coloque essas pernas pro alto, que nessa altura deve estar parecendo mais uma pipa (ou não), a coluna não aguenta mais o peso dessa barriga... Quero uma foto do nosso(a) catequistinha mirim, assim que nascer.

Grande beijo!
Imaculada

terça-feira, 29 de maio de 2012

Republicando...

 

Encontrei essa postagem, escrita em janeiro de 2010... Dois anos e quatro meses se passaram... Estou republicando, pois ela vem de encontro a postagem anterior, escrita para o  "Catequese e Bíblia!  Há tanta coisa pra se fazer e não vamos conseguir nada se não entrarmos na luta. ( cá entre nós, e quem ninguém me ouça, mas tem hora que tenho vontade de liderar uma grande manifestação, dar o  grito, um basta à falta de carinho, interesse, comprometimento com  a catequese em muitos lugares.) Sabe aquele velho ditado: "a esperança é a última que morre", então, confiando   nisso,  acredito que um dia a catequese será a pupila dos olhos numa paróquia... 

"Os tempos não são melhores ou piores; os tempos são outros".

Viver uma catequese de lamentações, buscando a nostalgia de um tempo que não existe mais - ou talvez nunca tenha existido - não resolve. "No meu tempo, os catequizandos respeitavam os catequistas, os professores, os filhos obedeciam aos pais", Na minha época, o mundo era bem melhor!" Eu cresci e você também escutando essas e outras afirmações ditas por nossos pais. Isso às vezes nos dá um certo desânimo, parece que esse mundão de meu Deus tem jeito não. E isso está encarnado na catequese, deixando prevalecer nossas falhas na maneira de catequisar, nos fazendo sentir  incapacitados, nos paralizando, parece que estamos engessados, muitos até desistem. 


Lendo o livro "Pedagogia da amizade", li uma frase que me inspirou a fazer essa reflexão: "Os tempos não são melhores ou piores; os tempos são outros". De fato, os tempos são outros, estamos em plena transformação todos os dias, não podemos parar no tempo no que diz respeito à catequese, muito menos retroceder, querendo voltar a uma catequese de perguntas e respostas prontas e decoradas. Repito, os tempos são outros, que bom seria se os catequistas que de fato amam a catequese, entrassem o ano de 2010 com garra de lutar por uma mudança na catequese, adequando aos tempos em que estamos vivendo.


Estou dizendo isso, porque até agora não conversei com nenhum catequista que me dissesse: "Olha, Imaculada, esse ano tenho um propósito de provocar ou sugerir algo para a catequese, ao contrário, tenho escutado  o desabafo de muitos, dizendo estar desanimados, porque não consegue mais ficar amassando barro, sem nenhuma perspectiva de mudança, que até já tentaram,mas não foram escutados. 


Mas, se você está se sentindo incomodado, será que não é pra você dar o pontapé inicial, arregaçar as mangas e ir à luta, procurar o pároco, se esse não resolver, procurar o bispo, sei lá quem mais! Se você que ama a catequese está sem gáz, então, esperar por quem? O espírito Santo está soprando aos quatro cantos o que precisa ser feito na nossa ação evangelizadora, só não vê e não ouve quem não quer, mas que ele tá gritando, ele tá! O que nos pediu o ANC? O que nos pediu o DA? O que nos pediu a III SBC? O que nos pediu a assembléia das Igrejas? Se você não sabe, busque no google.


 A hora é agora... Ei, vamos embora, que o esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer... Eitá, quem canta mesmo essa música? Alegre seu coração, tire o bumbum dessa poltrona e vá a luta, Deus conta com Catequistas ardorosos, zelosos pela causa do Reino. No mínimo, promova, exija um estudo sobre o documento saído do forno sobre a INICIAÇÃO CRISTÃ. Fui chata neh! eu sei!  Com carinho!

No mínimo...Hilário!!


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Os tempos são outros...

Desde o ANC (Ano Nacional de Catequese),em 2009,  o que mudou em sua paróquia?

Em sua paróquia, diocese, foi oferecido alguma formação sobre Iniciação à Vida Cristã, querigma,  o RICA , a Catequese em estilo catecumenal?

Qual a data onde são celebrados os sacramentos de Iniciação? No final do ano ou na Páscoa?

Os catequistas têm em mente que na catequese não existem: professores, alunos, aula?

Os pais,  foram conscientizados da importância de uma catequese continuada e sem quebras, e que seu filho(a) não está ali para receber esse ou aquele sacramento, mas para se tornar um cristão maduro e adulto na fé?

Existe um trabalho organizado para se trabalhar/evangelizar os pais?

Existe na sua paróquia uma estrutura para acolher aqueles que acabaram de fazer a Primeira Eucaristia?

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Testemunho


Encontramos uma grande resistência por parte dos catequistas, quando falamos do trabalho de visitação às famílias dos catequizandos. Uma das causas principais é o medo. Esse, muitas vezes nos paralisa.  E de fato, a primeira visita a gente nunca esquece, nem a segunda, nem a terceira, aliás, nenhuma, pois a cada visita é uma  manifestação do amor de Deus que não conseguimos explicar. É ver pra crer!

Lembro-me que quando começamos as visitas aqui, os catequistas,  aqueles que tinham dito "SIM(na época, nem todos aderiram), pegavam uma quantidade de catequizandos(famílias) pra visitar, isso aleatoriamente, ninguém sabia quem seria catequista de quem. (Hoje,  mudamos isso, cada catequista visita sua turma. Nenhum catequista coloca resistência).


Uma visita especial...
Na época, estava eu com minhas fichas, aquelas famílias que Deus tinha me confiado. Fiz todas as visitas, sem grandes problemas, quer dizer, faltava uma menina.  Não conseguia agendar de jeito nenhum a visita, a cada ligação era uma desculpa que a mãe arrumava.

Na primeira vez que liguei, quando me identifiquei e falei da inscrição da filha na catequese e que precisava marcar a visita,  ouvi da mãe: " Eu não coloquei ninguém na catequese, isso é coisa dela e do pai..." Ela foi dizendo que era evangélica, que isso, que aquilo... Enfim, foi curta e grossa! Se eu tivesse um pouquinho de vergonha na cara, não teria prosseguido, mas como sou teimosa, depois daquele impacto desconcertante,  insisti.


A cada sugestão de data, ela dizia que tinha  um compromisso e me dispensava. Não consegui, aquilo  ficou me cutucando, até que tive coragem de ligar novamente e torcendo pra que ela não atendesse aquele telefone. Por sorte minha,  o pai atendeu, expliquei novamente e tentei agendar, sem sucesso, pois mãe e filha não estariam em casa. O pai disse: "Você pode vir que conversamos..." Não concordei, pois que a visita deveria acontecer com a família reunida. Marcamos a bendita data.


Como  sofri até  colocar os pés pra dentro daquela casa,  não sabia o que me esperava, ou melhor, sabia sim.  Rezei como nunca havia rezado antes de uma visita, entreguei, mesmo receosa, fui. Chegando lá, nos sentamos, menos a mãe, que ficou encostada no sofá, só espiando e com uma cara amarrada... O fato dela não ter se sentado conosco, me incomodou, isso demonstrou que estava fora da conversa, e que  não tinha nada a ver com "aquilo". Logo no começo,  do nada diz: "Espero que vocês não queiram que eu me case na Igreja..."

Pensei comigo: "poxa mulher, desarme, sou da paz! Seu casamento vemos depois! Só quero anunciar Jesus" (Socorro Jesus, a coisa aqui  não vai ser mole!)

Fiz o querigma com todo meu amor, aquela criança começou a conversar comigo de uma maneira tão próxima a mim, que parece que já  nos conhecíamos. Falante, extrovertida, comunicativa! Me apaixonei por ela e ela por mim. O meu dia de catequese era o único que ela não podia, por conta de outros compromissos, mas fez o pai garantir que ajeitaria para que ela fizesse catequese comigo.

A mãe, ainda atrás do sofá disse: "Duvido que você vai conseguir dar catequese, vocês vão só conversar..." Disse a ela: "Espere e verá..."

Acabou a visita, graças a Deus!
Que nada! Tava apenas começando, uma linda história de amizade. Aos poucos fui me aproximando dessa mãe, descobri nela uma pessoa linda. Acredita, que nos tornamos até comadres, pois a "menina" não era batizada na católica e sim na evangélica. Fui escolhida pra madrinha, com consentimento da mãe (e do pai também).

Hoje somos bem próximas e sempre brinco com ela ( Oh encrenca, porque Deus foi colocar você na minha vida, nem consigo te converter ...rsrsr...) E não to preocupada com isso, pois quem converte é Deus. Fiz e faço a minha a parte, sempre que posso conversamos sobre "algumas coisinhas".

Só sei meus amigos, que  isso tudo só aconteceu porque consegui romper com o medo. Eu poderia ter devolvido a ficha pra coordenadora. Mas, tinha forte no meu coração, se Deus havia confiado a mim aquela  família, não poderia desistir. Foi pra mim a visita mais difícil, porém a que mais me apeguei, a que mais me marcou. 

Então, quando eu vejo o medo nos olhos dos catequistas com relação as visitas, eu entendo, mas testemunho que é possível, que  cada visita é um presente que ganhamos de Deus. É uma paz inacreditável. Paz, fruto do Espírito Santo... Portanto, amados meus, permitam essa experiência. 


Beijo grande pra você que está sempre por aqui, um final de semana abençoado e aquecido pelo fogo do Espírito Santo.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Vem Espírito!

Uma pessoa sem o Espírito Santo é como um filme sem cor, sem som, sem legendas.
Espírito Santo de Deus...
Vem,  botar um colorido novo em nossas vidas.
Vem, capacitar aqueles que estão à frente de um projeto de renovação da catequese.
Vem, dar um novo ânimo aos desanimados, renove as forças desses tantos catequistas espalhados por esse mundo todo.
Vem, dissipar todas as nuvens carregadas que sobrevoam nosso ministério.
Vem, com seu bálsamo, tocar, curar e restaurar todo coração ferido, magoado.
Vem, faz  de nós novas criaturas. 

terça-feira, 22 de maio de 2012

Querigma

O autor do livro  ‘Evangelizar os Batizados’, José Prado Flores,  diz que: “Querigma deve preceder a catequese. Que  o querigma é o primeiro anuncio de Jesus e que a catequese é o ensino progressivo da fé. Se o querigma é a forte badalada do sino, a catequese é o eco da badalada. A catequese prolonga o anúncio querigmático. A catequese, para produzir fruto abundante que permaneça, deve estar em seu lugar: SEMPRE DEPOIS DO ANÚNCIO QUERIGMÁTICO.”

Na teoria, acho que isso já está claro pra nós. Mas, na prática, como abordar uma pessoa, como  anunciar Jesus? Seria ótimo se os catequistas fossem capacitados para “anunciar”, que aprendessem numa “escola para evangelizadores” os passos do querigma e em seguida praticassem através das visitas. 









domingo, 20 de maio de 2012

Reencantar-se!

Nessa semana, fomos numa paróquia de nossa diocese para conversar com os catequistas( eu e a Renata). Eles estão tentando dar uma guinada na catequese, e nós,  tentando orientar. Não foi um encontro de formação, mas um encontro para trocas de experiências .
No decorrer da conversa, o coordenador, uma pessoa dedicadíssima, me fez uma pergunta: "O que a gente faz quando nos deparamos com tantos catequistas desmotivados, que não querem nada com nada..."

Infelizmente, esse problema não é só dessa paróquia, acho que isso acontece em todo lugar. Nem todos caminham no mesmo ritmo, muitos ainda não se descobriram CATEQUISTAS VOCACIONADOS. Nessa vida agitada, atribulada,  as coisas acabam caindo na rotina, inclusive a catequese. Não encontramos tempo para o"sagrado", nossa espiritualidade vai minguando, vamos esfriando e quando percebemos estamos empurrando nossa missão com a barriga. Foi-se o encantamento!

Em muitos casos, nossos catequistas e agentes de pastorais precisam mesmo é de uma evangelização, de um anuncio querigmático, de uma conversão pastoral, de um encantamento ou reencantamento pela pessoa de Jesus

Quando estamos encantados por alguma coisa, nosso olhar brilha, nosso corpo fala, nossa voz vibra... Assim sendo, quando estamos encantados por Jesus, aquilo que fazemos, que falamos, ECOA com vibração.

Nossos catequistas precisam sim de muita formação, mas também de encontros motivacionais, de encontros para reavivar a chama do Espírito Santo. A festa de pentecostes está chegando, aproveitemos a oportunidade para nos reabastecer.


Nossa catequese, nossos catequizandos, merecem catequistas encantados e motivados!




 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Divulgue em seu blog...



Quantos catequistas existem  em nossa paróquia? E em nossa diocese? E em nosso regional? Qual o número de catequistas espalhados por esse imenso Brasil?
NUNCA SABEREMOS, se  não fizermos a nossa parte. 

Clique nesse link, 
http://www.cnbb.org.br/intranet/catequistas/
 faça o seu e se proponha a cadastrar os catequistas de sua paróquia que não tem acesso à internet. Passe o link para os catequistas internautas.
Vamos lá! 
Divulgue essa iniciativa em seu blog. 
Porque não mostramos que somos unidos numa hora dessa!